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	<title>Vivo pela Vida &#187; vida</title>
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		<title>&#8220;Música da Vida&#8221; &#8211; Sete Cidades</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 07:16:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Resgala</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como vinha escrito em todos os discos da Legião, &#8220;Ouça no volume máximo&#8221;! &#160; Gostou? Veja também:Na música da Vida &#8211; &#8220;O mundo anda tão complicado&#8230;&#8221; Na Música da Vida Na música da Vida &#8211; U2 e um lindo dia


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/ThMENkTdEZM" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><em>Como vinha escrito em todos os discos da Legião, &#8220;Ouça no volume máximo&#8221;!</em></p>
<p>&nbsp;</p>


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		<title>Pensamento do dia</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Apr 2012 18:40:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Resgala</dc:creator>
				<category><![CDATA[aborto]]></category>
		<category><![CDATA[Anencefalia]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
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		<description><![CDATA[O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Fernando Pessoa Mônica e sua filha Giovanna, que nasceu com anencefalia: &#8220;Quem não tem vida chora?&#8221; (Conheça sua bela história aqui) Gostou? Veja também:Um site por uma curta vida Anencefalia: nascimento ou óbito? Anencefalia: o homem e o [...]


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<li><a href='http://vivopelavida.com.br/2009/07/14/anencefalia-o-homem-e-o-monstro/' rel='bookmark' title='Anencefalia: o homem e o monstro'>Anencefalia: o homem e o monstro</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.</em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Pessoa" target="_blank">Fernando Pessoa</a></em></p>
<p><a href="http://www.anencefalia.com.br/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-4441 aligncenter" title="Giovanna" src="http://vivopelavida.com.br/wp-content/uploads/2012/04/GIOVANNA-001.jpg" alt="" width="346" height="259" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em>Mônica e sua filha Giovanna, que nasceu com anencefalia:<br />
&#8220;Quem não tem vida chora?&#8221;</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>(Conheça sua bela história <a href="http://www.anencefalia.com.br/maes.asp?maes=1" target="_blank">aqui</a>)</em></p>


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		<title>Pensamento do Dia</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 03:56:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Resgala</dc:creator>
				<category><![CDATA[aborto]]></category>
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		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://vivopelavida.com.br/wp-content/uploads/2012/04/cezar-peluso-ministro-stf.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-4428" title="Ministro Cézar Peluzo" src="http://vivopelavida.com.br/wp-content/uploads/2012/04/cezar-peluso-ministro-stf-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a><br />
</strong><em>&#8220;Ao feto, reduzido no fim das contas à condição de <strong>lixo</strong> ou de outra coisa imprestável e incômoda, não é dispensada de nenhum ângulo a menor consideração ética ou jurídica nem reconhecido grau algum da dignidade jurídica que lhe vem da incontestável ascendência e natureza humana. Essa forma de <strong>discriminação</strong> em nada difere, a meu ver, do racismo e do sexismo e do chamado especismo. Todos esses casos retratam a absurda defesa em absolvição da superioridade de alguns, em regra brancos de estirpe ariana, homens e ser humanos, sobre outros, negros, judeus, mulheres, e animais. No caso de extermínio do anencéfalo encena-se a atuação avassaladora do ser poderoso superior que, detentor de toda força, infringe a <strong>pena de morte</strong> a um <strong>incapaz</strong> de prescendir à agressão e de esboçar-lhe qualquer defesa.&#8221;</em></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><a href="http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/04/veja-como-votaram-os-ministros-do-stf-sobre-aborto-de-feto-sem-cerebro.html" target="_blank">Ministro Cézar Peluso</a></em></strong><br />
<strong> <em></em><em>Presidente do Supremo Tribunal Federal</em></strong><br />
<em><br />
</em></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-4433 aligncenter" title="luto" src="http://vivopelavida.com.br/wp-content/uploads/2012/04/luto2.jpg" alt="" width="112" height="159" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>12-04-2012</em></strong><br />
<em>Um dia triste para quem luta contra o aborto em nosso país.</em></p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>11 pontos sobre Anencefalia</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 13:28:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Resgala</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Amanhã, dia 11/04/2012, o Supremo Tribunal Federal irá julgar a legalidade da “interrupção da gravidez” em casos de anencefalia. Aproveitando o debate, vamos tentar resumir, de tudo o que já falamos sobre o caso, 11 pontos que achamos importantes de se destacar, diante de tanta coisa que se diz por aí&#8230; 1)      Anencefalia NÃO é [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vivopelavida.com.br/wp-content/uploads/2012/04/anthony3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-4422 aligncenter" title="Bebê anencéfalo" src="http://vivopelavida.com.br/wp-content/uploads/2012/04/anthony3.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Amanhã, dia 11/04/2012, o Supremo Tribunal Federal irá julgar a legalidade da “interrupção da gravidez” em casos de anencefalia. Aproveitando o debate, vamos tentar resumir, de tudo o que já <a href="http://vivopelavida.com.br/category/aborto/anencefalia-aborto/" target="_blank">falamos</a> sobre o caso, 11 pontos que achamos importantes de se destacar, diante de tanta coisa que se diz por aí&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">1)      <strong>Anencefalia NÃO é ausência total do encéfalo.</strong> Ao contrário do que o termo possa sugerir, a criança com anencefalia geralmente conserva algumas estruturas encefálicas, como o tronco cerebral, que permite algumas funções vitais. Ou seja, não é um “pequeno zumbi”, está certamente viva e apesar de provavelmente ter pela frente uma vida bem curta, não há como saber com precisão quanto tempo ela durará.</p>
<p style="text-align: justify;">2)      <strong>O bebê com anencefalia NÃO vive em estado vegetativo.</strong> Além de ser capaz, muitas vezes, de desempenhar funções vitais como a respiração, apresenta ainda movimentos reflexos e pode ainda receber estímulos, como ouvir a voz dos pais, mesmo que não tenha a estrutura cerebral completa para processá-los.</p>
<p style="text-align: justify;">3)      <strong>O sofrimento em ter um filho com anencefalia, apesar de ser profundo, em geral é menor do que o de descobrir, na hora do parto, que a criança está morta</strong> – caso este que, infelizmente, estamos bem mais acostumados a ver. Certamente é difícil comparar “tipos de dores”, mas o que os pais que passaram pela experiência da anencefalia geralmente dizem é que saber antecipadamente, durante a gestação, que o filho terá uma vida curta, equivale a ter a notícia de que uma pessoa querida da família terá poucos meses de vida. Por mais doloroso que seja, isso permite que o luto seja vivenciado aos poucos, preparando a todos para o momento derradeiro – ao contrário de perder alguém abruptamente, num acidente, por exemplo.</p>
