Somente um louco para, sendo judeu, citar Nietzsche em uma oração de Shabat.
Maior loucura ainda é fazer isso durante uma fuga em massa da comunidade judaica em meio à II Guerra Mundial.
Uma loucura... daquela loucura profunda e bela que somos feitos. É assim o filme Trem da Vida de Radu Mihaileanu, um dos melhores filmes que já assisti. Ele conta a história de uma pequena comunidade judaica do interior da Europa que, frente a iminência da invasão nazista, decide executar um audacioso plano de fuga. Não conto mais para não estragar o filme, que tem esse misterioso poder de nos deliciar a cada momento.
Porém, deixo de aperitivo uma das mais belas cenas do filme, na qual o personagem Shlomo (um louco) toma a palavra durante a oração do Shabat. Nada ortodoxo, mas pleno de humildade, Shlomo reflete sobre a natureza humana frente à Deus.
Uma das mais belas orações que eu já ví.
No mais, como diria o poeta: Isso é tudo pessoal.



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