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Padre Fábio no Jô

Veja aqui a entrevista na íntegra:

Padre Fábio de Melo no Jô – parte 1

Padre Fábio de Melo no Jô – parte 2

Padre Fábio de Melo no Jô – parte 3

Padre Fábio de Melo no Jô – parte 4

Padre Fábio de Melo no Jô – parte 5

Ele é o maior fenômeno de mídia dos últimos tempos: seu primeiro CD lançado por uma grande gravadora, em um único mês, atingiu o primeiro lugar entre os mais vendidos de 2008. Seu recém-lançado DVD vai pelo mesmo caminho, e seu último livro é destaque absoluto em todas as livrarias. Ele é Fábio de Melo, um padre nada convencional, tentando passar uma mensagem bem convencional: o cristianismo.

Fábio de MeloForma nova de passar o mesmo conteúdo de sempre? Uma tentativa moderna de pregar um conteúdo “anti-moderno por natureza”? Ou simplesmente um transbordar natural, da forma como ele sabe fazer, daquilo que ele vive e sente?… Seja como for, Padre Fábio causa estranheza. Sua primeira impressão, arrisco dizer, nunca é das melhores – com exceção, talvez, das interessadas em algo além da batina, por assim dizer. Já perdi a conta de quantas pessoas já vi descerem a lenha nele num primeiro momento, e depois voltarem atrás, ao prestar mais atenção no que ele diz… Eu, inclusive (a carapuça serve que é uma beleza…). Convenhamos, não é nada fácil entender o que quer esse tal padre com pinta de galã, que às vezes mais parece uma versão rejuvenescida do Fábio Júnior. Tô mentindo?…


E foi com certa estranheza que Jô Soares o recebeu em seu programa, na semana passada. Achei interessante notar a diferença da sua postura entre a primeira metade da entrevista e a segunda. Até o primeiro intervalo, Jô deu várias daquelas suas clássicas tiradas, sérias ou irônicas, que parecem ser mais pra implicar com o convidado do que para debater seriamente o tema, ou mesmo fazer uma “crítica construtiva”…

Foi assim até o padre cantar a primeira música. Praticamente nenhuma pergunta sobre o trabalho ou a vida pessoal dele, só debates teológicos e alfinetadas à Igreja. Pe. Fábio tentava se livrar das saias justas (para ira dos mais conservadores, que ainda nutriam a esperança de vê-lo de batina defendendo a “Santa e Infalível Igreja” a todo custo, ao invés de admitir que querer ser sempre dono da verdade é arrogância)…

Fábio de Melo e bandaAté que chegou a hora de apresentar sua banda. Aí, pronto. Ao ver que todos os músicos do padre estavam com a frase “Todos contra a pedofilia” estampada na camisa, o Jô disse que aquela era uma campanha “supérflua”, já que, a seu ver, “ninguém é a favor da pedofilia” (talvez ele acredite que os pedófilos ajam contra a própria vontade, quem sabe..). O padre, sem perder a simpatia, ainda tentou explicar o óbvio, da importância da visibilização da campanha (que nem era dele), mas não adiantou. Jô Soares, que se declara católico, não estava mesmo a fim de dar um voto de confiança àquele sujeito que, ora essa, estava ali, “ousadamente”, representando a mais malfadada de todas as instituições – a Igreja Católica. E disparou:

“Me parece (não sei, talvez eu esteja enganado) que esta camiseta também é pra que se faça uma campanha pra tirar um pouco da Igreja essa reputação de tantos padres pefófilos, de tantos casos, tantos escândalos ligando a Igreja a casos de pedofilia”.


(Jô critica campanha contra pedofilia do Pe Fábio – a partir de 4:28)

Jesus, que não media palavras na hora de botar o dedo em riste e atacar hipocrisias, também se calou diante de algumas perguntas, quando sentia que não estavam a fim de ouví-lo, mas de condená-lo independente da resposta. Talvez seja o que se passa pela cabeça do padre quando ouve uma indelicadeza dessas. E, em resposta, ressaltou o intuito da campanha (que, como ele já havia dito, não era da Igreja Católica) e fez o que lhe restava fazer: cantar.

