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Bem, acho que Charles Chaplin dispensa comentários… com vocês, o bom e velho Carlitos num trecho do clássico “The Kid” (“O Garoto”):

Um bom dia pra todos!

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Com a ajuda do nosso amigo Saulo, encontrei estes vídeos do show da Elba Ramalho na 3ª Marcha da Cidadania pela Vida. A qualidade deixa a desejar, mas dá pra ter uma idéia de como foi:

Na abertura, o  deputado Luiz Bassuma apresenta o show declamando dois poemas: um de Mário Quintana sobre o aborto, ressaltando que ele “não tinha nada de religioso”:

Mario Quintana


“O aborto não é, como dizem, simplesmente um assassinato.

É um roubo… Nem pode haver roubo maior.

Porque, ao malogrado nascituro, rouba-se-lhe este mundo, o céu, as estrelas, o universo, tudo.

O aborto é o roubo infinito.

(Mário Quintana)


E, em referência às dificuldades da luta, a bela Sonho Impossível, de Chico Buarque (que ficou conhecida na voz de Maria Bethânia):

Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer
O inimigo invencível
Negar
Quando a regra é vender
Sofrer
A tortura implacável
Romper
A incabível prisão
Voar
Num limite improvável
Tocar
O inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Chico BuarqueQuantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão

(Chico Buarque)


A seguir, Elba inicia declamando “Oração de S. Francisco”, emendando-a à empolgante “Tu Vens”:

Em outros vídeos, Elba aparece cantando Bate Coração e Asa Branca. Pelo visto, foi um show realmente muito bom!

Que os frutos deste ato ainda possam ser colhidos por bastante tempo! E que o direito de defender a vida seja sempre respeitado neste país…

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(sem revelações sobre o enredo (spoilers)

Pixar's Up - Carl

“Essa turminha da pesada irá viver altas aventuras numa floresta misteriosa, onde tudo pode acontecer…  Irão encarar grandes desafios, mas com sua casa voadora e seu fiel companheiro canino, eles enfrentam qualquer perigo!” – esta, provavelmente, seria a descrição de “UP – Altas Aventuras”, caso o filme, hipoteticamente, estreiasse na Sessão da Tarde. O que, logicamente, seria a deixa para eu mudar de canal ou procurar outra coisa pra fazer. Mas bastaria o narrador acrescentar um pequeno detalhe, uma simples palavrinha, para mudar completamente a minha concepção e me deixar grudado na tela da TV, esquecido da vida: PIXAR.

Pixar Up cartazE foi a Pixar, essa autora de obras-primas como Toy Story 1 e 2, Monstros S.A. e Procurando Nemo, que me fez largar tudo e ir ao cinema ontem, debaixo de chuva, para conferir a sua nova estréia, sem mal ter visto nenhum trailer ou comentário do filme. Quis manter o suspense de propósito, sabia que não iria me decepcionar. E nem é preciso dizer que estava certo. “E a Pixar acerta mais uma vez”, deve ser uma das frases mais repetidas pelos mais diversos críticos de cinema ao redor do mundo, toda vez que eles lançam uma animação nova. É claro, com direito a um ou outro descontente, pra não virar unanimidade burra…

Mas, ó raios, qual o segredo? O que fez esses caras, que nos anos 80 produziam curtas em 3-D só pra mostrar o potencial dos computadores que vendiam (e já começaram criando um clássico logo no primeiro trabalho, o  “Luxo Jr”) se tornarem hoje, mais do que um dos estúdios mais lucrativos e premiados de Hollywood,  mas os maiores “cativadores”  de crianças e adultos (e adolescentes e idosos!) nos mais diversos cantos do planeta, equiparando-se (ou talvez superando) a história da própria Disney, sua todo-poderosa proprietária?

Pra começar, sugiro uma olhada no curta-metragem que antecede UP nos cinemas, “Parcialmente Nublado” (Party Cloudy). Depois continuamos a conversa.

(se quiser, clique no “quadradinho” para ver em tela inteira)

E aí? Riu? Se encantou? Ficou falando “ah, que fofo!!”? Chegou a sentir um nozinho na garganta? Tá refletindo sobre a mensagem? Pois é, eu também. Tudo isso em míseros 5 minutos. Agora, imagine o que são 96 minutos disso. É UP.

Aliás, é mais que isso. Algumas seqüências são, sem exagero, dignas de entrar para a história do cinema, como os tão aclamados 10 minutos iniciais. É tão poético quanto “Wall-e”, a coqueluxe mais “adulta” do estúdio – mas, ao contrário dele, tem “ritmo de aventura” pra criança nenhuma botar defeito. Talvez por pressões comerciais, UP tem mais clichês do gênero que as outras animações da Pixar, mas não deixa de surpreender nem por um segundo. Como? Simples: o grande trunfo não é tanto a história que se tem pra contar, e sim como contar a história. É isso que faz a Pixar ser a Pixar.

