Que a música brasileira é admirada no mundo todo, nunca foi segredo. Samba, Bossa-nova, MPB… De Carmem Miranda a Vanessa da Mata, todo mundo sempre quis conhecer a nossa batucada. Mas o mais interessante que a tecnologia internética deste novo milênio permite nos mostrar é que, digamos, não é só de música “cult” que vivem os acordes brasileiros espalhados por esse planeta… Sim, nosso remelexo “popular” também agrada aos mais diversos ouvidos gringos. Duvida?
Pois lembra do Carrapicho (aqueles branquelos vestidos de índio cantando “Bate forte o tambor, eu quero é tic-tic-tic-tic-tá”)? Se você viveu os anos 90, com certeza se lembra – e deve se lembrar também do filme “A Família Adams”, clássico da Sessão da Tarde da época. O que eles têm em comum? Sei lá… Mas se você entender russo, poderá dar uma grandiosa contribuição para que consigamos dormir à noite… nos explicando isto:
Já o vídeo a seguir não foi uma simples versão, uma mera “adaptação” para a língua nativa de uma música internacional de sucesso garantido… Não! Um grupo de estudantes japoneses, ao conhecerem o pagodão tupiniquim pela internet, resolveu pôr em prática as aulas de português que tiveram na universidade e, adivinhem… fazer seus próprios pagodes, como seus ídolos brasileiros! Gravaram uma apresentação num bar de Tóquio e botaram no Youtube, já contabilizando mais de 100 mil acessos, com direito a destaque no portal G1. Com vocês, o “Grupo Y-no” – afinal, “namoração da internet é bom, né”?
Descubra o segredos dos banheiros da UFJF, o que é laicidade, relativismo e veja se você também consegue fazer o impossível.
Nossos integrantes ainda batem um papo sobre as doutrinas que se dizem mais católicas que o catolicismo, sobre a engenharia cristã, ecumenismo, utopia e diálogo religioso.
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Duração: 50 min. – Tamanho: 35 MB
Se não escutou, não deixe de escutar o nosso primeiro episódio! Pedimos desculpas pela demora em lançar este segundo episódio, mas temos certeza que vocês nos perdoarão… hehehe.
Outro dia me assustei quando percebi que “Mudança de Hábito” já tem 17 anos (sim, tô ficando velho…). Há tempos que não vejo o filme (como todos os bons da Sessão da Tarde, parece que a Globo deixou de passar…), mas graças ao Youtube pude matar a saudade de alguns trechos. Pra quem ainda não conhece, é uma delícia de comédia, cujas cenas de música, pode-se dizer, já viraram uma espécie de clássico, junto com as de sua continuação (“Mudança de Hábito 2”).
Uma das coisas que acho mais legais do filme é o belo trabalho das atrizes que fazem as “freirinhas”, que conseguem transmitir um humor puro, daqueles que a gente logo relaciona com alguém que conhece… Em tempos em que as figuras religiosas são alvo de tanto descrédito (em parte, infelizmente, por culpa do próprio clero), é bom lembrar que ainda existem freiras, padres, até bispos com uma pureza verdadeira, que nos fazem sorrir enquanto dá vontade de apertar a bochecha… Eu mesmo conheço vários – assim como vários leigos e pessoas das mais diversas religiões.
Bem, mas sem mais delongas, deixo vocês com uma ótima cena que expressa bem o espírito do filme, feito numa época, vale lembrar, em que religiosos cantando pop não era, digamos, uma coisa lá muito normal de se ver…
Mudança de Hábito – “Hail Holy Queen”.
PS: Veja também as outras músicas do filme, “My God” e “I Will Follow Him”. Aqui você pode ver também as letras e traduções.
Quando eu contar pra Deus o que eu fiz, depois de uma hora Ele vai dizer: ‘Pára pára pára, você já encheu meu saco. Vai direto pro céu, sem passsar pelo purgatório!’
