O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Mônica e sua filha Giovanna, que nasceu com anencefalia:
“Quem não tem vida chora?”
(Conheça sua bela história aqui)
Arquivo da tag: morte.
O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Mônica e sua filha Giovanna, que nasceu com anencefalia:
“Quem não tem vida chora?”
(Conheça sua bela história aqui)
Tags: aborto, Anencefalia, Giovanna, maternidade, Mônica, morte, vida

Comentário enviado (reprodução):
Autor: Ronaldo
Comentário:
Só acho o seguinte,deveríamos seguir o exemplo da luta contra o aborto nos Estados Unidos;devemos matar esses monstros aborteiros com tiros e bombas.
Nossa resposta:
Olá Ronaldo.
Tentamos lhe responder por e-mail, mas como aparentemente o endereço que forneceu não existe, gostaríamos de lhe responder por aqui. Não publicamos o seu comentário, quando enviado, por ser enquadrado como incitação à violência, o que poderia trazer problemas inclusive para nós, donos do site.
Em todo caso, fica a reflexão sobre as melhores formas de diminuir a violência, os crimes. Será que é matando que ensinaremos a não matar? Será que é com ódio que tiraremos o ódio da mente dos outros? É uma lógica bastante contraditória, de quem parece não acreditar no ser humano. Se acreditamos no valor da pequena pessoa inocente que ainda nascerá, mesmo assumindo a possbilidade de ela se tornar um “Hitler” da vida, também podemos acreditar no valor da vida daquele que aborta, mesmo que seus atos digam o contrário. Se alguém tivesse matado Bernard Nathanson, um dos maiores aborteiros que já existiu, nós não teríamos tido um dos maiores difusores da causa pró-vida, pois depois que se arrependeu ele salvou milhões de pequenas vidas em todo o mundo. Procure saber a sua história.
Há pouco tempo tivemos um exemplo triste em Realengo, de um rapaz que em sua mente louca pensava estar cometendo um ato de justiça contra os maus, mas que na verdade só trouxe mais terror a todos. Será que, mesmo não sendo loucos, não estaríamos seguindo o mesmo raciocínio?
Sinceramente, não sei o que é pior. O que mata um inocente, ou o que tenta fazer justiça com as próprias mãos movido pela vingança.
Penso que há várias outras soluções além de simplesmente extravasarmos nosso ódio, nos igualando a eles. Já salvamos algumas vidas, sem precisar matar ninguém. Espero sinceramente que, em sua vida, você consiga fazer o mesmo!..
Abraços!
Gabriel Resgala – equipe Vivo pela Vida
Tags: aborteiros, aborto, matar, morte, vida
Hoje está sendo um dia triste pra mim. Me lembro de poucas notícias de morte, dentre pessoas que não conhecia pessoalmente, que me deixaram assim. Morreu Zilda Arns, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança. Uma pessoa que fez muita coisa pela vida. E nos ensinou a viver.
Poderia aqui fazer uma bela homenagem, comentar sobre a tragicidade de sua morte junto aos militares, numa missão que buscava levar um pouco de paz a um lugar já tão massacrado como o Haiti – sem falar na própria tragédia de um terremoto tão grande para um povo que imaginávamos não poder sofrer mais do que já sofre. Mas creio que ao mistério da morte já basta o aperto no peito ao ver tantas homenagens pelos meios de comunicação afora, do Twitter a várias igrejas espalhadas pelo país. À morte, em si, não cabe sentido. Cabe o sentir.
Falemos, pois, de sua vida. Eu, particularmente, me emocionei ao ver o quanto era uma pessoa amada e conhecida, o quanto tanta gente de tantos credos – e tantos sem-credos – se comoviam de verdade com sua história. Não sabia que era tão conhecida, achava que eram poucos os que, como eu, gostavam de lembrar seu exemplo em inúmeras situações em que me diziam: “não tem jeito”. Os números são impressionantes: a Pastoral da Criança chega a reduzir pela metade a mortalidade infantil nos locais em que atua, a um custo de menos de R$1,00 por mês por criança. Zilda não fez tudo sozinha, mas fez mais que isso: soube levar centenas de milhares de pessoas a lutarem pela vida, levando-a a milhões de outras pessoas.
