Nesta quarta-feira, nossos deputados federais e senadores deram a si mesmos um presente de Natal pra lá de escandaloso: umaumento de mais de 61% em seu próprio salário. A proposta foi posta em pauta de “surpresa”, evitando que muitos parlamentares contrários estivessem presentes, e aprovada em um prazo extremamente rápido, em caráter de urgência.
O aumento passa a vigorar a partir de fevereiro. O presidente e os ministros também receberão a mesma quantia, R$26,7 mil - sem contar os polêmicos benefícios, que permanecerão. Estima-se que o “efeito cascata” vai custar aos cofres públicos um total de R$ 2 bilhões ao ano. Segundo especialistas, os gastos com o reajuste poderiam aumentar o salário mínimo em 8 reais.
Se você também acha essa situação uma vergonha, mande uma mensagem diretamente para o seu deputado – e/ou para outros -, exigindo explicações (ou parabenizando-o, caso tenha tido a coragem de votar contra)!
É fácil e rápido, e a acessoria do parlamentar costuma dar bastante atenção ao que chega por e-mail. PS1:No Senado, apenas Marina Silva, Alvaro Dias e o PSOL manifestaram-se contrários à proposta. Cristóvam Buarque e Pedro Simon, que não puderam estar presentes no dia, organizam projetos em protesto: “Queremos aumentar também o salário dos professores em 61%”!
Foi a pergunta que o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, fez hoje durante um discurso, para justificar a legalização do aborto. Ainda com as luzes dos holofotes sobre sua imagem, devido à aparentemente “bem-sucedida” guerra contra o tráfico (que, apesar de histórica, ainda me causa certo ceticismo, enquanto não estiver incrustada num projeto bem mais amplo, que envolva uma verdadeira mudança de mentalidade social e dure além das Olimpíadas), Cabral voltou a causar polêmica ao falar da situação do aborto.
A última tinha sido em 2007, quando insinuou que a legalização diminuiria a violência no Rio, uma vez que a alta taxa de natalidade das comunidades mais pobres seria, em suas palavras, “uma fábrica de produzir marginais”. Ou seja, aborto legalizado = menos pobres vivos = menos violência (sim, era dele que a Heloísa Helena estava falando no vídeo do post anterior)…
Hoje, a polêmica ficou por conta da forma “casual” com que o político tratou o ato de abortar. “Quem nunca teve que abortar um filho?” equivale, em sua fala, a “quem nunca dirigiu após beber?”, “quem nunca sonegou imposto?” ou “quem nunca surrupiou algo no supermercado?” (ele poderia, talvez, até ter perguntado “quem nunca recebeu um mensalãozinho?” – mas creio que a comparação iria causar certo desconforto com suas alianças….).
O problema, governador, é que não é por que “todo mundo” (ou ao menos um “todo mundo” dentre a sua roda de amigos, porque ao menos aqui onde eu moro isso é bem diferente…) comete determinado ato, que ele deveria ser lícito. A direção irresponsável e a corrupção política, por exemplo, são coisas tidas como “corriqueiras” pra muita gente, até mesmo culturais em certos meios. Mas são dois dos maiores problemas do Brasil. Causas das maiores mortes, e de grande parte da nossa miséria, do nosso sofrimento. Será que deveríamos legalizar a bebida ao volante? E a corrupção??
Governador, gostaria sinceramente que conhecesse o trabalho de pessoas como essa mulher, chamada Dóris Hipólito. Há vários trabalhos como esses aí no seu Estado, sabia? Eles enfrentam grandiosos sacrifícios em lugares onde políticos como o senhor só costumam pisar se puderem receber votos em troca, como a Baixada Fluminense, para tentar dar uma solução diferente para o que o senhor acha casual. Tentam resgatar a vida de pessoas que, por algum motivo (como o senhor mesmo falou, geralmente em meio a desespero), pensam em recorrer ao aborto. Eles não acham que os pobres devem ter o mesmo “direito” dos ricos de tirar a vida de seus filhos, até porque sabem que os pobres, geralmente, não pensam assim. Pobre, com toda a dificuldade do mundo, quer ter o filho. E é dever do Estado lhe dar uma vida digna. Não matá-lo, como num “BOPE pré-natal”...