<p style="text-align: justify;">4)      <strong>A mãe que leva a gestação de uma criança com anencefalia até o fim NÃO tem sua dignidade humana ferida, NÃO é um “caixão ambulante”</strong>, como dizem por aí. Pelo contrário, há bastante dignidade em escolher “encarar a realidade de frente” para dar ao filho uma certidão de nascimento, mesmo que seguida da de óbito – e não somente uma lata de lixo. E esses pais, em geral, recusam-se a serem chamados de “heróis”, alegam que somente estavam fazendo sua parte, como outros pais fariam. Os relatos, em geral, são de dor, mas também de tranqüilidade e um sentimento de “dever cumprido”; não conheço quem se arrependeu de levar a gravidez adiante nestes casos. Por outro lado, muitos pais que abortam arrependem-se profundamente.</p>
<p style="text-align: justify;">5)      <strong>Interromper a gestação em caso de anencefalia é, SIM, um aborto.</strong> Afinal, aborto é, por definição, a interrupção de uma vida dentro do útero – e, obviamente, só morre quem está vivo. Se a criança com anencefalia já estivesse morta, a medicina classificaria como “aborto espontâneo”, e não “antecipação terapêutica do parto” ou outros eufemismos que gostam de dar no Brasil para disfarçarem a real intenção do ato de abortar (em outros países eles costumam ser mais diretos).</p>
<p style="text-align: justify;">6)      <strong>O aborto em casos de anencefalia é, sim, eugênico. </strong>Eugenia é tudo aquilo que visa “melhorar a raça”, eliminando seres que tenham determinada característica que julgamos inferior – seja ser mulher, ser judeu, ter uma deficiência. Podendo-se eliminar pessoas com anencefalia, nada garante que amanhã não poder-se-á fazer o mesmo em casos de Síndrome de  Down, por exemplo. Por que não?&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">7)      <strong>Este caso só está tendo tanto peso graças à pressão poderosa de grupos que querem o aborto aprovado a todo custo em nosso país.</strong> Não é um apelo surgido da sociedade. Não há, por exemplo, uma iniciativa de “pais pelo direto de abortar”; pelo contrário, a maioria dos que o fizeram foi, de alguma forma, por influência de médicos. Se há um movimento dos pais, este é em geral no sentido de levar a gravidez adiante, como em vários sites do tipo que encontramos rapidamente em pesquisas na internet.</p>
<p style="text-align: justify;">8)      <strong>A pressão para aprovação do aborto no Brasil vem de instituições internacionais fortíssimas</strong>, interessadas no controle populacional (não agüentam mais verem tanto pobre no planeta, então acham melhor dar um fim neles), no lucro do procedimento abortivo (medicamente muito mais rentável e rápido do que acompanhar uma gestação até o fim) e em teorias neo-feministas que pregam que a única forma de a mulher se libertar totalmente da opressão machista será quando puder ter a liberdade de tirar a vida dos filhos dentro do próprio útero. Sim, são teorias no mínimo estranhas, mas que conseguiram o que queriam em diversos países – obviamente, sempre disfarçando um pouco o que realmente pensam.</p>
<p style="text-align: justify;">9)      <strong>Com a aprovação do Supremo, muitos pais que tiverem diagnóstico de filhos com anencefalia serão, SIM, pressionados a abortar.</strong> A certeza de que isto irá acontecer vem da constatação de que já ocorre: vários pais relatam terem sido fortemente influenciados por médicos no sentido de darem um fim à gravidez – muitas vezes até desrespeitados em sua decisão de não abortar. Sejamos sinceros: para um médico que não esteja muito interessado em aprofundar-se em questões éticas, é bem mais “fácil” dar logo um “fim” à situação e deixar a família resolver suas dores e traumas sozinha do que acompanhar todo o sofrimento deles até o parto, e trabalhar por levar adiante uma vida que ele sabe que não terá muito futuro. Para ele, aquilo pode não ter sentido. O fato é que, para os pais, cada instante poderá ter todo sentido do mundo&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">10)   <strong>Ser contra o aborto nestes casos não é só coisa de “setores religiosos”.</strong> Se hoje temos um peso religioso forte em movimentos “pró-vida”, certamente é pelo fato de a religião dar mais força e representatividade pra quem pensa assim. Mas, no silêncio das pesquisas de opinião, por exemplo, vemos que mesmo quem não tem religião é, em geral, contra o aborto. Pode ser uma questão religiosa, mas antes de tudo é uma questão ética.</p>
<p style="text-align: justify;">11)   <strong>Vale lembrar que o Supremo Tribunal Federal que, infelizmente, deve aprovar esse tipo de aborto, é o mesmo que barrou a lei da Ficha Limpa</strong> (uma das melhores iniciativas populares do país), e que constantemente solta políticos ladrões que, a muito custo, a polícia consegue jogar na cadeia. Verdade seja dita: um corpo de juízes que, além de julgarem-se no direito de legislar, “fazer leis” em seu bel prazer, ainda parecem achar-se acima da própria lei e da própria ética. Não estão, realmente, do lado do povo a quem juraram servir. Mas queira Deus que eu esteja errado&#8230;</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Anencefalia e Síndrome de Down: do luto à luta</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Apr 2012 03:09:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Resgala</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos documentários mais interessantes que vi na faculdade foi &#8220;Do Luto à Luta&#8220;, de Evaldo Mocarzel (pai daquela garota com Síndrome de Down que faz novelas na Globo). Trata-se de depoimentos de famílias que passaram pela experiência de ter um filho com Down, além de demonstrar a vida que os portadores da síndrome levam [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://vivopelavida.com.br/wp-content/uploads/2012/04/down.jpg"><img class="size-full wp-image-4402" title="down" src="http://vivopelavida.com.br/wp-content/uploads/2012/04/down.jpg" alt="" width="254" height="242" /><img class="alignnone size-full wp-image-4403" title="Anencefalia" src="http://vivopelavida.com.br/wp-content/uploads/2012/04/kyle_benjamin3.jpg" alt="" width="194" height="242" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Um dos documentários mais interessantes que vi na faculdade foi &#8220;<a href="http://www.adorocinema.com/filmes/filme-202050/" target="_blank">Do Luto à Luta</a>&#8220;, de Evaldo Mocarzel (pai daquela garota com Síndrome de Down que faz novelas na Globo). Trata-se de depoimentos de famílias que passaram pela experiência de ter um filho com Down, além de demonstrar a vida que os portadores da síndrome levam &#8211; alguns até mesmo trabalhando como diretores de cinema!