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Ok. Acho divertido compartilhar zoações de Justin Bieber, Restart, Crepúsculo e companhia nas redes sociais – é claro, desde que não entre no campo da ofensa. Eles próprios parecem que não ligam muito pra isso, e convenhamos, garotinhos que se apresentam como “rockstars” usando calças do Tiririca e óculos do Chaves estão pedindo para serem zoados. Gostemos ou não, todos hão de concordar que a cultura pop de hoje não é pra ser levada a sério, é uma grande brincadeira…

Mas tem gente que parece realmente ficar incomodada com essa tal “cultura de massa”, indignados com a “má qualidade”, envergonhados com o impressionante sucesso internacional que a música do Michel Teló está tendo… A esses, gostaria de dar minha singela opinião: fiquem tranqüilos, já foi pior. Bem pior.

Sim, minha gente. Basta cavucar um pouquinho na memória e – dependendo do seu grau de masoquismo – pesquisar no Google para fazer uma comparação entre a “música ruim” de hoje e a “música ruim” de 10, 15 anos atrás. Atenção: eu disse “ruim”! Nada de Cidade Negra, Cássia Eller e essas coisas que têm trocentos mil comentários no Youtube do tipo “naquele tempo é que era bom, tinha música de qualidade!” e tal…

Procure por clássicos como “Boquinha da Garrafa”, “Dança do Maxixe”, “O pinto do meu pai”, “Comprei uma panela de pressão” (ET e Rodolfo, lembra??), “Melô da Tiazinha”, “Dança da Manivela”, “Um Tapinha não Dói”, “Dança da Motinha”,  “Vai Serginho”, “Lacraia”, “Entra e sai na porta da frente na porta de trás”… Quer pop adolescente? Tente “Ó menina deixa disso quero te conhecer”, “Chalalalalá como eu quero te amar”, “Assererrê”…  Quer rock? Tente “Pula, filha da pula”, “Bagulho no Bumba”, “Es****** na manivela”… E olha que só citei músicas que estouraram nas paradas, nem falei dos “proibidões”… E nem mesmo adentrei no terreno do pagode, para que amanhã você não seja zoado no trabalho por ficar cantarolando Você jogou fora, o amor que eu te dei… o sonho que sonhei-ei-ei a cada minuto.

E outra: no século atual, não somos mais tão obrigados a ouvir coisas de que não gostamos a toda hora. Quem se lembra dos anos 90 sabe que era quase impossível não ser bombardeado a todo segundo com tais “mantras”: no rádio, na TV, no som instalado no porta-malas do carro do vizinho, emitindo mais decibéis que um avião decolando (lembra? bem pior que os celulares nos ônibus de hoje!), na festinha da escola, ou em absolutamente qualquer lugar, pois volta e meia alguém cantarolava alguma tosquice dessas – mesmo sem querer, pois era simplesmente impossível desgrudá-las do córtex. Já hoje temos internet, TV a cabo, shows mais acessíveis, maior diversidade e liberdade para os artistas, que não são mais tããão reféns das gravadoras… Hoje, se você só freqüenta certos lugares e só assiste a determinadas coisas, tem chances razoáveis de não ser incomodado com o que não gosta. Quer ver? Lembre-se de como você conheceu o Restart. Provavelmente foi na internet, procurando no Google pra ver o que era “essa coisa que todo mundo fala mal” ou através de um link no qual você clicou pela própria vontade. A própria música “Ai se eu te pego”, apesar de ter se espalhado pelos cantos do país já no início de 2011, só ficou conhecida por muitos daqueles que hoje a criticam depois que virou sucesso internacional na voz do Teló. Precisou chegar em Israel para incomodar.

Portanto, amigo, tudo bem que atualmente estamos um tanto carentes da chamada “música boa”, mas em termos de “música ruim”, acredite: já passamos pela fase pior. Hits “chatinho-chiclete” sempre existiram e sempre existirão – e logo todo mundo enjoa e eles somem da mesma forma que vieram. Pode acreditar: nada do que estamos vivendo é sinal de que o mundo vai acabar em 2012 – até porque, convenhamos: se ele não acabou no ano 2000, ao som do Bonde do Tigrão, não acaba mais!!

