Pe. Fábio de Melo

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(a partir de 1:40)

“Aqui ninguém vai colocar a mão no bolso e dizer pra você com uma camisinha na mão: “Proteja-se”. Nós não queremos revestir apenas uma pequena parte do seu corpo. A proteção que nós queremos dar para você é no todo da sua vida. A nós não importa proteger apenas a sua genitalidade, não…

Você sabe por que o governo está preocupado em proteger a genitalidade dos jovens? Porque não o encara como uma totalidade. Não o encara como um ser que merece respeito, dignidade…

Minha gente, eu sei que há momentos na vida em que o discurso é reduzido a um mal menor. Tá bom, a camisinha vai evitar os filhos indesejados, vai evitar a AIDS, vai evitar as doenças venéreas, eu sei tudo isso. Mas camisinha não impede ninguém de ser prostituta. Camisinha não proteje ninguém da prostituição socializada. Camisinha não lhe proteje da solidão, quando chega quarta-feira de cinzas, e você tem aquela certeza que você foi cinzas, mesmmo: você foi tão queimado ao longo deste carnaval, que só restou cinzas…

O discurso tem que ser muito mais amplo. Mas nós também temos culpa disso, quando nós reduzimos o discurso religioso a um discurso moral. Quando nós começamos a pensar que seguir Jesus é cuidar apenas da sexualidade, e o resto está controlado. Não! Sexualidade é um detalhe da nossa vida que será integrado ou não à medida em que nós cuidarmos do todo. É no contexto das nossas escolhas que nós vamos encontrar o caminho para chegar a essa dignidade – a ponto de você adquirir tanta maturidade que ninguém vai precisar plastificar nenhuma parte do seu corpo…

Pe Fábio de MeloE nem você vai precisar escutrar as restrições: ‘proibido, proibido’, ‘proibido’… Não! Deus entra na nossa vida e nos coloca bom gosto. Em qualquer lugar que nós estivermos, nós teremos que ser capazes de fazer a triagem: ‘isto serve’, ‘isto não me serve’…”

O assunto é sempre polêmico… Mas neste dia ele estava insipirado (citou até Sartre), falando num lugar em que se sente bastante à vontade… Desabafou sobre o assédio e foi a fundo em um tema espinhoso para o próprio contexto religioso em que estava: a Liberdade de Consciência.

Foi na Comunidade Canção Nova, no Carnaval deste ano. Vale a pena conferir tudo. Com certeza.

Boa semana!

Pe. Fábio de Melo e sexualidade: “Direito de Escolha”

(A partir do min. XX do vídeo acima)

“Aqui ninguém vai colocar a mão no bolso e dizer pra você com uma camisinha na mão:

“Proteja-se”. Nós não queremos revestir apenas uma pequena parte do seu corpo. A

proteção que nós queremos dar para você é no todo da sua vida. A nós não importa

proteger apenas a sua genitalidade, não…

Você sabe por que o governo está preocupado em proteger a genitalidade dos jovens?

Porque não o encara como uma totalidade. Não o encara como um ser que merece

respeito, dignidade…

Minha gente, eu sei que há momentos na vida em que o discurso é reduzido a um mal

menor. Tá bom, a camisinha vai evitar os filhos indesejados, vai evitar a AIDS, vai

evitar as doenças venéreas, eu sei tudo isso. Mas camisinha não impede ninguém de

ser prostituta. Camisinha não proteje ninguém da prostituição socializada. Camisinha

não lhe proteje da solidão, quando chega quarta-feira de cinzas, e você tem aquela

certeza que você foi cinzas, mesmmo: você foi tão queimado ao longo deste carnaval,

que só restou cinzas…

O discurso tem que ser muito mais amplo. Mas nós também temos culpa disso, quando

nós reduzimos o discurso religioso a um discurso moral. Quando nós começamos a

pensar que seguir Jesus é cuidar apenas da sexualidade, e o resto está controlado.

