Cristianismo

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Outro dia conversava com uma amiga defendosa do PL 122, o projeto de lei que pretende criminalizar o preconceito contra homossexuais, bissexuais, travestis e transgêneros. Dizia a ela que o projeto tem iniciativas importantes, como condenar a discriminação em seleções de emprego ou escolas – mas, a meu ver, exagera bastante em alguns pontos…

Como, por exemplo, no artigo que classifica como discriminatória qualquer ação constrangedora “de ordem moral, ética, psicológica ou filosófica” – o que, segundo a própria relatora do Projeto, Senadora Marta Suplicy, incluiria posições religiosas “fora de templos”, mesmo que não incitassem à violência (Art. 8º, na parte que insere o §5º no Art. 20 da lei 7.716/89). Ou no artigo que tipifica como crime “impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público” em razão de orientação sexual (Art. 7º, ao inserir o Art. 8º-A na lei nº 7.716/89).

Não, não estou falando do dono de bar que expulsa um casal gay com xingamentos porque eles deram um beijinho. Estou falando de casos como o que me relataram ontem, de dois rapazes que estariam se beijando provocadoramente (“praticamente tendo uma relação sexual”, segundo o relato) dentro de uma igreja aqui de Juiz de Fora, o que gerou agressões pesadas quando chamaram-lhes a atenção. Aqui na cidade já existe uma lei (a chamada “Lei Rosa de JF”) semelhante ao PL 122 , de modo que, se o caso for levado à Justiça, talvez seja bem mais fácil o casal ganhar a causa do que o contrário. Se aconteceu exatamente como me relataram? Não sei. Mas digo com pesar, por tudo o que já vi, que pode perfeitamente ter sido assim.

Este é, sinceramente, um assunto que me angustia – talvez por isso eu fale tão pouco dele aqui no blog. Vejo preconceito o tempo todo, pessoas que pela sua condição, já tão sofrida, têm que passar por tanta coisa, aturar tanto ódio, tanto desamor, tanta indiferença… Mas, por outro lado, vejo também o quanto é difícil apoiar a tal “ideologia gay“, a causa defendida por movimentos “sociais” como o LGBTT (o Movimento Gay, antigo “GLS”) que, em diversas manifestações, parece se esquecer plenamente daquilo que mais prega: o respeito.

Eles certamente protestariam, com razão, caso manifestantes anti-homossexualismo queimassem a foto de algum ídolo gay. Mas não hesitaram em queimar uma foto do papa quando ele veio ao Brasil. Protestariam caso algum religioso fizesse alguma manifestação barulhenta e contestadora em frente a uma reunião qualquer em que se encontrassem pessoas homossexuais, mas promoveram, há alguns dias, um “beijaço gay” em frente à catedral de Florianópolis, exatamente na hora da missa (obrigando as pessoas que entravam para a igreja a dividir a escada com uma bandeira gigante do arco-íris, símbolo do movimento gay).

Estes vídeos mostram o momento exato do beijaço (1º), e a missa serena que ocorria ao mesmo tempo em que os manifestantes cantavam alto na escadaria (2º):

http://youtu.be/TaQRW2KN4Wk

http://youtu.be/uJ1H6JZ9jPw

O Movimento Gay ainda “tentou” dizer que não se tratava de uma afronta à Igreja, mas apenas um protesto contra as polêmicas declarações do deputado-militar-extremista Jair Bolsonaro. Mas não esconderam que pretendiam fazer do badalar do sino da catedral o momento-chave para o beijaço.

Manifestações sociais “um pouco mais exaltadas” frente ao furor da aprovação de direitos importantes? Não creio. Na Espanha, país onde a lei já é plenamente adequada à agenda LGBTT há algum tempo, o Movimento promoveu um beijaço gay durante a visita do papa, no meio dos fiéis, na exata hora em que ele passava no papamóvel. Ao ver o vídeo, a impressão que se tem é que, naquele país, a “minoria” que precisa lutar por liberdade e respeito são, ironicamente, os católicos.

