suicídio

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A única seção que eu realmente gosto de ler nos portais de notícias é a de casos estranhos.

Hoje tive uma grande surpresa ao ler o caso desses russosrussos_suicidas

Ele perdeu a noiva um dia antes do casamento, ela estava grávida e tinha sido expulsa de casa pelos pais.  Aparentemente só tinham uma coisa em comum,  estavam decididos a cometer suicídio no mesmo local e na mesma hora.

Ela chegou primeiro, estava na beirada da ponte enquanto ele chegava… A vida falou mais alto e o rapaz, mesmo querendo se matar, segurou-a pela blusa e impediu a tragédia

Depois de muito conversar viram que tinham muitas coisas em comum, o amor substituiu a desesperança, e hoje eles estão muito felizes e vivos!

Achei a história muito interessante, não sei se foi coincidência, providência, ou um bloco do Magnólia que foi cortado na edição.

A vida surpreende, a vida acontece …

(Fonte: Portal R7)

Saiba mais sobre a notícia aqui.

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Por Pe. Zezinho, scj.

Susan BoyleO que houve com Susan Boyle, voz fenomenal, 47 anos, internada em maio de 2009 com sinais de colapso nervoso e com a menina Maísa, 7 anos, que chorou duas vezes por sentir-se deslocada diante das câmeras que ela parecia dominar; o que houve com centenas de pessoas a quem a fama feriu por alguns momentos ou para sempre, merece reflexão.

A notoriedade não é para qualquer pessoa nem para qualquer idade. Há formigas que carregam pesados fardos e chegam ao formigueiro. Outras, sucumbem à caminho, ou abandonam a carga. Têm acontecido com cantores, artistas, sacerdotes, jogadores e atletas. A mídia é veículo, mas pode se tornar um fardo acima da capacidade da pessoa. Isso explica os desvios de conduta de alguns jogadores de futebol que jogam tudo para o ar e tiram férias por própria conta; também artistas que abandonam o set de filmagem e vão embora cuidar de sua vida pessoal; também os religiosos que rompem com a vida espiritual pregressa e partem para o seu projeto pessoal, e isso, em todas as igrejas. Adriano na Seleção

Foram milhares os famosos feridos pela fama. Suicídios, crimes, desrespeito à palavra dada e aos contratos assinados, graves desvios de conduta, sucessivos matrimônios falidos, perda de rumo, graves problemas com a lei ou com o seu público mostram que, tanto entre eles, os notórios e famosos, quanto entre os não notórios cansados de algum fardo, há feridas incuráveis. Mas o drama ganha dimensões catastróficas quando alguém galgou os degraus da fama.

Álcool, drogas, superdoses de medicina, tendência à autodestruição estão na ordem do dia de muitos famosos; não porque são famosos, mas porque no caso deles, a fama tornou-se peso impossível de administrar. Pensaram controlar e acabaram controlados. É que ninguém fica famoso sozinho. Há todo um mecanismo de marketing atrás da fama. É esse mecanismo que sustenta os famosos que, desde o começo, se revela maior do que a pessoa promovida.

Michael JacksonOs famosos são mais levados do que imaginam ir. Como a criança no carrinho dos tutores que não deseja ir onde a levam, alguns famosos esperneiam, querem fugir do contrato, tentam saltar fora e arcar com menos compromissos, mas nem sempre conseguem. “The show must go on” dizia-se em Hollywood. Pararam de dizer, mas ainda o fazem. Em outras palavras, vale o show e não o artista, nem mesmo o artista número um! Há milhões de dólares em questão!

Aí a fama começa a doer. E é sofrimento mortal que alguns tentam amenizar com drogas. Em alguns casos, como o de Elvis Presley, Marilyn Monroe e Michael Jackson e Elis Regina, que perderam o controle do que ingeriam e do pastor Jim Jones que perdeu o controle da fé que anunciava, chega-se ao ponto do não retorno. Algum dia virá a super-dosagem. O tristemente famosos pastor matou-se e matou mais de 800 fiéis ao ver que sua Jonestown corria o risco de não dar certo… Não soube voltar atrás. Apostara demais no seu projeto.

Maísa e Sílvio SantosCrianças pagaram um alto preço pela notoriedade. De Shirley Temple a Maísa, há que se distinguir o que para uma criança é brincadeira e quando deixa de ser. No caso de Maísa, a simpática e prendada menina de sete anos, sinalizou com clareza que a brincadeira do ancião e famoso apresentador tinha ido longe demais. A brincadeira dele a feriu. Shirley Temple que, na sua época, encantou milhões de cinéfilos, amargou um terrível ostracismo ao deixar a infância. Com ela, Pablito Calvo e centenas de crianças midiáticas. A vida se lhes mudou radicalmente depois daqueles dias de holofotes.

Marilyn Monroe, Janis Joplin, Elvis Presley, Judy Garland, Michael Jackson, Elis Regina, Cássia Eller, quinze ou vinte famosos brasileiros, são apenas alguns dos mais conhecidos entre os mais de mil nomes de pessoas famosas que por um momento, ou por anos a fio perderam o controle e a paz. O caso da subitamente famosa Susan Boyle que, vivendo fama súbita de algumas semanas, precisou de ajuda logo após ter perdido uma competição, mostra que, às vezes, o peso da fama tira a pessoa do seu eixo.

