“Tempora mutantur et nos mutamur in illis”
(O tempo muda, e nós mudamos com ele)
Provérbio Latino
Arquivo da tag: tempo.
Tags: mudança, Salvador Dalí, tempo, vida, Vivo Pela Vida
Todo blogueiro, ao menos uma vez na vida, já fez um post do tipo “desculpem o sumiço, estou meio sem tempo”… Pois é. Juro que pensei que não ia fazer isso aqui no VPV… mas o clamor popular foi grande, os fãs simplesmente pediram (pra ser mais específico, um “fã” especial lá de Niterói)! Sim, recebi ontem a seguinte sugestão por e-mail:
“Acho que tá faltando um post no site no mínimo dizendo como está difícil mantê-lo atualizado e quem sabe discutindo das dicotomias que a vida nos leva, nos fazendo deixar alguns projetos inacabados e paralisando outros por algum tempo!!!!”
A grande questão é: como discutir algo tão complexo quanto o tempo, exatamente quando não se tem tempo? hehehe…
Achei melhor, então, deixar com o Lenine. Ele fala por nós…
Paciência
(Lenine e Dudu Falcão)
Mesmo quando tudo pede
um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
um pouco mais de alma
A vida não pára…
Enquanto o tempo
acelera e pede pressa
Eu me recuso, faço hora
vou na valsa
A vida é tão rara…
Enquanto todo mundo
espera a cura do mal
E a loucura finge
que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência…
O mundo vai girando
cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência…
Será que é tempo
que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo
pra perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara…
PS: Não deixamos isto aqui de lado, assim como eu nunca abandonei o Humanando, meu blog pessoal, apesar de as postagens por lá estarem cada vez mais raras… Continuam sendo “pequenos pedaços de mim” aqui na internet. Acho que, como tudo na vida, nem sempre temos o mesmo “furor” com as coisas, a mesma empolgação inicial, o mesmo tipo de paixão (e, como dizem, “amor” é paixão que amadurece)… Às vezes um período de silêncio dá mais valor à fala que se segue; às vezes, depois de muito falar, é preciso parar e refletir sobre tudo o que foi dito. E, nestes últimos dias de mestrado (não é preciso falar mais nada, né? rs), sou forçado às vezes a guardar um pouco mais as reflexões, a frear a vontade de escrever por aqui, a fazer os dedos no teclado serem levados mais pelo esforço que pelo prazer – o que não quer dizer, é claro, que não haja nada de prazeroso num trabalho acadêmico, e nem que manter um blog não exija nenhuma dedicação mais séria. Mas assim é a vida, é preciso dar um lugar para cada coisa. Basta um pouco mais de paciência…
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