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Site anencefalia“O Valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem”. Com essa frase de Fernando Pessoa, nossos amigos Marcelo e Mônica resumem a filosofia do site www.anencefalia.com, agora desfrutando de uma nova versão, mais estilosa e organizada – que eu, particularmente, gostei muito!

Completando mais de um ano no ar, o site que fizeram em homenagem à sua primeira filhinha, a Giovanna, que teve anencefalia e viveu apenas algumas horas após o nascimento, já é uma referência no país sobre o assunto, trazendo depoimentos profundos, notícias, artigos jurídicos e informações importantes sobre o que é, de verdade, a tal da anencefalia, sob a ótica de quem já a vivenciou como experiência real e, em meio a tanto sofrimento, soube crescer com a situação…

A permissão para aborto neste caso, não custa lembrar, está em tramitação no Supremo Tribunal Federal e seu julgamento já foi anunciado várias vezes “para breve”. Tendo curiosidade sobre o assunto ou não, lhe convido a acessar e desbravar o site. A riqueza de material e os depoimentos espontâneos que eles tanto recebem nos fazem questionar, o tempo todo, sobre o que realmente sabemos disto que chamamos de “vida”. Dure o tempo que ela durar…

Marcelo, Mônica e LuísaAo Marcelo, à Mônica, à pequena Luíza e à Giovanna, que intercede por eles lá do céu, toda a paz do mundo e muita força para continuarem se aprimorando cada vez mais nesta batalha tão linda – e tão necessária – pela vida!

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Dra. Zilda: "Medidas educativas e preventivas são as únicas soluções para o problema das gestações não desejadas”

Eis uma questão muito importante a ser lembrada, quando se fala dos feitos da Dra. Zilda Arns. Era uma pessoa radicalmente contrária ao aborto, e mais do que isso: ela tinha respaldo suficiente na área de Saúde Pública para propor soluções para o problema. Para aquela que já é considerada por alguns a maior ativista social da história do país, legalizar o aborto seria admitir uma derrota do poder público em fornecer o que é realmente importante: uma educação de qualidade, nas famílias, nas escolas, nas políticas de saúde.

Vejamos então, abaixo, trechos de uma entrevista proferida por Dra. Zilda à revista eletrônica do Instituto Humanitas Unisinos, em 2007 (veja a íntegra aqui), em que ela explica, com mais propriedade que muita gente que na época a criticou (e que hoje lhe presta homenagens), porque existe uma solução para o problema do aborto, e porque ela está longe de ser a legalização. E que, a seu exemplo, aprendamos a nunca aceitar a falta de esperança como argumento!

IHU On-Line – Em que a senhora fundamenta sua posição radicalmente contrária ao aborto?

Zilda Arns - Sou absolutamente contra o aborto. Em primeiro lugar, sou a favor da vida, e fundamento meu ponto de vista não somente na fé cristã, mas também na ciência e em aspectos éticos e jurídicos (…).

Sou médica pediatra e sanitarista, com mais de 47 anos de experiência em saúde pública. Além disso, estou nos últimos 24 anos à frente da Pastoral da Criança (instituição que acompanha 1,9 milhão de crianças com menos de seis anos, em 42 mil comunidades pobres do país). Por isso, tenho a convicção de que medidas educativas e preventivas são as únicas soluções para o problema das gestações não desejadas.

pastoral-da-criancaTentar solucionar problemas, como a gravidez indesejada na adolescência, ou atos violentos, como estupros e os milhares de abortos clandestinos realizados a cada ano no País, com a legalização do aborto, é uma ação paliativa, que apontaria o fracasso da sociedade nas áreas da saúde, da educação e da cidadania e, em especial, daqueles que são responsáveis pela legislação no país. (…) É preciso investir na educação de qualidade, nas famílias e nas escolas.

É preciso, antes de tudo, refletir. Será que nos países em que esse e outros abortos são permitidos, os jovens e as mulheres estão mais conscientes e têm menos problemas?

IHU On-Line – Como podemos formular a questão do estatuto do embrião, considerando sua implicação na questão do aborto?