PS1: Ao escrever este post, me dei conta de que nem sempre é fácil definir o que faz com que uma música seja “ruim” ou “boa” – se é que existe um limite tão específico entre uma coisa e outra. Tem gente que fala que é por causa da letra pobre, mas cá pra nós… já viu coisa mais simplista do que só ficar repetindo o refrão “vale, vale tudo, só não vale dançar homem com homem e nem mulher com mulher” por mais de três minutos, sem nenhuma estrofe? Ou ainda “tomo guaraná, suco de caju, goiabada para a sobremesa” por 17 vezes seguidas?? E, no entanto, ninguém nega que Tim Maia, apesar de maluco, era muito, muio bom. Muito menos eu!…

Sossego, um “swing do bom” que, acreditem, tem apenas 1 acorde:

 ”O cara estuda 25 anos de violino, toca Bach, Beethoven, Chopin. Aí o Tim Maia convida pra tocar Sossego: uma nota só, Dó!”

PS2: Vejam só que coisa: a internet acabou de me informar que Suzana Alves, a Tiazinha, está fazendo mestrado na USP! As voltas que a vida dá, não??

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Together

Pensei em várias coisas pra começar o ano aqui no VPV. Situações revoltantes não faltam, reflexões importantes também não… Mas nenhuma delas ainda se “concretizou”, me envolveu de modo a tomar forma na mente e na tela do computador.

Acabo de receber, porém, uma notícia tão animadora, que me deu vontade de compartilhar com vocês esse videozinho, enviado pelo Gu, meu irmão!

É um clipezinho de Bob Sinclar e Steve Edwards que bota pra cima (lhe desafio a assistir sem dar um único sorriso)! Dá esperança. Como a notícia que recebi… Um amigo ficará um pouco mais distante. Por uma causa grandiosa

Um dia, porém, estaremos juntos. Seja como for… Yeah!

Together (Juntos)

Bob Sinclar

Tradução:

Oh yeah, estamos de volta agora!
Mais notícias ruins no rádio
O Planeta Terra está pronto pra explodir
Hoje as estrelas perdem seu brilho
Afastaram todas
Juntos, temos a esperança de poder ir longe!

(Deixe-me te ouvir dizer:)

Um dia estaremos juntos
Nunca vamos nos separar
Um coração, uma idéia
Um dia estaremos juntos
Lembre-se que esse velho mundo é seu e meu!

Vê esse homem com uma caneta e uma arma?
Ele diz para todos que tudo acabou (oh não!)
Não, eu não acredito que é verdade
Mas eu acho que é para mim e você
Juntos encontrarmos uma solução.

(Eu acredito em você!)

Um dia estaremos juntos
Nunca vamos nos separar
Um coração, uma idéia
Um dia estaremos juntos
Lembre-se que esse velho mundo é seu e meu!

Oh oh oh…

(Letra original aqui)

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CasaEncarei uma mudança há algumas semanas. E, é claro, ainda não deu tempo de arrumar tudo na casa nova – e nem de me sentir realmente “em casa” aqui, apesar de o novo apê ser infinitamente melhor do que o outro… Por melhor que seja, demora um pouco pra nossa casa ser realmente a “nossa casa”, né?…

Quando pensa em mudança a gente sempre pensa em trabalho, estresse, dificuldades de adaptação… Realmente é difícil. Mas sabe que às vezes esse friozinho na barriga na hora de tomar o caminho de casa e lembrar que  “é pro outro lado” me dá uma sensação boa… de mudança, mesmo, na vida, de desapego às coisas que, por mais que sejam boas (e o apê antigo com certeza vai ter sempre um cantinho do coração!), ainda podem melhorar…

E volta e meia me pego lembrando dessa musiquinha da Legião, que fala “de quem deixou a segurança do seu mundo”… Tá certo que ainda não é estritamente o meu caso (por enquanto só uni minha escova de dentes com a da minha irmã), mas me faz pensar na mudança de uma outra forma.

Fiquemos então com ela, ilustrada por esse videozinho que, como diriam as meninas, é totalmente “ahhhhh que fofo!!”. Afinal, “o mundo anda tão complicado”

O mundo anda tão complicado

(Renato Russo)

Gosto de ver você dormir
Que nem criança, com a boca aberta
O telefone chega sexta-feira…
Aperta o passo por causa da garoa!
Me empresta um par de meias,
A gente chega na sessão das dez.
Hoje eu acordo ao meio-dia,
Amanhã é a sua vez…

Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você!

Temos que consertar o despertador
E separar todas as ferramentas
Que a mudança grande chegou
Com o fogão e a geladeira e a televisão.
Não precisamos dormir no chão
Até que é bom, mas a cama chegou na terça
E na quinta chegou o som…

Sempre faço mil coisas ao mesmo tempo
E até que é fácil acostumar-se com meu jeito,
Agora que temos nossa casa
é a chave que sempre esqueço…

Vamos chamar nossos amigos,
A gente faz uma feijoada
Esquece um pouco do trabalho
E fica de bate-papo.
Temos a semana inteira pela frente,
Você me conta como foi seu dia
E a gente diz um pro outro:
- Estou com sono, vamos dormir!

Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você

Quero ouvir uma canção de amor
Que fale da minha situação
De quem deixou a segurança de seu mundo
Por amor, por amor…

PS: Créditos do Vídeo - Rachel e Marcelo Tanaka

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Se tem alguma coisa que me diverte na internet é a capacidade de conhecer coisas diferentes.

Em um instante, posso ver histórias bizarras do equador, notícias sobre a comunidade científica anti-darwinista, conceitos de design contemporâneo, e o que mais me agrada: Músicas que eu ainda não conhecia!

Essa semana tive uma grata surpresa, a banda 4 Cabeça. 4 violões e vozes que fazem a diferença na mesmice da MPB dos últimos anos…


Carcaça – 4 Cabeça

As letras são marcadas por uma reflexão cultural misturada a rimas inteligentes e melodiosas. Com uma postura autenticamente brasileira, eles inovam na forma e no conteúdo.


Brasis – 4 Cabeça

Com um jeito poético de ver e cantar a vida, conquistaram definitivamente o lugar na minha playlist.


Lembrei – 4 Cabeça

(obs. Existem poucos vídeos do 4 Cabeça no youtube, então desculpem a qualidade dos mesmos)

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CarrapichoGrupo Y-no

Que a música brasileira é admirada no mundo todo, nunca foi segredo. Samba, Bossa-nova, MPB… De Carmem Miranda a Vanessa da Mata, todo mundo sempre quis conhecer a nossa batucada. Mas o mais interessante que a tecnologia internética deste novo milênio permite nos mostrar é que, digamos, não é só de música “cult” que vivem os acordes brasileiros espalhados por esse planeta… Sim, nosso remelexo “popular”  também agrada aos mais diversos ouvidos gringos. Duvida?

Pois lembra do Carrapicho (aqueles branquelos vestidos de índio cantando “Bate forte o tambor, eu quero é tic-tic-tic-tic-tá”)? Se você viveu os anos 90, com certeza se lembra – e deve se lembrar também do filme “A Família Adams”, clássico da Sessão da Tarde da época. O que eles têm em comum? Sei lá… Mas se você entender russo, poderá dar uma grandiosa contribuição para que consigamos dormir à noite… nos explicando isto:

Мальчик хочет в Тамбов (como se diz “Meu Deus!!” em russo?)

Já o vídeo a seguir não foi uma simples versão, uma mera “adaptação” para a língua nativa de uma música internacional de sucesso garantido… Não! Um grupo de estudantes japoneses, ao conhecerem o pagodão tupiniquim pela internet, resolveu pôr em prática as aulas de português que tiveram na universidade e, adivinhem… fazer seus próprios pagodes, como seus ídolos brasileiros! Gravaram uma apresentação num bar de Tóquio e botaram no Youtube, já contabilizando mais de 100 mil acessos, com direito a destaque no portal G1. Com vocês, o “Grupo Y-no” – afinal, “namoração da internet é bom, né”?

Y-no – “Querido, meu amor” (com legendas, para nosso regozijo)

E, finalizando, uma demonstração do Maurício Ricardo sobre porque Renato Russo foi, realmente, um profeta.

Pó-pó-popozáo…

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Nascer do solCai uma pequena tempestade lá fora. Perdi a conta de quantas já caíram essa semana, daquelas de alagar tudo e derrubar casas. Na TV vejo uma enchente atrás da outra em cidades já caóticas, um terremoto atrás do outro num país já imensamente devastado pelo descaso humano. Mas é um lindo dia.

Morre uma grande ativista, que todos desejaríamos ser imortal. Governantes são filmados botando dinheiro na meia e na cueca, dão uma desculpa qualquer e são absolvidos. E, em ano de eleição, o povo se descabela à procura de um menos-pior. Um lindo dia.

Pra uns, um ano que parece já começar triste, à espera do fim do mundo. Para outros… o dia ainda está bonito lá fora.

Com vocês, U2. Não deixe o dia escapar.

U2 – Beautiful Day (com legendas)

PS1: Dica: clique no botão com as 4 setinhas para ver em tela inteira.