Ouça este recado que ela mandou para o senhor, governador. E reflita.
A descriminalização do aborto é muitas vezes relacionada a um discurso “de esquerda”, comprometido com o bem-estar social, com os interesses das classes marginalizadas, em especial das mulheres pobres.
O que não se percebe, porém, é que tal proposta só beneficiaria, na verdade, justamente aqueles interessados em subjugar os mais pobres a um sistema social pra lá de perverso…
Quem explica é a vereadora de Alagoas, ex-senadora, ex-candidata à presidência da república e ex-presidente do PSOL, Heloísa Helena. Enfermeira, professora da área de Saúde Pública e profunda conhecedora do assunto, ela teve a coragem de enfrentar as diretrizes do próprio partido, comprometido com a legalização do aborto, para denunciar o que considera uma verdadeira enganação. Radicalmente contrária à proposta, para Heloísa a legalização não passa de uma idéia destinada a maquiar a verdadeira raiz do problema: a falta de interesse em políticas sociais realmente eficazes.
Se você pensa que ser contra a legalização do aborto é coisa de gente “reacionária de direita”, não deixe de assistir a este pequeno depoimento. E refletir…
PS2: Especula-se que, após as últimas eleições, o futuro político de Heloísa Helena esteja talvez cada vez mais afastado do PSOL e mais próximo a Marina Silva. E, pelo visto, a questão do aborto deve ter um peso importante nessa decisão…
Pois, em meio a isso tudo, eis que a internet nos proporciona também uma montagem boba – mesmo! -, mas que nos dá algo que a campanha quase não proporcionou (com excessão, talvez, do Plínio, da Weslian e, de certo modo, do Tiririca): risos!
Com vocês, o trabalho exaustivo de um cara que não tinha mais o que fazer e gastou seu tempo botando o Serra e a Dilma pra cantarem juntos, manifestando um amor contido – e recíproco!…
Porque ele é feio, mas também tem a mania de insistir e assumir o que quer!…
Após as declarações contraditórias de Dilma Roussef em relação à legalização do aborto, às vésperas do primeiro turno, o tema tomou as discussões eleitorais “como nunca antes na história deste país”. Para quem luta contra o aborto, não deixa de ser uma vitória: enfim, estão se preocupando com isso nas campanhas presidenciais, e se preocupando muito. Daqui pra frente, todo político, seja de que cargo for, pensará duas vezes antes de propor ou assinar qualquer ato que possa comprometer seus votos nesta questão. E o povo deverá ficar mais atento.
A desvantagem é na forma como o tema ainda é tratado. Além de limitar o aborto ao âmbito “religioso” (fundamentalista?), perdendo a oportunidade de se aprofundar a discussão, os interesses parecem meramente eleitoreiros. Será que realmente se preocupam com os bebês, e com as mães?…
É pensando nisso que divulgamos mais este vídeo, que mostra José Serra indo pelo mesmo caminho de sua adversária. Aproveitando a confusão em que Dilma se meteu, com a volta da propaganda eleitoral o tucano passou a mostrar belas propagandas de atenção ao nascituro (uma delas começando com a provocativa frase: “Ter um filho não é uma escolha”), dizendo que “sempre” foi contra o aborto.
Ora, será que foi mesmo?
Vejam…
PS: Para entender porque a Norma Técnica aprovada pelo Serra é inconstitucional, clique aqui.
Lembro bem de um ditado que me contaram no começo da faculdade: “Só louco não muda de idéia”. Durante a faculdade tive certeza de uma coisa: louco muda muito de idéia.
Aliás, todos nós mudamos. A questão é: quando e por quê?
São muitos os motivos que podem levar uma pessoa a mudar de opinião. Aqui no site já publicamos um texto sobre a feliz mudança de de Elba Ramalho e Pitty. No caso de ambas, os abortos que sofreram (o de Elba foi artificial e o de Pitty, espontâneo) ocasionaram uma mudança radical na forma de ver e valorizar a vida. As entrevistas que vieram posteriormente apenas publicaram uma mudança verdadeira e particular.
A questão é quando essa mudança ocorre de uma hora para outra, com uma presidenciável e faltando apenas 4 dias para a eleição. Suspeito… MUITO!