Isso sem falar em vários outros vídeos pelo Youtube de manifestações muito mais afrontadoras e agressivas pelo mundo, em que parece ficar claro como o objetivo de diversos grupos que se dizem “representantes” de homossexuais e mulheres (embora a maioria dos homossexuais e mulheres discorde fortemente de seus atos e idéias) não é o respeito. Falam tanto de amor mas, sinceramente, parecem estar muito mais movidos pelo rancor

E é aí que me pergunto, e pergunto a tantos amigos, homossexuais ou não, que acham que apoiar esta causa é a solução de tantos problemas: onde queremos chegar?

De verdade?…

Com informações do O Possível e o Extraordinário.

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presepio 2Estamos hoje celebrando um marco histórico no calendário cristão, repetido há 20 séculos no mundo todo, unindo povos, cores e línguas. É o nascimento de Jesus! O filho do justo carpinteiro José e da jovem e bela Maria.

Seu nascimento trouxe mudanças no mundo! Provavelmente, se Jesus não tivesse nascido, o mundo como conhecemos hoje, com sua cultura e costumes, não seria o mesmo.

A mensagem daquele menino, divulgada desde cedo em Belém, alcançou toda a Palestina:  Jerusalém, Caná, Jericó, Samaria, e até Betânia, um leprosário. Mesmo após a morte de Jesus, a mensagem chegou como luz em Damasco, e posteriormente iluminou a Ásia Menor, Grécia e Roma, estendendo-se para além do judaísmo convertido, alcançando toda a humanidade!

E que mensagem é essa? Em uma simples definição: A mensagem do Amor e da Vida. O cristianismo, nome dado à religião definida, traz um novo sentindo à existência humana e às relações sociais dos homens. É a ‘Boa Nova’ do Cristo Jesus! Sua mensagem expandiu pelo mundo inteiro não por forças políticas ou interesses econômicos. Claro que em algum momento da história pode ter havido interesse, pois tudo que é infinitamente belo, infelizmente, no nosso mundo, remete à lucratividade! Todavia, sua mensagem veio mostrar que vale a pena viver e amar! Vale a pena ser gente! Vale a pena acreditar no amor!

A mensagem do menino Jesus, ou do jovem nazareno ou do velho JC, continua a mesma! E como é interessante ver o Amor e Vida sendo celebrado no Natal em todo tipo de família, tanto as padronizadas (com papai, mamãe e filhinhos), quanto as “modernas” e já normais no século XXI, com vários modos e agrupamentos. Como é interessante ver o Amor e a Vida sendo celebrados em mansões com ceias fartas e presentes caros e ao mesmo tempo em favelas sem ceias e presentes, mas com presença! Como é interessante ver o Natal ser celebrado com Amor e Vida em todos os cantos da Terra, mesmo sabendo que o mundo em que vivemos e desejamos está longe do ideal de Amor e Vida pregado pelo aniversariante do dia!

cristo-redentor-e-sua-sombraMas é neste antagonismo que o menino nasce de novo. O Deus que escolheu ser homem constrange os homens que querem ser reis e os reis que querem ser Deus! Há muita beleza em ser homem, há muita dignidade em ser mulher. Uma pena que no mundo da política, o que importa não é a dignidade da pessoa humana ou o ecossistema do planeta, mas o desenvolvimento, a todo custo, da economia do meu país, independente da destruição da natureza e o que deixo para a posteridade!

Uma pena também que no cristianismo muitos querem ser anjos perfeitos e se esquecem que bom mesmo é ser gente! Como é estranho ver cristãos que destroem humanidades dizendo que a luz que existe dentro deles é fraqueza! Essa é a tática de pessoas cruéis que procuram destruir a bondade, a ternura, a fé nas pessoas em nome da ‘virtude perfeita’. Esqueceram-se que a mensagem do Mestre é o Amor e não há nada de errado em amar!