Estava eu na casa dos meus pais, numa daquelas tardes de sábado sem nada pra fazer, zapeando a TV em busca de algo que me distraísse. Pois é, nada feito: 30 e poucos canais na parabólica, e absolutamente nada de bom (às vezes me pergunto se eu é que sou tão exigente assim…). Me restou deixar no futebol, já que as outras emissoras não pareciam nem um pouco dispostas a disputar audiência com um jogo da seleção…
Pois é, não sou muito chegado a futebol, como deu pra perceber. Nada contra, mesmo! É claro que tenho várias questões sobre a “mercantilização” disso tudo, o fato do torcedor ser infinitamente mais fiel ao time que os próprios jogadores, sempre doidos por uma “promoção” para o exterior (com exceção, talvez, do Adriano, que não agüentou ficar longe do Brasil, coitado…), a grande diferença da emoção que era na “minha época”, quando ganhamos o Tetra (cara, me senti um velho falando, agora!!), mas enfim… É aquela coisa, quem gosta gosta, não se explica. Desde que não meta uma bala no cara que tá com a camisa do time adversário, tudo bem.
Pois lá estava eu, pensando nisso tudo, assistindo o Galvão narrar os emocionantes passes de um jogador pro outro (“Lá vai Kaká… passa pra Lúcio. Ronaldinho. Volta pra Kaká. Perde a bola. Recupera…”), e tentando entender como um esporte tão entediante atrai tanta gente pelo mundo afora. Sério mesmo. Já viram a emoção que é uma partida de vôlei? Basquete, atletismo… até tênis é mais dinâmico que assistir 90 minutos daquele bando de gente correndo atrás de uma bola, pra vibrar (ou chorar) beeem de vez em quando, quando surge um gol ou outro. O futsal e o futebol de areia têm muito mais gols, e jogadas espetaculares, mas nem de longe movimentam tanto o planeta quanto o grandioso jogo das 22 chuteiras (26, na verdade… nunca desmereçamos os árbitros, já basta o que as mães deles sofrem, né…). Tava lá eu refletindo. Mas fui bruscamente interrompido em meus pensamentos por um gol sensacional do Robinho.
(O gol, transmitido por uma TV do Peru. Destaque pra empolgação do narrador.)
Pois é. Parece que ele fez de propósito: “tá me tirando aí, rapá? Engole essa, então!” Bem no meio da minha rabugice. Não esperou nem 1 minuto das minhas ásperas questões pra calar minha boca – e minha pretensão de fazer um post só de piadinhas sobre futebol…
Passei então a refletir sobre essa moda Stand-Up Comedy de hoje em dia. Sim, stand-up, aquele tipo de humor que o Chico Anysio e a Dercy sempre fizeram em seus shows, mas que hoje em dia virou febre, com um modelo diretamente importado dos EUA. É, por assim dizer, um tipo de piada alimentado pela rabugice, pelo humor cínico sobre situações que passamos no dia-a-dia. O típico espírito do “reclamão inteligente”, que ironiza aquilo de que não gosta. E todo mundo ri, por mais que às vezes goste ou faça exatamente aquilo de que o cara está reclamando… A risada, muitas vezes, é um desabafo, um alívio por ver que tem gente que consegue fazer piada com as situações que somos obrigados a enfrentar sérios, todos os dias.
Sim, também não tenho nada contra os stand-ups, muito pelo contrário (me lembrei que até já fiz um na escola uma vez, no milênio passado… zoando um professor! rs). Mas o que o gol do Robinho me fez refletir, até chegar na tal moda da “comédia em pé”, é que é relativamente fácil fazer humor reclamando de tudo. Se você não gosta de futebol, provavelmente deve ter aberto um sorriso de canto de boca na primeira parte do texto (se gosta, deve ter se regozijado com o chapéu que levei do Robinho…). E eu nem falei nada tão engraçado assim, é mais pela situação mesmo. Bastava umas piadinhas mais ácidas, num palco dum barzinho qualquer depois da meia-noite (quando todo mundo já passou da terceira rodada), fazendo uma cara cada vez mais séria quanto mais o povo ri, pra alguns chamarem isso de “humor inteligente”…
Pode até ser, em se comparando com os bordões da TV de sábado à noite… Mas sei lá, pra mim ser inteligente é mais do que isso. É, sim, saber rir do cotidiano, ver as coisas com alma de cronista – um dos segredos da felicidade. Mas é também perceber que nem tudo é simples assim, que há coisas que, apesar de chatas, devem ser entendidas melhor antes de simplesmente sair esnobando… que às vezes vale a pena agüentar 90 minutos de bola correndo pela emoção de um único belo gol. E nisso, confesso, ainda tenho muito que aprender…
Só pra não me chamar de chato, então, deixo vocês com um bom stand-up. Do Leandro Hassum, que tem bem mais pra mostrar do que o que faz no Zorra Total…
Dizem que fazer stand-up é difícil. Discordo; qualquer um pode fazer.