Pastor Jim Jones, que comandou suicídio coletivo nos anos 70Não acontece apenas no mundo artístico. Jogadores de futebol, atletas e até religiosos guindados à fama perderam com facilidade o referencial e mudaram radicalmente de postura. Pensavam controlar a publicidade, mas foram por ela controlados. A fama, tanto quanto a mídia, são cavalos xucros. Feliz de quem consegue montá-la por anos a fio, sem cair. Na arena, a média é de cinco a oito segundos. Na vida, alguns passam décadas diante das luzes. Outros, porém, em menos de dois anos acabam cegos pelos mesmos holofotes que tanto cortejaram. A formiga cortara pedaço maior do que poderia carregar!

Quantos entre nós podem garantir que seriam mais fortes? Oremos pelos famosos. Alguns buscaram desesperadamente os pesos que hoje carregam. Outros não buscaram, mas descobriram-se famosos. Uns e outros sofrem. Mas quem quis a fama sofre mais. Muito provavelmente fez concessões que não deveria ter feito.

Fonte: www.padrezezinhoscj.com

(os grifos, as imagens e os links são nossos)

http://pt.wikipedia.org/wiki/Judy_Garland

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Vida

Era um jovem de mais ou menos 18 anos que só tinha vontade de uma coisa: morrer. As coisas simples como sorrir, abraçar um amigo, olhar nos olhos, bater um papo, sonhar, não faziam parte da sua pessoalidade. Sorria somente com a desgraça dos outros; abraçava para tirar proveito; olhos nos olhos, jamais; trocar uma idéia com alguém era risco de perder sua moral. Sonhar? Preferia ficar acordado, bem acordado.

Um viciado sabe que para permanecer vivo tem que se vestir de uma armadura pesada todos os dias. No mundo do tráfico é ainda pior. A sensação é que até a sua respiração é vigiada, principalmente se está sob o efeito das drogas. Para ele cada despertar era um convite à guerra, onde o campo de batalha era sua mente. “Não existe paz interior, o desespero é constante, não pára!”, reclamou ele um dia. A armadura pesada servia para esconder o homem frágil que se refugiava ali dentro e o efeito das drogas servia para amenizar a angústia que nunca ia embora.

Ele conta que dos 13 aos 17 anos usava maconha para abrir a cabeça, viajar, rir do nada. A cocaína trazia a sensação de bem estar, de “tudo posso”, de poder. Sensações bem diferentes das que sentia depois, aos 18 anos. Neste tempo dizia que sua “onda” durava uns 5 a 10 minutos e que depois disso o medo o invadia subitamente. Para recuperar aquele tempo ínfimo de prazer, dava outra “bola” ou outro “teco” e assim repetidamente. Emagreceu 9 quilos: de 68 foi para 59. A cada dia sua fisionomia era deprimente.

Certo dia recebeu um convite para um encontro. Meio ressabiado ele foi e nunca mais voltou. Não, aquele jovem sem esperança nunca mais voltou! O que eu vi voltar foi uma criatura nova. Nesse encontro sentira algo parecido com saudade, um sentimento nunca vivido anteriormente, uma paz e um amor muito além de sua força e compreensão. As tentativas de suicídio, o desespero, a depressão, por um instante desapareceram… Parecia mágica! Deu um abraço e um beijo na sua mãe assim que chegou em casa. Um abraço gostoso de perdão que fez rolar aquelas lágrimas quentes sobre o rosto dos dois, fazendo renascer a esperança numa família destruída pelas drogas.

A partir daquele dia iniciou uma luta pela vida. As armaduras agora eram outras e o homem ali presente passou a ser grande em dignidade, porém, condicionado à força maior que é Deus. A decisão de ser limpo era do rapaz, não havia mágica (aliás, nunca houve). Houve, sim, um “encontro com um acontecimento, com uma pessoa que dá um novo horizonte à vida e, com isso, uma orientação decisiva” *.

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Foi um resgate de vida, em que, no início, Deus fez 99% e o jovem, dizendo seu sim, fez seu 1%. Só que depois, a cada dia, as coisas iriam se igualando: 98% para Deus e 2% para o jovem; 97% para Deus e 3% para o jovem e assim progressivamente até um dia ficar 50 a 50. Acredito nessa pedagogia da vida humana em Deus. Ele não quer marionetes em suas mãos. Deus não controla a vida de ninguém e nem resolve os problemas de ninguém – apesar dele ter suas surpresas. Mas creio que Deus concede a força, a paz interior, o impulso, as pistas, as inspirações e em contrapartida a colaboração do homem traz o pleno conhecimento de “ser pessoa”. A decisão continua sendo do homem, mediante a resposta que ele dá ao chamado que Deus lhe faz todos os dias. Um chamado à vida eterna, experimentada e saboreada aqui na Terra.

