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Michal Jackson ThrillerHá algum tempo o Luís insiste em que eu faça um Twitter pra mim. Não sou lá muito fã desse negócio, mas hoje decidi dar uma entrada pra ver qual é. Pois não consegui, o site estava congestionado. Me lembrei de quando o orkut estava ainda começando e travava toda hora, e na hora imaginei estar acontecendo algo semelhante com essa nova “modinha” da internet… Mas pouco depois um amigo entra no MSN com uma mensagem estranha, vou no Google e descubro a verdade: Michael Jackson acabara de morrer. E o Twitter travou de tanta gente procurando por notícias.

No Jornal Nacional os apresentadores abalados, na MTV só tocam os clipes dele, em suas longas versões integrais (quase curta-metragens). Realmente, ele está morto. Um fato que, apesar de não desejado, infelizmente já era meio que esperado há algum tempo… Não faltavam rumores de que o cantor estava à beira da morte, comparações de sua imagem com a do início de carreira, histórias sobre os inúmeros procedimentos médicos pelo qual passou até sofrer toda aquela estranha metamorfose corporal… Vítima de vitiligo? Portador de distúrbios mentais? Pedófilo? Talvez só o tempo esclareça a realidade dos fatos… Mas o fato é que a fama realmente parece não ter feito bem a este homem. Se, por um lado, o mundo conheceu um verdadeiro gênio da dança, da performance musical, por outro Michael Jackson conheceu o inferno e o céu em vida. Nenhum outro, certamente, foi ao mesmo tempo tão aclamado e tão criticado no show business como o “rei do pop”. Houve de tudo em seus mais de 40 anos de carreira…

Michael Jackson ao fim da vida Ainda não foram esclarecidos as verdadeiras causas da morte, o que realmente gerou a parada cardíaca e o coma. Mas me pergunto se uma análise mais profunda não encontraria tais causas na própria vida do cantor, tão atribulada desde que, conta a lenda, foi forçado pelo pai a participar de um grupo musical com seus irmãos. Foram 50 anos de uma vida louca, inimaginável para nós, reles mortais… Se a viveu bem, cabe a ele julgar. A nós, cabe aprender um pouco com as lições que tanta loucura nos traz… O artista genial, aquele que se destaca de todos os outros, tem sempre tendência a morrer mais cedo? A ser sempre um louco ou angustiado, a traduzir todo seu sofrimento em arte? Será a grande arte incompatível com a vida?…

É claro que não. Temos grandes exemplos ao longo da humanidade de gênios que souberam viver muito bem, e transmitir essa vida através da arte, da ciência, da filosofia, de formas maravilhosas. E outros que até tentaram, mas infelizmente não conseguiram… Não sei se esse foi o caso de Michael. Mas, com certeza, ele nos deixou algo de bom. Que o resto, então, nos faça refletir e pensar se aqueles que estamos idolatrando hoje não podem se tornar o Michael Jackson de amanhã. Há vários por aí que, com certeza, não estão conseguindo lidar com a fama (Britney Spears que o diga). E nós, como os estamos tratando? Incentivando ainda mais a loucura?…

Em homenagem ao Michael, um clipe que faz lembrar minha infância. É o clipe de música mais assistido no mundo em sua estréia, uma verdadeira superprodução para a época, fez história. Pois é… rs. (proibiram a incorporação dos vídeos em outros sites, mas basta clicar pra ver direto no Youtube!)

Black or White – versão com legendas

Black or White – full version
(versão rara onde, ao final, Michael vence o preconceito – e o zíper – com aquela dança que só ele sabe fazer)


Michael Jackson Dançando

Ao Michael Jackson, nossos votos de que possa, enfim, descansar (ou dançar) em paz!…

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Pe ZezinhoZeca Baleiro

Citar o Pe. Zezinho no último “Pensamento do Dia” me fez ficar pensando um pouco nele… Verdadeira lenda vida da comunicação cristã, ou melhor, da música popular brasileira (quem mais teria ganho 25 discos de ouro, um de platina e um de diamante sem nunca ter aderido à grande mídia?) e mundial (é tido como “o padre cantor mais conhecido do mundo”), o cara é do raro tipo que consegue ser respeitado por todas as “alas” da Igreja Católica (e fora dela também) – com excessão, é claro, daqueles que não respeitam ninguém… E, apesar de tantos superlativos, é daquelas pessoas com quem vale a pena bater um bom papo, quem sabe tomar uma cervejinha (ou um vinhozinho, o que é mais provável…).