O difícil é fazer um bom stand-up…
Tenho que confessar, não tenho paciência com vendedores engraçadinhos. Provavelmente é um traço que restou das inúmeras vezes que tentava encontrar roupas e ouvia piadinhas sem graça.
Mas esse sorveteiro ganhou minha admiração. Uma atividade que poderia ser considerada monótona, chata, repetitiva… se tornou uma atração turística muito legal.
É engraçado ver como o japonês fica encantado com a habilidade do vendedor de lhe surpreender… pelo menos, foi o que eu achei!
Sempre achei Chico Anysio um artista sensacional. Ator, dublador, escritor, roteirista, comediante, etc… Neste ano, tive a honra de vê-lo interpretar ao vivo, pelas ruas de São João del Rei. E hoje posso dizer: Não existe outro comediante (vivo) que possa se comparar a esse gênio…
No Humor da Vida de hoje vemos sua apresentação na entrega de prêmios do Roquete Pinto em 1969, exibido pela Record, em que Chico recebeu o prêmio de ‘Melhor Humorista’.
“Essa turminha da pesada irá viver altas aventuras numa floresta misteriosa, onde tudo pode acontecer… Irão encarar grandes desafios, mas com sua casa voadora e seu fiel companheiro canino, eles enfrentam qualquer perigo!” – esta, provavelmente, seria a descrição de “UP – Altas Aventuras”, caso o filme, hipoteticamente, estreiasse na Sessão da Tarde. O que, logicamente, seria a deixa para eu mudar de canal ou procurar outra coisa pra fazer. Mas bastaria o narrador acrescentar um pequeno detalhe, uma simples palavrinha, para mudar completamente a minha concepção e me deixar grudado na tela da TV, esquecido da vida: PIXAR.
E foi a Pixar, essa autora de obras-primas como Toy Story 1 e 2, Monstros S.A. e Procurando Nemo, que me fez largar tudo e ir ao cinema ontem, debaixo de chuva, para conferir a sua nova estréia, sem mal ter visto nenhum trailer ou comentário do filme. Quis manter o suspense de propósito, sabia que não iria me decepcionar. E nem é preciso dizer que estava certo. “E a Pixar acerta mais uma vez”,deve ser uma das frases mais repetidas pelos mais diversos críticos de cinema ao redor do mundo, toda vez que eles lançam uma animação nova. É claro, com direito a um ou outro descontente, pra não virar unanimidade burra…
Mas, ó raios, qual o segredo? O que fez esses caras, que nos anos 80 produziam curtas em 3-D só pra mostrar o potencial dos computadores que vendiam (e já começaram criando um clássico logo no primeiro trabalho, o “Luxo Jr”) se tornarem hoje, mais do que um dos estúdios mais lucrativos e premiados de Hollywood, mas os maiores “cativadores” de crianças e adultos (e adolescentes e idosos!) nos mais diversos cantos do planeta, equiparando-se (ou talvez superando) a história da própria Disney, sua todo-poderosa proprietária?
Pra começar, sugiro uma olhada no curta-metragem que antecede UP nos cinemas, “Parcialmente Nublado” (Party Cloudy). Depois continuamos a conversa.
(se quiser, clique no “quadradinho” para ver em tela inteira)
E aí? Riu? Se encantou? Ficou falando “ah, que fofo!!”? Chegou a sentir um nozinho na garganta? Tá refletindo sobre a mensagem? Pois é, eu também. Tudo isso em míseros 5 minutos. Agora, imagine o que são 96 minutos disso. É UP.