Qual o seu segredo? Talvez soe simplório dizer que foi sua fé. Mas não há outra forma de dizer: Zilda, e tantos e tantos outros voluntários que realmente fazem a diferença por onde passam, o fazem por fé. Fé na vida, fé em algo melhor, fé que o mundo pode ser mudado – senão o mundo todo, ao menos o “mundo” de uma criança. Esse é o Deus de Zilda: um Deus que não acha que o Amor universal é algo demasiadamente abstrato, bonito em palavras mas longe da realidade. Um Deus que é o Amor em si, e nos dá força para amarmos também.
Talvez ainda tenhamos que esperar muito pelo dia (se é que ele vai chegar) em que o Estado faça realmente o que lhe pagamos para fazer, trabalhando com o devido respeito e dedicação por todos, sem por a culpa na falta de recursos (que, cá pra nós, são bem maiores que R$1,00 por pessoa) ou no que quer que seja. Talvez um dia todos consigamos fazer do nosso sustento uma forma de ser sustento para quem está ao nosso lado; façamos o que deve ser feito. Mas, enquanto isso, aprendamos com quem faz sem ter a obrigação de fazer. Aprendamos a amar!
Bela reportagem de 2000 que mostra o trabalho da Pastoral da Criança e sua luta pela conscientização nas eleições: “Educação é mais importante que cesta básica.”
Tags: Haiti, morte, Pastoral da Criança, vida, Voluntariado, Zilda Arns
Há algum tempo o Luís insiste em que eu faça um Twitter pra mim. Não sou lá muito fã desse negócio, mas hoje decidi dar uma entrada pra ver qual é. Pois não consegui, o site estava congestionado. Me lembrei de quando o orkut estava ainda começando e travava toda hora, e na hora imaginei estar acontecendo algo semelhante com essa nova “modinha” da internet… Mas pouco depois um amigo entra no MSN com uma mensagem estranha, vou no Google e descubro a verdade: Michael Jackson acabara de morrer. E o Twitter travou de tanta gente procurando por notícias.
No Jornal Nacional os apresentadores abalados, na MTV só tocam os clipes dele, em suas longas versões integrais (quase curta-metragens). Realmente, ele está morto. Um fato que, apesar de não desejado, infelizmente já era meio que esperado há algum tempo… Não faltavam rumores de que o cantor estava à beira da morte, comparações de sua imagem com a do início de carreira, histórias sobre os inúmeros procedimentos médicos pelo qual passou até sofrer toda aquela estranha metamorfose corporal… Vítima de vitiligo? Portador de distúrbios mentais? Pedófilo? Talvez só o tempo esclareça a realidade dos fatos… Mas o fato é que a fama realmente parece não ter feito bem a este homem. Se, por um lado, o mundo conheceu um verdadeiro gênio da dança, da performance musical, por outro Michael Jackson conheceu o inferno e o céu em vida. Nenhum outro, certamente, foi ao mesmo tempo tão aclamado e tão criticado no show business como o “rei do pop”. Houve de tudo em seus mais de 40 anos de carreira…
Ainda não foram esclarecidos as verdadeiras causas da morte, o que realmente gerou a parada cardíaca e o coma. Mas me pergunto se uma análise mais profunda não encontraria tais causas na própria vida do cantor, tão atribulada desde que, conta a lenda, foi forçado pelo pai a participar de um grupo musical com seus irmãos. Foram 50 anos de uma vida louca, inimaginável para nós, reles mortais… Se a viveu bem, cabe a ele julgar. A nós, cabe aprender um pouco com as lições que tanta loucura nos traz… O artista genial, aquele que se destaca de todos os outros, tem sempre tendência a morrer mais cedo? A ser sempre um louco ou angustiado, a traduzir todo seu sofrimento em arte? Será a grande arte incompatível com a vida?…
É claro que não. Temos grandes exemplos ao longo da humanidade de gênios que souberam viver muito bem, e transmitir essa vida através da arte, da ciência, da filosofia, de formas maravilhosas. E outros que até tentaram, mas infelizmente não conseguiram… Não sei se esse foi o caso de Michael. Mas, com certeza, ele nos deixou algo de bom. Que o resto, então, nos faça refletir e pensar se aqueles que estamos idolatrando hoje não podem se tornar o Michael Jackson de amanhã. Há vários por aí que, com certeza, não estão conseguindo lidar com a fama (Britney Spears que o diga). E nós, como os estamos tratando? Incentivando ainda mais a loucura?…
Em homenagem ao Michael, um clipe que faz lembrar minha infância. É o clipe de música mais assistido no mundo em sua estréia, uma verdadeira superprodução para a época, fez história. Pois é… rs. (proibiram a incorporação dos vídeos em outros sites, mas basta clicar pra ver direto no Youtube!)