</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o que achei mais interessante no filme foi perceber que, em geral, o relato dos pais revela um grande choque no momento em que ficam sabendo da notícia, passam por um verdadeiro &#8220;<strong>luto</strong>&#8221; ao descobrirem que o filho &#8220;normal&#8221; que tanto esperavam não existe&#8230; (alguns entram em profundo desespero, muitas vezes por desconhecer o que era o tal do &#8220;mongolismo&#8221; de que os médicos falavam). Mas todos eles relataram que, após o luto, quando veio a hora de levar a vida em frente e aprender mais sobre a síndrome pra poder dar o devido cuidado ao filho, o &#8220;luto&#8221; transformou-se em &#8220;<strong>luta</strong>&#8220;. Nem tanto contra as dificuldades de se criar uma criança com Down, embora elas existam; mas, acima de tudo, uma luta contra o preconceito. Chega a ser surpreendente vê-los falando:<em><strong> &#8220;Hoje, não queria que meu filho fosse de outro jeito. Hoje agradeço a Deus por ter um filho com Down, e por tudo o que isso me proporcionou&#8221;. </strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong></strong></em>Impressionante, ao imaginarmos que é algo que pode acontecer com qualquer um de nós, que não desejaríamos passar por isso&#8230; mas, se passarmos, talvez um dia nos peguemos falando a mesma coisa! Já pensou?&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">O documentário vai aí, para quem quiser. Recomendo bastante, é um filme bem bonito, bastante elogiado e, se não me engano, ganhador de prêmios por aí. Vale com certeza a pena dedicar uns momentos para assistir. Faz pensar!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/VIQ46mf5R18" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=_JGdsnVyo3A&amp;feature=relmfu" target="_blank">Parte 2</a> / <a href="http://www.youtube.com/watch?NR=1&amp;feature=endscreen&amp;v=lMXAPDnHz_M" target="_blank">Parte 3</a> / <a href="http://www.youtube.com/watch?v=QWSMwcHE07I&amp;feature=relmfu" target="_blank">Parte 4</a> / <a href="http://www.youtube.com/watch?v=63d5vyYwItk&amp;feature=relmfu" target="_blank">Parte 5</a> / <a href="http://www.youtube.com/watch?v=wsHDVLOr0nQ&amp;feature=relmfu" target="_blank">Parte 6</a> / <a href="http://www.youtube.com/watch?v=wEDEMRvPMVY&amp;feature=relmfu" target="_blank">Parte 7</a> / <a href="http://www.youtube.com/watch?v=GIU09Z083So&amp;feature=relmfu" target="_blank">Parte 8</a></em></p>
<p style="text-align: justify;">Bem, mas&#8230; por que eu coloquei &#8220;anencefalia&#8221; no título do post?</p>
<p style="text-align: justify;">Porque, ao ler depoimentos de pais que tiveram filhos com anencefalia, me peguei percebendo detalhes bem parecidos. A tristeza da descoberta, a frieza (por vezes estupidez) dos médicos ao dar a notícia e sugerir alternativas, o olhar estranho dos amigos, a invasão de tantas pessoas querendo lhe dizer o que fazer, o amor incondicional que vai se sobrepondo a tudo&#8230; Enfim, um luto que se transforma em luta.</p>
<p style="text-align: justify;">Acha que estou exagerando? Que a experiência com a Anencefalia é muito mais dolorosa, difícil de comparar? Realmente é complicado comparar duas síndromes tão distintas, mas verifiquei que, para os pais, vê-se certa semelhança – com a diferença de que, na Síndrome de Down, a luta dura a vida inteira, e na Anencefalia, em geral, alguns meses (do diagnóstico durante a gravidez até o óbito da criança). E, surpreendentemente, pode-se dizer que os pais geralmente sentem quando a vida do bebê se vai é um misto de <strong>alegria pelos poucos momentos que passou com a criança com a sensação de &#8220;dever cumprido&#8221;</strong>, ao ter feito o possível para serem bons pais no pouco tempo em que estiveram com o filho.</p>
<p style="text-align: justify;">Loucura? Mascaramento do fato de estar cuidando de um filho “zumbi” que nem cérebro tem? Neurose motivada pela moral religiosa que proíbe o aborto desses fetos??</p>
<p style="text-align: justify;">Bem, pelo que conheci destes casos (e alguns até pessoalmente), digo categoricamente que <strong>não</strong>. Como na Síndrome de Down, muitas dessas opiniões aí são puro preconceito – muitos deles, infelizmente, incentivados por lobbys políticos poderosos que querem, a todo custo, ver o aborto aprovado em nosso país (e tentam conseguí-lo pelas “beiradas”). Acreditem&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Pois veja os depoimentos abaixo ou visite o site <a href="http://www.anencefalia.com.br" target="_blank">www.anencefalia.com.br</a>, onde são contadas histórias emocionantes de casais que passaram por esta experiência.</p>
<p style="text-align: justify;">Garanto que irá, no mínimo, questionar-se sobre seus conceitos.</p>
<p style="text-align: justify;">E, no máximo, vai pensar na vida. Repensar <em>sua</em> vida&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/chOeRjktSqM" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe><br />
<iframe src="http://www.youtube.com/embed/5NgRlrODY6A" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe><br />
<iframe src="http://www.youtube.com/embed/rlBqXl0BPr0" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/72IRcsoHlpU" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PS:</strong> Para saber o que realmente é a anencefalia, visite <a href="http://www.anencephalie-info.org/p/perguntas.php">Anencefalia-info</a> (com base em artigos científicos).</p>


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<li><a href='http://vivopelavida.com.br/2009/07/14/anencefalia-o-homem-e-o-monstro/' rel='bookmark' title='Anencefalia: o homem e o monstro'>Anencefalia: o homem e o monstro</a></li>
<li><a href='http://vivopelavida.com.br/2009/07/17/flores-de-marcela-a-beleza-na-anencefalia/' rel='bookmark' title='&#8220;Flores de Marcela&#8221;: beleza na anencefalia'>&#8220;Flores de Marcela&#8221;: beleza na anencefalia</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Pensamento do Dia</title>
		<link>http://vivopelavida.com.br/2012/03/26/pensamento-do-dia-172/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Mar 2012 02:51:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Resgala</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
		<category><![CDATA[Adélia Prado]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>

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		<description><![CDATA[A experiência amorosa exige sacrifício. Não se ama para ser recompensado. O amor é sua própria recompensa. Adélia Prado Gostou? Veja também:Pensamento do Dia Pensamento do Dia Pensamento do Dia


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4348" title="amor-criancas-23" src="http://vivopelavida.com.br/wp-content/uploads/2012/03/amor-criancas-23-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>A experiência amorosa exige sacrifício. Não se ama para ser recompensado. O amor é sua própria recompensa. </em></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ad%C3%A9lia_Prado" target="_blank">Adélia Prado</a></em></strong></p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Feminismo: representante das mulheres?</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Mar 2012 05:19:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Resgala</dc:creator>
				<category><![CDATA[aborto]]></category>
		<category><![CDATA[Movimentos sociais]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Internacional da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Senado]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste pequeno vídeo que está dando o que falar por aí, uma mulher (até então desconhecida) pede a palavra na sessão do Senado em comemoração ao Dia Internacional da Mulher e questiona os movimentos que se dizem &#8220;representantes das mulheres&#8221;, nas pessoas das senadoras ligadas a eles, sobre os reais interesses da legalização do aborto. [...]


