Evitar a felicidade com medo que ela acabe é o melhor meio de ser infeliz. Coragem é resistência ao medo, domínio do medo, e não ausência do medo.
Arquivo da tag: coragem.
Tags: coragem, mark twain, Pensamentos, vida
“Coragem é resistência ao medo, domínio do medo, e não ausência do medo.”
Via Contributos
Tags: coragem, mark twain, Medo, Pensamentos, vida
Tags: coragem, Humildade, Pensamento, thaíde, vida
Um dia desses, eu e o Gabriel passamos toda uma madrugada discutindo a questão do preconceito, no caso da psicóloga Rosângela, o homossexualismo e a psicologia. Apesar de não conhece-la pessoalmente, ou algum de seus pacientes, acredito que posso me pronunciar sobre o assunto. E mesmo que este assunto já tenha sido abordado pelo Gabriel, gostaria de colocar o meu ponto de vista.
Para começar queria lembrar que o conceito de doença mental não é nada fácil, sendo que o que é consenso para alguns profissionais é da ordem do ridículo para outros.
De uma forma geral psiquiatras, psicólogos e psicanalistas trabalham com o sofrimento psíquico, independente se ele é considerado doença ou não. E este conceito de “Patológico X Normal” já foi utilizado para validar uma série de absurdos contra o ser humano.
Gostaria de lembrar de dois casos aqui, que talvez não sejam de amplo conhecimento.
1.
Se existe uma pessoa genial no ramo da ciência da computação, o nome dela é Alan Turing. Na época dos primeiros computadores, Turing FEZ esses computadores! Ele foi responsável não tanto pelas questões físicas, pois ele pensava além, mas sobretudo pela produção de modelos abstratos de computação que possibilitaram um avanço tecnológico inimaginável desde o domínio do fogo. ELE FOI GENIAL! (E falo com a empolgação de um desenvolvedor nerd, que é fã desse cara desde a adolescência).
Falta dizer que Turing foi um dos principais cientistas da Inglaterra, que liderou a construção do Colossus, computador inglês que foi uma das principais “armas” dos Aliados na 2º Guerra Mundial. Alguns historiadores acreditam que ele foi uma peça chave para derrotar o Eixo.
Ao final da 2º Guerra, Turing foi recebido como herói de guerra, certo? ERRADO!
Turing era homossexual declarado e por isso, foi humilhado publicamente, impedido de realizar seus estudos e posteriormente foi julgado por “vícios impróprios”.
Considerado portador de um desvio patológico (na época considerado uma doença como o alcoolismo ou a drogadição) foi condenado a um tratamento a base se estrogênio (profundamente científico para a época) que tinha por resultados a “castração química” e o crescimento de seios.
Em 1954, o herói de guerra/doente (com vícios impróprios) se suicidou, tinha apenas 41 anos.
2.
De 16 a 18 de agosto de 2008 ocorreu em Neuquén na Argentina o “Encuentro Nacional de Mujeres”, organizado por entidades feministas e apoiado por vários grupos de defesa dos direitos das “minorias”.
Nos anos anteriores a Catedral tinha sido alvo de depredações e ataque das participantes do encontro. Pois bem, em 2008 os jovens católicos de Neuquén decidiram fazer um cordão humano para impedir que qualquer mal fosse realizado à catedral.
Estes jovens não gritavam palavras de ordem, não ofenderam as participantes, não pregaram sobre o que consideravam pecado, nada disso. Eles ficaram o tempo todo rezando um rosário. Enquanto isso eram chamados de homofóbicos, de doentes, preconceituosos e todos as ofensas possíveis ao momento.
O resultado, vejam no vídeo:
Muita confusão e desrespeito para com os jovens…
Quem é que estava sendo preconceituoso?
Quem agrediu?
Tomando como referência vários autores consagrados, podemos dizer que o modelo de saúde mental depende do modelo de homem adotado, bem como o modelo de personalidade e esquema teórico/filosófico referencial. De um modo geral a maioria das teorias psicológicas considera patológica a dificuldade de adaptação frente às novas realidades ou o uso de medidas defensivas exageradas para lidar com as mesmas.