Black or White – versão com legendas
Black or White – full version
(versão rara onde, ao final, Michael vence o preconceito – e o zíper – com aquela dança que só ele sabe fazer)
Ao Michael Jackson, nossos votos de que possa, enfim, descansar (ou dançar) em paz!…
Tags: arte, Black or White, Fama, Loucura, Michael Jackson, Morreu, morte, música, vida
No último mês, uma amiga me pediu um texto. Este deveria ser pequeno, especial, rápido (tinha 1 dia de prazo), e seria usado como homenagem a um amigo que se foi…
O resultado ficou este ai abaixo…
Inté
Já dizia um poeta que um homem também chora.
Chora, ri, trabalha, descansa e faz de tudo para melhor aproveitar esta vida.
E por mais atarefado que ele seja, é impossível negar uma lágrima ao saber que um amigo se foi.
Independente de orientação teórica, religiosa ou futebolística, ao sentir a ausência de um amigo, homens, mulheres, crianças, choram.
Talvez, algum filósofo ainda dirá, que a lágrima é o único e verdadeiro elo da ligação humana. Platão chorou Sócrates, Cristo chorou Lázaro, e eu chorei você.
Embora nós três soubéssemos que a morte é só um substantivozinho vazio, que em nada se compara com a vida. Por mais que acreditássemos que só a vida é capaz de suplantar a morte em sentido e existência E embora emboras, se nãos, talvez, e porquês… Choramos.
Mesmo sem achar um sentido, sabíamos que estas lágrimas levavam um pouco mais. Mais do que tristezas, alegrias, lembranças e músicas, sais e água, num
gosto salgado-azedo.
Levavam seus conselhos, seus sorrisos, e um gosto doce, pois além de carregar mais do que a solidão de quem fica, levaram a esperança de quem vai.
Como dizia outro poeta, “Não me esqueça, amigo, eu vou voltar, some longe o trenzinho ao deus-dará”. Até logo.
Luis Vinicius do Nascimento, in: Boletim Faced Maio-Junho-2009
p.s.: Em breve contaremos como que foi a Missão Muriaé, com direito a fotos e tudo mais….
“A morte é como um peido: todo mundo finge que não existe, mas está sempre por aí, te rondando…”
Tags: humor, Marcelo Adnet, morte, Pensamento, vida
Faleceu nesta sexta-feira uma pessoa muito querida a nós: nossa amiga Vívian Santos, uma jovem estudante de medicina e atuante em dezenas de outras coisas.
Foi uma morte inexplicável, envolvendo praia, ondas, pedra, mar… Mas, com toda certeza, sua vida fez muito sentido. É até um pleonasmo dizer que Vívian foi uma pessoa especial. É como dizer que o céu é azul. Todos, absolutamente todos que puderam conviver ainda que um pouquinho com ela, guardam uma lembrança alegre, de ternura, de pureza.
Não convivi tanto assim com ela tão de perto, mas acho que não seria exagero dizer que ela foi a pessoa mais doce que já conheci, até porque já tínhamos essa sensação enquando ela estava entre nós. Mas, como disse a uma amiga há pouco no velório, às vezes é preciso que a vida nos pregue um susto desses para que passemos a prestar mais atenção nas coisas e nas pessoas. A valorizar mais. A viver mais.
Vívian nos faz lembrar que existem, sim, pessoas puras. Pessoas que lutam pela vida por sua própria natureza, que fazem de cada segundo da sua existência uma missão de levar um pouco de paz a quem encontra. Era tão meiga que ganhou o apelido carinhoso de “bonequinha”, tal era sua doçura até para chamar a atenção dos outros, quando necessário. E era necessário, pois ela também era muito competente e coordenava vários estágios e trabalhos voluntários, sempre tentando fazer o bem, sempre com tempo para ajudar, mesmo com aquela prova de anatomia terrível no dia seguinte. E nunca deixou de tirar as melhores notas.
Não sabemos de ninguém que, algum dia, já a tenha visto mau-humorada, irritada ou com uma malícia qualquer no coração. Sempre foi uma pessoa inacreditável, de tão adorável. Daquelas que fazem você se sentir envergonhado por ter tanta coisa podre dentro de si. Nem quando a tínhamos por perto, era fácil acreditar que ela existia, que existia alguém assim. Agora, vai ficar parecendo lenda. Mas não foi.