Na hora da eleição, Fernando Henrique já virou católico, Lula não soube de nada (e infelizmente não pôde comparecer a debate). Para variar, Dilma misteriosamente se tornou contra o aborto….
Confira no vídeo e tire suas próprias conclusões!
Veja também, aqui, a posição dos principais presidenciáveis sobre o aborto.
Antes de mais nada, como mesário (não voluntário, confesso), não posso deixar de lembrar a todos de levarem documento com foto & título de eleitor para votarem no próximo domingo. Pois é, agora estão exigindo dois documentos, fazer o quê? Se precisar reimprimir o título, corra até o Cartório Eleitoral até quinta-feira (dia 30) – ou poderá ficar sem votar! [UPDATE - 01/10/2010: Pois é, eles voltaram atrás na última hora. Não sei o que foi pior: aquela exigência descabida (aprovada pelo presidente um ano atrás) ou a sua revogação a 3 dias das eleições, motivada por claro medo de perder votos, depois de tantos gastos com propaganda e milhões de pessoas passando horas na fila pra reimprimir o título... Agora basta levar um documento oficial com foto, ok?].
Bem, mas vamos lá! Continuando a nossa série “urna não é penico”, com vocês, aqueles que são os três maiores mitos eleitorais do Brasil, na minha opinião – nos quais, acho, a maioria da população acredita. Você sabia?
1º MITO: “Se mais de 50% dos eleitores anularem o voto, haverá novas eleições”.
Cá pra nós: seria bom se fosse verdade. Imagina, uma eleição em que os eleitores, indignados com a falta de opções, pudessem manifestar isso através do voto: “não queremos nenhum de vocês, terão que arranjar outros!”, e os partidos desesperados, tendo que se virar para conseguir candidatos melhores…
Mas, na verdade, não funciona assim. Embora haja vários textos afirmando o contrário por aí, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) afirma: votos brancos e nulos não servem pra NADA. Nada mesmo. Entenda aqui.
2º MITO: “Se eu não quero que um candidato ganhe, devo votar naquele que tem mais chances de derrotá-lo, já no 1º turno”.
O segundo turno acontece, nas eleições para cargos do Executivo, quando os votos do candidato que está em primeiro lugar não ultrapassa a soma de todos os outros. Este videozinho explica de forma rápida e divertida como funciona:
Ou seja: o primeiro turno existe exatamente para você poder votar em que você quiser, sem ter que se preocupar com o “voto útil”.
Se você não quer que o candidato que está em primeiro lugar nas pesquisas ganhe, basta votar em qualquer um dos outros para colaborar para que haja segundo turno, pois o que vale é a soma de todos. E, se você não quer que o candidato que está em segundo lugar ganhe, votando em um candidato que está em terceiro lugar você estará exatamente diminuindo as chances do sujeito de quem você não gosta ir para o segundo turno (vai que o seu candidato consegue ultrapassá-lo?).
No segundo turno, aí sim, a decisão se dá muitas vezes de forma mais pragmática, votando em um (o “menos pior”) para que o outro não ganhe. Ou, é claro, confirmando o voto que demos no primeiro turno, se for o caso.
3º MITO: “Vou votar num bizarro qualquer pra deputado, como protesto. Pior do que tá não fica”.
Fica sim, seu abestado. Se parece uma boa piada votar em candidatos “bizarros”, saiba que alguém irá rir por último, e da sua cara. Além de botar uma pessoa despreparada no poder, você estará colaborando para dar mais votos para o partido ou coligação, e com isso eleger outros candidatos que você nem conhece – e que podem ser os piores possíveis!
O problema é que as eleições para deputado federal ou estadual (diferentemente dos outros cargos) são feitas pelo sistema proporcional, em queo número de votos que o partido ou coligação obtiver, somando todos os seus candidatos, irá designar o percentual de vagas no Congresso que esse partido ou coligação terá. Um exemplo clássico: em 2002, Enéas foi o deputado mais votado do Brasil, tendo mais de 1 milhão e meio de votos. O seu partido (PRONA), com isso, obteve uma boa porcentagem de votação, conquistando 6 vagas na Câmara. Só que, por se tratar de um partido pequeno, seus candidatos “mais votados” tinham pouquíssimos votos, inclusive um sujeito com apenas 275 votos. Foi eleito um deputado federal que obteve menos votos do que eu tenho em amigos no Orkut.