Não! Sexualidade é um detalhe da nossa vida que será integrado ou não à medida em

que nós cuidarmos do todo. É no contexto das nossas escolhas que nós vamos encontrar

o caminho para chegar a essa dignidade – a ponto de você adquirir tanta maturidade

que ninguém vai precisar plastificar nenhuma parte do seu corpo…

E nem você vai precisar escutrar as restrições: ‘proibido, proibido’, ‘proibido’…

Não! Deus entra na nossa vida e nos coloca bom gosto. Em qualquer lugar que nós

estivermos, nós teremos que ser capazes de fazer a triagem: ‘isto serve’, ‘isto não

me serve’…”

O assunto é sempre polêmico… Mas neste dia Pe. Fábio estava realmente inspirado

(citou até Sartre), palestrando num lugar em que se sente bastante à vontade…

Desabafou sobre o assédio e foi a fundo em um temaespinhoso para o próprio contexto

religioso em que estava: a Liberdade de Consciência.

Foi na Comunidade Canção Nova, no Carnaval deste ano. Com certeza, vale a pena

conferir tudo!

Boa semana!

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Fábio de Melo

Eu não tenho como escolher o fato de estar vivo. Mas eu posso desdobrar o fato de estar vivo em inúmeras possibilidades – e limites. Nós somos, ao mesmo tempo, limites e possibilidades…


Pe. Fábio de Melo

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Estamos com todo o gás essa semana!podcast

Hoje temos o prazer de lhes apresentar nosso primeiro PODCAST! Isso mesmo podcast!

Se você não sabe o que é podcast, não se preocupe, você é normal. Podcast é mais uma das formas de comunicação que a internet possibilitou ao  mundo.

Lembra de longe um programa de rádio, só que neste caso foi produzido pelo Vivo Pela Vida, que você pode baixar e escutar no Computador, Ipod, Carro, Mp3, Mp4, Mp999, etc. De quebra ainda leva uma trilha sonora de ótima qualidade!

Pensando no nosso modo de ver a vida, e na dose homeopática de loucura que experimentamos diariamente, batizamos nosso podcast de VidaLoucaCast (apesar de não temos relações com o grupo Racionais MCs). Esperamos que gostem.

Neste primeiro episódio, descubram como é que surgiu o Vivo Pela Vida, qual é a proposta do site, por que o Gabriel é o mineiro reclamão, o Pedro o maranhense sensato e o Luis o paulista bobo da trupe. E mais: porque não gostávamos de ver Xuxa (exceto pela Caverna do Dragão e Paquitas), o que fomos fazer nos desertos escaldantes de Muriaé, a campanha da fraternização, e finalmente porque somos o blog brasileiro que mais apóia o Pe. Fábio de Melo. Escute e Descubra!

Escute aqui!

 

Ou faça o download em MP3 – 39MB e escute no seu mp3player

(clique com o botão direito do mouse e em “Salvar destino como”)

Siga o Twitter Oficial do Vivo Pela Vida!

E não esqueça de comentar, falando o que você gostou, o que não gostou, pedindo músicas, etc…

(Essa foi nossa primeira experiência em podcasts, então pedimos desculpas caso não agrademos com a edição. Novas edições virão e a qualidade vai melhorar… Lembrem-se: A arca de Noé foi construída por amadores, o Titanic por profissionais… )
fas_malucas
Um grande beijo para nossas fãs,
independente da formação das mesmas…

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Rosângela Justino

Rosângela Justino, disfarçada por temer represálias

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) estabeleceu, nesta sexta-feira, uma censura pública à psicóloga Rosângela Alves Justino, que há 20 anos oferece tratamento a homossexuais insatisfeitos com a sua orientação, desejosos de tornarem-se heterossexuais.