Aliás, é mais que isso. Algumas seqüências são, sem exagero, dignas de entrar para a história do cinema, como os tão aclamados 10 minutos iniciais. É tão poético quanto “Wall-e”, a coqueluxe mais “adulta” do estúdio – mas, ao contrário dele, tem “ritmo de aventura” pra criança nenhuma botar defeito. Talvez por pressões comerciais, UP tem mais clichês do gênero que as outras animações da Pixar, mas não deixa de surpreender nem por um segundo. Como? Simples: o grande trunfo não é tanto a história que se tem pra contar, e sim comocontar a história. É isso que faz a Pixar ser a Pixar.
Pois, num roteiro que à primeira vista não tem nada de mais (exceto pela casa içada por balões, que deixaria aquele padre brasileiro chupando o dedo), UP consegue sensibilizar qualquer idade falando sobre perdas, relacionamentos, problemas familiares, limitações, solidão, desilusões com sonhos de toda uma vida… e sobretudo sobre os valores que superam isso tudo – temperados com aquele bom humor pra lá de inteligente, gargalhante mesmo, essencial para qualquer vida que se pretenda feliz. E tudo isso mesclando profundidade e leveza de uma forma que talvez nunca se tenha visto na história do cinema para crianças – com exceção, talvez, de outros títulos da própria Pixar… Enquanto a Disney ainda tenta achar a magia que perdeu em algum lugar dos anos 90, a Pixar a reinventa, mostrando que sonhos combinam, sim, com realidade. Que no final não precisa ser sempre igual, com príncipe encantado matando a bruxa, beijo na boca e felizes para sempre. Em UP, a fantasia serve justamente para mostrar que a maior aventura é a vida real, com toda sua chatice, seus sofrimentos e alegrias. Nas obras da Pixar, quem vive a vida normal, sem poderes especiais, não é “trouxa”, como na série Harry Potter. É alguém que sabe viver.
E saber viver inclui primar sempre por uma produção caprichadíssima, ter gosto em nos brindar com pequenos e extasiantes detalhes. Fazer o que se faz com paixão, dando sabor ao fruto do seu trabalho, mesmo que os outros façam quase que só pelo lucro… Aliás, pra quem ainda não entendeu a parceria atual Disney/Pixar, imagine uma boa padaria. A Disney é o dono, o cara que até já fez muita coisa legal, mas que hoje só fica no caixa, pensando nos dividendos e na melhor forma de vender os produtos. O padeiro, mesmo, é a Pixar. É ela quem faz os sonhos.
Animações de outros estúdios, como Shrek e Era do Gelo, podem te fazer sair do cinema rindo. Mas só a Pixar, além das dores na barriga de tanto gargalhar, te dá também vontade de aplaudir quando começam os créditos – enquanto o sorriso, que não sai do rosto, tenta segurar aquela lágrima teimosa… Pra finalizar, só uma frase do comentarista Érico Borgo que, por ocasião do lançamento de Wall-E, sintetizou o que não só eu, mas certamente milhões de pessoas ao redor do mundo gostariam de dizer: “Parece que a Pixar tem mesmo fé na humanidade. E não é que também tenho mais fé no mundo sabendo que temos a Pixar?”.
Eu tinha 6 anos. A professora lá na frente, tentando explicar pra gente o que era o “Dia Internacional da Mulher”. E eu tentando entender:
_ Tia, quando é o dia inte… inter… intena… o dia do homem?
_ Não tem.
_ Não tem?
_ Não tem.
_ Por quê?
_ Bem, porque… porque…
Era a deixa pra um colega mais engraçadinho:
_ [...]
Suspeita de pneumonia, problemas no mestrado, no trabalho, um calor chato e uma eterna pergunta que não para de martelar… Para onde estou indo?
Sim, queria saber onde.
Tantos são os caminhos. Para alguns deles sei que não sirvo, outros simplesmente não me servem.
Talvez seja por isso que penso tanto em ter um gato, meu [...]
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