O engraçado é que, conversando depois com alguns amigos sobre essa entrevista, o único que não achou o Jô “indelicado” foi justamente um que viu somente a segunda metade da entrevista. Exatamente quando Pe. Fábio começou a cantar e a falar mais do seu trabalho e de suas reflexões. No final, o apresentador, já bem mais simpático, pediu uma bênção. O padre deu, terminando em grande estilo. Talvez depois ele desabafe em algum de seus programas na TV Canção Nova. Mas aquela não era a hora de travar uma batalha apologética. Era a hora de passar sua mensagem.

Talvez, durante este programa, o Jô tenha entrado para o rol dos que vestem a carapuça “eu já falei mal do Pe Fábio e hoje o admiro”. Talvez continue engrossando a lista dos fazem de ataques gratuitos à Igreja um esporte divertido – modalidade preferida de muitos “intelectuais”, que estranhamente são bastante exigentes ao formular críticas embasadas sobre outras instituições ou correntes de pensamento. Padre Fábio de Melo está enfrentando um momento paradoxal, em que a religião vende pra burro e, ao mesmo tempo, é atacada pra burro. Burro, ora essa, é quem simplesmente vai com as outras e segue o discurso que tá na moda, sem nem ao menos refletir por si próprio. Seja de que lado for.

Em tempo: Todos contra a pedofilia! Seja de padres, artistas de TV ou aquele rapaz simpático da esquina…

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É com muito prazer que hoje publicamos um texto de uma leitora do blog: Vanessa Marques. Ela é educadora, poetisa, “poetinha“, e acredito eu, divide suas lembranças entre a sensibilidade de um violão, a habilidade no manejo de um Master System e as aventuras homéricas passadas em um  pé de ameixa no quintal de casa. Além disso ela teve a sorte de nascer em uma ótima família:  a minha, hehehe.

Seja muito bem vinda Vanessa. E aos leitores, boa leitura:

Por que você vive? Pelo que você vive? E outras perguntinhas capciosas…

vidaEssas duas perguntas martelaram algum tempo por aqui, desde a primeira vez que entrei no site. E sei que martelou em muitas outras cabeças também. Isso porque nos fez pensar sobre coisas realmente importantes. O que a vida representa para nós? Qual seu valor real? Para os que preferem divagações mais poéticas podemos pensar:

Será a existência uns poucos anos,

Em que pairamos sobre esta terra entre a corrupção dos homens?

Que haverá para além deste primeiro ato?

A Vida, creio, haverá ainda, a Vida!”

Tenho acompanhado reflexões belíssimas aqui. A mais atual, com o tema “Liberdade”. Me peguei pensando “pelo que” tenho vivido. Por isso, gostaria de falar sobre um dos aspectos da vida, como necessidade primordial, e que tem se tornado centro das atenções sempre que manchetes escandalosas estouram nos jornais, sempre que estes “gritam” com todas as letras GARRAFAIS, atentados em escolas, envolvendo jovens, seus companheiros de classe ou professores. Estou falando da violência. Mas não é da violência que gostaria de falar e sim do outro lado da moeda. Da paz. Não como utopia, como algo irrealizável, mas como possibilidade, como algo “alcançável” e indispensável na vida de todos nós…

criancas2Entre algumas coisas que tenho lido, coisas de gente que acredita que a mudança é possível, um detalhe me chamou a atenção: “Paz pode ser aprendida e ensinada”. Não só pode, como deve! Quando nascemos não sabemos exatamente o que é paz, não nascemos prontos para ela (como não nascemos prontos para a violência). Precisamos aprender o que essa palavra significa e como é bom vivê-la. Isso me faz lembrar uma música do Natiruts:


Crianças não nascem más,

Crianças não nascem racistas

Crianças não nascem más,

Aprendem o que a gente ensina”

Inevitável olhar pra nós mesmos, impossível conter a enxurrada de perguntas que vão brotando…”Que temos feito pela paz, que não significa ausência de conflitos, que fazem parte da vida, mas sim a resolução não-violenta dos conflitos? *

pazInfelizmente os noticiários não divulgam a força e grandiosidade das pesquisas sobre “Paz”, não gritam em letras GARRAFAIS quantos educadores, quantas pessoas das comunidades carentes, pensam e fazem pela paz…pensam e fazem pela VIDA!

Nos resta a persistência…a insistência…a resiliência!

Começamos com duas perguntinhas capciosas e é com outras duas que encerramos:

E você, acredita ou não? E então, o que você faz pela paz?”

  • JARES, Xésus, Educação para a paz: sua teoria e sua prática. Porto Alegre: Artmed, 2002

Vanessa Marques.

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padre-fabio-de-meloPadre Fábio de Melo. Não se fala em outra coisa. Só neste final de semana, já foi um especial “Homenagem ao artista” no Raul Gil, a reprise de uma pregação na Canção Nova, uma reportagem especial no Jornal do SBT, e sabe-se lá quantas outras coisas…

A mídia em torno do padre se torna cada vez maior. E não somente em torno dele, a cada dia vemos a mídia de massas ressaltar um certo número de artistas religiosos que buscam diminuir a distância entre o sagrado e o “profano“.

A Somlivre já se rendeu à qualidade musical e ao número de vendas de vários artistas católicos: Pe. Fábio de Melo, Rosa de Saron, Adriana. E muitos outros virão.

rosadesaron-acsticoaovivoNo Vagalume, Kaboing, Terra Letras, e em vários outros sites de letras e cifras da internet, a banda Rosa de Saron está no TOP artistas e músicas…

A que se deve isto?

Quando esta pergunta é feita a qualquer um destes novos artistas a resposta é, muitas vezes, simples e humilde: Só estou fazendo uma parte do trabalho… Só estamos colocando em prática aquilo que Deus nos confiou… Sou só mais um trabalhador na messe…

Isto é fato, e como diria um antigo professor meu: Contra fatos não há argumentos…

Mas outro fato é que, cada dia mais, a sociedade vai abolindo antigos preconceitos e mescla de forma muito bonita o “sagrado” e o “profano“.

Pode padre bonito? Pode rock cristão? O secular não é “pecado”? Podemos ver a religião de outra forma? Podemos ver a vida de outra forma?

Sim, podemos… É fato e contra fatos, não há argumentos…

Além de todo fenômeno midiatico, é importante olhar mais longe.  Essa vida que passa rápido demais para que fiquemos presos em preconceito, timidez ou medo

Um agradecimento pessoal a todos aqueles que fazem da vida, do sagrado e do profano, uma mistura mais gostosa…

Obrigado aos que perceberam que suas penas já cresceram e que é preciso abrir as asas e tentar…
Se eu não tentar não saberei como se voa
Não foi a toa que eu nasci para voar

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Big Brother

Há alguns dias, lancei aqui a pergunta: “O que você faria no Big Brother?” Passei esse tempo pensando um pouquinho, vi os comentários (gostei do seu, Nayane! rs), e fiquei me imaginando lá dentro. Isto é, se houvesse realmente a chance de o meu perfil se enquadrar no que eles esperam pro programa… hehe.