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<li><a href='http://vivopelavida.com.br/2009/08/13/operacao-anjo-menos-duas-clinicas-de-aborto/' rel='bookmark' title='Operação Anjo: menos duas clínicas de aborto'>Operação Anjo: menos duas clínicas de aborto</a></li>
<li><a href='http://vivopelavida.com.br/2009/02/09/aborto/' rel='bookmark' title='Aborto!'>Aborto!</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Neste</strong> pequeno vídeo que está dando o que falar por aí, uma mulher (até então desconhecida) pede a palavra na sessão do Senado em comemoração ao Dia Internacional da Mulher e questiona os movimentos que se dizem &#8220;representantes das mulheres&#8221;, nas pessoas das senadoras ligadas a eles, sobre os reais interesses da legalização do aborto.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/N08kBi6EHps" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">É uma pergunta que deve ser feita: se todas as pesquisas indicam que <a href="http://vivopelavida.com.br/aborto-faq/#populacao">a grande maioria da população brasileira é contra a legalização</a>, e se metade dessa maioria é constituída por mulheres, por que os movimentos feministas, que tantas conquistas já trouxeram a elas, hoje têm a legalização do aborto como uma de suas principais bandeiras? Eles dizem que as representam &#8211; dizem até que &#8220;se as mulheres tivessem mais poder no Estado/na Igreja, o aborto já teria sido legalizado&#8221;. Será mesmo??</p>
<p style="text-align: justify;">Pois a mulher do vídeo foi além: <strong>&#8220;50% das crianças abortadas são mulheres.&#8221;</strong> É verdade&#8230;. E isso sem contar que, com o aborto legalizado numa sociedade cujos alguns setores ainda têm um forte resquício de machismo, eu não me espantaria se o número de mulheres abortadas passasse a ser até maior que o de homens&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Parabéns a essa mulher, pela coragem &#8211; e pela verdadeira lucidez, ao ser incisiva sem nem mesmo deixar de considerar o &#8220;comprometimento com o bem&#8221; de quem luta do lado contrário. Se este comprometimento existe ou não, o tempo dirá&#8230; O que não se pode deixar passar é o debate claro, direto, sem hipocrisia de parte alguma. É assim que tem que ser!</p>
<p style="text-align: justify;">E em tempo: se você não quer que o aborto, a eutanásia e até a incitação ao suicídio (!) passem a ser permitidos pela lei, não deixe de se manifestar contra as<strong> mudanças do Código Penal</strong>. <a href="http://diasimdiatambem.com/2012/03/06/reforma-do-codigo-penal-pretende-descriminar-aborto-e-eutanasia/" target="_blank">Entre aqui</a> para entender e saber como agir!</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>PS1:</strong> Ficaram duas curiosidades, para mim: assistir ao resto da sessão, com a resposta das senadoras, e saber quem é esta mulher. A primeira vou tentar satisfazer depois, no site da TV Senado. Já a segunda, a única pista que tenho é o sotaque paulistano&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>UPDATE (15-03-12):</strong> Pronto, descobri. Seu nome é Renata Gusson Martins, é Farmacêutica-bioquímica aqui em São Paulo. <a href="http://diasimdiatambem.com/2012/03/14/mulher-brasileira/" target="_blank">Aqui</a> ela se apresenta e manda uma mensagem pra todos&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>PS2: </strong>Para saber mais sobre as Fundações Ford, Rockefeller, McArthur e outras que mantêm suas estruturas gigantes difundindo a política do aborto pelo mundo, clique <a href="http://www.brasilmedicina.com.br/noticias/pgnoticias_det.asp?Codigo=1761&amp;AreaSelect=3" target="_blank">aqui</a>.</em></p>


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<li><a href='http://vivopelavida.com.br/2009/08/13/operacao-anjo-menos-duas-clinicas-de-aborto/' rel='bookmark' title='Operação Anjo: menos duas clínicas de aborto'>Operação Anjo: menos duas clínicas de aborto</a></li>
<li><a href='http://vivopelavida.com.br/2009/02/09/aborto/' rel='bookmark' title='Aborto!'>Aborto!</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Música ruim?</title>
		<link>http://vivopelavida.com.br/2012/01/08/musica-ruim/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 08:01:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Resgala</dc:creator>
				<category><![CDATA[músicas]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
		<category><![CDATA[anos 90]]></category>
		<category><![CDATA[Michel Teló]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[Tim Maia]]></category>

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		<description><![CDATA[Ok. Acho divertido compartilhar zoações de Justin Bieber, Restart, Crepúsculo e companhia nas redes sociais – é claro, desde que não entre no campo da ofensa. Eles próprios parecem que não ligam muito pra isso, e convenhamos, garotinhos que se apresentam como &#8220;rockstars&#8221; usando calças do Tiririca e óculos do Chaves estão pedindo para serem zoados. Gostemos ou não, [...]


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<li><a href='http://vivopelavida.com.br/2009/09/24/na-musica-da-vida-u2/' rel='bookmark' title='Na Música da Vida &#8211; U2'>Na Música da Vida &#8211; U2</a></li>
<li><a href='http://vivopelavida.com.br/2009/09/16/na-musica-da-vida-3/' rel='bookmark' title='Na Música da Vida'>Na Música da Vida</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4321" title="Michel Teló" src="http://vivopelavida.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Michel-Teló-300x226.jpg" alt="" width="300" height="226" /></p>
<p style="text-align: justify;">Ok. Acho divertido compartilhar zoações de <em>Justin Bieber, Restart, Crepúsculo </em>e companhia nas redes sociais – é claro, desde que não entre no campo da ofensa. Eles próprios parecem que não ligam muito pra isso, e convenhamos, garotinhos que se apresentam como &#8220;<em>rockstars&#8221;</em> usando <a href="http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://1.bp.blogspot.com/_wA0vwjsuWH0/TQIe_DQWWdI/AAAAAAAABTo/a1L3wPKiz-8/s1600/restart_tiririca_n.jpg&amp;imgrefurl=http://comissaodorock.blogspot.com/2010/12/tiririca-o-novo-vocalista-do-restart.html&amp;h=318&amp;w=500&amp;sz=63&amp;tbnid=XDKSVIgd6qyt1M:&amp;tbnh=80&amp;tbnw=126&amp;prev=/search%3Fq%3Dtiririca%2Brestart%26tbm%3Disch%26tbo%3Du&amp;zoom=1&amp;q=tiririca+restart&amp;docid=zF_BQZeXPC6npM&amp;sa=X&amp;ei=wYIKT7u5G4j4tgfr8f2DBw&amp;ved=0CCcQ9QEwAQ" target="_blank">calças do Tiririca</a> e <a href="http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.portalchaves.com/oculos.jpg&amp;imgrefurl=http://wp.kzuka.com.br/retro/2011/01/14/oculos-do-chaves/&amp;h=480&amp;w=640&amp;sz=35&amp;tbnid=pCDKr-Trsy44SM:&amp;tbnh=90&amp;tbnw=120&amp;prev=/search%3Fq%3Doculos%2Bdo%2Bchaves%26tbm%3Disch%26tbo%3Du&amp;zoom=1&amp;q=oculos+do+chaves&amp;docid=Xm4TXhcL9j-tBM&amp;hl=pt-BR&amp;sa=X&amp;ei=BDYJT96BEsSgtwemoODrDA&amp;sqi=2&amp;ved=0CDgQ9QEwAw&amp;dur=92" target="_blank">óculos do Chaves</a> estão pedindo para serem zoados. Gostemos ou não, todos hão de concordar que a cultura pop de hoje não é pra ser levada a sério, é uma grande brincadeira&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Mas tem gente que parece realmente ficar <a href="http://g1.globo.com/platb/instanteposterior/2012/01/04/carta-aberta-a-michel-telo/" target="_blank">incomodada</a> com essa tal “cultura de massa”, indignados com a &#8220;má qualidade&#8221;, envergonhados com o impressionante <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,ai-se-eu-te-pego-da-o-mundo-a-michel-telo,816798,0.htm" target="_blank">sucesso internacional</a> que a música do <strong>Michel Teló</strong> está tendo&#8230; A esses, gostaria de dar minha singela opinião: fiquem tranqüilos, já foi pior. <strong>Bem pior</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, minha gente. Basta <em>cavucar</em> um pouquinho na memória e &#8211; dependendo do seu grau de masoquismo &#8211; pesquisar no Google para fazer uma comparação entre a “música ruim” de hoje e a “música ruim” de 10, 15 anos atrás. Atenção: eu disse “<strong>ruim</strong>”! Nada de Cidade Negra, Cássia Eller e essas coisas que têm trocentos mil comentários no Youtube do tipo<em> “naquele tempo é que era bom, tinha música de qualidade!”