Zilda Arns - O embrião é um SER HUMANO completo em fase de crescimento tanto quanto um bebê, uma criança ou um adolescente. Com a evolução das ciências da reprodução humana, mais especialmente nas últimas duas décadas, não há a menor dúvida de que a vida do SER HUMANO se inicia no momento da concepção. Não se trata de um amontoado de células. Quando se dá o encontro gamético, produz-se a primeira unidade da vida, que contém toda herança genética e todos os requisitos para caracterizar a vida…

IHU On-Line – Como se caracteriza a abordagem ética do aborto?

Zilda Arns – Existe um princípio de injustiça nessa prática. Mais uma vez, ao invés de consertar o tecido social roto, querem jogar sobre a mulher o pesado fardo da injustiça social, oferecendo-lhe a oportunidade de abortar o filho que veio abrigar-se em seu ventre, filho esse que não planejou ou que foi concebido como conseqüência de um ato violento. (…) A ética e a moral não são exclusivas da religião. Devem servir de guia para toda a sociedade, incluindo a ciência e a técnica. Não faltam cientistas, juristas e legisladores que, no exercício de seus mandatos e profissões, têm como objetivo maior a defesa e a promoção da vida, a serviço do bem comum.

pastoral-da-criancaIHU On-Line – O aborto é um problema que precisa de uma solução, ou ele pode ser uma solução?

(…) Para gerar desenvolvimento e, por conseqüência, boas condições de saúde e de vida, é preciso investir em educação de qualidade e criar políticas públicas de assistência materno-infantil, de orientação aos adolescentes, às mulheres e às famílias, a fim de que elas tenham melhores oportunidades de estudo e de desenvolverem-se no futuro. A prática de abortos seria um retrocesso da saúde pública, que, ao invés de investir na qualidade de vida da população, passaria a reproduzir uma cultura de incentivo à morte, à violência.

IHU On-Line – Uma lei a favor pode ser a única resposta ao problema do aborto?

Zilda Arns - Sob o ponto de vista de políticas de saúde, seria muito mais humano e econômico à nação investir em qualidade de vida e melhor assistência à saúde do que investir contra o ser humano indefeso. Não se pode eliminar a pobreza por meio da eliminação dos pobres, assim como não se pode eliminar a violência de uma gravidez indesejada mediante outra forma de violência, como é o aborto. Tenho certeza de que nossos deputados e senadores não se deixarão seduzir pela cultura da morte e da corrupção e lutarão pelo respeito à vida e por melhor qualidade de vida para todos…

IHU On-Line – Como lidar com a mentalidade abortista, tão presente na sociedade, que banaliza a questão do aborto?

Zilda Arns - Feministas famosas, realmente comprometidas com o bem-estar das mulheres, (…) deixaram a bandeira do aborto e optaram pela bandeira da erradicação da pobreza, da miséria, da ignorância que oprime as mulheres, principalmente nos países em desenvolvimento. Lembro-me de médicos, tais como o Dr. Bernard N. Nathanson, M.D. co-fundador da Liga Nacional pelos Direitos ao Aborto nos Estados Unidos, e responsável por mais de 75 mil casos desse tipo, que se converteu em defensor da vida, devido a um conhecimento mais profundo do ser humano, pelos avanços da ciência e dos aparelhos de tecnologia avançada. Dr. Nathanson convenceu-se da existência da vida humana desde o momento da concepção…

bebêIHU On-Line – Podemos conciliar a autonomia e a liberdade da mulher com a vida e a defesa do embrião?

Zilda Arns - Trata-se de um princípio de convivência de dois seres humanos. O “outro” é o limite de nossa liberdade. Se a mulher tem direitos e deveres, eles não podem interferir ou impedir o direito à vida de outro ser humano.

FONTE: www.ihuonline.unisinos.br

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O Wagner do blog O Possível e o Extraordinário deu essa dica:

UNascer_e_um_direitom grupo de 33 jovens começou uma verdadeira aventura pelo interior do Brasil, vão percorrer várias cidades para divulgar e conscientizar o povo em relação a importância de defender a vida.