O Conselho proíbe este tipo de prática desde 1999, e Rosângela poderia ter sofrido punições mais severas, como suspensão temporária do exercício profissional ou a cassação do registro. Mas a batalha vai continuar, pois tanto os Movimentos Gays quanto o advogado da psicóloga estão a fim de ir mais a fundo na questão, e ela afirma que irá prosseguir com a prática. “Vejo que as pessoas têm direito de procurar esse apoio. É a pessoa que define o que quer dentro da psicoterapia. Não sinto vergonha e nunca sentirei de acolher pessoas que querem deixar voluntariamente o estado de homossexualidade”, disse em entrevista à Agência Brasil.

A questão é mais complexa do que possa parecer. A resolução 001/99 do CFP  proíbe o “tratamento” da homossexualidade com base na afirmação de que ela “não constitui doença, nem distúrbio, nem perversão”. Mas, na verdade… é meio complicado, por assim dizer, afirmar que isto é um “consenso científico”, como nos lembra até aquele criativo comercial do canal Futura: “até hoje os cientistas discutem (…) se a opção sexual é definida pela genética”…

“Não são as respostas que movem o mundo. São as perguntas”

A própria evolução da forma como as Organizações de Saúde costumam tratar a homossexualidade costuma ser guiada mais por lutas políticas (entre os Movimentos Gays e setores mais “conservadores”) do que necessariamente por resultados de pesquisas científicas. Os próprios ativistas gays dos EUA já lutaram para que a homossexualidade fosse reconhecida como doença, numa época em que isso era politicamente interessante à causa – e anos depois, quando não era mais, invadiram as reuniões da Associação Americana de Psiquiatria exigindo a mudança. Uma vez vi uma palestrante contar essa história num importante Congresso de Saúde Pública, e ao final um rapaz levantar e questionar se ela não achava que na o Movimento Gay, ao contrário dos “religiosos”, só defendia interesses científicos. Ela foi enfática: “Não acho. Essa luta é mais política que científica. O Movimento Gay tem os seus dogmas sim, assim como a Igreja tem os seus!” (a diferença, acrescentaria eu, é que a Igreja não esconde isso…).

E, no meio desse furacão todo, estão eles – aqueles que um dia descobrem-se homossexuais, bissexuais, transgêneros ou qualquer coisa que se distancie do dito “normal” – haja ou não esse “normal” de verdade. Doença, transtorno, condição genética, cultura, destino, “simples escolha” ou seja lá o que for, o fato é que não é fácil. A questão da orientação sexual costuma estar rodeada de inúmeros conflitos… Causas? Conseqüências? Sofrimento fruto apenas do preconceito social? Perguntas, perguntas… Quantas perguntas!

Mas são elas que movem o mundo, como diz o comercial do Futura. É assim que se faz ciência. O que não dá é pra pregar a tolerância e ser intolerante com quem pensa diferente acerca de questões que ainda estão em aberto… Será que o fato de considerar determinado comportamento como patológico quer dizer  necessariamente que se está discriminando quem o pratica? E será que é censurando quem pensa assim que vamos diminuir o preconceito?…

Pois outro dia eu e o Luís nos metemos a conversar sobre esse assunto. Resultado: uma madrugada inteira de discussão e nenhum consenso. Só conseguimos concordar com alguma coisa quando vimos este vídeo do Pe. Fábio de Melo, em que ele diz o que acha mais importante na abordagem que alguém que se diz cristão deve ter sobre o assunto.

Pe. Fábio de Melo fala sobre homossexualismo

“Nós não temos o direito de jogar ninguém fora!” Acho que isso serve pra todos. Tanto para aqueles que ainda acham o homossexualismo “o maior dos pecados” quanto para quem vê “homofobia” em tudo que é canto. Mais importante que tentar “curar” um homossexual ou um “homofóbico” (já que chamar um pensamento de “fobia” é afirmar que quem pensa assim tem necessariamente uma doença psíquica) é tentar ver o ser humano que está ali. Em meio a tanto rebuliço que esse caso causou, parece que ninguém se lembrou de procurar algum paciente da Rosângela, para saber como ele realmente era tratado…

Independente de considerá-lo um “doente” ou não.