Resumidamente, segundo o DSM o transtorno mental é: Uma síndrome ou padrão comportamental ou psicológico clinicamente significativo, que ocorre numa pessoa, estando associado com perturbação atual, incapacidade, risco significativamente crescente de sofrer morte, dor, incapacidade ou perda importante da liberdade.
Olhando por este ponto de vista, quem é que tem razão ao “adoecer ” o outro e condená-lo por isso?
Não sou fã de manuais e/ou compêndios de psicopatologia, pois acredito que olhar para as pessoas envolvidas na situação é mais importante do que olhar para o fenômeno. Talvez se fizéssemos isto, aprenderíamos mais com as diferenças…
Lembrando então dos dois casos que apresentei, pergunto:
O que é patológico, vício impróprio, preconceito, fobia, intolerância?
De que adianta considerar alguém doente?
Tags: Alan Turing, Ciência, coragem, feminismo, Homossexualismo, Neuquén, normal, patológico, preconceito, Sofrimento, vida
Ontem tive uma conversa que mexeu comigo. Foi com uma amiga psicóloga, que relatava os impasses que está enfrentando por conta de algumas pacientes que já fizeram aborto. Algumas se dizem “sem remorso”, mas não é difícil perceber as marcas indeléveis a martelar a consciência, como um recém-nascido a chorar insistentemente, por anos a fio… São histórias muito tristes, que minha amiga assiste, desconsolada, desenrolarem-se sem uma aparente solução. A impressão que se tem, enquanto profissional, é de que não há o que se fazer, não há o que dizer…
Sou daqueles que acreditam que, na vida, nada é completamente determinado; pela pouca experiência que tive na clínica enquanto estagiário de psicologia, pude me surpreender várias vezes com a infinita capacidade do ser humano de se auto-superar, de encontrar soluções nas quais nem ele mesmo acreditava. Mas creio que talvez nada seja mais difícil do que superar um aborto provocado. Freud já devia sentir isso: “Fica-se também estupefato com os resultados inesperados que se podem seguir a um aborto artificial, à morte de um filho não nascido, decidido sem remorso e sem hesitação”, disse ele certa vez.
Não é nada fácil admitir arrependimento por um aborto. Mais do que as pedras atiradas pelos mais radicais (tanto os “contra” quanto os “a favor”), o peso maior é o da própria alma. Costumam ser traumas horríveis, reconhecidos até por quem quer a legalização do aborto (mesmo que botem a culpa nas “normas sociais acerca do comportamento feminino”…). Mas, sim… sempre há algo a se fazer!
Em 1997, a Revista Veja fez uma polêmica reportagem com relatos de mulheres que haviam abortado (ainda mais tendenciosa do que uma recentemente publicada sobre o mesmo tema). Uma das entrevistadas foi a cantora Elba Ramalho, que na época ainda dizia-se angustiada com o aborto que fizera 24 anos antes. Não sabia se havia feito o certo, mas arrematava: “Se ficasse grávida de novo, não faria o aborto mesmo que não desejasse o filho“. Pois hoje, doze anos depois, Elba passou a integrar o rool de artistas como Luíza Brunet e Cássia Kiss que, além de reconhecerem-se arrependidas por terem abortado, tornaram-se publicamente contrárias ao procedimento. Mais do que isso, Elba participará, neste domingo (30/08), da 3ª Marcha Nacional da Cidadania pela Vida, que o Movimento Brasil Sem Aborto realizará em Brasília. Ela fará o show de encerramento, doando parte do cachê para a campanha. E gravou este comercial, convidando para o evento:
Uma atitude, sem dúvida, de muita coragem. É o tipo de coisa que nos faz acreditar mais nas pessoas, acreditar na vida… Mas, como era de se esperar, o apedrejamento já começou. Não faltam comentários ao vídeo no Youtube condenando-a, e consta que Elba tem recebido várias mensagens de insulto de pessoas e entidades favoráveis ao aborto. Chamam de “hipocrisia” o fato de alguém se arrepender, mudar de opinião e tentar alertar outras pessoas para que não cometam o mesmo erro. Não é fácil.
