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Somente um louco para, sendo judeu, citar Nietzsche em uma oração de Shabat.

Maior loucura ainda é fazer isso durante uma fuga em massa da comunidade judaica em meio à  II Guerra Mundial.

Uma loucura... daquela loucura profunda e bela que somos feitos. É assim o filme Trem da Vida de Radu Mihaileanu, um dos melhores filmes que já assisti. Ele conta a história de uma pequena comunidade judaica do interior da Europa que, frente a iminência da invasão nazista, decide  executar um audacioso plano de fuga. Não conto mais para não estragar o filme, que tem esse misterioso poder de nos deliciar a cada momento.

Porém, deixo de aperitivo uma das mais belas cenas do filme, na qual o personagem Shlomo (um louco)  toma a palavra durante a oração do Shabat. Nada ortodoxo, mas pleno de humildade, Shlomo reflete sobre a natureza humana frente à Deus.


Uma das mais belas orações que eu já ví.

 No mais, como diria o poeta: Isso é tudo pessoal.

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Confesso que não esperava muito de Avatar… Na verdade, só fui ao cinema porque era o último dia de vestibular das minhas irmãs, e elas queriam comemorar o fim das provas (é uma sensação de alívio maravilhosa, fala a verdade!) vendo o tal filme dos seres azuis. E fomos num cinema qualquer, cópia dublada, tela meio embaçada, som ruim… Mas mesmo assim foi sensacional.

Sim, eu não sabia nada do filme, imaginei que tivesse relação com aquele desenho chato de mesmo nome que passa (ou passava?) na Globo de manhã. Mas qual não foi a minha surpresa ao perceber que se tratava não só de um bom filme de ficção científica, mas uma produção arquimilionária, feita para ser um verdadeiro épico. Se vai chegar ao posto de um O Senhor dos Anéis da vida, só o tempo dirá (eu particularmente creio que não) – mas, que a sensação de assistir pela primeira vez é tão emocionante quanto a da triologia dos anõezinhos de pé grande, ah isso é!

Se você gosta desse tipo de filme, vá preparado para viajar legal nas 2 horas e 41 minutos de Avatar. Pra começar, ele mistura computação gráfica com cenas reais de um jeito único, a um ponto em que você já não diferencia uma coisa da outra; sem falar nas cenas de ação de tirar o fôlego de qualquer um, sem precisar apelar pra violência excessiva. James Cameron (de Titanic e O Exterminador do Futuro), que escreveu, dirigiu e co-produziu a obra, demonstrou ter uma imaginação louca, fazendo-nos viajar em cada detalhe do mundo construído, em cada cantinho de cena, passado de relance…

avatarBem… mas e a história? Pois é… Bom, digamos que a história é boa. Basicamente, um militar frio e determinado se infiltra no mundo dos “selvagens” para convencê-los a permitir aos “civilizados” explorarem um mineral preciosíssimo alojado logo abaixo da sua floresta, mas vai mudando sua concepção – e o sentido de sua vida – ao vivenciar, aos poucos, a relação que aqueles seres têm com a natureza. E sim, você adivinhou: no decorrer do filme ele também se apaixona por uma nativa que é filha do chefe, sofre desconfiança do guerreiro mais bravo da tribo e depois acaba liderando uma guerra, em grande desvantagem tecnológica, contra seus antigos companheiros humanos. Ou seja, nada de novo, você provavelmente já viu algo parecido. Mas – e é um grande “mas” – posso lhe garantir que você nunca viu nada igual.

A diferença, com certeza, está na forma de passar isso tudo – não só no visual, mas no desenrolar do roteiro. Mesmo já imaginando um pouco o que vai acontecer no final, a gente sente vontade de ficar ali, pra ver como vai acontecer. Você vibra, se arrepia, e talvez sinta algumas lágrimas escorrendo de emoção ao se pegar torcendo por aquele povo azul feio e desengonçado. Torcendo pela vida.

Enfim, a mensagem pode ser batida, mas é sempre urgente. Em tempos de uma convenção ecológica global que não deu em nada, Avatar usa do entretenimento para nos lembrar que essa batalha, no fundo, não é só pelas outras criaturas, pela vegetação, pelo equilíbrio do planeta (metaforizado, no caso, em Pandora, lua de um planeta distante). É pela própria existência da “humanidade” – não só dos humanos em si, mas do que os constitui como tal. Por um humano mais “humano”, menos ganancioso, nunca é demais lutar, nunca é demais lembrar.

Pois, desde que o mundo é mundo, há tantos e tantos que insistem em esquecer…

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PS: Pra ver e saber mais, vale uma olhada no trailer – e na Wikipédia!

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Wall-E

Wall-E é um dos meus filmes preferidos da Pixar (virou até o nome do meu simpático computador novo!). Só não digo que é “o melhor” simplesmente porque é difícil comparar algo com Toy Story ou Procurando Nemo, né… E também porque Wall-E é diferente. Não é, por assim dizer, uma animação feita “na medida” para crianças – nem tampouco tem sabor tão ”adulto” como Shrek. Talvez a definição de seu público-alvo seja “adultos com alma de criança” - sem ser piegas para eles ou chato para elas (nem de longe!). Além de (quase) tão engraçado quanto a série A Era do Gelo, Wall-E com certeza faz mais do que rir… faz a gente se apaixonar. Sem ter vergonha disso.

Bem, mas talvez qualquer dia eu ainda escreva um post mais completo sobre o robozinho, ou sobre UP (a nova animação da Pixar que ansiosamente estréia no mês que vem), ou sobre a importância da Pixar pra humanidade… Por hora, deixo vocês com esse teaserzinho do Wall-E, que já dá uma idéia de porquê ele é sensacional… Confesso que já vi umas trocentas vezes, mas sempre rio… hehehe…

 

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