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Fábio de Melo

Quando as pessoas começam a se considerar melhores, mais verdadeiras, mais dignas por conta de uma postura religiosa, elas acabam se sentindo no direito de desprezar o que é diferente delas.

E é aí que mora o maior dos perigos.

Pe. Fábio de Melo

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Novo vídeo VPV – clique aqui para assistir no Youtube


Ontem divulgamos o e-mail que Casé Fortes, coordenador da campanha “Todos contra a Pedofilia“, enviou ao Jô Soares esclarecendo a importância desta luta, diante de certo descaso que o apresentador demonstrou em relação a ela, durante entrevista com o Pe. Fábio de Melo. Tal e-mail foi enviado há mais de 2 meses, mas até hoje não obteve resposta.

Resolvemos, pois, fazer algo a mais para ajudar na reflexão sobre o assunto, que é tão urgente. Se tal tipo de pensamento ainda atinge até pessoas com o respeito e a influência de Jô Soares, certamente é porque ele está bastante difundido por toda parte, entre cada um de nós…

Eis, então, este nosso novo pequeno vídeo. Que, mais uma vez, pretende ser mais do que algo “nosso”, mas uma contribuição para uma causa que é de todos.

Digulguemos!

Grande abraço,

Equipe Vivo Pela Vida.

Realização: Vivo pela vida
Imagens:
Internet / Entrevista do Pe. Fábio no Jô – 21.05.09.
Música: “Lá de longe” – Tribalistas (Carlinhos Brown, Marisa Monte e Arnaldo Antunes)

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Padre Fábio no Jô

Veja aqui a entrevista na íntegra:

Padre Fábio de Melo no Jô – parte 1

Padre Fábio de Melo no Jô – parte 2

Padre Fábio de Melo no Jô – parte 3

Padre Fábio de Melo no Jô – parte 4

Padre Fábio de Melo no Jô – parte 5

Ele é o maior fenômeno de mídia dos últimos tempos: seu primeiro CD lançado por uma grande gravadora, em um único mês, atingiu o primeiro lugar entre os mais vendidos de 2008. Seu recém-lançado DVD vai pelo mesmo caminho, e seu último livro é destaque absoluto em todas as livrarias. Ele é Fábio de Melo, um padre nada convencional, tentando passar uma mensagem bem convencional: o cristianismo.

Fábio de MeloForma nova de passar o mesmo conteúdo de sempre? Uma tentativa moderna de pregar um conteúdo “anti-moderno por natureza”? Ou simplesmente um transbordar natural, da forma como ele sabe fazer, daquilo que ele vive e sente?… Seja como for, Padre Fábio causa estranheza. Sua primeira impressão, arrisco dizer, nunca é das melhores – com exceção, talvez, das interessadas em algo além da batina, por assim dizer. Já perdi a conta de quantas pessoas já vi descerem a lenha nele num primeiro momento, e depois voltarem atrás, ao prestar mais atenção no que ele diz… Eu, inclusive (a carapuça serve que é uma beleza…). Convenhamos, não é nada fácil entender o que quer esse tal padre com pinta de galã, que às vezes mais parece uma versão rejuvenescida do Fábio Júnior. Tô mentindo?…


E foi com certa estranheza que Jô Soares o recebeu em seu programa, na semana passada. Achei interessante notar a diferença da sua postura entre a primeira metade da entrevista e a segunda. Até o primeiro intervalo, Jô deu várias daquelas suas clássicas tiradas, sérias ou irônicas, que parecem ser mais pra implicar com o convidado do que para debater seriamente o tema, ou mesmo fazer uma “crítica construtiva”…

Foi assim até o padre cantar a primeira música. Praticamente nenhuma pergunta sobre o trabalho ou a vida pessoal dele, só debates teológicos e alfinetadas à Igreja. Pe. Fábio tentava se livrar das saias justas (para ira dos mais conservadores, que ainda nutriam a esperança de vê-lo de batina defendendo a “Santa e Infalível Igreja” a todo custo, ao invés de admitir que querer ser sempre dono da verdade é arrogância)…