É extremamente injusto, mas infelizmente é a realidade. E votando no Tiririca, seu abestaiado, você estará elegendo também nomes como Valdemar Costa Neto e José Jenoíno, velhos conhecidos do Mensalão. Sabia disso?
Portanto, pra escolher um deputado, é importante analisar bem o PARTIDO e/ou a COLIGAÇÃO, talvez até mais do que o candidato. Pois é!…
Bem, por hora é isso! Quer saber mais? Faça o teste do site da Veja e verifique se você sabe diferenciar outras mentiras e verdades eleitorais!
Tenha um bom voto! E colabore para espalhar essas informações, a democracia depende disso!!
Você sabe o que o seu candidato a presidente realmente pensa sobre o aborto? Seguem, a seguir, declarações em vídeo dos 4 principais presidenciáveis que valem a pena serem vistas…
Dilma:
(em entrevista à revista Isto É)
_ O aborto é uma agressão ao corpo. Além de ser uma agressão, dói. Imagino que a pessoa saia de lá baqueada. Eu não tive que fazer aborto. (…) Eu acho que, do ponto de vista de um governo, o aborto não é uma questão de foro íntimo, mas de saúde pública. Você não pode hoje segregar mulheres.
_ A sra. defende uma legislação que descriminalize o aborto?
_ Que obrigue a ter tratamento para as pessoas, para não haver risco de vida. (…) Atendimento público para quem estiver em condições de fazer o aborto ou querendo fazer o aborto.
José Serra:
(no debate das TVs católicas)
_ Durante a Assembléia Nacional Constituinte (…) eu inclusive juntei vários parlamentares (…) pra fazer uma frente parlamentar contra o plebiscito da pena de morte. Porque não é uma questão que pode ser resolvida na base do 51(%) x 49(%). Eu, com relação ao aborto, penso a mesma coisa. Não faria plebiscito, de jeito nenhum.
O Programa Nacional de Direitos Humanos (do governo Lula), se virasse lei, como eles queriam, iria criminalizar quem é contra o aborto. Porque, se diz que o aborto é um dos pilares dos Direitos Humanos, quem é contra o aborto estaria contrariando os direitos Humanos. Não tem o menor cabimento.
Marina e Plínio:
(no debate das TVs católicas)
Marina:
_ Eu tenho uma posição contrária ao aborto (…). E a vida do ser humano para mim é um valor inegociável. O problema é que nós temos uma sociedade que (…) tem pouca informação sobre o assunto – e que o Congresso pode decidir sobre o assunto sem que a sociedade tenha feito o debate adequadamente. É por isso que eu defendo que na democracia se faça o plebiscito. (…) Que a gente possa entrar no mérito. Pode ter certeza que não é uma defesa pela metade e tenho profunda convicção em relação à defesa da vida.
O que está sendo colocado é a vida das 100 mil mulheres, mas também há as 100 mil vidas que são ceifadas junto com essas 100 mil mulheres. Quem é que protege essa vida indefesa que está ali e que precisa ser protegida? No meu entendimento, o Estado não pode se ausentar desta discussão como um princípio. (…) E eu, em nenhum momento, vou deixar de colocar o meu ponto de vista e de fazer a defesa daquilo que eu acho que é o melhor.
Eu digo que não faço satanizações porque eu sei que uma mulher que faz o aborto sofre, depois, tem graves problemas – inclusive emocionais – e eu tenho esse olhar, também, de acolhimento.
Plínio:
Como cristão, eu sou contra o aborto. Mas assim como não aceito que me imponham condutas baseadas em valores contrários à minha fé, não tenho o direito de impor condutas decorrentes da minha fé a quem não a tem.
A interrupção precoce da gravidez é um problema social que mata mais de 100 mil jovens todos os anos – jovens pobres. (…) O combate à interrupção precoce da gravidez requer ação preventiva. Combate ao erotismo de uma sociedade burguesa. E a legalização de intervenções, ou seja, o controle da lei. A decisão corresponde à mulher, pois ninguém defende mais o filho do que a mãe.