O grupo faz parte da campanha “Nascer é um direito“, e atualmente está pedindo doações para custear o combustível gasto na empreitada contra o aborto.

Na minha sincera opinião, isso sim que é  transformar o cerne de nossa crença em ações concretas e construtivas. Parabéns aos 33 aventureiros do “Nascer é um direito“, essa é uma iniciativa que merece nosso reconhecimento (independentemente de divergências em relação a posicionamentos teórico-políticos).

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Pe Fábio de Melo - IluminarE eis que o novo CD do padre Fábio de Melo, “Iluminar”, chega às lojas cheio de participações especiais… Dentre todas elas, porém, uma em especial me chamou a atenção pela sua história. A de Elba Ramalho.

Pe. Fábio chamou Elba para a gravação do CD após saber de sua coragem em fazer um show contra o aborto, na Marcha Nacional da Cidadania pela Vida, em Brasília. Ela recebeu várias ameaças, e o evento chegou a ser boicotado pelo governo, quando perceberam do que realmente se tratava. Mas Elba bateu o pé e foi: “Podem me apedrejar, não vou mudar o que penso; defendo a vida e vou morrer defendendo a vida”. Já contamos essa história aqui no site, e até divulgamos uns vídeos do show…

“Fiquei comovido com uma manifestação pública da Elba contra o aborto e resolvi, mesmo sem conhecê-la, convidá-la para cantar ‘Maria e o anjo’ comigo”, disse o Pe. Fábio de Melo em entrevista ao jornal Extra, revelando seu envolvimento emocional com a causa. Um fato interessante é que a música “Maria e o anjo”, gravada originalmente pelo grupo Anjos de Resgate, narra o momento da anunciação, e a conseqüente concepção de Jesus. Interpretando essa música, Elba Ramalho coloca-se no papel de Maria, no exato momento em que Jesus passou a existir no seu ventre, em que “o verbo se fez carne”. E isto se comprova na sua visita a Isabel, quando João Batista, já um bebezão na barriga da mãe, sente a chegada do priminho recém-formado na barriga da tia e já começa a pular lá dentro… Tudo isso, teologicamente bem explicadinho no artigo “O milagre de um embrião”, do Pe. Lodi. Lucas, o autor deste evangelho, já sabia das coisas, sim senhor…

Elba RamalhoSempre me lembro desta passagem quando algum doido (ou interesseiro), que quer teimar que o aborto e o cristianismo podem ser compatíveis, diz que “Maria teve o direito de escolha”. Bem, Eis que conceberás e darás à luz um filho não me parece uma proposta de escolha lá muito “democrática”, por assim dizer… (dá até pra imaginar o anjo insistindo: “diz que sim, diz que sim, diz que sim, sim????”); mas é claro que é inegável o papel da aceitação de Maria para o desenvolvimento do cristianismo. O pequeno grande detalhe que esse povo esquece de lembrar é que, se ela porventura tivesse dito “não” neste momento, não iria ocorrer nenhum aborto. Ah não ser que… Bem, imaginemos a cena:

Maria: Não.

Anjo: Como assim, “não”?

Maria: Não. Eu tenho meu direito de escolha. Não quero, e pronto.

Anjo: Não? Puxa… Hum… Tudo bem… É que… bem, só tem um probleminha, como a gente não esperava essa, o E.S. já tava adiantado o serviço dele, pra gente cumprir a cota de hoje mais cedo… Já tá feito… Mas tudo bem, a gente dá um jeito de reverter…

Maria: Reverter? Como assim?

Anjo (discando um número no celular): Tá beleza, fica tranqüila! A gente pode tentar te levar pra alto mar, longe das águas palestinas, tem um navio supimpa de uma mulheres super “do bem”, fazem um procedimento legalizado, sem risco algum…

Maria: “Legalizado”?