Não foi fácil para aquele rapaz livrar-se do vício e enfrentar a discriminação e as desconfianças da sociedade. Certa vez ele correu para o banheiro da escola e começou a comer folha de caderno para não fumar de novo. Teve que recuperar o tempo perdido na escola, voltou a estudar e começou a participar ativamente do grupo jovem da cidade, o mesmo que havia organizado o encontro. Fascinado com a Bíblia, pensou em um dia ser pregador. Alguns meses depois fez sua primeira pregação e contou sua história de vida. Logo estava pregando em todo canto da cidade, trazendo consigo muitos jovens.

Tudo estava indo de vento em popa até que o empolgado rapaz começou a ficar dependente da religião. Vivia um vício religioso e um fanatismo que o cegou e o fez refém de tabus e medos que retardaram sua consciência de jovem por muito tempo. Por conta do passado com as drogas, a radicalidade foi de início uma opção preferível. O problema é que ele parou naquele estágio espiritual deixando que a Lei fosse sua guia, anulando a liberdade que Deus lhe dava – que na sua cabeça era confundida com libertinagem. Vivia numa dimensão “céu – inferno” vinte e quatro horas por dia. Quando rezava, era somente para buscar a unção para pregar com poder, ou para testemunhar o Deus que ele passou a forjar na sua cabeça, ou então para não ir para o inferno numa luta frenética e sem inteligência contra pecados que achava que eram tão absurdos.

Muitos questionamentos, então, começaram a perturbá-lo a respeito da fé, da vida, da justiça social, da Igreja e do próprio Deus. Teve diversas oportunidades de voltar para o vício das drogas. Mas Deus o segurou! Mas mesmo assim o jovem pregador “chutou o balde”. Só que, se afastando um pouco, ele pôde analisar melhor toda a obra de arte da sua vida e pôde ver um novo tempo de descobertas: um novo chamado de Deus estava iniciando.

Descobriu que é possível sim ter amigos de fé mesmo que não sejam da Igreja. Buscou enxergar em outras filosofias e literaturas – outrora tão rechaçadas por ele – rastros de Deus e de vida. Percebeu que ler autores seculares, como José Saramago, Dostoievski, Enrique Dussel, Karl Marx (e alguns de seus seguidores), Mário Quintana, Adélia Prado, Machado de Assis, Lispector e outros não trazem perigo de perda de fé. Redescobriu a beleza nas letras de Renato Russo; a identidade escondida no samba de raiz e na música caipira; a irreverência poética de Cazuza e Cássia Eller; o progressismo e o misticismo de Pink Floyd e d’O Rappa e até mesmo na incoerência poética de Raul Seixas.

Descobriu dentro da Igreja a riqueza de outros movimentos e pastorais na maneira de viver a fé; e leu autores como Leonardo Boff, Frei Betto, Rubem Alves, entre outros – e se deixou tocar pela profundidade musical e literal de Pe. Zezinho e André Luna; a força libertadora na música de Zé Vicente; o equilíbrio espiritual de Pe. Joãozinho e Pe. Fábio de Melo (este hoje mais conhecido pela mídia).

E hoje, dia 21 de março de 2009, faz 10 anos que essa história de vida teve início. Uma história que não é melhor nem pior que a de ninguém. É a história de mais um fruto da misericórdia de Deus que com o tempo descobriu que religião e liberdade são mais bem vividas por pessoas que crêem, mas querem saber. E segue equilibrando sua porcentagem de humanidade com a porcentagem divina do Eterno.

O que eu sei é que esse jovem, dez anos mais velho, só tem vontade de uma coisa: VIVER!

Celebremos a vida, vibremos com essa vitória, rezemos por ele!

Pedro Junior

“só há uma chance pra viver”…

* Citação: Documento de Aparecida, § 12.

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Sugestão musical do dia!

Música que trata, de forma poética, do sofrimento causado pelo descaso de outros, daqueles que “tinham que nos defender”, de quem tem muitas vidas correndo nas mãos mas é incapaz de se sensibilizar com a situação alheia. Uma crítica aos poderosos, mas ao mesmo tempo um louvor à esperança do povo sofrido, que não desiste de viver mesmo em meio a tantas dificuldades: povo que “chora sorrindo”. Inspirada no depoimento de uma senhora que, num documentário sobre a seca e a miséria na região do semi-árido nordestino, em meio às lágrimas que vertia ao contar sua triste história de luta e dificuldade, abriu um sorriso modesto e, entre o choro e o riso, disse: “Não há de ser nada, a gente confia em Deus”!

“Hoje muitos choram, mas não desistem de viver” já foi o grito de guerra de uma comunidade da grande São Paulo que protestava contra uma ordem judicial que determinava a desocupação de suas casas, e o alento para uma garota que estava prestes a se suicidar quando ouviu esta música na TV e pôde repensar sua existência. Apresentada aqui na empolgante versão do DVD “Acústico e ao vivo”, recentemente relançado pela gravadora Som Livre para todo o Brasil, essa canção alegre é também uma boa fonte de reflexão, como sugerem as outras versões disponíveis no Youtube.

Aproveite e conheça mais sobre o Rosa de Saron no My Space. Vale a pena!!

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