PS2: O toró é de verdade, mas esperei estiar pra ligar o computador. Fiquem tranqüilos ;-)

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Mudança de hábitoOutro dia me assustei quando percebi que “Mudança de Hábito” já tem 17 anos (sim, tô ficando velho…). Há tempos que não vejo o filme (como todos os bons da Sessão da Tarde, parece que a Globo deixou de passar…), mas graças ao Youtube pude matar a saudade de alguns trechos. Pra quem ainda não conhece, é uma delícia de comédia, cujas cenas de música, pode-se dizer, já viraram uma espécie de clássico, junto com as de sua continuação (“Mudança de Hábito 2”).

Uma das coisas que acho mais legais do filme é o belo trabalho das atrizes que fazem as “freirinhas”, que conseguem transmitir um humor puro, daqueles que a gente logo relaciona com alguém que conhece… Em tempos em que as figuras religiosas são alvo de tanto descrédito (em parte, infelizmente, por culpa do próprio clero), é bom lembrar que ainda existem freiras, padres, até bispos com uma pureza verdadeira, que  nos fazem sorrir enquanto dá vontade de apertar a bochecha… Eu mesmo conheço vários – assim como vários leigos e pessoas das mais diversas religiões.

Bem, mas sem mais delongas, deixo vocês com uma ótima cena que expressa bem o espírito do filme, feito numa época, vale lembrar, em que religiosos cantando pop não era, digamos, uma coisa lá muito normal de se ver…

Mudança de Hábito – “Hail Holy Queen”.

PS: Veja também as outras músicas do filme, “My God” e “I Will Follow Him”. Aqui você pode ver também as letras e traduções.

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OutonoHá quem diga que o artista não é importante, mas sim a sua arte. Não concordo totalmente, acho que determinadas obras ganham mais sentido quando se conhece a história do autor e o contexto em que ele a produziu… Mas também acho que, quando se supervaloriza a importância do autor, muitas vezes esquece-se do essencial, do mergulho na arte com os sentidos livres – de preconceitos e análises excessivas…

Foi pensando nisso que resolvi ir um pouco além em relação à frase do “Pensamento do Dia” de ontem, para tentar ressaltar o que é realmente “importante” nela. Apresento-vos, então, a canção que me fez conhecê-la, num emocionante vídeo editado por alguém identificado como “rafafrugerio”. Para que possamos mergulhar na mensagem. Pois, ora pois, é de sensibilidade que vive a arte

Que estas imagens possam, então, marcar nossos corações, e estes versos possam ecoar em nossa mente neste ano que se inicia…

“Amanhã será melhor, temos que acreditar!”

Rosa de Saron – Velhos Outonos
Composição: Guilherme de Sá

Vai ficar ou vai correr?
Vai salvar ou esquecer?

Eu só quero que me ame até o pôr do sol…

Os dias passam, passam as horas
Tocando temas com um piano desafinado
Mais ou menos errado, mais ou menos parado

Sem sentido, um pouco ignorado

Gritos ecoam, selam memórias, marcam
Deus ainda chora, sempre rimos e o mundo esquece
O tempo da última prece
E ninguém aquece, ninguém acontece

Você sente na pele
Os dias estão frios, as noites estão quentes
Caminham num labirinto de vento
Vestindo pouco a pouco o esquecimento

Somos o que fazemos para mudar o que fomos
Mas se nada somos, virão apenas velhos outonos

Uma lágrima no chão reagiu minha lentidão
Tocou meu coração, fiz o que precisava
Ele chorava e eu perguntava
É comida? É uma casa?
Mal a noite caia, ele dizia:

“Se quiser fazer algo por mim
Faça um verso sereno
E que ele me leve
Não somente até o céu, mas perto das estrelas”

Somos o que fazemos para mudar o que fomos…

Take care about tomorrow
You need someone to follow
Yeah, there’s a happy end
Even at the end

I can trust you, I can see
I can try, I can feel it
Cause tomorrow will be better
We must believe it


fogos

Um grandioso 2010 a todos!

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Eu devo possuir mais de 1000 horas de música na playlist do meu winamp. Agora a pouco, assim que fui inserir uma nova matéria aqui no site, comecei a escutar uma música que denuncia a idade de muita gente. Veja o vídeo e descubra se você também se sentiu um pouco velho.

Dominó – Tô P. da Vida

E olha que eu nem cheguei a escutar essa música como sucesso nas rádios, e acho que a única coisa que mostra que nasci nos anos 80 é o fato de ser moreno, alto bonito e sensual. Rs.

Mas me lembro bem dos filmes da Angélica com Dominó, das coreografias do Polegar, dos Menudos e do Pula Pirata

O engraçado é que só agora percebi que o “sucesso” do Dominó é mais uma daquelas músicas adolescentes que nunca sai de moda… Não pelos refrões melosos, dancinhas fáceis ou por seguir a formula mágica dos 3 acordes

Não sai de moda porque parece que os jovens, de todas as épocas e idades, gostam de denunciar a fina flor do preconceito e se engajar na guerra pela vida!

