(a partir de 1:40)
“Aqui ninguém vai colocar a mão no bolso e dizer pra você com uma camisinha na mão: “Proteja-se”. Nós não queremos revestir apenas uma pequena parte do seu corpo. A proteção que nós queremos dar para você é no todo da sua vida. A nós não importa proteger apenas a sua genitalidade, não…
Você sabe por que o governo está preocupado em proteger a genitalidade dos jovens? Porque não o encara como uma totalidade. Não o encara como um ser que merece respeito, dignidade…
Minha gente, eu sei que há momentos na vida em que o discurso é reduzido a um mal menor. Tá bom, a camisinha vai evitar os filhos indesejados, vai evitar a AIDS, vai evitar as doenças venéreas, eu sei tudo isso. Mas camisinha não impede ninguém de ser prostituta. Camisinha não proteje ninguém da prostituição socializada. Camisinha não lhe proteje da solidão, quando chega quarta-feira de cinzas, e você tem aquela certeza que você foi cinzas, mesmmo: você foi tão queimado ao longo deste carnaval, que só restou cinzas…
O discurso tem que ser muito mais amplo. Mas nós também temos culpa disso, quando nós reduzimos o discurso religioso a um discurso moral. Quando nós começamos a pensar que seguir Jesus é cuidar apenas da sexualidade, e o resto está controlado. Não! Sexualidade é um detalhe da nossa vida que será integrado ou não à medida em que nós cuidarmos do todo. É no contexto das nossas escolhas que nós vamos encontrar o caminho para chegar a essa dignidade – a ponto de você adquirir tanta maturidade que ninguém vai precisar plastificar nenhuma parte do seu corpo…
E nem você vai precisar escutrar as restrições: ‘proibido, proibido’, ‘proibido’… Não! Deus entra na nossa vida e nos coloca bom gosto. Em qualquer lugar que nós estivermos, nós teremos que ser capazes de fazer a triagem: ‘isto serve’, ‘isto não me serve’…”
O assunto é sempre polêmico… Mas neste dia ele estava insipirado (citou até Sartre), falando num lugar em que se sente bastante à vontade… Desabafou sobre o assédio e foi a fundo em um tema espinhoso para o próprio contexto religioso em que estava: a Liberdade de Consciência.
Foi na Comunidade Canção Nova, no Carnaval deste ano. Vale a pena conferir tudo. Com certeza.
Boa semana!
(A partir do min. XX do vídeo acima)
“Aqui ninguém vai colocar a mão no bolso e dizer pra você com uma camisinha na mão:
“Proteja-se”. Nós não queremos revestir apenas uma pequena parte do seu corpo. A
proteção que nós queremos dar para você é no todo da sua vida. A nós não importa
proteger apenas a sua genitalidade, não…
Você sabe por que o governo está preocupado em proteger a genitalidade dos jovens?
Porque não o encara como uma totalidade. Não o encara como um ser que merece
respeito, dignidade…
Minha gente, eu sei que há momentos na vida em que o discurso é reduzido a um mal
menor. Tá bom, a camisinha vai evitar os filhos indesejados, vai evitar a AIDS, vai
evitar as doenças venéreas, eu sei tudo isso. Mas camisinha não impede ninguém de
ser prostituta. Camisinha não proteje ninguém da prostituição socializada. Camisinha
não lhe proteje da solidão, quando chega quarta-feira de cinzas, e você tem aquela
certeza que você foi cinzas, mesmmo: você foi tão queimado ao longo deste carnaval,
que só restou cinzas…
O discurso tem que ser muito mais amplo. Mas nós também temos culpa disso, quando
nós reduzimos o discurso religioso a um discurso moral. Quando nós começamos a
pensar que seguir Jesus é cuidar apenas da sexualidade, e o resto está controlado.
Não! Sexualidade é um detalhe da nossa vida que será integrado ou não à medida em
que nós cuidarmos do todo. É no contexto das nossas escolhas que nós vamos encontrar
o caminho para chegar a essa dignidade – a ponto de você adquirir tanta maturidade
que ninguém vai precisar plastificar nenhuma parte do seu corpo…
E nem você vai precisar escutrar as restrições: ‘proibido, proibido’, ‘proibido’…
Não! Deus entra na nossa vida e nos coloca bom gosto. Em qualquer lugar que nós
estivermos, nós teremos que ser capazes de fazer a triagem: ‘isto serve’, ‘isto não
me serve’…”
O assunto é sempre polêmico… Mas neste dia Pe. Fábio estava realmente inspirado
(citou até Sartre), palestrando num lugar em que se sente bastante à vontade…
Desabafou sobre o assédio e foi a fundo em um temaespinhoso para o próprio contexto
religioso em que estava: a Liberdade de Consciência.
Foi na Comunidade Canção Nova, no Carnaval deste ano. Com certeza, vale a pena
conferir tudo!
Boa semana!



Comentários