janeiro 2010

Você está visualizando o arquivo mensal de janeiro 2010.

“Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem sentir-se melhor e mais feliz.”

Madre Tereza

Madre Teresa de Calcutá

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Está no ar o segundo número oficial do VIDA LOUCA CAST, o Podcast do Vivo Pela Vida.

Neste episódio (continuação deste aqui): Gabriel ResgalaLuis Nascimento e Pedro Júnior continuam conversando sobre o assunto “que não se discute“: RELIGIÃO!

liberdade

Descubra o segredos dos banheiros da UFJF, o que é laicidaderelativismo e veja se você também consegue fazer o impossível.

Nossos integrantes ainda batem um papo sobre as doutrinas que se dizem mais católicas que o catolicismo, sobre a engenharia cristã, ecumenismo, utopia e diálogo religioso.

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Escute aqui!

 

ou clique aqui para fazer o Download
(clique com o botão direito e escolha “
Salvar como…”)

Duração: 50 min.  – Tamanho: 35 MB

Se não escutou, não deixe de escutar o nosso primeiro episódio! Pedimos desculpas pela demora em lançar este segundo episódio, mas temos certeza que vocês nos perdoarão… hehehe.

Escutem e comentem!

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Gente fria aqueceu o planeta

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André Dahmer

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viver

A única verdade é que vivo. Sinceramente eu vivo. Quem sou? Bem, isso já é demais…

Clarice Lispector

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Nascer do solCai uma pequena tempestade lá fora. Perdi a conta de quantas já caíram essa semana, daquelas de alagar tudo e derrubar casas. Na TV vejo uma enchente atrás da outra em cidades já caóticas, um terremoto atrás do outro num país já imensamente devastado pelo descaso humano. Mas é um lindo dia.

Morre uma grande ativista, que todos desejaríamos ser imortal. Governantes são filmados botando dinheiro na meia e na cueca, dão uma desculpa qualquer e são absolvidos. E, em ano de eleição, o povo se descabela à procura de um menos-pior. Um lindo dia.

Pra uns, um ano que parece já começar triste, à espera do fim do mundo. Para outros… o dia ainda está bonito lá fora.

Com vocês, U2. Não deixe o dia escapar.

U2 – Beautiful Day (com legendas)

PS1: Dica: clique no botão com as 4 setinhas para ver em tela inteira.

PS2: O toró é de verdade, mas esperei estiar pra ligar o computador. Fiquem tranqüilos ;-)

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“Jamais haverá ano novo se continuarmos a copiar os erros dos anos velhos”
Luiz Vaz de Camões

Via: @pakunrath

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Site anencefalia“O Valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem”. Com essa frase de Fernando Pessoa, nossos amigos Marcelo e Mônica resumem a filosofia do site www.anencefalia.com, agora desfrutando de uma nova versão, mais estilosa e organizada – que eu, particularmente, gostei muito!

Completando mais de um ano no ar, o site que fizeram em homenagem à sua primeira filhinha, a Giovanna, que teve anencefalia e viveu apenas algumas horas após o nascimento, já é uma referência no país sobre o assunto, trazendo depoimentos profundos, notícias, artigos jurídicos e informações importantes sobre o que é, de verdade, a tal da anencefalia, sob a ótica de quem já a vivenciou como experiência real e, em meio a tanto sofrimento, soube crescer com a situação…

A permissão para aborto neste caso, não custa lembrar, está em tramitação no Supremo Tribunal Federal e seu julgamento já foi anunciado várias vezes “para breve”. Tendo curiosidade sobre o assunto ou não, lhe convido a acessar e desbravar o site. A riqueza de material e os depoimentos espontâneos que eles tanto recebem nos fazem questionar, o tempo todo, sobre o que realmente sabemos disto que chamamos de “vida”. Dure o tempo que ela durar…

Marcelo, Mônica e LuísaAo Marcelo, à Mônica, à pequena Luíza e à Giovanna, que intercede por eles lá do céu, toda a paz do mundo e muita força para continuarem se aprimorando cada vez mais nesta batalha tão linda – e tão necessária – pela vida!

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Dra. Zilda: "Medidas educativas e preventivas são as únicas soluções para o problema das gestações não desejadas”

Eis uma questão muito importante a ser lembrada, quando se fala dos feitos da Dra. Zilda Arns. Era uma pessoa radicalmente contrária ao aborto, e mais do que isso: ela tinha respaldo suficiente na área de Saúde Pública para propor soluções para o problema. Para aquela que já é considerada por alguns a maior ativista social da história do país, legalizar o aborto seria admitir uma derrota do poder público em fornecer o que é realmente importante: uma educação de qualidade, nas famílias, nas escolas, nas políticas de saúde.