</em> e tal&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Procure por clássicos como “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=gnCj-_k7TV0" target="_blank">Boquinha da Garrafa</a>”, “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=FVeX5O6GgmI" target="_blank">Dança do Maxixe</a>”, “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=qJ_4skRE7Ug" target="_blank">O pinto do meu pai</a>”, “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=LleXxqYCQek" target="_blank">Comprei uma panela de pressão</a>” (ET e Rodolfo, lembra??), “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=iZwUn1cDTTg" target="_blank">Melô da Tiazinha</a>”, “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=H2SdTvM12mw" target="_blank">Dança da Manivela</a>”, “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=-TIwL2hDndk&amp;feature=related" target="_blank">Um Tapinha não Dói</a>”, “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZWu6rMlpu0M" target="_blank">Dança da Motinha</a>”,  “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=VqCA08qcQS0" target="_blank">Vai Serginho</a>”, “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=OW0b2mZ8rdI" target="_blank">Lacraia</a>”, “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=mE-8n0mhYEo" target="_blank">Entra e sai na porta da frente na porta de trás</a>”&#8230; Quer pop adolescente? Tente “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=OccxRORl97M&amp;ob=av2e" target="_blank">Ó menina deixa disso quero te conhecer</a>”, “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=VaMFuI3ZdqU" target="_blank">Chalalalalá como eu quero te amar</a>”, “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=7sDkzQRUjJE" target="_blank">Assererrê</a>”&#8230;  Quer rock? Tente “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=eF-wDa9VgqE" target="_blank">Pula, filha da pula</a>”, “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=2XdNXHY97hU" target="_blank">Bagulho no Bumba</a>”, “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=peVqN0hFDdY" target="_blank">Es****** na manivela</a>”&#8230; E olha que só citei músicas que estouraram nas paradas, nem falei dos “proibidões”&#8230; E nem mesmo adentrei no terreno do pagode, para que amanhã você não seja zoado no trabalho por ficar cantarolando <em>“<a href="http://www.youtube.com/watch?v=kOV8lHNPuxs" target="_blank">Você jogou fora, o amor que eu te dei&#8230; o sonho que sonhei-ei-ei</a>”</em> a cada minuto.</p>
<p style="text-align: justify;">E outra: no século atual, não somos mais tão <strong>obrigados</strong> a ouvir coisas de que não gostamos a toda hora. Quem se lembra dos anos 90 sabe que era quase impossível não ser bombardeado a todo segundo com tais &#8220;mantras&#8221;: no rádio, na TV, no som instalado no porta-malas do carro do vizinho, emitindo mais decibéis que um avião decolando (lembra? bem pior que os celulares nos ônibus de hoje!), na festinha da escola, ou em absolutamente qualquer lugar, pois volta e meia alguém cantarolava alguma tosquice dessas – mesmo sem querer, pois era simplesmente <em>impossível</em> desgrudá-las do córtex. Já hoje temos internet, TV a cabo, shows mais acessíveis, maior diversidade e liberdade para os artistas, que não são mais tããão reféns das gravadoras&#8230; Hoje, se você só freqüenta certos lugares e só assiste a determinadas coisas, tem chances razoáveis de não ser incomodado com o que não gosta. Quer ver? Lembre-se de como você conheceu o Restart. Provavelmente foi na internet, procurando no Google pra ver o que era “essa coisa que todo mundo fala mal” ou através de um link no qual você clicou pela própria vontade. A própria música <em>“Ai se eu te pego”</em>, apesar de ter se espalhado pelos cantos do país já no início de 2011, só ficou conhecida por muitos daqueles que hoje a criticam depois que virou sucesso internacional na voz do Teló. Precisou <a href="http://www.youtube.com/watch?v=bmLBErCedmI" target="_blank">chegar em Israel</a> para incomodar.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, amigo, tudo bem que atualmente estamos um tanto carentes da chamada “música boa”, mas em termos de “música ruim”, acredite: já passamos pela fase pior. Hits <em>“chatinho-chiclete”</em> sempre existiram e sempre existirão – e logo todo mundo enjoa e eles somem da mesma forma que vieram. Pode acreditar: nada do que estamos vivendo é sinal de que o mundo vai acabar em 2012 – até porque, convenhamos: se ele não acabou no ano 2000, ao som do <strong>Bonde do Tigrão</strong>, não acaba mais!!</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4322" title="Bonde do Tigrão" src="http://vivopelavida.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Bonde-do-Tigrão.jpg" alt="" width="252" height="189" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PS1:</strong><em> Ao escrever este post, me dei conta de que nem sempre é fácil definir o que faz com que uma música seja “ruim” ou “boa” – se é que existe um limite tão específico entre uma coisa e outra. Tem gente que fala que é por causa da letra pobre, mas cá pra nós&#8230; já viu coisa mais simplista do que só ficar repetindo o refrão “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=mCo8y0y7I-g" target="_blank">vale, vale tudo, só não vale dançar homem com homem e nem mulher com mulher</a>” por mais de três minutos, sem nenhuma estrofe? Ou ainda “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=H9cNXv0f6EI" target="_blank">tomo guaraná, suco de caju, goiabada para a sobremesa</a>” por 17 vezes seguidas?? E, no entanto, ninguém nega que Tim Maia, apesar de maluco, era muito, muio bom. Muito menos eu!&#8230;</em></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/M5StHSVT7qM" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Sossego</strong>, um &#8220;swing do bom&#8221; que, acreditem, tem apenas 1 acorde:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><em> &#8221;O cara estuda 25 anos de violino, toca Bach, Beethoven, Chopin. Aí o Tim Maia convida pra tocar Sossego: uma nota só, Dó!&#8221;</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>PS2:</strong><em> Vejam só que coisa: a internet acabou de me informar que Suzana Alves, <a href="http://www.suzanaalves.com.br/bio/" target="_blank">a Tiazinha, está fazendo mestrado na USP</a>! As voltas que a vida dá, não??</em></p>
<p style="text-align: justify;">


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>O Zé que nos ensina na vida.</title>
		<link>http://vivopelavida.com.br/2011/12/25/o-ze-que-nos-ensina-na-vida/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Dec 2011 00:35:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Vinicius do Nascimento</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Paz]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
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		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
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		<category><![CDATA[Paulo Coelho]]></category>
		<category><![CDATA[São José]]></category>
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		<description><![CDATA[Na época que morei em uma república, um de meus amigos de apartamento era um devoto humilde e atencioso de São José. Tanto em seus atos cotidianos quanto em seu exemplo histórico, esse colega me demonstrava as virtudes do &#8220;Zé&#8221; trabalhador, humano, cotidiano. Me lembro que meu amigo rezava o terço de São José com [...]