Fábio de Melo e bandaAté que chegou a hora de apresentar sua banda. Aí, pronto. Ao ver que todos os músicos do padre estavam com a frase “Todos contra a pedofilia” estampada na camisa, o Jô disse que aquela era uma campanha “supérflua”, já que, a seu ver, “ninguém é a favor da pedofilia” (talvez ele acredite que os pedófilos ajam contra a própria vontade, quem sabe..). O padre, sem perder a simpatia, ainda tentou explicar o óbvio, da importância da visibilização da campanha (que nem era dele), mas não adiantou. Jô Soares, que se declara católico, não estava mesmo a fim de dar um voto de confiança àquele sujeito que, ora essa, estava ali, “ousadamente”, representando a mais malfadada de todas as instituições – a Igreja Católica. E disparou:

“Me parece (não sei, talvez eu esteja enganado) que esta camiseta também é pra que se faça uma campanha pra tirar um pouco da Igreja essa reputação de tantos padres pefófilos, de tantos casos, tantos escândalos ligando a Igreja a casos de pedofilia”.


(Jô critica campanha contra pedofilia do Pe Fábio – a partir de 4:28)

Jesus, que não media palavras na hora de botar o dedo em riste e atacar hipocrisias, também se calou diante de algumas perguntas, quando sentia que não estavam a fim de ouví-lo, mas de condená-lo independente da resposta. Talvez seja o que se passa pela cabeça do padre quando ouve uma indelicadeza dessas. E, em resposta, ressaltou o intuito da campanha (que, como ele já havia dito, não era da Igreja Católica) e fez o que lhe restava fazer: cantar.

O engraçado é que, conversando depois com alguns amigos sobre essa entrevista, o único que não achou o Jô “indelicado” foi justamente um que viu somente a segunda metade da entrevista. Exatamente quando Pe. Fábio começou a cantar e a falar mais do seu trabalho e de suas reflexões. No final, o apresentador, já bem mais simpático, pediu uma bênção. O padre deu, terminando em grande estilo. Talvez depois ele desabafe em algum de seus programas na TV Canção Nova. Mas aquela não era a hora de travar uma batalha apologética. Era a hora de passar sua mensagem.

Talvez, durante este programa, o Jô tenha entrado para o rol dos que vestem a carapuça “eu já falei mal do Pe Fábio e hoje o admiro”. Talvez continue engrossando a lista dos fazem de ataques gratuitos à Igreja um esporte divertido – modalidade preferida de muitos “intelectuais”, que estranhamente são bastante exigentes ao formular críticas embasadas sobre outras instituições ou correntes de pensamento. Padre Fábio de Melo está enfrentando um momento paradoxal, em que a religião vende pra burro e, ao mesmo tempo, é atacada pra burro. Burro, ora essa, é quem simplesmente vai com as outras e segue o discurso que tá na moda, sem nem ao menos refletir por si próprio. Seja de que lado for.

Em tempo: Todos contra a pedofilia! Seja de padres, artistas de TV ou aquele rapaz simpático da esquina…

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padre-fabio-de-meloPadre Fábio de Melo. Não se fala em outra coisa. Só neste final de semana, já foi um especial “Homenagem ao artista” no Raul Gil, a reprise de uma pregação na Canção Nova, uma reportagem especial no Jornal do SBT, e sabe-se lá quantas outras coisas…

A mídia em torno do padre se torna cada vez maior. E não somente em torno dele, a cada dia vemos a mídia de massas ressaltar um certo número de artistas religiosos que buscam diminuir a distância entre o sagrado e o “profano“.

A Somlivre já se rendeu à qualidade musical e ao número de vendas de vários artistas católicos: Pe. Fábio de Melo, Rosa de Saron, Adriana. E muitos outros virão.

rosadesaron-acsticoaovivoNo Vagalume, Kaboing, Terra Letras, e em vários outros sites de letras e cifras da internet, a banda Rosa de Saron está no TOP artistas e músicas…

A que se deve isto?