Ao seu noivo, aos familiares e aos amigos, só nos resta rezar para que encontrem algum conforto para aquilo que é inconfortável por si só. Quem somos nós, reles mortais, para tentar explicar algo, entender algo como uma morte assim. Quanto à Vívian, tenho certeza de que não devemos chorar ou lamentar nada. Foi uma vida plena, por mais curta que tenha sido. Não dá para ficar pensando que ela teria ainda muito tempo de vida para se realizar, se formar, casar, ter filhos. A vida dela já era realizada por si só. O sofrimento é nosso. Não dela.
Acho que uma amiga sintetizou muito bem isso tudo, numa frase para além de qualquer crença. “A Vívian era uma pessoinha tão santa que sinto até que não faz muito sentido ficarmos rezando por sua alma… Temos é que pedir para ela interceder por nós”. Amém.
Amanhã voltamos ao “trabalho normal”. Falando mais sobre a vida.
Tags: morte, Pureza, Sentido da Vida, vida, Vívian Santos
2005, definitivamente, foi um ano cheio para mim. A vida foi bem intensa, passei por muitas coisas, experiências boas e ruins – mas, com certeza, todas marcantes. Um belo dia senti vontade (quase uma necessidade) de passar pro papel (ou melhor, pra algum HD) algumas reflexões sobre aquilo tudo, e de compartilhar com alguns amigos. Nascia assim o “Humano“, meu primeiro e despretencioso Blog.
A primeira coisa que escrevi foi este texto que, por algum motivo que não me lembro agora, só fui publicar no blog um bom tempo depois. É o mais velho, mas é um dos melhores. Talvez pela sinceridade do momento.
Sempre é bom recordar. Ainda mais de algo que mexe com a nossa vida…

Minha cachorrinha morreu.
Enquanto alguns riem, e fazem piadinhas como que tentando me “consolar” (ou levar na brincadeira, já que gente normal não esquenta a cabeça por causa de um bicho que deixa de existir), eu fico aqui, sentindo a casa vazia e a falta que uma criaturinha “inferior” me faz…
Não, não gosto de sentimentalismo. Tenho horror… acho que nosso sentimento deve ser real, devemos lutar por aguçar nosso senso de realidade. Sentir o que deve ser sentido. Chorar quando algo é triste. Pular de alegria quando é bom. Soltar fogo pelas ventas quando é revoltante. Mas que o sentimento tenha sentido!
Por isso tento avaliar, “realisticamente”, o que eu – e todos os que conheceram a nossa querida Dhara, uma simpática labradora preta – estamos sentindo. Cabisbaixos, nos vemos pensando se realmente vamos querer ter cachorro em casa de novo. A gente acaba se envolvendo muito. E eles não duram muito tempo…
E eu, na minha mania de refletir sobre tudo, me atrevo a pensar se com as pessoas também não seria assim. Nunca sabemos o quanto ainda vamos conviver com alguém… Podemos ficar esperando alguém ir embora durante anos, e nesse tempo terminal essa pessoa ainda nos dar muitas lições, ensinar muito… como foi com João Paulo II, que deu tantas lições ao mundo com seu sofrimento. Ou podemos perder alguém em poucos segundos, sem que tivéssemos a mínima idéia de que, um dia, aquela pessoa pudesse morrer. Como foi com um padrinho meu, há algum tempo.
Em ambos os casos, a comoção foi grande. Acredito que não tanto pelo sobressalto e pelo mistério da morte… pois morte tem todo dia. Basta viver perto de um local violento, hospital ou asilo, ou mesmo ler o jornal pra ver como ela é algo banal. A morte não tem sentido, aos nosso olhos humanos. O que mais comove é a vida.