Pois ontem acordei lembrando, não sei por que, de uma musiquinha dele que ouvi apenas uma vez, há muito tempo, mas que ficou gravada na memória… Com as graças da Internet, achei-a. É de 1998, se chama “Canção ao Deus Cantor”:

Canção ao Deus cantor

(Pe Zezinho, scj)

Eu acredito
Que Deus existe e fez o mundo e tem amor
Eu acredito
Que o céu existe e lá no céu se canta e dança
Eu acredito
Que Deus faz versos e canções que os anjos cantam lá no céu.

Se Deus existe, ele é amor,
Se Deus existe, ele é cantor.

Eu acredito
Em fazer versos e poemas e canções.
Eu acredito
Em quem se senta a uma varanda e canta e canta.
Eu acredito
Que Deus faz versos e canções que anjos cantam lá no céu.

Por isso quando é nuvem negra eu canto paz
Por isso quando é céu azul eu canto mais
E quando escuto o mar cantar me chamar
Eu canto com o mar.
O universo é uma canção…

Por isso eu sei que Deus existe… e é cantor!


Uma canção simples, mas que pela credibilidade do autor tem certo “peso teológico”. “Se Deus existe, ele é cantor”. É o que ele acredita, e por vezes me pego pensando nisso também. Fala a verdade: a música é algo muito louco para ser simplesmente uma invenção humana. A mais universal das artes, o jeito mais globalizado de fazer desabrochar uma emoção, seja ela qual for. Acho que não tem forma melhor de pensar no conceito de “alma” do que imaginar alguém totalmente mergulhado, absorto, ao interpretar ou escutar uma música qualquer…

Pois essa musiquinha do Pe. Zezinho me remete a outra, de um doido manso lá do Maranhão, que atende pelo nome de Zeca Baleiro.

Heavy Metal Do Senhor
Zeca Baleiro

O cara mais underground que eu conheço é o diabo
Que no inferno toca cover das canções celestiais
Com sua banda formada só por anjos decaídos
A platéia pega fogo quando rolam os festivais…

Enquanto isso Deus brinca de gangorra no playground
No céu com santos que já foram homens de pecado
De repente os santos falam “Toca, Deus, um som maneiro!”
E Deus fala “Agüenta, vai rolar um som pesado!”

A banda cover do diabo acho que já tá por fora
O mercado tá de olho é no som que Deus criou
Com trombetas distorcidas e harpas envenenadas

O mundo inteiro vai pirar com o heavy metal do Senhor…

Do Senhor! Do Senhor!

Deus fazendo Heavy Metal, e o diabo copiando. Estranho? Bem, Rogério Feltrin, fundador do primeiro grupo de heavy-metal católico de que se tem notícia, o Rosa de Saron, escreveu no livro de memórias dos 20 anos da banda sobre a suposta “origem demoníaca do rock”:

“‘A arte é uma forma de expressão propriamente humana, nascendo de um talento dado pelo Criador e do esforço do próprio homem’ (Catecismo da Igreja Católica, nº 2501).” Ou seja, “o demônio nada cria, no máximo destrói”.

Pe Zezinho E ora vejam: este livro, chamado “Rock, Fé e Poesia“, tem o prefácio de ninguém mais, ninguém menos que ele – o Pe. Zezinho, que, apesar de não fazer mais músicas “antenadas” com o mundo jovem já há algum tempo, afirma sua admiração por um rock’n roll bem feito: “Chego a imaginar uma ópera-rock baseada no Dives in Misericórdia. João Paulo II bem que o merecia! Ele viu valor nesse gênero de música”.