Anjo (sussurando): Bem, se você quiser, tem a minha espada… É meio estranho, eu sei, mas te garanto, é melhor do que se a barriga crescer e o povo ficar sabendo, aí vai ser na base da pedrada mesmo…

Bem, sacrilégios à parte, é uma oportunidade bonita para Elba viver a bela figura de Maria. E Gabriel? Ah, o meu xará é interpretado na música por uma pessoa à altura, forte, belo e sábio como todo arcanjo… Mas atenção: se for pra ler este texto inteiro e chegar lá embaixo e só saber comentar: “Deus é perfeito porque criou o lindo do Pe Fábio”, me desculpe… Mas você ainda não sabe muito bem o que é a verdadeira beleza da Vida.

E eis a música. Bonita, não?

Pe. Fábio de Melo e Elba Ramalho – “Maria e o anjo”


UPDATE (30.12.09): O diálogo narrado, ressalto, é apenas uma apresentação irônica da “Maria” imaginada por alguns defensores do aborto, que obviamente passa longe da “Nossa Senhora” que todos conhecemos. A inteção foi justamente demonstrar o ridículo dessa imagem; peço desculpas, entretanto, se para algumas pessoas o trecho revelou-se desnecessário… Com toda certeza, não foi a intenção.

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Continuando a série “Porquê não fazer aborto” gostaria de mostrar algumas coisas que foram publicadas por outros sites…

Em primeiro lugar temos um vídeo encontrado pelo Willian Murat, no qual podemos ver o coração de uma criança de 4 semanas de gestação… Confiram!

É simplesmente lindo!… O coração dela bate 113 vezes por minuto!
E tem gente que ainda fala que é só um “bolinho de células”!

A segunda reportagem que me interessou foi do blog Insoonia. Preparem-se para momentos fofuchos extremos!

Camisas especiais para grávidas!

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Espero demorar muito para dar essas camisas de presente para minha futura mulher…. mas faço questão de fazer isso algum dia!
Já estou pensando em modelos mais nerds, com o bebê encenando cenas de filmes ou brincando! hehehe

Beijos e uma ótima semana!

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gato_sapoUma vez, em um debate, escutei de uma colega a seguinte frase: Feto não é gente! Em outra oportunidade nos deixaram um comentário no qual chamavam uma criança nascitura de “girino”, também destituindo o feto de qualquer caráter de humanidade.

Em vários discursos que já escutei, essas crianças (que somente ainda não tiveram a oportunidade de nascer) eram colocadas abaixo de quaisquer outros animais. Existe até uma metáfora batida no meio “pró-vida”, mas que sempre vale a pena ser repetida, que diz assim:

Geralmente, as mesmas pessoas que lutam pela legalização do aborto também apóiam o projeto tamar. É a metáfora do tamar-matar. Como uma pessoa pode lutar pela morte de uma criança, que ainda não nasceu, ao mesmo tempo em que se esforça para ajudar a vida de tartaruguinhas, que também ainda não nasceram?

Como já dissemos aqui outras vezes, lógica não parece ser uma disciplina muito estudada em alguns meios…

Continuando a saga “Porquê não fazer um aborto”, veja algumas imagens do fotógrafo Lennart Nilsson, desta vez, mostrando os primeiros 28 dias de uma criança.

5a6dias5 ou 6 dias…

8dias8 dias, olhem que lindo!

24dias_coracao24 dias, já com o coração…

28dias_colina_vertebral28 dias, com o coração e a coluna vertebral…
Como é que se pode dizer que não é uma criança?

Um ótimo final de semana!
Se você não viu, veja a primeira parte deste post
E como diria o Dominó, viva a vida!

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crianca01Já vi muita gente reclamando das campanhas contrárias ao aborto. Não pela proposta, mas pela forma com que ela é exposta. Muitas pessoas que são contrárias ao aborto, mas que  acreditam que imagens de crianças cruelmente mortas, não são coisas agradáveis de se ver.

Eu entendo que aquelas imagens são reais, e que exatamente por isso demonstram todo o horror que o aborto trás para a humanidade. Mas também acredito que cada proposta tem sua hora e seu lugar e, talvez, seja mais interessante promover a beleza da vida em relação ao horror da morte.

