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Gandhi

De modo suave, você pode sacudir o mundo.

Mahatma Gandhi

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barao_itarare

“Não é triste mudar de idéias, triste é não ter idéia para mudar”
Barão de Itararé

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Pitty

Ela é símbolo de atitude para muitos jovens, e prega principalmente a autonomia de pensamento frente às ideologias que a sociedade tenta nos impor. Em uma entrevista feita em dezembro para o canal Multishow, a cantora Pitty deu um pequeno depoimento sobre a tragédia pessoal que foi ter passado por um aborto espontâneo, mesmo em se tratando de uma gravidez não planejada. “A forma que eu encontrei pra não me transformar numa bêbada, drogada e sofredora por causa do que tinha acontecido comigo foi enfiar a cara no trabalho”, diz. A partir da experiência, Pitty, que antes dizia não querer ter filhos, revelou ter mudado seu ponto de vista sobre ser mãe:

Mudei porque eu descobri uma coisa que eu não sabia. Eu descobri uma sensação que eu não sabia que existia, e que você só consegue saber quando você passa. Foi muito pouco, mas já deu pra sacar, já deu pra entender a dimensão que aquilo pode vir a ter. Uma sensação de plenitude, de vida, como você nunca teve antes, sabe, como nada pode te proporcionar aquilo.

Mas foi bom, foi bom por esse lado, porque agora eu sei que eu quero. E agora virou uma questão de honra e, sabe, daqui a um tempo me agüenta com seis filhos! (risos) Vou sair pra tocar e vai ter que ter um berço em cada canto!… (risos)”

Para além de encarar a maternidade como um simples projeto de vida individual e plenamente controlado, a fala de Pitty parece indicar um contato com o chamado “mistério” que envolve a situação de ser mãe (algo que “você só consegue saber quando você passa”, como disse), e um forte desejo de se envolver neste mistério. E ela fala de si mesma durante a gestação não como uma “futura” mãe, mas como alguém que, de certa forma, já era mãe, mesmo estando grávida de apenas três meses. Não parecia falar daquilo como uma ilusão, um sentimento devido somente à expectativa do que viria a acontecer, mas como uma experiência real, profundamente marcante: “Foi muito pouco, mas já deu pra sacar, já deu pra entender”. A ponto de vivenciar no aborto um sofrimento sem precedentes.

Em outra entrevista, concedida algum tempo antes da gravidez, a roqueira havia se declarado a favor da descriminalização do aborto provocado, a partir dos argumentos geralmente levantados por quem defende esta bandeira (liberdade de escolha, saúde pública, Estado laico, etc). Nesta entrevista mais recente, ela revela, contudo, que ainda tem muito o que refletir sobre o que lhe ocorreu. Ainda não se sabe se Pitty chegou rever sua posição quanto ao aborto provocado, mas uma coisa é certa: a experiência de uma gravidez não-planejada seguida de um aborto espontâneo marcou profundamente sua concepção sobre o assunto, a ponto de mudar completamente seus planos de vida, desejar ter vários filhos por “uma questão de honra”. Resta-nos esperar para ver o que virá da mente existencialmente livre de Pitty – e, sobretudo, aproveitar para refletirmos, nós mesmos, sobre isso tudo…

Ao som de Ira! e Pitty – “Eu quero sempre mais”

“mas a realidade que vem depois não é bem aquela que planejei”…

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