Ok, ok… Mas daí a imaginar Pe. Zezinho cantando “Heavy Metal do Senhor” seria demais, não é?

Não é?…

Pois…

Eis que, no longíquo ano de 2005, num congresso em São Paulo, eu recebo um folhetinho com programações culturiais da cidade e, ao folhear, me deparo com uma foto do bom e velho padre com a seguinte legenda: “A série ‘Encontros Improváveis’ reúne Pe. Zezinho e o cantor e compositor Zeca Baleiro no palco do CCBB”.

Zeca BaleiroSim. Esses dois já dividiram o mesmo palco. Cantando, contando casos e jogando conversa fora. Era um projeto que reunía as parcerias mais inusitadas, como Falcão & Zé do Caixão, Zé Rodrix & João Gordo, Lucinha Lins & Elke Maravilha… Mas, buscando pelo Google, o único comentário que achei sobre o encontro entre Baleiro & Zezinho foi que  o Zeca, assim como o idealizador do projeto, “foi muito influenciado na infância” pela música do Pe. Zezinho, fato que justificou a escolha da dupla.

O que aconteceu naquele palco? Como não pude ir, só me resta alimentar a curiosidade mórbida. Se você, caro leitor, por um acaso qualquer, assistiu a esse encontro improvável, por favor atenda nossa súplica: descreva-nos como foi o Heavy Metal do Senhor. Sim, porque essa não pode ter ficado de fora do repertório. Nem que tenha sido numa versão mais light… Aliás, light? Não, obrigado. Assim como o Zeca, eu destesto Coca – e música – light. Seja música sacra, heavy metal ou bossa nova banquinho-e-violão, tem que vir de dentro.

Tem que ter alma.

Fábio Sampaio

Boa semana!

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TanlanFala gente… Esse não é um post da série  “Na música da vida“,  mas bem que poderia ser…

Nós (a equipe do Vivo Pela Vida) conhecemos a banda Tanlan por acaso, no dia da inauguração do site, quando o Gabriel assistiu (e se empolgou) com um vídeo que estava bombando no Youtube.

O maluco que aparece e produz aquele vídeo é o Fábio Sampaio, o vocalista da banda, um cara super gente boa, que hoje já é um dos nossos amigos internéticos.

De quebra, conhecemos o trabalho da Tanlan (“Tan-tan” não, “Tan-lan”!!), que é simplesmente incrível! Além de fazerem um som muito bom (digno de tocar em qualquer rádio), eles ainda buscam passar uma mensagem legal nas letras. No site dá pra ouvir todas as músicas do CD, dá uma olhada lá!

Tanlan – Aonde vou?
(versão acústica, gravada na UNITV)

Pois hoje queremos fazer um pedido (quase um apelo) aos nossos visitantes: QUEREMOS VER O TANLAN NO FAUSTÃO!

Eles estão concorrendo naquele quadro “Garagem do Faustão“, que dá uma oportunidade pra bandas desconhecidas se apresentarem num dos palcos “mais cobiçados do Brasil”. O vídeo que concorrente é outra maluquice do Fábio:


Tanlan – Tudo o que eu queria
(se não conseguir assistir, tente no Youtube)

Pra ajudar a produção do programa a dar uma olhada no trabalho desses caras, CLIQUE AQUI e vote nas estrelinhas (escolha 5 se gostar… hehehe). Clique também em Blog e comente sobre a banda, pois é assim que eles vêem quais os artistas preferidos da galera!

Eu sei que muitos dos leitores do site não assistem o Faustão faz tempo. Mas com a presença do Tanlan no palco, vale a pena voltar a ver um pouco de tv!

Vai por nós… Vale mesmo! hehe…

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Depois de algum tempo sem internet, sem computador e sem muitas outras coisas… estou de volta ao Vivo Pela Vida….