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<p style="text-align: justify;">Me lembro que meu amigo rezava o terço de São José com tanto carinho, que eu sentia que se estabelecia uma espécie de companheirismo sindical, especialmente quando era recitada a estrofe que antecede cada mistério: Ó meu glorioso São José, nas vossas maiores aflições e atribulações o Anjo não vos valeu, valei-me São José.</p>
<p style="text-align: justify;">Meu amigo repetia pacientemente cada mistério. A cada novo &#8220;valei-me São José&#8221;, era como se ele dissesse:</p>
<p style="text-align: justify;">São José, o senhor sabe como é ser humano, não saber o que fazer, ter que trabalhar dia após dia. O senhor sabe como é levantar todos os dias pedindo a Deus a santificação das mãos calejadas. O senhor sabe como é sustentar a esperança a cada nova manhã, mesmo que tenhamos ido dormir sem vislumbrar a mínima possibilidade de mudança. Agora que o senhor está aí, contemplando as maravilhas e a paz que daqui eu mal posso imaginar, valei-me São José&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">E no dia de hoje, mais ou menos 2011 atrás, lá estava o &#8220;Zé&#8221; lutando para encontrar o melhor lugar possível para a mulher e o filho&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Que no aniversário do filho, o pai possa nos ensinar a amá-lo, ainda que isto seja somente encontrar um montinho de palha mais fofo para cuidar dos sonhos do Deus-menino&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">P.S.:Hoje topei com essa bela mensagem de Paulo Coelho (sim, ele mesmo, e justiça seja feita: o texto é muito bom). Acredito que ela sirva como uma ótima fonte de reflexão nesse momento de nascimento da alma&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignright size-medium wp-image-4307" title="formao_carpinteiro" src="http://vivopelavida.com.br/wp-content/uploads/2011/12/formao_carpinteiro-300x222.jpg" alt="" width="300" height="222" />&#8220;<strong>O homem que seguia seus sonhos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nasci na casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro. Como foi um parto bastante complicado, minha mãe me consagrou ao santo, pedindo que me ajudasse a viver. José passou a ser uma referência para a minha vida, e desde 1987, ano seguinte à minha peregrinação a Santiago de Compostela, dou uma festa em sua homenagem, no dia 19 de março. Convido amigos, pessoas trabalhadoras e honestas, e antes do jantar, rezamos por todos aqueles que procuram manter a dignidade no que fazem. Oramos também pelos que se encontram desempregados, sem nenhuma perspectiva para o futuro.</p>
<p style="text-align: justify;">Na pequena introdução que faço antes da prece, costumo lembrar que, das cinco vezes que a palavra “sonho” aparece no Novo Testamento, quatro se referem a José, o carpinteiro. Em todos estes casos, ela está sempre sendo convencido por um anjo a fazer exatamente o contrário do que estava planejando.</p>
<p style="text-align: justify;">O anjo pede que ele não abandone sua mulher, embora ela esteja grávida. Ele podia dizer coisas do tipo “o que os vizinhos vão pensar”. Mas volta para casa, e acredita na palavra revelada.</p>
<p style="text-align: justify;">O anjo o envia para o Egito. E sua resposta podia ter sido: “mas eu já estou aqui estabelecido como carpinteiro, tenho minha clientela, não posso deixar tudo de lado agora.” Entretanto, arruma suas coisas, e parte em direção ao desconhecido.</p>
<p style="text-align: justify;">O anjo pede que volte do Egito. E José podia ter de novo pensado: “logo agora que eu consegui estabilizar de novo minha vida, e que tenho uma família para sustentar?”</p>
<p style="text-align: justify;">Ao contrário do que o senso comum manda, José segue seus sonhos. Sabe que tem um destino a cumprir que é o destino de quase todos os homens neste planeta: proteger e sustentar sua família. Como milhões de Josés anônimos, ele procura dar conta da tarefa, mesmo tendo que fazer coisas que estão muito além de sua compreensão.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais tarde, tanto a mulher como um dos filhos se transformam nas grandes referências do Cristianismo. O terceiro pilar da família, o operário, é lembrado apenas nos presépios de final de ano, ou por aqueles que tem uma devoção especial por ele, como é o meu caso, e como é o caso de Leonardo Boff, para quem escrevi o prefácio de seu livro sobre o carpinteiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Reproduzo parte de um texto do escritor Carlos Heitor Cony (espero que seja mesmo dele, porque descobri na internet!): “ Volta e meia estranham que, declarando-me agnóstico, não aceitando a idéia de um Deus filosófico, moral ou religioso, seja devoto de alguns santos do nosso calendário tradicional. Deus é um conceito ou uma entidade distante demais para os meus recursos e até mesmo para minhas necessidades.Já os santos, porque foram terrenos, com os mesmos alicerces de barro de que fui feito, merecem mais do que a minha admiração. Merecem mesmo a minha devoção.</p>
<p style="text-align: justify;">“São José é um deles. Os Evangelhos não registram uma única palavra sua, somente gestos, e uma referência explícita: &#8220;vir justus&#8221;. Um homem justo. Como se tratava de um carpinteiro, e não de um juiz, deduz-se que José era acima de tudo um bom. Bom como carpinteiro, bom como esposo, bom como pai de um garoto que dividiria a história do mundo.”</p>
<p style="text-align: justify;">Belas palavras de Cony. E eu, muitas vezes, leio aberrações do tipo: “Jesus foi para a Índia aprender com os mestres do Himalaia”. Para mim, todo homem pode transformar em sagrada a tarefa que lhe é dada pela vida, e Jesus aprendeu enquanto José, o homem justo, o ensinava a fazer mesas, cadeiras, camas.<img class="alignright size-medium wp-image-4308" title="lirio" src="http://vivopelavida.com.br/wp-content/uploads/2011/12/lirio-300x202.jpg" alt="" width="300" height="202" /></p>
<p style="text-align: justify;">No meu imaginário, gosto de pensar que a mesa onde o Cristo consagrou o pão e o vinho, teria sido feita por José – porque ali estava a mão de um carpinteiro anônimo, que ganhava a vida com o suor do seu rosto e, justamente por causa disso, permitia que os milagres se manifestassem.&#8221;</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Um conto de Natal</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 04:24:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Resgala</dc:creator>
				<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[“Papai Noel é uma farsa! Tem muita criança por aí que deve morrer de raiva dele&#8230; Por que ele dá presente mais caro pra criança rica? E por que tem moleque levado que ganha mais presente que o bem-comportado?&#8230; Aquele velhinho é a maior prova de como o sistema capitalista se apropria de tudo em [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-4291" title="alpha_cen-060713-41cm-6sec-800asa-nz-s" src="http://vivopelavida.com.br/wp-content/uploads/2011/12/alpha_cen-060713-41cm-6sec-800asa-nz-s-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Papai Noel é uma farsa! Tem muita criança por aí que deve morrer de raiva dele&#8230; Por que ele dá presente mais caro pra criança rica? E por que tem moleque levado que ganha mais presente que o bem</em><em>-comportado?&#8230; Aquele velhinho é a maior prova de como o sistema capitalista se apropria de tudo em seu benefício. Ele pode até ter aquela cara de simpático, mas no fundo é só um vovô chato que faz a gente gastar mais e mais, como se ele é que pagasse a conta! Ele pra mim não passa de uma jogada de marketing fenomenal, conseguiram pegar um santo da Igreja Católica, o tal São Nicolau, e transformaram-no no maior símbolo do Natal, uma data que era pra ser lembrada como o nascimento do mais pobre dos homens, aquele que não tinha nem um lugar descente pra vir ao mundo&#8230;”,</em> dizia um amigo meu.<em></em></p>