_ A interrupção precoce da gravidez é um problema social que mata mais de 100 mil jovens todos os anos – jovens pobres. (…) Nesse debate, eu defenderei a posição do meu partido. O combate à interrupção precoce da gravidez requer ação preventiva. Combate ao erotismo de uma sociedade burguesa. E a legalização de intervenções, ou seja, o controle da lei. A decisão corresponde à mulher, pois ninguém defende mais o filho do que a mãe.
Analisando…
Me parece que Dilma só se diz “pessoalmente contrária ao aborto” pelos problemas decorrentes à mulher: “é uma agressão ao corpo”, “dói”, etc. Em nenhum momento sequer se lembra da criança, da vida intra-uterina. Por isso, não vê problemas em declarar-se favorável à legalização e ao oferecimento de aborto no SUS.
E, como Ministra do governo Lula, já colaborou muito para que isto se concretizasse – este vídeo mostra, em fatos comprovados por documentos, alguns dos atos de Dilma e do PT pela promoção do aborto no Brasil.
Plínio, apesar de ter sido o único a citar uma atitude de prevenção (que é algo essencial no combate ao aborto), vai no mesmo caminho de Dilma, citando estatísticas retiradas sabe-se lá de onde (dizer que há centenas de milhares de mortes por aborto por ano no Brasil não tem fundamentação alguma, quanto mais de “jovens pobres”). Usa eufemismos para dizer o que no seu site está claro: “defesa da legalização do aborto”.
Serra, a meu ver, parece estar utilizando essa questão mais para atacar Dilma (e apresentar um diferencial que lhe dê votos) do que necessariamente para defender a bandeira contra o aborto. Antes da campanha parecia mais “neutro” neste assunto, e se esquece de mencionar que, quando foi Ministro da Saúde, aprovou a primeira Norma Técnica a possibilidar o aborto no SUS em casos de estupro e risco de vida. Mas, convenhamos, hoje não parece determinado a ampliar este serviço. Até porque sabe que seus votos dependem disso.
Já a Marina me parece ser, dentre estes quatro, a candidata mais convencida da importância da defesa da vida não-nascida. Neste debate em específico, ao ser pressionada, ela manifestou de forma mais clara sua posição pessoal (que às vezes parece tentar minimizar, talvez para não polemizar com seu partido e com uma boa parcela de eleitores “liberais”), ao lembrar do que realmente está em jogo: as “vidas indefesas” que são “ceifadas” sem que haja quem as proteja. Sem se esquecer, é claro, do acolhimento à mulher, que tanto sofre com a situação.
[UPDATE - 02/10/2010: Ficou faltando, aqui, dizer o que eu penso sobre a proposta da Marina de um plebiscito para decidir a questão. Confesso que não sei se seria realmente a melhor alternativa, visto a gravidade do assunto (que deveria, a meu ver, ter entrado na Constituição). Mas, dependendo de como é feito, um plebiscito pode ser uma alternativa interessante de manifestação da democracia, levando a decisão à população (e, como ela disse, não deixando que o Congresso decida sozinho). Pode ser uma boa forma de conscientização, algo central no problema do aborto, mais importante que a mera proibição ou liberação. E cá pra nós, acredito que, sendo nosso povo como é, após se informar não vai mudar sua opinião (majoritariamente contrária ao aborto), mas até mesmo reforçá-la, ao conhecer melhor a realidade - é claro, se os dois lados souberem expor bem suas idéias, sem exageros ou maquiagens...].
É claro, há várias outras questões a serem levadas em conta na hora de decidir o voto. Mas a posição sobre o aborto é, com certeza, algo importante a ser analisado, não só nos candidatos à presidência (que gerenciam o SUS e influenciam fortemente os membros de outros poderes – os legisladores e até os ministros do Supremo, que são indicados pelo presidente) mas também nos deputados federais e senadores.
Afinal, trata-se do direito à vida, que é primordial, anterior a todos os outros – pois tudo o mais que se decidir será para os que já nasceram.
Está começando neste momento (22h do dia 23/08/10) o debate entre os candidatos a presidente da república transmitido pelas TVs e rádios católicas. Acompanhe aqui, e interaja conosco através do twitter @vivopelavida (comentários por Gabriel Resgala).
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