Hoje, gostaria de lhes apresentar uma cantora sensacional! Na verdade, esse post vai incluir somente uma canção sensacional

Nina Simone! Só ao citar esse nome, poderíamos dizer muitas coisas. Mas o que interessa hoje é pensar em uma de suas mais famosas canções: “Ain’t Got No/ I got Life”. Essa música foi um dos hinos da luta contra a segregação racial nos EUA, e qual Nina Simone participou ativamente dessa luta.

Todas as vezes que eu escuto essa música ela me faz lembrar da luta pela vida… escutem:

Nina Simone – Ain’t Got No/ I got Life

Ain’t Got No / I Got Life
(tradução)

Não tenho casa, não tenho sapatos
Não tenho dinheiro, não tenho classe
Não tenho roupa, não tenho suéteres
Não tenho fé, não tenho barba
Não tenho mente

Não tenho mãe, não tenho cultura
Não tenho amigos, não tenho escolaridade
Não tenho nome, não tenho amor
Não tenho passagem, não tenho ficha telefônica
Não tenho Deus

O que eu tenho?
Porque eu estou viva?
Sim, o que eu tenho?
Ninguém pode se livrar disso

Tenho meu cabelo, tenho minha cabeça
Tenho meu cérebro, tenho minhas orelhas
Tenho meus olhos, tenho meu nariz
Tenho minha boca, tenho meu sorriso

Tenho minha língua, tenho meu queixo
Tenho meu pescoço, tenho meus seios
Tenho meu coração, tenho minha alma
Tenho minhas costas, tenho meu sexo

Tenho meus braços, tenho minhas mãos
Tenho meus dedos, tenho minhas pernas
Tenho meus pés, tenho meus dedos dos pés
Tenho meu fígado, tenho meu sangue

Tenho vida, tenho minha liberdade
Tenho a vida

Tenho uma dor de cabeça e dor de dente
Momentos ruins como você
Tenho meu cabelo, tenho minha cabeça
Tenho meu cérebro, tenho minhas orelhas
Tenho meus olhos, tenho meu nariz
Tenho minha boca, tenho meu sorriso

Tenho minha língua, tenho meu queixo
Tenho meu pescoço, tenho meus seios
Tenho meu coração, tenho minha alma
Tenho minhas costas, tenho meu sexo

Tenho meus braços, tenho minhas mãos
Tenho meus dedos, tenho minhas pernas
Tenho meus pés, tenho meus dedos dos pés
Tenho meu fígado, tenho meu sangue

Tenho vida, tenho minha liberdade
Tenho a vida, vou conservar isso
Tenho a vida, vou conservar isso

De tempos em tempos vemos vemos pessoas querendo cercear o direito de outras… Tentam tirar nossas casas, dinheiro, classe, roupas, fé, mente, mães, cultura, amigos, escolaridade, nome, amor, comunicação, Deus.

Mas tem algo que não podem tirar: nossas vidas. Infelizmente em nossos tempos, até isso querem tirar.

E nós? o que faremos diante disto? Será que vamos esperar que nos tirem mais?

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Para quem não sabe, às vezes eu também blogo sobre música, bem às vezes…

Vou tentar fazer alguma coisa aqui no Vivo Pela Vida também, principalmente em relação a músicas que eu acredito que ressaltem uma posição “legal” diante da vida.

Uma semana dessas, estava vendo o “Altas Horas”, e tive uma grata surpresa: a banda Chimarruts.


(Chimarruts – O Sol)

De cara já pude perceber que além da qualidade (eles são ótimos músicos), a proposta da banda também era ver a vida, o amor e o reggae de formas diferentes…


(Chimarruts – Não deixe de Sonhar)

As canções que conheci até agora, falam de Paz, Vida, Fé, Sonhos, Percalços… ou seja, tudo dentro da proposta do Vivo Pela Vida…

É bem verdade que eles não são perfeitos (como todos os seres humanos), mas gostei muito, e recomendo a todos.

De quebra, ai vai uma amostra do trabalho que eles desenvolvem.


(Chimarruts – Deixa Chover)

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