Vejamos então, abaixo, trechos de uma entrevista proferida por Dra. Zilda à revista eletrônica do Instituto Humanitas Unisinos, em 2007 (veja a íntegra aqui), em que ela explica, com mais propriedade que muita gente que na época a criticou (e que hoje lhe presta homenagens), porque existe uma solução para o problema do aborto, e porque ela está longe de ser a legalização. E que, a seu exemplo, aprendamos a nunca aceitar a falta de esperança como argumento!

IHU On-Line – Em que a senhora fundamenta sua posição radicalmente contrária ao aborto?

Zilda Arns - Sou absolutamente contra o aborto. Em primeiro lugar, sou a favor da vida, e fundamento meu ponto de vista não somente na fé cristã, mas também na ciência e em aspectos éticos e jurídicos (…).

Sou médica pediatra e sanitarista, com mais de 47 anos de experiência em saúde pública. Além disso, estou nos últimos 24 anos à frente da Pastoral da Criança (instituição que acompanha 1,9 milhão de crianças com menos de seis anos, em 42 mil comunidades pobres do país). Por isso, tenho a convicção de que medidas educativas e preventivas são as únicas soluções para o problema das gestações não desejadas.

pastoral-da-criancaTentar solucionar problemas, como a gravidez indesejada na adolescência, ou atos violentos, como estupros e os milhares de abortos clandestinos realizados a cada ano no País, com a legalização do aborto, é uma ação paliativa, que apontaria o fracasso da sociedade nas áreas da saúde, da educação e da cidadania e, em especial, daqueles que são responsáveis pela legislação no país. (…) É preciso investir na educação de qualidade, nas famílias e nas escolas.

É preciso, antes de tudo, refletir. Será que nos países em que esse e outros abortos são permitidos, os jovens e as mulheres estão mais conscientes e têm menos problemas?

IHU On-Line – Como podemos formular a questão do estatuto do embrião, considerando sua implicação na questão do aborto?

Zilda Arns - O embrião é um SER HUMANO completo em fase de crescimento tanto quanto um bebê, uma criança ou um adolescente. Com a evolução das ciências da reprodução humana, mais especialmente nas últimas duas décadas, não há a menor dúvida de que a vida do SER HUMANO se inicia no momento da concepção. Não se trata de um amontoado de células. Quando se dá o encontro gamético, produz-se a primeira unidade da vida, que contém toda herança genética e todos os requisitos para caracterizar a vida…

IHU On-Line – Como se caracteriza a abordagem ética do aborto?

Zilda Arns – Existe um princípio de injustiça nessa prática. Mais uma vez, ao invés de consertar o tecido social roto, querem jogar sobre a mulher o pesado fardo da injustiça social, oferecendo-lhe a oportunidade de abortar o filho que veio abrigar-se em seu ventre, filho esse que não planejou ou que foi concebido como conseqüência de um ato violento. (…) A ética e a moral não são exclusivas da religião. Devem servir de guia para toda a sociedade, incluindo a ciência e a técnica. Não faltam cientistas, juristas e legisladores que, no exercício de seus mandatos e profissões, têm como objetivo maior a defesa e a promoção da vida, a serviço do bem comum.

pastoral-da-criancaIHU On-Line – O aborto é um problema que precisa de uma solução, ou ele pode ser uma solução?

(…) Para gerar desenvolvimento e, por conseqüência, boas condições de saúde e de vida, é preciso investir em educação de qualidade e criar políticas públicas de assistência materno-infantil, de orientação aos adolescentes, às mulheres e às famílias, a fim de que elas tenham melhores oportunidades de estudo e de desenvolverem-se no futuro. A prática de abortos seria um retrocesso da saúde pública, que, ao invés de investir na qualidade de vida da população, passaria a reproduzir uma cultura de incentivo à morte, à violência.

IHU On-Line – Uma lei a favor pode ser a única resposta ao problema do aborto?

Zilda Arns - Sob o ponto de vista de políticas de saúde, seria muito mais humano e econômico à nação investir em qualidade de vida e melhor assistência à saúde do que investir contra o ser humano indefeso. Não se pode eliminar a pobreza por meio da eliminação dos pobres, assim como não se pode eliminar a violência de uma gravidez indesejada mediante outra forma de violência, como é o aborto. Tenho certeza de que nossos deputados e senadores não se deixarão seduzir pela cultura da morte e da corrupção e lutarão pelo respeito à vida e por melhor qualidade de vida para todos…

IHU On-Line – Como lidar com a mentalidade abortista, tão presente na sociedade, que banaliza a questão do aborto?

