Pra terminar o ano com bom humor, nada como um bom vídeo dos Barbixas, né não? Pra quem não conhece, eles são o grupo número 1 do Brasil em se tratando de uma nova categoria de comédia que faz lembrar brincadeiras de criança: os jogos de improviso!
Esse vídeo divulgado na semana passada, pra muitos (inclusive pra mim) um dos melhores deles, lhe dará a oportunidade de entender porque esses bobões são, merecidamente, donos do canal do Youtube mais acessado do país, o “Improvável” (que em novembro ultrapassou a incrível marca dos 150 milhões de visualizações!).
Trata-se de um musical, feito ao vivo no teatro, de improviso. Duvida? Clica aí!
Pois, em meio a isso tudo, eis que a internet nos proporciona também uma montagem boba – mesmo! -, mas que nos dá algo que a campanha quase não proporcionou (com excessão, talvez, do Plínio, da Weslian e, de certo modo, do Tiririca): risos!
Com vocês, o trabalho exaustivo de um cara que não tinha mais o que fazer e gastou seu tempo botando o Serra e a Dilma pra cantarem juntos, manifestando um amor contido – e recíproco!…
Porque ele é feio, mas também tem a mania de insistir e assumir o que quer!…
Outro dia me assustei quando percebi que “Mudança de Hábito” já tem 17 anos (sim, tô ficando velho…). Há tempos que não vejo o filme (como todos os bons da Sessão da Tarde, parece que a Globo deixou de passar…), mas graças ao Youtube pude matar a saudade de alguns trechos. Pra quem ainda não conhece, é uma delícia de comédia, cujas cenas de música, pode-se dizer, já viraram uma espécie de clássico, junto com as de sua continuação (“Mudança de Hábito 2”).
Uma das coisas que acho mais legais do filme é o belo trabalho das atrizes que fazem as “freirinhas”, que conseguem transmitir um humor puro, daqueles que a gente logo relaciona com alguém que conhece… Em tempos em que as figuras religiosas são alvo de tanto descrédito (em parte, infelizmente, por culpa do próprio clero), é bom lembrar que ainda existem freiras, padres, até bispos com uma pureza verdadeira, que nos fazem sorrir enquanto dá vontade de apertar a bochecha… Eu mesmo conheço vários – assim como vários leigos e pessoas das mais diversas religiões.
Bem, mas sem mais delongas, deixo vocês com uma ótima cena que expressa bem o espírito do filme, feito numa época, vale lembrar, em que religiosos cantando pop não era, digamos, uma coisa lá muito normal de se ver…
Mudança de Hábito – “Hail Holy Queen”.
PS: Veja também as outras músicas do filme, “My God” e “I Will Follow Him”. Aqui você pode ver também as letras e traduções.
Sabe aquela sensação de “a vida imita a arte e a arte imita a vida“? Foi exatamente isso que pensei quando assisti a esse vídeo. Tenho uma amiga exatamente igual a personagem… igualzinha…
A mesma simpatia, “delicadeza” e poder de argumentação.
Miá Mello – Humor da Caneca
Infelizmente, em relação a “luta pela vida”, muitas vezes nos vemos em lados opostos.
Não por maldade, de qualquer um dos lados, ou falta de inteligência, ou por interesses financeiros… Somente temos idéias diferentes…
Discordamos desde que me lembro. Ao discordar, aprendi a respeitar essa forma dela pensar, um jeito absurdo, mal articulado, etc., mas sobretudo, dela.
Vivemos assim: respeito, amizade e discussões intermináveis, que geralmente terminam citando trechos ilustres do É o Tchan ou Gera Samba!
Talvez seja mais fácil de viver isso com os amigos, talvez não.
Talvez o fácil seja se aliar a um lado da luta e se contentar em ridicularizar o outro. Chamar de loucos, idiotas, assassinos, alienados, ou qualquer outro elogio que possa vir de prós (vidas ou escolhas), que esquecem que antes de haver uma ideologia, do outro lado há um ser humano…
Estava eu na casa dos meus pais, numa daquelas tardes de sábado sem nada pra fazer, zapeando a TV em busca de algo que me distraísse. Pois é, nada feito: 30 e poucos canais na parabólica, e absolutamente nada de bom (às vezes me pergunto se eu é que sou tão exigente assim…). Me restou deixar no futebol, já que as outras emissoras não pareciam nem um pouco dispostas a disputar audiência com um jogo da seleção…
Pois é, não sou muito chegado a futebol, como deu pra perceber. Nada contra, mesmo! É claro que tenho várias questões sobre a “mercantilização” disso tudo, o fato do torcedor ser infinitamente mais fiel ao time que os próprios jogadores, sempre doidos por uma “promoção” para o exterior (com exceção, talvez, do Adriano, que não agüentou ficar longe do Brasil, coitado…), a grande diferença da emoção que era na “minha época”, quando ganhamos o Tetra (cara, me senti um velho falando, agora!!), mas enfim… É aquela coisa, quem gosta gosta, não se explica. Desde que não meta uma bala no cara que tá com a camisa do time adversário, tudo bem.
