Não é raro ouvir pessoas dizerem que o aborto é um “mal necessário“, servindo como uma alternativa ao abandono de bebês. “Pra que deixar viver tantas crianças sem futuro?”, já me questionaram algumas vezes…
Pois vejam o que acha este jovem argentino:
Argentino abandonado na maternidade reencontra mãe no Facebook
Um estudante argentino de 23 anos, que havia sido abandonado em um hospital quando tinha sete dias de vida, encontrou a mãe biológica através do site de relacionamentos Facebook.
Mauricio Barrios, que mora na província de Córdoba com a família que o adotou, lançou em março uma página no Facebook chamada “Busco a mi mamá” (”Procuro minha mãe”), na tentativa de encontrar a mãe biológica.
Segundo ele, além da família adotiva, 25 mil pessoas se uniram à campanha na rede social para tentar ajudá-lo.
“Há uma semana apareceu uma amiga da minha mãe biológica, que a ajudou naquela época. O nome dela é Iris e ela me disse onde morava a família da minha mãe. Viajei com parentes (adotivos) à Villa del Totoral, e lá encontrei meus avós, meus tios e primos”, disse ele ao jornal Clarin.
Desculpas
Como a mãe não estava na cidade, o encontro entre eles só ocorreu no último domingo, em uma praça, na companhia de familiares.
“Ela me abraçou, pediu desculpas, e eu a desculpei e a agradeci por me deixar ter vida”, disse.
Segundo Mauricio, a mãe biológica teria contado que a gravidez foi “um acidente”, que casou com outra pessoa, mas não tem filhos.
Mauricio contou que foi deixado pela mãe biológica num hospital após ter sido nascido prematuro no dia 1º de janeiro de 1987.
“Eu queria agradecer porque ela me deixou nascer, não me abortou. Ela me manteve vivo durante os sete meses da gravidez”, afirmou, nesta segunda-feira, diante das câmeras de televisão da Argentina.
“Sinto um imenso alívio. Eu sempre quis saber quem era minha família de sangue. Sempre tive essa curiosidade, essa pergunta constante. Estou muito mais tranquilo e feliz agora”, disse, por telefone, à BBC Brasil.
Na segunda-feira, Mauricio agradeceu no Facebook o apoio dado a ele.
Fonte: BBC Brasil, 20/04/10 (grifos nossos).
A matéria da ACI Digital destaca também as palavras trocadas por Maurício e sua mãe: “Obrigado por ter tido a valentia de me suportar sete meses e não ter me abortado”; ele disse. Ela, muito emocionada, pediu-lhe: “meu filho; sou eu, sua mamãe. Não me odeie. Perdoe-me. Recordei-te sempre, nunca me esqueci de você”. Após o encontro, Maurício relatou: “senti-me pleno, nunca tinha experimentado a serenidade da alma. Por fim pude fechar minha história”.
Em vez de revolta pelo abandono, gratidão pela vida; em vez de mágoa, perdão. Ao ver situações como esta, penso em como tantas vezes somos levados a desacreditar nas pessoas projetando nelas as nossas próprias dificuldades… Ora, não é porque eu não sei se conseguiria ter uma atitute tão nobre como a desse garoto que devo desconfiar de quem a tenha.
Em vez de querer que o mundo seja limitado como nós, deveríamos ampliar um pouco nossa visão, para enxergá-lo melhor!
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Tags: abandono, aborto, Mauricio Barrios, vida



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