Me pergunto se eu conseguiria. Seria talvez um dos participantes mais diferentes que o programa já teve , sei lá como ia me portar naquela casa. Mas o que realmente me inquieta é se aquilo teria cabimento na minha vida…

Aí me pego imaginando lá na piscina (que parece ser o cômodo mais movimentado da casa, depois da cama) ouvindo aquele papo construtivo das loiras, assistindo de camarote a provocação das morenas pra cima dos malhadões-jogadores, que por sua vez iriam tentar me convencer a entrar na estratégia deles de votar em alguém. Isto, se não me escolhessem pro paredão, o que seria bem provável. Tudo bem, são sempre eles que saem antes. Neguinho passa 9 anos vendo BBB, e ainda acha que os “jogadores-frios” têm alguma chance de ganhar. O pouco que assisti do programa já deu pra perceber que o público nunca perdoa esses caras. Até pode “jogar”, desde que seja disfarçado. Escrachado, perde a graça…

Sempre tem também os mais chatos, os mais engraçados, os mais inocentes. Que, aliás, parecem ser os tipos que têm as maiores chances de ganhar. Eu teria que me enquadrar em alguma dessas categorias pra tentar concorrer ao tão sonhado prêmio? Ou teria que tentar “ser eu mesmo”, como todos dizem que fazem? Sei lá. Só sei que ia ser difícil ficar 3 meses sem ler nada, sem escrever… e sem internet. Sim, é claro, ia sentir muita falta de outras coisas também, não sou tão nerd asssim… Mas sei lá, depois de tantos dias tendo que pensar em quem eliminar, com quem me aliar, em quem confiar, o que conversar… acho que sentiria muita falta de algo pra me distrair, outros assuntos para pensar. Fico pensando como eles conseguem manter a sanidade naquele ambiente. Se é que conseguem…

Sim, é claro que tem gente boa ali dentro, há sempre gente disposta a entrar no jogo sem deixar seus valores de lado, sem passar a perna em ninguém, sem nenhuma hipocrisiazinha. O que sinceramente não sei é como eles conseguem. Pois o jogo a cada vez fica mais competitivo, a cada edição eles inventam mais formas de colocar um contra o outro, incitar a discórdia pra coisa ficar mais “interessante” – quem vê, sabe. Você é levado a todo momento procurar se dar bem pela derrota do outro, como em qualquer jogo. A diferença é que o que está em jogo, no caso, é a personalidade de cada um. O seu jeito de ser é a sua arma, e as fraquezas do outro são a sua oportunidade de vencer. Mesmo que não faça nada diretamente contra ele, se ele saiu e você não é porque você tem algo que ele não tem. E é muito mais do que habilidades pra jogar pôker ou sorte nos dados.

Pois é, acho que eu não conseguiria. Talvez fosse eliminado de primeira, talvez (quem sabe), fosse até um concorrente forte, por que não? Mas sei lá, o que não consigo me imaginar é vivendo naquele mundo, é muito diferente de mim. Talvez eu seja estranho demais… talvez eles é que sejam. Ou, talvez, quem sabe, sejam só formas diferentes de encarar a vida

Só sei que tô bem assim. Um milhão até poderia ser bom… mas pra isso tem a Megasena. Ela não me dá a chance de posar pra um site famoso só de sunguinha, mas acho que no meu caso isso não daria muito certo mesmo… No mais, ia ser chato saber que o Brasil inteiro estaria me vendo passando o fio-dental depois do almoço. Ou (Deus me livre!), tendo uma crise intestinal… já pensou??

Ah, vida real…

como é que eu troco de canal?…

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A notícia correu o mundo. Uma garota de 9 anos é estuprada pelo padrasto, engravida de gêmeos e é feito o aborto, na 15ª semana de gestação. O bispo local anuncia a excomunhão de todos que colaboraram para o ato, e o Vaticano o apóia.