Pois lá estava eu, pensando nisso tudo, assistindo o Galvão narrar os emocionantes passes de um jogador pro outro (“Lá vai Kaká… passa pra Lúcio. Ronaldinho. Volta pra Kaká. Perde a bola. Recupera…”), e tentando entender como um esporte tão entediante atrai tanta gente pelo mundo afora. Sério mesmo. Já viram a emoção que é uma partida de vôlei? Basquete, atletismo… até tênis é mais dinâmico que assistir 90 minutos daquele bando de gente correndo atrás de uma bola, pra vibrar (ou chorar) beeem de vez em quando, quando surge um gol ou outro. O futsal e o futebol de areia têm muito mais gols, e jogadas espetaculares, mas nem de longe movimentam tanto o planeta quanto o grandioso jogo das 22 chuteiras (26, na verdade… nunca desmereçamos os árbitros, já basta o que as mães deles sofrem, né…). Tava lá eu refletindo. Mas fui bruscamente interrompido em meus pensamentos por um gol sensacional do Robinho.
(O gol, transmitido por uma TV do Peru. Destaque pra empolgação do narrador.)
Pois é. Parece que ele fez de propósito: “tá me tirando aí, rapá? Engole essa, então!” Bem no meio da minha rabugice. Não esperou nem 1 minuto das minhas ásperas questões pra calar minha boca – e minha pretensão de fazer um post só de piadinhas sobre futebol…
Passei então a refletir sobre essa moda Stand-Up Comedy de hoje em dia. Sim, stand-up, aquele tipo de humor que o Chico Anysio e a Dercy sempre fizeram em seus shows, mas que hoje em dia virou febre, com um modelo diretamente importado dos EUA. É, por assim dizer, um tipo de piada alimentado pela rabugice, pelo humor cínico sobre situações que passamos no dia-a-dia. O típico espírito do “reclamão inteligente”, que ironiza aquilo de que não gosta. E todo mundo ri, por mais que às vezes goste ou faça exatamente aquilo de que o cara está reclamando… A risada, muitas vezes, é um desabafo, um alívio por ver que tem gente que consegue fazer piada com as situações que somos obrigados a enfrentar sérios, todos os dias.
Sim, também não tenho nada contra os stand-ups, muito pelo contrário (me lembrei que até já fiz um na escola uma vez, no milênio passado… zoando um professor! rs). Mas o que o gol do Robinho me fez refletir, até chegar na tal moda da “comédia em pé”, é que é relativamente fácil fazer humor reclamando de tudo. Se você não gosta de futebol, provavelmente deve ter aberto um sorriso de canto de boca na primeira parte do texto (se gosta, deve ter se regozijado com o chapéu que levei do Robinho…). E eu nem falei nada tão engraçado assim, é mais pela situação mesmo. Bastava umas piadinhas mais ácidas, num palco dum barzinho qualquer depois da meia-noite (quando todo mundo já passou da terceira rodada), fazendo uma cara cada vez mais séria quanto mais o povo ri, pra alguns chamarem isso de “humor inteligente”…
Pode até ser, em se comparando com os bordões da TV de sábado à noite… Mas sei lá, pra mim ser inteligente é mais do que isso. É, sim, saber rir do cotidiano, ver as coisas com alma de cronista – um dos segredos da felicidade. Mas é também perceber que nem tudo é simples assim, que há coisas que, apesar de chatas, devem ser entendidas melhor antes de simplesmente sair esnobando… que às vezes vale a pena agüentar 90 minutos de bola correndo pela emoção de um único belo gol. E nisso, confesso, ainda tenho muito que aprender…
Só pra não me chamar de chato, então, deixo vocês com um bom stand-up. Do Leandro Hassum, que tem bem mais pra mostrar do que o que faz no Zorra Total…
Dizem que fazer stand-up é difícil. Discordo; qualquer um pode fazer.
O difícil é fazer um bom stand-up…
Tenho que confessar, não tenho paciência com vendedores engraçadinhos. Provavelmente é um traço que restou das inúmeras vezes que tentava encontrar roupas e ouvia piadinhas sem graça.
Mas esse sorveteiro ganhou minha admiração. Uma atividade que poderia ser considerada monótona, chata, repetitiva… se tornou uma atração turística muito legal.
É engraçado ver como o japonês fica encantado com a habilidade do vendedor de lhe surpreender… pelo menos, foi o que eu achei!
Sempre achei Chico Anysio um artista sensacional. Ator, dublador, escritor, roteirista, comediante, etc… Neste ano, tive a honra de vê-lo interpretar ao vivo, pelas ruas de São João del Rei. E hoje posso dizer: Não existe outro comediante (vivo) que possa se comparar a esse gênio…
No Humor da Vida de hoje vemos sua apresentação na entrega de prêmios do Roquete Pinto em 1969, exibido pela Record, em que Chico recebeu o prêmio de ‘Melhor Humorista’.
Seja você a favor ou contra a legalização do aborto, provavelmente concordará que o ideal deveria ser que ele não existisse. Digo “provavelmente” porque, acreditem, em alguns países não é raro encontrar quem considere esta uma prática natural, não mais do que uma espécie de “método anticoncepcional tardio”. Mas no Brasil, felizmente, todos parecemos estar [...]
Estou há 1 mês e meio morando em São Paulo. Antes disso, fiquei 7 meses em Campinas, vindo à capital pelo menos uma vez por mês. Ou seja, já deu pra sentir um pouco a “pegada” dessa cidade louca. Uma cidade em que, quem diria, eu nunca imaginei que estaria morando. “Já é muita gente, [...]
O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Fernando Pessoa Mônica e sua filha Giovanna, que nasceu com anencefalia: “Quem não tem vida chora?” (Conheça sua bela história aqui)
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