UP casa aviõesPois, num roteiro que à primeira vista não tem nada de mais (exceto pela casa içada por balões, que deixaria aquele padre brasileiro chupando o dedo), UP consegue sensibilizar qualquer idade falando sobre perdas, relacionamentos, problemas familiares, limitações, solidão, desilusões com sonhos de toda uma vida… e sobretudo sobre os valores que superam isso tudo – temperados com aquele bom humor pra lá de inteligente, gargalhante mesmo, essencial para qualquer vida que se pretenda feliz. E tudo isso mesclando profundidade e leveza de uma forma que talvez nunca se tenha visto na história do cinema para crianças – com exceção, talvez, de outros títulos da própria Pixar… Enquanto a Disney ainda tenta achar a magia que perdeu em algum lugar dos anos 90, a Pixar a reinventa, mostrando que sonhos combinam, sim, com realidade. Que no final não precisa ser sempre igual, com príncipe encantado matando a bruxa, beijo na boca e felizes para sempre. Em UP, a fantasia serve justamente para mostrar que a maior aventura é a vida real, com toda sua chatice, seus sofrimentos e alegrias. Nas obras da Pixar, quem vive a vida normal, sem poderes especiais, não é “trouxa”, como na série Harry Potter. É alguém que sabe viver.

Up garoto velhoE saber viver inclui primar sempre por uma produção caprichadíssima, ter gosto em nos brindar com pequenos e extasiantes detalhes. Fazer o que se faz com paixão, dando sabor ao fruto do seu trabalho, mesmo que os outros façam quase que só pelo lucro… Aliás, pra quem ainda não entendeu a parceria atual Disney/Pixar, imagine uma boa padaria. A Disney é o dono, o cara que até já fez muita coisa legal, mas que hoje só fica no caixa, pensando nos dividendos e na melhor forma de vender os produtos. O padeiro, mesmo, é a Pixar. É ela quem faz os sonhos.

Animações de outros estúdios, como Shrek e Era do Gelo, podem te fazer sair do cinema rindo. Mas só a Pixar, além das dores na barriga de tanto gargalhar, te dá também vontade de aplaudir quando começam os créditos – enquanto o sorriso, que não sai do rosto, tenta segurar aquela lágrima teimosa… Pra finalizar, só uma frase do comentarista Érico Borgo que, por ocasião do lançamento de Wall-E, sintetizou o que não só eu, mas certamente milhões de pessoas ao redor do mundo gostariam de dizer: Parece que a Pixar tem mesmo fé na humanidade. E não é que também tenho mais fé no mundo sabendo que temos a Pixar?.

Pixar UP

God bless Pixar!

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Não, não vamos falar da Vanusa hoje… Por enquanto vai só essa versão do Hino Nacional, digamos, mais inteligível que aquela rebuscada letra do Joaquim Osório Duque Estrada. Charge clássica do Maurício Ricardo, vai pra quem ainda não viu:

Para ver a parte 2, clique aqui

E de quebra ainda dá uma boa reflexão sobre o sentido de palavras como independência, nação, liberdade, guerra, defesa da pátria… Afinal, você  já parou pra pensar no sentido de “Mas se ergues da justiça a clava forte, verás que um filho teu não foge à luta”?

Diz aí.

E um feliz 7 de setembro!…

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E não é que alguém ouviu as minhas preces?… Há algum tempo eu resmungava aqui de curiosidade por imaginar como teria sido o “encontro improvável” entre Zeca Baleiro e Pe. Zezinho, num evento ocorrido em S. Paulo em 2005. Pois não é que pouco tempo depois colocaram este videozinho no Youtube?..

É um trecho da música Eu tenho fé, do Pe. Zezinho, que o Zeca Baleiro “desenterrou” do LP Estou pensando em Deus, de 1972. Época em que ele ainda era criança, e a voz do jovem padre ecoava da vitrola levando um pouco de paz à sua casa, como levou à minha… e ainda leva.

Aos mais nerds, provoco inveja dizendo que lá em casa (na dos meus pais) tem o LP original, tal qual essse aqui. Fica lá guardadinho junto com  os outros, só esperando eu chegar de viagem pra limpar a agulha e ficar curtindo a saudade de uma época que não vivi… Época em que ele falava para os jovens, com canções calmas que nem sempre agradavam os mais libertários, mas já deixavam os tradicionalistas de cabelo em pé. Em que ele reconhecia: Eu sei que da verdade eu não sou dono” – mas isso nunca foi problema. As canções  serenas e fortes, daquela paz inquieta toda, já transmitiam, por si, a Verdade.

Veja o videozinho, acho que você vai entender. E sim, eu vou mandar uma mensagem  pra quem o postou, perguntando se não tem também “Heavy Metal do Senhor” na voz desses dois Zés pra mostrar pra gente… Afinal, Deus canta ou não canta?

