Ano passado, voltando de uma viagem, passei em frente a um teatro em Belo Horizonte e vi o cartaz: Hoje – Mercedes Sosa – 21hs.
Na mesma hora pensei em saltar da Van que me levava de volta para casa, ficar ali mesmo, comprar um ingresso e voltar de ônibus. Por educação não o fiz, e o mais estranho é que fiquei com um pensamento na cabeça: Nunca mais vou poder ver um show da Mercedes Sosa.
Infelizmente eu estava certo, pois hoje faleceu uma das maiores cantoras da história, na minha modesta opinião.
Tentei explicar a um amigo a importância de La Negra (como Mercedes era conhecida), dizendo: Ela é como o Milton Nascimento da Argentina, ou melhor, ela talvez seja como o Chico Buarque. Esquece, ela é como se fossem Chico, Elis, e Milton misturados.
Na verdade eu errei, pois ninguém é igual a ninguém; e Mercedes era a prova máxima disso, ela era única.
Fica aqui um Na Música da Vida, um pouco triste pela perda de Haydée Mercedes Sosa, mulher de garra, mulher do povo, mulher que sabia tocar os corações através de sua voz inigualável.
Espero um dia ainda me encontrar com Mercedes, e pedir: Canta-me algo que me hace volver a los 17.


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