“Não é função do Cristianismo, antes de qualquer outra coisa, ensinar-nos doutrinas, mas sim como viver a VIDA! (…) doutrinas e práticas religiosas são úteis quando auxiliam minha capacidade de viver com autenticidade”. (Linn, Matthew. Abuso Espiritual & Vício Religioso. Ed. Verus. p. 23). E desconfio que aqui esteja a essência da mensagem daquele jovem que mudou o mundo! Mensagem antiga e tão nova! Por isso é sempre uma Boa Nova, principalmente no Natal, onde os sentimentos e emoções renascem de maneira nova em poemas velhos!

É neste espírito de Natal que desejamos a você uma celebração de Vida Pela Vida! Encha sua vida de novidades… Quem sabe a Vida de Jesus de Nazaré e sua mensagem não sejam uma!

UM FELIZ NATAL A TODOS!

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Está no ar o primeiro número oficial do VIDA LOUCA CAST! O Podcast do Vivo Pela Vida.

Neste episódio: Gabriel Resgala, Luis Nascimento e Pedro Júnior se encontram em um lugar muito esquisito para falar de um assunto que, dizem por ai, não se discute… RELIGIÃO!

Se divirta conferindo as loucuras (e algumas reflexões sérias) de um grupo que possui um ex-xintoísta, um devoto do Imperador Constantino um cientista da religião que acha é minoria. Escute alguns dos absurdos que já ouvimos por aí, conheça a dogmática da doutrina corinthiana e participe da campanha: PAREM DE GRITAR!

religiao_variasAviso: Este não é um podcast teológico, apologético, dogmático, científico, ou qualquer outro “ico” que dê alguma casca de seriedade ao assunto… Este é um bate papo informal, ocorrido logo após uma sinuca, no qual expomos o que ACHAMOS sobre “religião”. Esse podcast é a primeira parte de uma longa conversa, a segunda parte será publicada em breve… aguardem…

Veja ainda:

Escute aqui!

 

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Duração: 45 min.  – Tamanho: 42 MB

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Um dia fui mergulhado, batizado no amor.

Amor Trindade, comunidade, verdade!

Mistério insondável na dinâmica da vida.

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Só o primogênito poderia chamar o Adonai de Abá.

Porém, a Trindade perfeita resolveu me alcançar.

No mergulho me refez e me convidou ao profundo.

As águas do Espírito geram o coração do Filho que vê o Pai.

Torno-me templo, irmão e outro filho.

Nessa comunhão, agora ouso dizer: Abá Pai: Papaizinho…

(Solenidade da Santíssima Trindade)

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“Pregue sempre o Evangelho, e quando for necessário, use palavras.”
São Francisco de Assis

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“Ser cristão é trabalhar para que haja justiça e solidariedade em todos os lugares”
Dom Paulo Evaristo Arns

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Estudando um pouco sobre a cultura e a religião judaica descobri, dentre outras coisas, um objeto interessante usado nas celebrações do Templo. É um instrumento parecido com uma bacia, usado nos rituais de sacrifício com a finalidade de conservar o sangue dos animais ofertados pelo povo que eram imolados pelos sumo-sacerdotes. Esse sangue era depois aspergido sobre os fieis como sinal de purificação do homem e expiação dos pecados.