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Peço desculpas pela demora em lançar este post hoje. Fiquei umas duas ou três horas assistindo vídeos no youtube (morrendo de rir) para prepará-lo.
E vocês vão entender o porquê…

Essa semana fez-se 15 anos sem o Magnânimis, Incrívis, Digníssimis: MUÇA!

Antônio Carlos Bernardes Gomes, também conhecido como Mussum, nasceu no Rio de Janeiro em 1941 e foi um dos maiores comediantes da TV brasileira, além de ser um ótimo músico, como vocês podem conferir nos vídeos.

Com um humor que conseguia ser ingênuo e politicamente incorreto, Mussum alegrou muitas crianças e adultos pelo país!

Uma justa homenagem seria relembrar e rir de alguns de seus momentos mais marcantes…. assistam os vídeos e riam muito!

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Novo vídeo VPV – clique aqui para assistir no Youtube


Ontem divulgamos o e-mail que Casé Fortes, coordenador da campanha “Todos contra a Pedofilia“, enviou ao Jô Soares esclarecendo a importância desta luta, diante de certo descaso que o apresentador demonstrou em relação a ela, durante entrevista com o Pe. Fábio de Melo. Tal e-mail foi enviado há mais de 2 meses, mas até hoje não obteve resposta.

Resolvemos, pois, fazer algo a mais para ajudar na reflexão sobre o assunto, que é tão urgente. Se tal tipo de pensamento ainda atinge até pessoas com o respeito e a influência de Jô Soares, certamente é porque ele está bastante difundido por toda parte, entre cada um de nós…

Eis, então, este nosso novo pequeno vídeo. Que, mais uma vez, pretende ser mais do que algo “nosso”, mas uma contribuição para uma causa que é de todos.

Digulguemos!

Grande abraço,

Equipe Vivo Pela Vida.

Realização: Vivo pela vida
Imagens:
Internet / Entrevista do Pe. Fábio no Jô – 21.05.09.
Música: “Lá de longe” – Tribalistas (Carlinhos Brown, Marisa Monte e Arnaldo Antunes)

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E pra começar a semana… ressuscitemos um verdadeiro clássico videoclípitico youtubeano!

Pra quem não conhece, o nome desse cara é Prabhu Deva, também conhecido como “Michael Jackson indiano”. Vai vendo…

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Marcela de JesusNo post anterior, a Karina (que já é praticamente a “quarta” autora aqui do site, com tantas contribuições nos comentários… rs) comentou sobre o caso da Marcela de Jesus, uma menina anencéfala que viveu por quase dois anos numa cidade do interior de São Paulo, entre 2006 e 2008. Algumas reportagens, na época, chegaram a insinuar que se tratava de uma vida mantida “artificialmente”, só para “manipular” a opinião pública contra o aborto nestes casos. Mas, para desespero de quem escreveu, Marcela chegou a ter alta do hospital, e viveu bastante tempo sem praticamente nenhum aparelho externo…
Bem, mas acredito que mais importante que discutir isso tudo, é ter contato  com a realidade das pessoas que puderam conhecer esta menina. Este pequeno documentário foi feito quando Marcela ainda estava viva, e tem  depoimentos da família e dos médicos, mostrando todo o caso de uma forma única, sensível, definitiva… Nas palavras de minha mãe, que acabou de assistir aqui, comigo: lindo.

São 15 minutinhos que valem muito a pena ver – e repassar para o máximo de pessoas possível…

“Flores de Marcela” – parte 1

“Flores de Marcela” – parte 2

PS: Na Audiência Pública promovida pelo Supremo alguns meses após a sua morte (“coincidentemente”?), alguns médicos chegaram a dizer que Marcela não fora um caso de anencefalia, embora nunca tivessem tido contato com a menina. Como os ouvidos no vídeo, todos os expecialistas que a examinaram em vida foram unânimes no diagnóstico, que consta em todos seus exames pré e pós-natais, na certidão de nascimento e de óbito: Marcela era, sim, anencéfala. E, mesmo que, hipoteticamente, fosse um caso de erro diagnóstico, seria um erro impossível de se detectar na ultrassom que antecede o período “aceito” para o aborto. O fato é que, fosse ou não anencefalia “clássica”, com autorização judicial, sua mãe poderia tê-la abortado, sem problema algum – como não faltou quem tentasse convecê-la a fazer, mesmo ela deixando clara sua determinação…

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Comunicamos que o Vídeo “Fim do Silêncio ou Grito Silencioso” teve de ser retirado do ar, por motivos alheios à nossa vontade.

Pedimos desculpas aos nossos visitantes, esperando em breve poder dar maiores esclarecimentos.

Um grande abraço.

Equipe VPV

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