Sim, uma vida que tenha valido a pena. Uma vida que tenha feito a diferença. Uma vida que tenha marcado profundamente quem se encontrou com ela, nem que seja por um sorriso ou um jeito de ser diferente daquele ser especial… Só uma vida dessas é capaz de levar multidões inacreditáveis para um funeral no vaticano, ou mesmo algumas centenas de pessoas a uma roça no meio do nada, como foi no enterro do meu padrinho. Uma vida que comove, e que a gente sabe desde já que vai fazer muita falta…
Pois hoje, ao chegar em casa quase uma semana depois de meu pai ter enterrado sozinho o que restou da Dhara, sentindo tudo um pouco diferente, sentindo um vazio meio que inexplicável, e o coração bater mais forte quando olho pra varanda e não vejo aquele rabinho (ou melhor, rabão) abanando, aqueles olhinhos tão cativantes a acompanhar meu movimento, aquela coisinha preta deitada, querendo nada mais que se sentir perto de nós – pessoas a quem ela tinha um sentimento tão nobre, tão inexplicável –, eu penso se não devemos nos dar o direito de nos enlutarmos também por uma vida “irracional” (?) que tenha marcado a nossa. Digo, sem medo de ser sentimentalista ou piegas, que amava a Dhara. Sim, ela não tinha nada demais, não era nenhum prodígio em inteligência ou truques caninos, mas transmitia paz por onde passava. Ela não era só um poço de instinto querendo ser fiel ao dono por demonstrar um “comportamento mais proveitoso à sobrevivência do indivíduo e da espécie”, como diria nosso amigo Darwin. Era muito mais que isso. Quem a conheceu sabe…
Pois eu dedico àquela criaturinha tão especial tudo o que estou sentindo, e que sei que muitos também estão, no seu silêncio. Me redimo de não ter, talvez, feito tudo o que poderia ter feito por ela (inclusive passeado mais com ela na rua, pra exercitar melhor aqueles pequenos músculos e, quem sabe, ter aliviado um pouco todo o sofrimento pela qual ela passou). Á memória da Dhara, todo seu merecido luto – independente de existir ou não um “céu pra cachorro” ou coisa parecida.
Não pelo “direito de se entristecer”…
Mas pelo direito de poder curtir bem curtido, com todas as dores e delícias a que se tem direito, tudo – e todos – a que amamos nesta vida.
Gabriel Resgala – 07/05/05

“Quem não sabe o que é a vida, como poderá saber o que é a morte?”
(Confúcio)

Exista ou não acento nesse “quê” aí em cima (alguém aí sabe as novas regras gramaticais?), essa bendita palavrinha é a coisa mais inquietante daquilo que chamamos de “vida”. O que te move? O que faz sentido? O que mexe com você? Relute o quanto puder, um dia você vai se deparar com esse “que”.
É ele, querendo ou não, que está por trás de muitos problemas que vemos hoje por aí. Palavra de quem entende do assunto: no fundo da alma, a maior dor é a dor de existir. Poético, não? Pois é, mas é a verdade…
Pense numa coisa ruim deste mundo de hoje. Depressão, Assassinato, Fila do SUS, Deputado que constrói castelo, Guerra lá longe e aqui perto, Estupro, Prostituição infantil, Corrupção, Suicídio, Pânico, Drogas, Racismo, Degradação ambiental, Violência no Trânsito… Tudo isso, no fundo, vem do sentido que cada um dá pra isso tudo, aquilo que move sua vida – ainda que não tenha consciência disso. Se, por exemplo, o sujeito acha que pra ficar rico vale de tudo, vale tudo mesmo – e aí, dane-se a vida do outro. Pra obter prazer e poder, também. E assim ele vive a vida.
Mas, poxa! E a gente? E você aí, que não quer ser assim? Que só quer viver a sua vidinha e pronto? Tem de se contentar em ver esses descalabros e deixar pra lá? Ou tentar se virar de qualquer jeito, entrar no jogo – ou sobreviver a ele… curtindo uma fossa aqui e ali, esperando sempre o pior de tudo e todos… … Ou seja, “ir vivendo a vida”…
Pois bem. Este blog é uma tentativa de dar um pequeno grito: BASTA! Chega de “ir levando”, chega da vidinha mais ou menos. Se estamos aqui, sabe-se lá por que, só dá pra saber de uma coisa: a vida é pra viver. No prazer e no dever, no amor e na dor, nas rimas ricas e pobres. Só não vale fingir que não está vivo. Aliás… tá fingindo pra quem?
Difícil? Utópico? Ingênuo? Quem sabe… vamos ver onde vai dar.
Tem que acreditar, o resto vem por acréscimo… Aliás, só tentar já vale a pena.
O lance, amigo… é saber viver!
(PS: não deixe de ver o vídeo!!)
Tags: blog, é preciso saber viver, morte, vida
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