Resumindo em duas frases, foi isso o que aconteceu. Cada uma dessas palavras, no entanto, esconde tantas minúcias quanto as perplexidades surgidas ao se imaginar os fatos. Talvez tenha-se estranhado que, como autores de um blog que fala sobre a vida e que tem sempre o aborto como um assunto importante, não tenhamos ainda comentado nada a respeito desse fato que, pelo que eu me lembre, é a notícia sobre aborto que mais repercutiu na mídia nos últimos tempos. A resposta, no entanto, reside exatamente na grandiosidade disso tudo, na quantidade de informações e de questionamentos necessários para comentar algo sobre o caso com alguma responsabilidade. Sobretudo nós, tão novos nessa arte de blogar, e de aprender com a vida. É preciso pensar antes de falar. Não garante que não cometamos nenhuma estupidez – mas ao menos diminui um pouco as chances…

Só com o tempo conseguimos acalmar um pouco os mais variados sentimentos que afloram à pele num caso chocante como esse, e coloquemo-nos no seu devido lugar: ao lado da razão (e não acima dela). Só com o tempo, também, vão surgindo mais detalhes que ajudam a montar o quebra-cabeça, nos proporcionando entender melhor as coisas. Como este depoimento, divulgado ontem (sexta-feira, 07/03) pelo pároco da cidade onde tudo começou.

Como dizia Sócrates, citado outro dia aqui no blog: “Uma vida sem reflexão não merece ser vivida”. Assim seja!

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Big brother is watching you!

Se você pudesse me dizer
Se você soubesse o que fazer
O que você faria?
Aonde iria chegar?…

A idéia é interessante. Pense bem: um jogo onde um grupo de pessoas ficam presas dentro de uma casa sendo vigiadas 24 horas por dia, com câmeras por todos os lados. O público decide quem sai e quem fica, de acordo com o comportamento que vê pela TV. Ou seja, ganha quem é mais simpático, quem cativa mais as pessoas. Um jogo diferente.

Já vi falarem de tudo sobre o Big Brother. Que é uma “violência brutal” com os participantes, que é uma pornografia barata, a “maior baixaria da história da TV”, um desperdício colossal de dinheiro (contando que são dezenas de milhões de ligações a 30 centavos cada), uma picaretagem sem-vergonha da Globo (visto que não há garantia de que os eliminados são mesmo os mais votados), além de outras críticas com ou sem fundamento. O fato é que o programa é um dos maiores fenômenos de audiência da TV brasileira, conseguindo se manter no posto há 9 anos, sem perder a graça (na opinião de quem gosta, obviamente). Há quem adore, principalmente as “baixarias”. Há gente metida a inteligente que vive falando mal, mas não resiste a dar “aquela espiadinha”. Há quem não veja problema. E há, claro, quem permaneça indiferente a cada edição. Pois é, talvez a maioria dos brasileiros não esteja nem aí pro BBB, por incrível que possa parecer. Sim, há vida fora da Globo…

Mas tem uma perguntinha que acho que quase todo mundo já se fez, ao menos uma vez: “e eu, o que faria se estivesse lá dentro?

Sim, é claro que ter a chance de ganhar 1 milhão é algo completamente considerável, por assim dizer. Ficar famoso, nem que seja por algumas semanas, também pode ser um atrativo especial para quem gosta desse tipo de exposição.  Convenhamos: não é nenhuma prostituição, nada tão imoral que permita tachar de nomes feios todo mundo que tope a parada, pelo simples fato de expor a sua vida assim. Talvez o lance dependa mais daquilo que você faz lá dentro, do que o simples fato de estar lá dentro…

Imagine a cena: você é parado na rua por um desses “olheiros” da Globo,  que te pergunta se você toparia estar no Big Brother Brasil. Assim, de repente. E aí… o que você  faria??

Comenta aí (pra quem ainda não achou onde ficam os comments,  é lá em cima, espremidinho logo abaixo do título do texto), que eu também vou pensando aqui no que eu faria… e depois volto pra dizer. No domingo à noite, pode ser? Logo depois da votação pro paredão, pra ficar mais “emocionante” pra quem gosta de ver… hehehe…