Esse material “litúrgico” dos judeus era chamado de Propiciatório, que vem de propiciar, estar propício, favorável. Ou seja, a “bacia” estava ali para servir, para ser solícita; na prática, para guardar o sangue que era a “salvação” de muitas pessoas que sofriam diversos males. Essa era a crença daquele povo que buscava o conforto para suas almas fatigadas, suas mentes perturbadas e seus corpos oprimidos. Sintomas não muito diferentes dos de hoje – psicólogos e religiosos que o digam…

Não é verdade que o ser humano está em constante busca de um sentido pra vida? Buscamos e às vezes achamos… Seja na religião, nas filosofias, nas ideologias, nas magias ou qualquer outra manifestação. O importante é o encontro da integração do corpo, da mente, com o espírito. Daí então oferecemos em sacrifício o carneirinho ou boizinho – comprado com desconto com alguns cambistas do “Templo” (Jo 2, 14) – para recebermos em troca a tão desejada felicidade. Mas o que há de errado nisso?! Vou ser direto: Poucos, bem poucos, querem propiciar a alegria dos outros. Esquecem que isso é um dos maiores deveres de ser feliz. O propiciatório dos judeus, aos olhos de um leigo, não tinha validade. O sangue dos animais poderia ser derramado em qualquer tigela ou vaso porque, o atraente mesmo, era o rubro líquido salvívico que trazia o alívio.

O perigo na busca da felicidade pode ocorrer na concepção que temos dela. Talvez, na ânsia de possuí-la e de abrandar depressa nossos sofrimentos, damos espaço para um vírus microscópico, típico do homem moderno chamado egoísmo. O mercado do mundo fácil das religiões e as quimeras das ideologias (que se dizem desalienantes das classes) fazem o homem refém de ciclos viciantes de ilusão.

Muitos querem a paz, a revolução, a fama, o dinheiro, o conforto, a alegria, as soluções a qualquer preço. Ingressam num clube ou numa igreja e logo saem se essas não lhes garantir mais a prosperidade que queriam. E assim continuam vagando à procura de um jeito mais fácil de viver. Almejamos a salvação, mas não queremos ser o propiciatório da salvação.

Ser um propiciatório é ser um servidor. As luzes do mundo nem sempre apontam para o servente. Mas qual a verdadeira luz que precisa iluminar o nosso mundo? Deve ser por isso que o saudoso João Paulo II disse numa oração: “Francisco, o mundo tem saudades de ti”. O pobre de Assis, assim como tantos outros protagonistas da verdadeira alegria, descobriu que é dando que se recebe – mesmo que seja uma punhalada pelas costas – mas é também morrendo (para si mesmo) que ganhamos a vida eterna.

Como disse E. J. Hardy, citado outro dia neste site: “A felicidade se faz, não se acha”. Então, vamu que vamu!

Pedro Barbosa Lima Junior

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perdao23

Me lembro da minha primeira aula de História das Religiões, no mestrado, em que o professor (um padre, por sinal), sugeriu não que não abordássemos o Cristianismo durante o curso, por ser um assunto sobre o qual “todo mundo já sabia” um pouco, já que haviam tantas outras grandes religiões a serem estudadas. A turma, naturalmente, começou a debater tal decisão, e só naqueles poucos minutos de discussão já deu pra perceber o quanto o assunto era controverso. Pedi a palavra, então, e questionei se o fato de temos naquela sala visões tão diferentes sobre uma religião tão importante para a formação de todos nós, não seria um bom argumento para discutirmos sobre ela durante o curso. E então o padre-professor concordou em dedicar duas aulas do programa para falar mal tratar dos primórdios da sua própria religião.

Este episódio, assim como tantos outros vivenciados por aí, me fazem pensar em como temos os ensinamentos cristãos como coisas “que já sabemos”, já trazemos de berço, independente da nossa religião. Perdi a conta de quantos ateus vi se dizerem mais entendedores da bíblia que os próprios cristãos; de quantos crentes divergirem sobre questões fundamentais de sua crença, de quantas pessoas se acharem capacitadas para debater sobre o cristianismo baseado apenas no que aprenderam na catequese que fizeram para receber a primeira comunhão.