Crianca02Por isso, preparei um conjunto de posts que vão abordar como é a vida do nascituro e porque não se deve apoiar a idéia do aborto. Queremos expor os motivos para considerar aquele serzinho como uma criança, e não como um conjunto de “células amorfas”.

Vamos ver algumas imagens, tiradas pelo fotógrafo Lennart Nilsson,  que demonstram com uma beleza inigualável o processo de gestação de uma criança.

Hoje, temos as primeiras imagens, que vão até o momento da fecundação. Acho que esta parte não precisa de muitas explicações, todo mundo sabe como funciona o processo… certo?


espermas_entrando_no_canal_vaginal

Espermatozóides adentrando o canal vaginal


ovulo
Óvulo


o_espermarozoide_vencedor

O espermatozóide Vencedor…
Sim, você já foi um, hehehe!

As fotos foram retiradas do site:
http://www.lennartnilsson.com/child_is_born.html
mas espere… tem mais vindo por aí!

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Ontem foi o dia escolhido para a luta pela legalização do aborto, aqui no Brasil. E hoje, 08 de outubro, é dia do Nascituro. Dia de luta contra o aborto.

Em meio a tantos gritos, resolvemos dar também o nosso: apresentamos, enfim, a 2ª versão de um pequeno vídeo que já deu muito o que falar… São só algumas questões, bem simples, mas que já causaram muito barulho e uma imposição de silêncio. E, infelizmente, nenhuma resposta

Com vocês, então, “Fim do Silêncio ou Grito Silencioso 2″. Quem já viu, reveja. Quem já linkou, por favor, redirecione o link!

Só não fique em silêncio. Basta.

Clique aqui para ver no Youtube.
Veja também o post que originou o vídeo.

Citações do vídeo:
- Entrevista da diretora do documentário “Fim do Silêncio”
- Cenas de “Fim do Silêncio”
- Documentário “O Grito Silencioso”
- A história de Bernard Nathanson

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Enquanto o governo Lula tenta indicar seu ex-advogado para a vaga do Ministro Direito no Supremo Tibunal Federal, grupos favoráveis ao aborto em casos de anencefalia estão divulgando uma campanha para pressionar a corte a tomar a decisão ainda este ano. Eis o cartaz:

Cartaz pró-aborto de anencéfalos

Cartaz pró-aborto de bebês com anencefalia (Reprodução/CCR)

Pois é… se tais grupos costumam acusar os contrários ao aborto de usar imagens “sensacionalistas“, parece que agora resolveram reconsiderar a questão e render-se ao “estilo”… Mas, ao contrário das fotos reais de abortos utilizadas pelos pró-vida, pode-se dizer que a campanha acima utiliza um argumento não muito “verdadeiro”, uma vez que, para ter-se uma certidão de óbito, é necessário, logicamente, ter primeiro uma de nascimento. Só morre quem está vivo.

Bem, creio que qualquer pessoa com um mínimo de sensibilidade, independente de sua posição sobre o assunto, começaria essa discussão com aquela frase: “Pois é… é um assunto complicado, né?” Se é. Mas, bem… há algo que eu gostaria de questionar.

Giovanna

Você teria coragem de tirar esta vida?

Certidão de Nascimento da Giovanna - clique para ampliar

Certidão de Nascimento de Giovanna (clique p/ ampliar)

Giovanna era anencéfala. Seus pais, Mônica e Marcelo, sofreram muito quando souberam da notícia, e mais ainda quando a perderam, após algumas horas de vida extra-uterina. Mas, segundo Mônica, nada se compara à alegria que foi tê-la dentro de si durante nove meses, e aos poucos momentos em que pôde segurá-la nos braços. “Nada me faria interromper a vida de minha filhinha, mesmo que seu prognóstico fosse dos piores. O que eu poderia fazer por ela era dar-lhe muito amor e carinho. E foi o que fiz, protegi-a enquanto estava dentro de mim, e depois lhe demos toda a dignidade que merecia, como cidadã”.

