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	<title>Vivo pela Vida &#187; Chance</title>
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	<description>Por que você vive? Pelo quê você vive?</description>
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		<title>10 anos de VIDA</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Mar 2009 18:41:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Júnior</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-999" title="Vida" src="http://vivopelavida.com.br/wp-content/uploads/2009/03/10197410.jpg" alt="Vida" width="312" height="231" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;">Era um jovem de mais ou menos 18 anos que só tinha vontade de uma coisa: <strong>morrer</strong>. As coisas simples como sorrir, abraçar um amigo, olhar nos olhos, bater um papo, sonhar, não faziam parte da sua pessoalidade. Sorria somente com a desgraça dos outros; abraçava para tirar proveito; olhos nos olhos, jamais; trocar uma idéia com alguém era risco de <em>perder sua moral</em>. Sonhar? Preferia ficar acordado, bem acordado.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;">Um viciado sabe que para permanecer vivo tem que se vestir de uma <strong>armadura</strong> pesada todos os dias. No mundo do tráfico é ainda pior. A sensação é que até a sua respiração é vigiada, principalmente se está sob o efeito das drogas. Para ele cada despertar era um convite à <strong>guerra</strong>, onde o campo de batalha era sua mente. “Não existe paz interior, o desespero é constante, não pára!”, reclamou ele um dia. A armadura pesada servia para esconder o homem frágil que se refugiava ali dentro e o efeito das drogas servia para amenizar a angústia que nunca ia embora.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;">Ele conta que dos 13 aos 17 anos usava maconha para <em>abrir a cabeça</em>, viajar, rir do nada. A cocaína trazia a sensação de bem estar, de <em>“tudo posso”</em>, de poder. Sensações bem diferentes das que sentia depois, aos 18 anos. Neste tempo dizia que sua <em>“onda”</em> durava uns 5 a 10 minutos e que depois disso o <strong>medo</strong> o invadia subitamente. Para recuperar aquele tempo ínfimo de prazer, dava outra <em>“bola”</em> ou outro <em>“teco”</em> e assim <strong>repetidamente</strong>. Emagreceu 9 quilos: de 68 foi para 59. A cada dia sua fisionomia era deprimente.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;">Certo dia recebeu um convite para um <strong>encontro</strong>. Meio ressabiado ele foi e nunca mais voltou. Não, aquele jovem sem esperança <em>nunca mais</em> voltou! O que eu vi voltar foi uma criatura <strong>nova</strong>. Nesse encontro sentira algo parecido com <em>saudade</em>, um sentimento nunca vivido anteriormente, uma paz e um amor muito além de sua força e compreensão. As tentativas de suicídio, o desespero, a depressão, por um instante desapareceram&#8230; Parecia mágica! Deu um abraço e um beijo na sua mãe assim que chegou em casa.  Um abraço gostoso de perdão que fez rolar aquelas lágrimas quentes sobre o rosto dos dois, fazendo renascer a esperança numa família destruída pelas drogas.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;">A partir daquele dia iniciou uma <strong>luta pela vida</strong>. As armaduras agora eram outras e o homem ali presente passou a ser grande em dignidade, porém, condicionado à força maior que é Deus. A decisão de ser limpo era do rapaz, <em>não havia mágica</em> (aliás, nunca houve). Houve, sim, um “encontro com um acontecimento, com uma pessoa que dá um novo horizonte à vida e, com isso, uma orientação decisiva” *.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"><img class="size-full wp-image-995 alignleft" title="pe-pai-2" src="http://vivopelavida.com.br/wp-content/uploads/2009/03/pe-pai-2.jpg" alt="pe-pai-2" width="213" height="154" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;">Foi um resgate de vida, em que, no início, Deus fez 99% e o jovem, dizendo seu <em>sim</em>, fez seu 1%. Só que depois, a cada dia, as coisas iriam se igualando: 98% para Deus e 2% para o jovem; 97% para Deus e 3% para o jovem e assim progressivamente até um dia ficar 50 a 50. Acredito nessa <strong>pedagogia</strong> da vida humana em Deus. Ele não quer marionetes em suas mãos. Deus não controla a vida de ninguém e nem resolve os problemas de ninguém – apesar dele ter suas surpresas. Mas creio que Deus concede a força, a paz interior, o impulso, as pistas, as inspirações e em contrapartida a colaboração do homem traz o pleno conhecimento de <em>“ser pessoa”</em>. A decisão continua sendo do homem, mediante a resposta que ele dá ao chamado que Deus lhe faz <strong>todos os dias</strong>. Um chamado à vida eterna, experimentada e <strong>saboreada</strong> aqui na Terra.