Tô P da vida
Dominó
Composição: Edgard Poças
Tô pê da vida
Tô vendo a gente tão pra baixo
Num baixo astral, num cambalacho
E muito pouco amor à vida
Tô pê da vida
E o mundo em volta da ferida
Em transes loucos, transas nossas
De mãos atadas vistas grossas
É muito pouco amor à vida
Tô pê da vida
Tão pondo fogo no planeta
E quem não tá vira careta
A fina flor do preconceito
De cor, de raça, de sujeito
Isso tem jeito (2X)
We are the world lá nas paradas
E gerações desperdiçadas
Em tantas lutas sem sentido
Fecha as cortinas do passado
Mundo grilado, dolorido
Que se conforma
Tô pê da vida
Doces jogadas ensaiadas
Nas mesas das nações unidas
Azucrinando nossas vidas
Jogos de dados combinados
Dados marcados
Tô pê da vida
Mas não me sinto derrotado
Não tem gatilho, nem cruzado
Que vai me por nocauteado
A esperança é uma música
Canta essa música, nossa música, é nossa música…
Tô pê da vida
Olhando a gente tão pra baixo
Num baixo astral, num cambalacho
E muito pouco amor à vida
Tô pê da vida
Mas isso quase não é nada
Tem que enfrentar essa parada
E tem que por a mão na terra
Eu tô na guerra pela vida
Só pela vida
Viva a vida (2X)


Tô P da vida

Dominó

Composição: Edgard Poças

Tô pê da vida

Tô vendo a gente tão pra baixo

Num baixo astral, num cambalacho

E muito pouco amor à vida

Tô pê da vida

E o mundo em volta da ferida

Em transes loucos, transas nossas

De mãos atadas vistas grossas

É muito pouco amor à vida

Tô pê da vida

Tão pondo fogo no planeta

E quem não tá vira careta

A fina flor do preconceito

De cor, de raça, de sujeito

Isso tem jeito (2X)

We are the world lá nas paradas

E gerações desperdiçadas

Em tantas lutas sem sentido

Fecha as cortinas do passado

Mundo grilado, dolorido

Que se conforma

Tô pê da vida

Doces jogadas ensaiadas

Nas mesas das nações unidas

Azucrinando nossas vidas

Jogos de dados combinados

Dados marcados

Tô pê da vida

Mas não me sinto derrotado

Não tem gatilho, nem cruzado

Que vai me por nocauteado

A esperança é uma música

Canta essa música, nossa música, é nossa música…

Tô pê da vida

Olhando a gente tão pra baixo

Num baixo astral, num cambalacho

E muito pouco amor à vida

Tô pê da vida

Mas isso quase não é nada

Tem que enfrentar essa parada

E tem que por a mão na terra

Eu tô na guerra pela vida

Só pela vida

Viva a vida (2X)

obs: Vendo o vídeo percebemos como os anos 80 são trash…
Mas quem não gosta?
Viva a Vida!

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Ano passado, voltando de uma viagem, passei em frente a um teatro em Belo Horizonte e vi o cartaz: Hoje – Mercedes Sosa – 21hs.


Gracias a la vida

Na mesma hora pensei em saltar da Van que me levava de volta para casa, ficar ali mesmo, comprar um ingresso e voltar de ônibus. Por educação não o fiz, e o mais estranho é que fiquei com um pensamento na cabeça: Nunca mais vou poder ver um show da Mercedes Sosa.


Todo Cambia

Infelizmente eu estava certo, pois hoje faleceu uma das maiores cantoras da história, na minha modesta opinião.

Tentei explicar a um amigo a importância de La Negra (como Mercedes era conhecida), dizendo: Ela é como o Milton Nascimento da Argentina, ou melhor, ela talvez seja como o Chico Buarque. Esquece, ela é como se fossem Chico, Elis, e Milton misturados.


Solo le pido a Dios

Na verdade eu errei, pois ninguém é igual a ninguém; e Mercedes era a prova máxima disso, ela era única.

Fica aqui um Na Música da Vida, um pouco triste pela perda de Haydée Mercedes Sosa, mulher de garra, mulher do povo, mulher que sabia tocar os corações através de sua voz inigualável.

Espero um dia ainda me encontrar com Mercedes, e pedir: Canta-me algo que me hace volver a los 17.

Volver a los 17

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