Semana passada estive na casa dos meus pais. Ao entrar no meu velho quarto, que hoje sustenta um acolhedor vazio, me deparei com páginas e mais páginas coladas nas paredes.
No tempo em que eu efetivamente poderia chamá-lo de meu, as paredes eram decoradas com fotos, poemas, post-its, e uma série de resquícios de uma adolescência passada entre Rodrigo Cambará e Rodrigo S. M, eternos amigos.
Mas um poema em especial me chamou a atenção, trata-se da produção do mais ilustre dos juizforanos, o poema “O Utopista” de Murilo Mendes.
Eu não acredito que a utopia seja algo impossível. Mas se fosse, esse poema cairia como uma luva, ele trata sobre essas teorias impossíveis que não se verificam na prática.
O Utopista
Ele acredita que o chão é duro
Que todos os homens estão presos
Que há limites para a poesia
Que não há sorrisos nas crianças
Nem amor nas mulheres
Que só de pão vive o homem
Que não há um outro mundo.
Murilo Mendes
A Vida me mostra que o solo é fértil, que a liberdade é bela, e muitas outras alegrias que vou descobrindo com o passar dos dias…
A Vida mostra, mas enxergar depende de mim.
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Tags: Murilo Mendes, O Utopista, Poesia, vida


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