<p style="text-align: justify;">Meu amigo pode ter lá sua razão&#8230; Mas aquela menina tinha motivo pra acreditar em Papai Noel. Sempre ganhou os presentes direitinho, ficava feliz da vida. Seus pais não tinham lá muito dinheiro, viviam numa dureza de vida&#8230; mas Natal era Natal, oras! E se dependesse deles o “bom velhinho” nunca iria morrer naquela casa. Se esforçavam, juntavam economia, e sempre botavam o presente da filha debaixo da árvore na noite do dia 24 de dezembro. Não queriam que a menina descobrisse a verdade, afinal a vida deles já era tão sofrida, que custava uma fantasiazinha para alegrá-la ao menos uma vez ao ano? E era uma menina tão boazinha, cuidava tão bem dos brinquedos que ganhava, emprestava pros amiguinhos&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Pois um dia ela apareceu com esta:</p>
<p style="text-align: justify;">_ Mãe, o Papai Noel não gosta do papai?<br />
A mãe assustou.<br />
_ Como assim, filha?<br />
_ É que sempre vejo o papai reclamando tanto da nossa casa, que ela tá velha, caindo aos pedaços&#8230; por que o Papai Noel não dá uma casa nova pra ele?<br />
Pronto. Lá vinha mais uma daquelas dúvidas de criança que desconcerta até o mais astuto dos adultos. A mãe pensou em desconversar, mas&#8230;<br />
_ É&#8230; é&#8230; é mesmo, né? Por que será que ele não dá uma casa nova pro papai?<br />
_ Você sabe se o papai já pediu?<br />
_ Se ele já pediu?<br />
_ É, se já escreveu a cartinha pro Papai Noel.<br />
_ É mesmo! Vai ver que é por isso, seu pai não deve ter escrito&#8230;<br />
_ Já sei, então! Vou escrever uma cartinha pedindo uma casa. Vai ser o meu presente de Natal pro papai! Não conta pra ele não, tá?</p>
<p style="text-align: justify;">A mãe não sabia se ria ou se chorava, diante de uma atitude tão pura&#8230; Mas tinha mesmo era vontade de chorar pela situação em que estavam, a casa realmente estava caindo aos pedaços, uma situação crítica&#8230; E não tinham condição de mudar de casa, mal conseguiam pagar o aluguel daquela, quanto mais de uma melhor! Mas a filha ia acabar se decepcionando no Natal, como reverter a situação? Que remédio, que triste ia ser&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Foi falar com o marido. Ele também se comoveu com a atitude da filha, mas a comoção lhe gerou revolta. Aprendera que a reação era o choro do homem. E decidiu fazer algo.</p>
<p style="text-align: justify;">_ Quanto tempo falta pro Natal?<br />
_ Seis meses, ué. Estamos em junho.<br />
_ Pois vou fazer hora extra de agora em diante. Tem um programa de financiamento abrindo no banco, acho que com seis meses consigo juntar dinheiro pra dar a entrada num apartamentozinho, e depois continuo trabalhando mais, até acabar de pagar as prestações.<br />
_ Meu bem, você é louco! Vai se matar de trabalhar!<br />
_ Ah, mulher, melhor que viver nessa vida! A menina tem razão, tinha que existir um Papai Noel dos adultos também, nós merecemos mais dignidade! E nossa outra filhinha já tá crescendo, não vai poder ficar dormindo no nosso quarto pra sempre&#8230; Deus me livre viver a vida inteira assim, quando que alguma coisa vai mudar?<br />
A mulher parou, pensou&#8230;<br />
_ Então eu vou trabalhar mais também.<br />
_ Mas você mal dá conta das suas bijuterias e do serviço de casa!<br />
_ Mas eu faço isso mais como uma distração, pra ganhar uns trocados&#8230; Posso fazer de uma forma mais profissional&#8230; As vizinhas também gostam de fazer, podíamos nos juntar, comprar material mais barato, dividir a clientela&#8230;<br />
_ Bem, se você quiser&#8230; e achar que não vai deixar de cuidar das crianças&#8230;<br />
_ Deixa de ser bobo, não vou sair de casa, vou ficar de olho nelas! E a menina pode me ajudar, também. Ela lava a louça depois do almoço, ajuda em alguma coisinha, faz o dever de casa e à noite vai brincar&#8230;<br />
_ Ok&#8230; vamos ver se vai dar certo, então. Só não quero que vocês se sacrifiquem demais!<br />
_ Sim, sim&#8230; Mas que isso valha pra todo mundo, então, inclusive pra você! Se um de nós for ficando muito cansado, dá um tempo, pára logo.<br />
_ Fechado. Fica sendo o nosso trato. Hehehe&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Se beijaram, e foram deitar. Mas naquela noite estava difícil dormir, a cabeça de ambos fervilhava de idéias, planos, desejos&#8230; Empolgação com um projeto novo, um sonho antigo que agora parecia ter condições de virar realidade! E tudo isso virava insônia&#8230; “Nada que um pouco de amor não resolva”, pensou a mulher. E olhou para o marido, um olhar que ele já conhecia. Ele correspondeu, e viveu com ela uma noite tão boa como há muito tempo as preocupações da vida não o deixavam ter&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">No outro dia já estava olhando o financiamento. Era mais difícil do que ele pensava, parecia quase impossível conseguir dinheiro pra um apartamento em que coubesse a família. Chegou em casa meio desanimado, mas deu de cara com a empolgação da mulher contando que as vizinhas adoraram a idéia, iam fazer da varanda da casa uma mini-fábrica de bijuterias. E olhou para as filhas, a menor brincando na sala, a maior com aquele sorriso lindo no rosto, escrevendo a cartinha sem deixar que ele visse o que era. “Elas merecem todo o esforço do mundo”, pensou. E decidiu não desistir. Se tivesse que dar errado, não seria por culpa dele.</p>
<p style="text-align: justify;">E assim foram passando os dias, as semanas, os meses. A menina não gostou muito da idéia de ajudar nas tarefas de casa, mas quando a mãe sugeriu que fizesse umas coisinhas que ela gostava (catar feijão, lavar o arroz, dar comida para a irmãzinha), ela se empolgou e foi ajudando aos pouquinhos. E ia se dedicando na escola, não era lá muito boa nos estudos, mas a mãe falou que um presente grande daqueles que ela pediu, o Papai Noel só dava se a criança se esforçasse muito. E o negócio da mãe indo de vento em popa, aproveitava o trabalho pra conversar com as vizinhas, nem viam o tempo passar. Via o marido chegar tarde, o olhar cansado, mas procurava passar um pouco de seu sorriso pra ele. Como admirava aquele homem!</p>
<p style="text-align: justify;">E como ele admirava aquelas mulheres&#8230; A esposa e as duas filhas, os maiores presentes que a vida lhe dera. Ás vezes não se achava digno delas, três anjos, e ele um homem tão nervoso, esquentado&#8230; Não entendia por que Deus lhe tinha dado aquela família, ele não merecia, tanta coisa errada que tinha feito na vida&#8230; Bem, mas agora não era a hora de passar no bar e ficar remoendo o passado&#8230; Era hora de pensar no futuro. E elas mereciam um futuro melhor!</p>
<p style="text-align: justify;">E procurava fazer uma prece todo dia enquanto ia pro serviço, pedia a Deus que abençoasse seu trabalho. Afinal não pedia só pra ele&#8230; Era pra família! “Se a família é uma coisa sagrada, que a minha tenha ao menos um lugar decente pra morar”, ele pensava. E dava duro, trabalhava muito&#8230; Se esgotava, mas pensava na mulher. No trato que fizera com ela. Chegava tarde em casa, mas dava tempo de contar uma historinha pra filha dormir. E ela já nem gostava muito daquelas velhas historinhas, ainda mais com o pai cochilando a cada página&#8230; Mas era o momento que tinha pra estar com ele, todo dia. E ela gostava de ver o pai sorrindo quando ela fingia gostar da história, e fingia dormir pra que ele pudesse ir descansar também&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">E o descanso dele era pouco, mas era sagrado. Procurava relaxar de vez em quando, pra não se cansar demais, agüentar o trampo do dia seguinte. Ver TV, ler um livrinho, namorar um pouquinho com a espoca. Sentia que ela também estava feliz.</p>