Buscando, pois, uma forma de desenvolver não só o conhecimento de estilo acadêmico, mas sobretudo possíveis aproximações dos ensinamentos evangélicos para os dias de hoje, que inauguramos hoje uma nova sessão do blog, apresentada pelo nosso novo colaborador (mas já velho amigo) Pedro Barbosa Júnior. Pedro é formando em História pela UFJF, e um grande curioso na arte de ver além através dos escritos bíblicos. Mais do que um estudioso do assunto, ele é um amante do que faz – o que o capacita grandemente para fazer parte do nosso time.

Seja você cristão ou não, com toda certeza carrega um grande peso do cristianismo em sua história. Encare como bom ou mau este peso, é preciso conhecê-lo para viver a vida. E, acredite, ele não é do tipo da coisa que se vê somente “com os olhos“…


A dignidade de Deus

Por: Pedro Barbosa Júnior

Certo dia eu li uma frase na agenda de uma amiga que dizia: todo homem quer ser Rei, todo rei quer ser Deus, mas só Deus quis ser homem”.

Frase inquietante que me fez pensar que essa pretensão do homem de situar-se no lugar de Deus não traz consigo o mérito de possuir a “dignidade de Deus”.

Por exemplo: Vejo essa questão no caso de perdoar pecados. Não estou aqui a definir teologicamente o que seja pecado, mas vamos entendê-lo como ações que alguém realiza que atinja negativamente o próximo, no qual esse alguém ou esse próximo pode ser você, leitor, ou eu mesmo.

Se perdoar pecados é uma questão exclusiva de Deus (assim é a doutrina judaica e cristã) é estranho quando um homem ou uma mulher assuma pra si essa função. Talvez fosse por isso o estranhamento dos escribas aos ouvir Jesus dizer a um paralítico: “Filho, teus pecados estão perdoados”. (Mc 2, 5)

Seria mais fácil ouvir Jesus dizer ao paralítico: “levanta e anda”. Assim o show da fé seria menos blasfêmico que perdoar pecado… Aliás, esse negócio de perdoar quem gosta e quem entende é Deus!

Analisando a divindade de Cristo, observamos que Jesus de Nazaré sendo Deus – e um Deus que escolheu ser homem – Ele sem dúvida assumiu a pretensão divina que leva à compaixão, ao amor, à ternura, à bondade…

Contudo, se Jesus não fosse Deus, ele, com certeza, teria sido um homem nobre, um Rei (dos judeus e de quem quisesse ser seu súdito) que fazia escolhas divinas nos sentimentos do seu coração, preferindo a bondade ao invés da crueldade, a misericórdia à condenação, a amabilidade ao egoísmo, a ternura ao ódio, a esperança ao desespero, enfim, a Vida à morte!

todo-poderoso-poster01O filme “O Todo Poderoso”, encenado pelo ator Jim Carrey, mostra, entre outras coisas, o quanto que o poder desmedido nas mãos humanas toma caminhos desastrosos. Mesmo que o sucesso do filme de comédia tenha sido mostrar o poder sobrenatural de Deus nas mãos de um simples sujeito e, a partir daí, as confusões que o personagem criou (que, aliás, são hilárias) não posso deixar de observar que, ao contrário do filme, foi o poder “sobrenatural” de amar e perdoar que Jesus copiou de Deus – e quis mostrar ao homem que este consegue viver a “dignidade de Deus” a partir de sua personalidade comungada com pequenos fragmentos do céu!

Deste modo, acredito que o extraordinário se torna ordinário através de pequenos-grandes atos, como a capacidade de perdoar e dar o perdão, mesmo sabendo que essa é uma tarefa exclusivamente divina, e por isso tão difícil – mas não impossível a gente como nós!…

P.S. (do Luis): Um banco, para ficar em pé e cumprir sua função, necessita de pelo menos 3 pernas. É com muita ALEGRIA que recebemos o Pedrão no time, que além de todas as características já citadas pelo Gabriel, também tem uma série de outras afinidades conosco: A intermitente falta de  parafusos, o bom gosto, um senso de humor particular e a busca ousada da vida.

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