Apoiemos Elba! Que ela seja um exemplo, que não se sinta sozinha! Para quem quiser, ficam os e-mails e um link para mensagens de apoio (já mandei as minhas!). Nunca é demais…
http://www.elbaramalho.com.br/noticias/2009/08/14/de-parabens-para-elba/comment-page-2/#comment-637
PS: Se você mora em Brasília, uma boa é ir prestigiar a Elba – e a Marcha! A entrada é franca - e a solidariedade também…
UPDATE (27/08/09): E eis que o Correio Braziliense de hoje publica uma matéria sobre o caso, com declarações de Elba Ramalho: “O que posso dizer é que defendo a vida das crianças e ninguém vai mudar isso”. “Defendo a vida e vou morrer defendendo a vida”… “Podem me apedrejar, não vou mudar o que penso.” Parabéns, Elba!
(Dica do Wagner)
Tags: 3ª Marcha Nacional da Cidadania pela Vida, aborto, Brasil Sem Aborto, coragem, Elba Ramalho, mulher, vida
Decisão nem sempre é uma coisa tão simples. Requer coragem! É comum sentirmo-nos angustiados com receio de estar tomando o caminho errado. Mas o pior é quando não tomamos caminho nenhum e permanecemos imóveis e estáticos por causa do medo e do descaso.
Lembro-me das palavras do mestre de Nazaré que disse mais ou menos assim: se o grão de trigo caído na terra não morrer, ele continua sendo um grão de trigo, e nada mais. O fim é nele mesmo! Ele pode até assegurar sua existência, mas sua finalidade será limitada! Contudo, se o grão de trigo morre, ele produz muito fruto.
Soaria estranha essa aparente contradição se não soubéssemos o sentido real do grão e da semente, que é a morte. Quem nunca plantou um feijãozinho no algodão na escola e observou curioso, a cada dia, o grão perdendo sua forma – morrendo – e se transformando numa plantinha de feijão. O estranho é ouvir essa referência como analogia à vida humana. Morrer para se ter a vida e para produzir fruto realmente gera certo desconforto na gente.
Se a vida é resultado das decisões tomadas durante minha história, sei que os sofrimentos e as alegrias surgidas durante o percurso são resultado de uma opção que eu fiz! Se eu for convicto das decisões tomadas, os sofrimentos e alegrias terão um sabor diferenciado porque terão um sentido maior. Todavia, se eu deixo que a vida decida por mim, os sofrimentos futuros, que são normais à todos, serão mais difíceis de serem encarados e a alegrias serão fugazes.
Então, se eu não decido o que devo fazer da minha vida, será ela quem decidirá por mim. Quando existe uma decisão, o sacrifício do grão de trigo (ou do feijãozinho) é celebrado, vigiado e esperado. Mas quando a vida é quem decide, eu fujo da responsabilidade de morrer e de dar frutos e deste modo significarei pouco: Pouco pra mim e pouco para os outros.
Não estou dizendo que devemos ter de antemão a certeza nas nossas decisões para não nos arrependermos depois. Certeza é o tempo quem dará. Estou, a priori, refletindo sobre as decisões que devem ser tomadas com lucidez, compromisso e responsabilidade. Nas encruzilhadas não temos certeza de qual caminho a tomar, temos somente a convicção de que estamos dando um rumo novo, e escolhemos, mesmo com os riscos e desafios dessa decisão, sofrendo a dialética existencial da vida humana. Feliz aquele que sabe decidir e que ao contrário da música não “deixa a vida me levar”.
Uma boa dica seja talvez ouvir a voz do coração… Deus aí está! Nas encruzilhadas, ele pode ser um sinal, não para um caminho mais fácil e nem para o mais difícil, mas, quem sabe, para o caminho que me fará ser mais eu mesmo.
Mas não se iluda a decisão ainda continua sendo sua!
“Agora sinto-me angustiado. O que direi? Pai, livra-me dessa hora?? Mas foi precisamente para esta hora que eu vim. Então, Pai, glorifica o seu nome.”
(Jo 12, 20-33)
Pedro Junior






Comentários