Me dêem inspiração, ok? E vamo que vamo…

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Padre Fabio de Melo

Foi a única pergunta que a modelo Giane Albertoni conseguiu fazer a ele durante o bate-papo no programa da Hebe de segunda (09/02). “É que eu fiquei curiosa, ele falou que faz academia, e tal…”. Está na segunda parte da conversa, por volta do minuto 2:18:


parte 1


parte 2

Bem mais contido do que costuma ser nos seus descontraídos shows e no interessante programa que apresenta na TV Canção Nova, o padre parece estar querendo adotar uma postura mais “séria” na mídia secular, como indica o alinhado terno que usou no programa da Hebe. Talvez por conta dos ataques  infames que vem sofrendo por alguns veículos de comunicação nada respeitáveis – e, naturalmente, para tentar desviar a atenção de curiosas como a Giane. Como ele respondeu à Hebe, quando ela comentou sobre sua beleza: “meu desafio é tentar mostrar o meu coração de padre, já que a cara não ajuda”.

Embora realmente tenha uma posição um tanto quanto polêmica quanto à relação entre beleza e salvação (confira aqui um artigo em que ele tenta explicar isso melhor), e as calças que usa nos shows às vezes realmente pareçam “embaladas à vácuo” (como diz uma amiga minha), com certeza não é isto que mais deve nos chamar a atenção neste sujeito. Bem estudado (como deveria ser todo padre), ele tenta levar um pouco mais de poesia e humanidade ao que entende por cristianismo, e particularmente acho interessante que seja ouvido por tanta gente – bem melhor que a figura ingênua que fizeram do Padre Marcelo Rossi (que precisou de um tempo pra aprender a lidar com os “lobos” da mídia…). O Pe. Fábio é um cara que provoca, nos desafia a mandar as primeiras impressões pras cucuias e pensar no que realmente importa…

O hábito não faz o monge – eu, por exemplo, ao contrário das meninas do sofá da Hebe, só fui ver  pessoalmente um padre de batina pela primeira vez no ano passado, e confesso que estranhei um pouco… rs. Se cultivar uma aparência diferente poderia, talvez, ajudar o Pe. Fábio a lidar com os olhares “curiosos” das garotas, é outra história. Mas não é isso que mudará o seu conteúdo, que o fará mais ou menos apto a levar uma palavra interessante pra vida de alguém


Humano Demais!


Em tempo: pra quem não viu o vídeo, o padre respondeu que não vai à praia, mas a modelo não se deu por vencida: “e na piscina??” Daí pra frente a conversa foi sobre a postura discreta que ele procura adotar por onde passa. Com direito aos “ah, que gracinha!”  da Hebe…

UPDATE (12/02/09): Se você também ficou inquieto com a reportagem da Veja, confira  aqui a crítica à revista que ele fez em seu programa, no dia 05/02/09.

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Sugestão musical do dia!

Música que trata, de forma poética, do sofrimento causado pelo descaso de outros, daqueles que “tinham que nos defender”, de quem tem muitas vidas correndo nas mãos mas é incapaz de se sensibilizar com a situação alheia. Uma crítica aos poderosos, mas ao mesmo tempo um louvor à esperança do povo sofrido, que não desiste de viver mesmo em meio a tantas dificuldades: povo que “chora sorrindo”. Inspirada no depoimento de uma senhora que, num documentário sobre a seca e a miséria na região do semi-árido nordestino, em meio às lágrimas que vertia ao contar sua triste história de luta e dificuldade, abriu um sorriso modesto e, entre o choro e o riso, disse: “Não há de ser nada, a gente confia em Deus”!

“Hoje muitos choram, mas não desistem de viver” já foi o grito de guerra de uma comunidade da grande São Paulo que protestava contra uma ordem judicial que determinava a desocupação de suas casas, e o alento para uma garota que estava prestes a se suicidar quando ouviu esta música na TV e pôde repensar sua existência. Apresentada aqui na empolgante versão do DVD “Acústico e ao vivo”, recentemente relançado pela gravadora Som Livre para todo o Brasil, essa canção alegre é também uma boa fonte de reflexão, como sugerem as outras versões disponíveis no Youtube.

Aproveite e conheça mais sobre o Rosa de Saron no My Space. Vale a pena!!

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