<p style="text-align: justify;">E assim foi indo, até que foi chegando o final do ano. Um dia procurou a mulher&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">_ Meu bem, tenho uma coisa pra te contar.<br />
_ O que foi?<br />
_ Olha, é o seguinte&#8230;<br />
_ Desembucha logo, homem de Deus!<br />
_ É que&#8230; Não vai dar pra comprar a casa.<br />
_ Como assim?<br />
_ Não dá, já olhei em tudo o que é banco, eles querem uma garantia maior, esse salário que eu ganho não convence ninguém&#8230; Em financeira também não compensa, cobram os olhos da cara de juros, não vou ter condição de pagar!<br />
A mulher sentou numa cadeira, triste.<br />
_ Ah, meu bem, mas a gente economizou tanto, se esforçou tanto&#8230;<br />
_ Pois é, mas o que é que eu vou fazer? Eu não vou dar ponto sem nó, entrar pro SPC é que eu não entro! De que adianta ter uma casa mas não ter nome?&#8230;<br />
_ Mas&#8230; não vai dar nem pra alugar?<br />
_ Ah, isso tem que ver, o aluguel também não tá muito barato hoje em dia&#8230;<br />
_ Mas já é um começo&#8230; quem sabe, futuramente, a gente consegue algo melhor?<br />
_ Pode ser&#8230; mas não sei realmente se vale a pena, gastar esse dinheiro que juntamos com tanto esforço pra pagar aluguel, é um dinheiro que não tem retorno, a gente só vai gastando&#8230; e não vai dar pra fazer hora extra a vida inteira, nem sei se vou conseguir continuar nesse emprego por muito tempo&#8230; Não sei se vai compensar, talvez fosse melhor guardar esse dinheiro, fazer um investimento&#8230;<br />
_ Ah&#8230; – ela tentava se consolar – Tá bom, então&#8230;<br />
_ Ah, meu bem&#8230; você sabe que essa casa era meu sonho também, era o sonho de todos nós&#8230; mas&#8230;<br />
Não conseguiu segurar. Os olhos já estavam molhados, um nó na garganta&#8230;<br />
A mulher o abraçou:<br />
_ Tudo bem, meu bem. Que seja a vontade de Deus, tá bom? Que seja a vontade de Deus&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">E chegou o Natal. Chegou de repente, sem que conseguissem pensar em algo pra dizer à menina. Nem um consolo, nem uma explicação convincente. Na casa do vizinho tocava uma música conhecida: <em>“Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel&#8230;” </em>“Pois é, este ano meu Papai Noel não vem”, pensou o homem. <em>“Com certeza já morreu&#8230; ou então felicidade é brinquedo que não tem!”</em>, respondeu a música.</p>
<p style="text-align: justify;">Cearam, rezaram, foram ver os especiais da TV. A menina caindo no sono, já-já ia pra cama, já-já chegaria o outro dia, não sabia o que fazer&#8230; Haviam comprado uma casinha de boneca para a filha, pensara em dizer que o Papai Noel se enganara, dera uma casa de brinquedos por engano. Mas tal idéia não o confortava, não queria que fosse assim, iria decepcioná-la tanto&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Foi uma madrugada longa, sofrida. Conversaram, choraram, e a mulher dormiu em seus braços. Mas ele não conseguiu pregar o olho, não se conformava com aquilo tudo, iria ter que contar a verdade. “A vida é assim”, pensou. “Não tenho culpa de ela ser tão dura&#8230; Mas é meu dever educar minha filha pra que não se iluda tanto. Quebrar os sonhos, às vezes, faz parte da vida&#8230;” No pouco tempo que conseguiu dormir, teve um pesadelo horrível, viu-se atirando contra um velhinho vestido de vermelho. Acordou mais atordoado ainda.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, o dia. A mesa, o café, o pão com manteiga. Era Natal &#8211; mais um dia. A menina acordou, já foi direto procurar a mãe.</p>
<p style="text-align: justify;">_ Minha filha, o papai tem que te contar uma coisa&#8230;<br />
Mas ela nem ouviu, estava eufórica:<br />
_ Mamãe, a professora falou outro dia que Papai Noel não existe! É verdade, mamãe?<br />
Silêncio. Por essa não esperavam.<br />
_ Quer dizer, ela disse que ele existe sim, só que não é do jeito que a gente pensa que ele é&#8230; Ela falou que ele é um amigo do Papai do Céu, e que só faz o que Ele manda. Ela disse que o Papai do Céu chama ele de São Nicolau, e gosta muito dele, porque ele ajuda as crianças e todo mundo que precisa!&#8230;<br />
_ É, filha?<br />
_ É sim! – ela contava, empolgada: e o Papai do Céu gosta muito da gente, não é mamãe?<br />
_ Muito, filha. Desse tamanhão assim!<br />
_ Então se o Papai Noel, quer dizer, o São Nicolau, só faz o que é a vontade do Papai do Céu, ele também só vai fazer o que é bom pra gente, né?<br />
_ É sim&#8230;<br />
_ Mas então, mamãe&#8230; – e a empolgação virava desalento – Por que ele não trouxe aquilo que eu pedi? – perguntou, com aqueles olhinhos de degelar calota polar.<br />
Breve silêncio. A mãe suspirou, botou a menina no colo:<br />
_ Sabe, filha&#8230; O Papai do Céu sabe o que faz&#8230; Nem sempre o que a gente pede é o que a gente precisava ganhar naquela hora&#8230;<br />
_ Como assim, mamãe?<br />
_ Você nunca ficou feliz de ganhar algo de surpresa?<br />
_ Já&#8230;<br />
_ Pois então&#8230; se tudo o que a gente ganhasse na vida a gente já soubesse antes o que seria, iria perder a graça, né?&#8230;<br />
_ É&#8230;<br />
_ Então&#8230; quem sabe, o Papai do Céu não quer dar uma surpresa pra gente? Às vezes Ele quer dar outra coisa, que a gente não pediu.<br />
_ Uma surpresa? – e o brilho voltou as olhinhos cor de mel.<br />
_ É&#8230; Você já olhou lá na sala, debaixo da árvore?</p>
<p style="text-align: justify;">A menina foi correndo, eufórica. O presente era mesmo uma surpresa: sem que os pais soubessem, vivia namorando aquela casinha na vitrine da loja de brinquedos. Quando abriu o embrulho, soltou um grito tão grande que até acordou a irmãzinha, que pô-se a chorar.</p>
<p style="text-align: justify;">_ É, meu bem – suspirou o marido, quando a mulher voltou com o bebê no colo. Acho que Deus nos ajudou mesmo a dar um bom Natal pra nossa filha&#8230;<br />
_ Só pra ela?<br />
Ele se espantou.<br />
_ Olha só, meu bem: esses meses foram de muito esforço, mas foram bons, você não acha?&#8230; A gente tava junto, batalhando por um sonho que a gente queria&#8230; e que ainda pode se realizar um dia, quem sabe?&#8230;<br />
_ É&#8230;<br />
_ E agora, olha só: nós podemos abrir uma poupança, homem de Deus! Quem diria, a gente com dinheiro no banco, pra poder usar quando precisar, comprar os livros da menina&#8230; É ou não é um presentão de Papai Noel?<br />
_ É verdade&#8230; – ele disse, enquanto lembrava também que há meses não ia beber no bar, e que, apesar do cansaço, seu organismo estava se adaptando bem àquela vida dedicada ao trabalho e à família – Sabe, mulher, acho que pra falar a verdade, apesar de tudo, nossa vida tá boa, né?&#8230;<br />
_ É sim, meu bem&#8230; Outro dia ouvi uma coisa na televisão e fiquei pensando naquilo, sabe&#8230; Tinha um cara dando uma palestra, falando que, quando a gente corre atrás dos nossos sonhos, ás vezes o mais importante nem é o resultado&#8230; Ás vezes só a corrida pra chegar lá já é uma grande vitória&#8230;<br />
_ Eita!&#8230; E num é que é? É verdade, às vezes quando a gente faz uma coisa assim, por amor, só o fato de a gente tá fazendo aquilo já é bom demais, né?&#8230; Já é um presente!&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Nisso chega a filha correndo, abraçando os dois, feliz pelo presente – e, sobretudo, feliz pela vida que tinha.</p>
<p style="text-align: justify;">_ E, quer saber, mulher? Quer presente maior que ter uma boa família?&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: right;"><em>Gabriel Resgala &#8211; 07.12.07</em></p>
<p style="text-align: right;"><em><a href="http://humanando.blogspot.com/2007/12/um-conto-de-natal.html#">http://humanando.blogspot.com/2007/12/um-conto-de-natal.html#</a></em></p>


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