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;">Não foi fácil para aquele rapaz livrar-se do vício e enfrentar a <em>discriminação</em> e as desconfianças da sociedade. Certa vez ele correu para o banheiro da escola e começou a comer folha de caderno para não fumar de novo. Teve que recuperar o tempo perdido na escola, voltou a estudar e começou a participar ativamente do grupo jovem da cidade, o mesmo que havia organizado o encontro. <strong>Fascinado</strong> com a Bíblia, pensou em um dia ser pregador. Alguns meses depois fez sua primeira pregação e contou sua história de vida. Logo estava pregando em todo canto da cidade, trazendo consigo muitos jovens.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;">Tudo estava indo de vento em popa até que o empolgado rapaz começou a ficar <strong>dependente</strong> da religião. Vivia um vício religioso e um fanatismo que o cegou e o fez refém de tabus e medos que retardaram sua consciência de jovem por muito tempo. Por conta do passado com as drogas, a <strong>radicalidade</strong> foi de início uma opção preferível. O problema é que ele parou naquele estágio espiritual deixando que a Lei fosse sua guia, anulando a <em>liberdade</em> que Deus lhe dava – que na sua cabeça era confundida com <em>libertinagem</em>. Vivia numa dimensão <em>“céu &#8211; inferno”</em> vinte e quatro horas por dia. Quando rezava, era somente para buscar a unção para <em>pregar com poder</em>, ou para testemunhar o Deus que ele passou a <em>forjar</em> na sua cabeça, ou então para não ir para o inferno numa luta frenética e sem inteligência contra pecados que achava que eram tão absurdos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;">Muitos <strong>questionamentos</strong>, então, começaram a perturbá-lo a respeito da fé, da vida, da justiça social, da Igreja e do próprio Deus. Teve diversas oportunidades de voltar para o vício das drogas. Mas Deus o segurou! Mas mesmo assim o jovem pregador <em>“chutou o balde”.</em> Só que, se afastando um pouco, ele pôde analisar melhor toda a obra de arte da sua vida e pôde ver um novo tempo de <em>descobertas</em>: um novo chamado de Deus estava iniciando.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;">Descobriu que é possível sim ter <strong>amigos</strong> de fé mesmo que não sejam <em>da Igreja</em>. Buscou enxergar em outras filosofias e literaturas &#8211; outrora tão rechaçadas por ele – <em>rastros</em> de Deus e de vida. Percebeu que ler autores seculares, como José Saramago, Dostoievski, Enrique Dussel, Karl Marx (e alguns de seus seguidores), Mário Quintana, Adélia Prado, Machado de Assis, Lispector e outros não trazem perigo de perda de fé. Redescobriu a <strong>beleza</strong> nas letras de Renato Russo; a identidade escondida no samba de raiz e na música caipira; a irreverência poética de Cazuza e Cássia Eller; o progressismo e o misticismo de Pink Floyd e d’O Rappa e até mesmo na <em>incoerência poética</em> de Raul Seixas.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;">Descobriu dentro da Igreja a riqueza de outros movimentos e pastorais na maneira de viver a fé; e leu autores como Leonardo Boff, Frei Betto, Rubem Alves, entre outros – e se deixou tocar pela <strong>profundidade</strong> musical e literal de Pe. Zezinho e André Luna; a <strong>força</strong> libertadora na música de Zé Vicente; o <strong>equilíbrio</strong> espiritual de Pe. Joãozinho e Pe. Fábio de Melo (este hoje mais conhecido pela mídia).</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;">E hoje, dia 21 de março de 2009, faz <strong>10 anos</strong> que essa história de vida teve início. Uma história que não é melhor nem pior que a de ninguém. É a história de mais um fruto da misericórdia de Deus que com o tempo descobriu que religião e liberdade são mais bem vividas por pessoas que <strong>crêem</strong>, mas querem <strong>saber</strong>. E segue equilibrando sua porcentagem de humanidade com a porcentagem divina do Eterno.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;">O que eu sei é que esse jovem, dez anos mais velho, só tem vontade de uma coisa: <strong>VIVER</strong>!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;">Celebremos a vida, vibremos com essa vitória, rezemos por ele!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 35.4pt;" align="right"><em>Pedro Junior</em></p>
<p style="text-align: center;"><object width="445" height="364" data="http://www.youtube.com/v/RHopjCE35UA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/RHopjCE35UA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object>
</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt;"><em>&#8220;só há uma chance pra viver&#8221;&#8230;<br />
</em>
</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">* Citação: <a href="http://www.veritatis.com.br/article/4843" target="_blank">Documento de Aparecida</a>, § 12.</p>


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