Quando esta pergunta é feita a qualquer um destes novos artistas a resposta é, muitas vezes, simples e humilde: Só estou fazendo uma parte do trabalho… Só estamos colocando em prática aquilo que Deus nos confiou… Sou só mais um trabalhador na messe…

Isto é fato, e como diria um antigo professor meu: Contra fatos não há argumentos…

Mas outro fato é que, cada dia mais, a sociedade vai abolindo antigos preconceitos e mescla de forma muito bonita o “sagrado” e o “profano“.

Pode padre bonito? Pode rock cristão? O secular não é “pecado”? Podemos ver a religião de outra forma? Podemos ver a vida de outra forma?

Sim, podemos… É fato e contra fatos, não há argumentos…

Além de todo fenômeno midiatico, é importante olhar mais longe.  Essa vida que passa rápido demais para que fiquemos presos em preconceito, timidez ou medo

Um agradecimento pessoal a todos aqueles que fazem da vida, do sagrado e do profano, uma mistura mais gostosa…

Obrigado aos que perceberam que suas penas já cresceram e que é preciso abrir as asas e tentar…
Se eu não tentar não saberei como se voa
Não foi a toa que eu nasci para voar

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Padre Fabio de Melo

Foi a única pergunta que a modelo Giane Albertoni conseguiu fazer a ele durante o bate-papo no programa da Hebe de segunda (09/02). “É que eu fiquei curiosa, ele falou que faz academia, e tal…”. Está na segunda parte da conversa, por volta do minuto 2:18:


parte 1


parte 2

Bem mais contido do que costuma ser nos seus descontraídos shows e no interessante programa que apresenta na TV Canção Nova, o padre parece estar querendo adotar uma postura mais “séria” na mídia secular, como indica o alinhado terno que usou no programa da Hebe. Talvez por conta dos ataques  infames que vem sofrendo por alguns veículos de comunicação nada respeitáveis – e, naturalmente, para tentar desviar a atenção de curiosas como a Giane. Como ele respondeu à Hebe, quando ela comentou sobre sua beleza: “meu desafio é tentar mostrar o meu coração de padre, já que a cara não ajuda”.

Embora realmente tenha uma posição um tanto quanto polêmica quanto à relação entre beleza e salvação (confira aqui um artigo em que ele tenta explicar isso melhor), e as calças que usa nos shows às vezes realmente pareçam “embaladas à vácuo” (como diz uma amiga minha), com certeza não é isto que mais deve nos chamar a atenção neste sujeito. Bem estudado (como deveria ser todo padre), ele tenta levar um pouco mais de poesia e humanidade ao que entende por cristianismo, e particularmente acho interessante que seja ouvido por tanta gente – bem melhor que a figura ingênua que fizeram do Padre Marcelo Rossi (que precisou de um tempo pra aprender a lidar com os “lobos” da mídia…). O Pe. Fábio é um cara que provoca, nos desafia a mandar as primeiras impressões pras cucuias e pensar no que realmente importa…

O hábito não faz o monge – eu, por exemplo, ao contrário das meninas do sofá da Hebe, só fui ver  pessoalmente um padre de batina pela primeira vez no ano passado, e confesso que estranhei um pouco… rs. Se cultivar uma aparência diferente poderia, talvez, ajudar o Pe. Fábio a lidar com os olhares “curiosos” das garotas, é outra história. Mas não é isso que mudará o seu conteúdo, que o fará mais ou menos apto a levar uma palavra interessante pra vida de alguém


Humano Demais!


Em tempo: pra quem não viu o vídeo, o padre respondeu que não vai à praia, mas a modelo não se deu por vencida: “e na piscina??” Daí pra frente a conversa foi sobre a postura discreta que ele procura adotar por onde passa. Com direito aos “ah, que gracinha!”  da Hebe…

UPDATE (12/02/09): Se você também ficou inquieto com a reportagem da Veja, confira  aqui a crítica à revista que ele fez em seu programa, no dia 05/02/09.

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