Giovanna nasceu chorando, e teve certidão de nascimento. E de óbito. Como qualquer pessoa que passe por este mundo, seja por que tempo for…

Giovanna, com sua mãe e o padrinho, Pe. André Luna

“A AIDS não é mortal; mortais somos todos nós”, dizia o sociólogo Betinho. Talvez poder-se-ia dizer o mesmo da anencefalia: não é o tempo de vida que uma pessoa tem pela frente que justifica sua dignidade, seu direito de viver. Ninguém mataria um filho por saber que ele tem pela frente poucos dias, ou mesmo horas de vida. Por que, então, tirar a vida de um bebê indefeso, ainda no útero?…

Mônica e Marcelo resolveram ir além: pensaram em ajudar outros pais na mesma situação a perceberem que, embora o sofrimento nestes casos seja inevitável, uma certidão de óbito é sempre melhor que uma lata de lixo. Marcelo e LuísaE fizeram um site, o www.anencefalia.com.br, na qual tentam reunir alguns depoimentos dentre os inúmeros casos de pessoas que, com certeza, pensam como eles. E hoje estão muito bem, cheios de desafios, mas também de muitas alegrias, como a pequena Luísa, a filhinha sapeca que a vida lhes deu após Giovanna. Quando perguntada onde está sua irmãzinha, ela é rápida no gatilho: “Lá no céu!” Amém, Luísa.

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BassumaHenrique Afonso

Dizem, em jornalismo, que “nada é mais ultrapassado que o jornal de ontem”. Eis, entretanto, uma notícia da semana passada que ainda merece uma boa repercussão. O Diretório Nacional do PT decidiu, na sexta-feira (18/09), penalizar dois deputados federais ativistas na luta contra o aborto: Luiz Bassuma e Henrique Afonso.

Os dois, assim como vários outros membros do PT, sempre tiveram uma clara postura contra a legalização do aborto. Quando, em 2007, a direção nacional do partido decidiu abraçar radicalmente essa causa (da liberalização total), eles decidiram permanecer, na esperança de talvez conseguirem reverter a situação, apelando para a pluralidade de idéias sempre tão defendida pelos petistas. Mas, por conta de sua posição mais atuante contra o aborto (ou, talvez por outros motivos que os façam bons bodes-expiatórios), Bassuma e Afonso há algum tempo vinham sendo ameaçados pelas alas do partido mais ligadas ao movimento feminista. Agora, as ameaças se cumpriram.

Luiz Bassuma não poderá gozar, por um ano, de seus direitos partidários, como o de votar ou de ser eleito para cargos diretores, participar de decisões na legenda e de comissões parlamentares. Deverá também retirar todos os projetos de lei que apresentou contrários à descriminalização do aborto. Para Henrique Afonso, a punição será de 90 dias.

Bassuma decidiu recorrer ao Supremo Tribunal Federal para anular a pena, e afirmou que vai abrir mão de concorrer à reeleição à Câmara no próximo ano para se dedicar à defesa da causa. “Entre o PT e a minha consciência, fico com minha consciência”, disse em entrevista ao Estado de S. Paulo.

Bebê no úteroSegundo muitos ativistas pró-vida, é uma notícia que deixa mais do que clara a posição do partido. Em meio a discursos “em cima do muro” sobre o tema vindos do presidente Lula e de membros do governo, o PT quer se mostrar cada vez mais radical pela legalização do aborto em qualquer situação (desde que consentido pela gestante). Segundo analistas, os deputados só não foram expulsos por puro temor da repercussão da notícia, já que a maioria da população é contrária a mudanças na lei sobre o aborto.

Não é necessário ser “de direita” para ser contra o aborto; vide o exemplo de Heloísa Helena, Plínio Sampaio e outros. Mas ser do PT está cada vez mais difícil. Corrupção e falcatruas? Pode, ninguém ganha punição. Mas defender o direito básico à vida do mais “excluído dos excluídos”, da “classe social” que menos tem voz, que nem ao menos pode gritar… não. Não pode.

PT, PT… Quem te viu e quem te vê…

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