Zilda Arns - Feministas famosas, realmente comprometidas com o bem-estar das mulheres, (…) deixaram a bandeira do aborto e optaram pela bandeira da erradicação da pobreza, da miséria, da ignorância que oprime as mulheres, principalmente nos países em desenvolvimento. Lembro-me de médicos, tais como o Dr. Bernard N. Nathanson, M.D. co-fundador da Liga Nacional pelos Direitos ao Aborto nos Estados Unidos, e responsável por mais de 75 mil casos desse tipo, que se converteu em defensor da vida, devido a um conhecimento mais profundo do ser humano, pelos avanços da ciência e dos aparelhos de tecnologia avançada. Dr. Nathanson convenceu-se da existência da vida humana desde o momento da concepção…

bebêIHU On-Line – Podemos conciliar a autonomia e a liberdade da mulher com a vida e a defesa do embrião?

Zilda Arns - Trata-se de um princípio de convivência de dois seres humanos. O “outro” é o limite de nossa liberdade. Se a mulher tem direitos e deveres, eles não podem interferir ou impedir o direito à vida de outro ser humano.

FONTE: www.ihuonline.unisinos.br

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“A vida sem luta é um mar morto no centro do organismo universal”

Mar morto

Machado de Assis

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zilda arns

Hoje está sendo um dia triste pra mim. Me lembro de poucas notícias de morte, dentre pessoas que não conhecia pessoalmente, que me deixaram assim. Morreu Zilda Arns, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança. Uma pessoa que fez muita coisa pela vida. E nos ensinou a viver.

Poderia aqui fazer uma bela homenagem, comentar sobre a tragicidade de sua morte junto aos militares, numa missão que buscava levar um pouco de paz a um lugar já tão massacrado como o Haiti – sem falar na própria tragédia de um terremoto tão grande para um povo que imaginávamos não poder sofrer mais do que já sofre. Mas creio que ao mistério da morte já basta o aperto no peito ao ver tantas homenagens pelos meios de comunicação afora, do Twitter a várias igrejas espalhadas pelo país. À morte, em si, não cabe sentido. Cabe o sentir.

Falemos, pois, de sua vida. Eu, particularmente, me emocionei ao ver o quanto era uma pessoa amada e conhecida, o quanto tanta gente de tantos credos – e tantos sem-credos – se comoviam de verdade com sua história. Não sabia que era tão conhecida, achava que eram poucos os que, como eu, gostavam de lembrar seu exemplo em inúmeras situações em que me diziam: “não tem jeito”. Os números são impressionantes: a Pastoral da Criança chega a reduzir pela metade a mortalidade infantil nos locais em que atua, a um custo de menos de R$1,00 por mês por criança. Zilda não fez tudo sozinha, mas fez mais que isso: soube levar centenas de milhares de pessoas a lutarem pela vida, levando-a a milhões de outras pessoas.

zilda arnsQual o seu segredo? Talvez soe simplório dizer que foi sua fé. Mas não há outra forma de dizer: Zilda, e tantos e tantos outros voluntários que realmente fazem a diferença por onde passam, o fazem por fé. Fé na vida, fé em algo melhor, fé que o mundo pode ser mudado – senão o mundo todo, ao menos o “mundo” de uma criança. Esse é o Deus de Zilda: um Deus que não acha que o Amor universal é algo demasiadamente abstrato, bonito em palavras mas longe da realidade. Um Deus que é o Amor em si, e nos dá força para amarmos também.

Talvez ainda tenhamos que esperar muito pelo dia (se é que ele vai chegar) em que o Estado faça realmente o que lhe pagamos para fazer, trabalhando com o devido respeito e dedicação por todos, sem por a culpa na falta de recursos (que, cá pra nós, são bem maiores que R$1,00 por pessoa) ou no que quer que seja. Talvez um dia todos consigamos fazer do nosso sustento uma forma de ser sustento para quem está ao nosso lado; façamos o que deve ser feito. Mas, enquanto isso, aprendamos com quem faz sem ter a obrigação de fazer. Aprendamos a amar!

Bela reportagem de 2000 que mostra o trabalho da Pastoral da Criança e sua luta pela conscientização nas eleições: “Educação é mais importante que cesta básica.”

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