Cai uma pequena tempestade lá fora. Perdi a conta de quantas já caíram essa semana, daquelas de alagar tudo e derrubar casas. Na TV vejo uma enchente atrás da outra em cidades já caóticas, um terremoto atrás do outro num país já imensamente devastado pelo descaso humano. Mas é um lindo dia.
Morre uma grande ativista, que todos desejaríamos ser imortal. Governantes são filmados botando dinheiro na meia e na cueca, dão uma desculpa qualquer e são absolvidos. E, em ano de eleição, o povo se descabela à procura de um menos-pior. Um lindo dia.
Pra uns, um ano que parece já começar triste, à espera do fim do mundo. Para outros… o dia ainda está bonito lá fora.
De repente resolvi digitar “U2” na caixa de pesquisas ali do lado e constatei, surpreso, que nunca falamos nada sobre essa banda aqui no site. “Como assim?”, pensei. Sete meses no ar, 247 posts, e a única coisa referente a Bono Vox e cia. foi uma música de fundo num vídeo e no Podcast?…
Pois já era hora de botar um videozinho deles. Ou melhor, dois (muito bons, por sinal). Se encaixa perfeitamente na nossa proposta – e, mesmo pra quem não é lá muito fã, vale a pena ao menos parar pra pensar um pouquinho no que eles representam no mundo!…
O U2 (nome que pode significar tanto um avião da 2ª Guerra quanto uma trocadilho com “you too”, “você também”) foi formado na década de 70 por alguns adolescentes que se conheceram na escola. Isso foi na Irlanda; era época de conflitos entre “protestantes” e “católicos”, era época da Guerra Fria; era época do Domingo Sangrento. E eles se reuniram pra fazer música. Pra encurtar a história, hoje são considerados a “maior banda do planeta”.
Mas o que faz deles tão “grandes”? O carisma? Os shows memoráveis, que sabem usar de efeitos especiais como ninguém, sem abusar? Os clipes? O rock bem feito? A pinta de “bons-moços”, sem serem “santinhos”? A espiritualidade? O ativismo pela “paz mundial”?…
Talvez tudo isso, com certeza. Mas, pra mim, o que faz o U2 ser realmente o U2, indefectível após mais de 30 anos de estrada (e com a mesma formação desde quando lançaram o 1º disco), é a forma como encaram a música. Não é só compor, gravar, tocar. É viver.
Só sei que é legal pensar que o rock’n roll, que já foi visto de forma tão negativa e, convenhamos, já causou tanta porcaria nesse mundo, tem hoje como grande ícone uns rapazes que se preocupam em passar uma mensagem bacana. Profundos, mas sem ser nem um pouco “carolas”. Sem querer formatar ninguém, sem serem “os donos da verdade”.
Por que eles sabem que o mais importante não é achar. É procurar.
Todo blogueiro, ao menos uma vez na vida, já fez um post do tipo “desculpem o sumiço, estou meio sem tempo”… Pois é. Juro que pensei que não ia fazer isso aqui no VPV… mas o clamor popular foi grande, os fãs simplesmente pediram (pra ser mais específico, um “fã” especial lá de Niterói)! Sim, [...]
Antes de mais nada, gostaria de dizer que posso ser considerado seguidor de um messias. Aliás, a maioria de nós o é (ou, como eu, ao menos “tenta ser”…). Numa cultura fortemente influenciada pelo cristianismo, quase todos temos Jesus, de uma forma ou de outra, como um modelo a ser seguido – e, para muitos, [...]
Hoje tirei uma rede do meu quarto. Quando mudamos de apartamento, há alguns meses, estava lá aquela redinha de nylon, tampando as duas janelas da casa. O apê é até bem arejado, todo cômodo tem uma basculante por onde entra bastante luz, vento e um ou outro passarinho intruso. Dá pra ver um pedacinho do [...]
Comentários