Um dos documentários mais interessantes que vi na faculdade foi “Do Luto à Luta“, de Evaldo Mocarzel (pai daquela garota com Síndrome de Down que faz novelas na Globo). Trata-se de depoimentos de famílias que passaram pela experiência de ter um filho com Down, além de demonstrar a vida que os portadores da síndrome levam – alguns até mesmo trabalhando como diretores de cinema!
Mas o que achei mais interessante no filme foi perceber que, em geral, o relato dos pais revela um grande choque no momento em que ficam sabendo da notícia, passam por um verdadeiro “luto” ao descobrirem que o filho “normal” que tanto esperavam não existe… (alguns entram em profundo desespero, muitas vezes por desconhecer o que era o tal do “mongolismo” de que os médicos falavam). Mas todos eles relataram que, após o luto, quando veio a hora de levar a vida em frente e aprender mais sobre a síndrome pra poder dar o devido cuidado ao filho, o “luto” transformou-se em “luta“. Nem tanto contra as dificuldades de se criar uma criança com Down, embora elas existam; mas, acima de tudo, uma luta contra o preconceito. Chega a ser surpreendente vê-los falando: “Hoje, não queria que meu filho fosse de outro jeito. Hoje agradeço a Deus por ter um filho com Down, e por tudo o que isso me proporcionou”.
Impressionante, ao imaginarmos que é algo que pode acontecer com qualquer um de nós, que não desejaríamos passar por isso… mas, se passarmos, talvez um dia nos peguemos falando a mesma coisa! Já pensou?…
O documentário vai aí, para quem quiser. Recomendo bastante, é um filme bem bonito, bastante elogiado e, se não me engano, ganhador de prêmios por aí. Vale com certeza a pena dedicar uns momentos para assistir. Faz pensar!
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Bem, mas… por que eu coloquei “anencefalia” no título do post?
Porque, ao ler depoimentos de pais que tiveram filhos com anencefalia, me peguei percebendo detalhes bem parecidos. A tristeza da descoberta, a frieza (por vezes estupidez) dos médicos ao dar a notícia e sugerir alternativas, o olhar estranho dos amigos, a invasão de tantas pessoas querendo lhe dizer o que fazer, o amor incondicional que vai se sobrepondo a tudo… Enfim, um luto que se transforma em luta.
Acha que estou exagerando? Que a experiência com a Anencefalia é muito mais dolorosa, difícil de comparar? Realmente é complicado comparar duas síndromes tão distintas, mas verifiquei que, para os pais, vê-se certa semelhança – com a diferença de que, na Síndrome de Down, a luta dura a vida inteira, e na Anencefalia, em geral, alguns meses (do diagnóstico durante a gravidez até o óbito da criança). E, surpreendentemente, pode-se dizer que os pais geralmente sentem quando a vida do bebê se vai é um misto de alegria pelos poucos momentos que passou com a criança com a sensação de “dever cumprido”, ao ter feito o possível para serem bons pais no pouco tempo em que estiveram com o filho.
Loucura? Mascaramento do fato de estar cuidando de um filho “zumbi” que nem cérebro tem? Neurose motivada pela moral religiosa que proíbe o aborto desses fetos??
Bem, pelo que conheci destes casos (e alguns até pessoalmente), digo categoricamente que não. Como na Síndrome de Down, muitas dessas opiniões aí são puro preconceito – muitos deles, infelizmente, incentivados por lobbys políticos poderosos que querem, a todo custo, ver o aborto aprovado em nosso país (e tentam conseguí-lo pelas “beiradas”). Acreditem…
Pois veja os depoimentos abaixo ou visite o site www.anencefalia.com.br, onde são contadas histórias emocionantes de casais que passaram por esta experiência.
Garanto que irá, no mínimo, questionar-se sobre seus conceitos.
E, no máximo, vai pensar na vida. Repensar sua vida…
PS: Para saber o que realmente é a anencefalia, visite Anencefalia-info (com base em artigos científicos).
















Forma nova de passar o mesmo conteúdo de sempre? Uma tentativa moderna de pregar um conteúdo “anti-moderno por natureza”? Ou simplesmente um transbordar natural, da forma como ele sabe fazer, daquilo que ele vive e sente?… Seja como for, Padre Fábio causa estranheza. Sua primeira impressão, arrisco dizer, nunca é das melhores – com exceção, talvez, das interessadas em
Até que chegou a hora de apresentar sua banda. Aí, pronto. Ao ver que todos os músicos do padre estavam com a frase “Todos contra a pedofilia” estampada na camisa, o Jô disse que aquela era uma campanha “supérflua”, já que, a seu ver, “ninguém é a favor da pedofilia” (talvez ele acredite que os pedófilos ajam contra a própria vontade, quem sabe..). O padre, sem perder a simpatia, ainda tentou explicar o óbvio, da importância da visibilização da campanha (que nem era dele), mas não adiantou. Jô Soares, que se declara católico, não estava mesmo a fim de dar um voto de confiança àquele sujeito que, ora essa, estava ali, “ousadamente”, representando a mais malfadada de todas as instituições – a Igreja Católica. E disparou:


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