Há coisas que vocês só poderão aprender com os mais fracos de nós. E quando vocês os matam, são vocês que perdem.
Você está visualizando o arquivo mensal de setembro 2009.
Tags: Eugenia, Fortes, Fracos, Gianna Jessen, Pensamentos
Tags: Pensamentos, rebeldes, vida
Enquanto o governo Lula tenta indicar seu ex-advogado para a vaga do Ministro Direito no Supremo Tibunal Federal, grupos favoráveis ao aborto em casos de anencefalia estão divulgando uma campanha para pressionar a corte a tomar a decisão ainda este ano. Eis o cartaz:
Cartaz pró-aborto de bebês com anencefalia (Reprodução/CCR)
Pois é… se tais grupos costumam acusar os contrários ao aborto de usar imagens “sensacionalistas“, parece que agora resolveram reconsiderar a questão e render-se ao “estilo”… Mas, ao contrário das fotos reais de abortos utilizadas pelos pró-vida, pode-se dizer que a campanha acima utiliza um argumento não muito “verdadeiro”, uma vez que, para ter-se uma certidão de óbito, é necessário, logicamente, ter primeiro uma de nascimento. Só morre quem está vivo.
Bem, creio que qualquer pessoa com um mínimo de sensibilidade, independente de sua posição sobre o assunto, começaria essa discussão com aquela frase: “Pois é… é um assunto complicado, né?” Se é. Mas, bem… há algo que eu gostaria de questionar.
Você teria coragem de tirar esta vida?
Giovanna era anencéfala. Seus pais, Mônica e Marcelo, sofreram muito quando souberam da notícia, e mais ainda quando a perderam, após algumas horas de vida extra-uterina. Mas, segundo Mônica, nada se compara à alegria que foi tê-la dentro de si durante nove meses, e aos poucos momentos em que pôde segurá-la nos braços. “Nada me faria interromper a vida de minha filhinha, mesmo que seu prognóstico fosse dos piores. O que eu poderia fazer por ela era dar-lhe muito amor e carinho. E foi o que fiz, protegi-a enquanto estava dentro de mim, e depois lhe demos toda a dignidade que merecia, como cidadã”.
Giovanna nasceu chorando, e teve certidão de nascimento. E de óbito. Como qualquer pessoa que passe por este mundo, seja por que tempo for…
“A AIDS não é mortal; mortais somos todos nós”, dizia o sociólogo Betinho. Talvez poder-se-ia dizer o mesmo da anencefalia: não é o tempo de vida que uma pessoa tem pela frente que justifica sua dignidade, seu direito de viver. Ninguém mataria um filho por saber que ele tem pela frente poucos dias, ou mesmo horas de vida. Por que, então, tirar a vida de um bebê indefeso, ainda no útero?…
Mônica e Marcelo resolveram ir além: pensaram em ajudar outros pais na mesma situação a perceberem que, embora o sofrimento nestes casos seja inevitável, uma certidão de óbito é sempre melhor que uma lata de lixo.
E fizeram um site, o www.anencefalia.com.br, na qual tentam reunir alguns depoimentos dentre os inúmeros casos de pessoas que, com certeza, pensam como eles. E hoje estão muito bem, cheios de desafios, mas também de muitas alegrias, como a pequena Luísa, a filhinha sapeca que a vida lhes deu após Giovanna. Quando perguntada onde está sua irmãzinha, ela é rápida no gatilho: “Lá no céu!” Amém, Luísa.
Tags: aborto, Anencefalia, Giovanna, Mônica
Da série “aititoisinhamaisifofa!!” Muito bom!
Uma boa semana!…
Tags: Baby dancing, Bebê dançando, Beyonce, humor, vida
Os tolos e os fanáticos estão sempre seguros de si, mas os sábios são cheios de dúvidas.
Tags: dúvida, Pensamentos, Sabedoria, segurança, vida
De repente resolvi digitar “U2” na caixa de pesquisas ali do lado e constatei, surpreso, que nunca falamos nada sobre essa banda aqui no site. “Como assim?”, pensei. Sete meses no ar, 247 posts, e a única coisa referente a Bono Vox e cia. foi uma música de fundo num vídeo e no Podcast?…
Pois já era hora de botar um videozinho deles. Ou melhor, dois (muito bons, por sinal). Se encaixa perfeitamente na nossa proposta – e, mesmo pra quem não é lá muito fã, vale a pena ao menos parar pra pensar um pouquinho no que eles representam no mundo!…
U2- Walk on (“Continue em frente”)
O U2 (nome que pode significar tanto um avião da 2ª Guerra quanto uma trocadilho com “you too”, “você também”) foi formado na década de 70 por alguns adolescentes que se conheceram na escola. Isso foi na Irlanda; era época de conflitos entre “protestantes” e “católicos”, era época da Guerra Fria; era época do Domingo Sangrento. E eles se reuniram pra fazer música. Pra encurtar a história, hoje são considerados a “maior banda do planeta”.
Mas o que faz deles tão “grandes”? O carisma? Os shows memoráveis, que sabem usar de efeitos especiais como ninguém, sem abusar? Os clipes? O rock bem feito? A pinta de “bons-moços”, sem serem “santinhos”? A espiritualidade? O ativismo pela “paz mundial”?…
Talvez tudo isso, com certeza. Mas, pra mim, o que faz o U2 ser realmente o U2, indefectível após mais de 30 anos de estrada (e com a mesma formação desde quando lançaram o 1º disco), é a forma como encaram a música. Não é só compor, gravar, tocar. É viver.
Só sei que é legal pensar que o rock’n roll, que já foi visto de forma tão negativa e, convenhamos, já causou tanta porcaria nesse mundo, tem hoje como grande ícone uns rapazes que se preocupam em passar uma mensagem bacana. Profundos, mas sem ser nem um pouco “carolas”. Sem querer formatar ninguém, sem serem “os donos da verdade”.
Por que eles sabem que o mais importante não é achar. É procurar.
I Still Haven’t Found What I’m Looking For
(Ainda não encontrei o que estou procurando)
Eu escalei as mais altas montanhas
Eu corri através dos campos
Só para estar com você
Eu corri, eu rastejei
Eu escalei os muros da cidade
Estes muros da cidade…
Só para estar com você
Mas eu ainda não encontrei
O que estou procurando…
Eu beijei lábios de mel
Senti a cura na ponta dos dedos dela
Queimou como fogo
Esse desejo ardente
Eu falei na língua dos anjos
Eu segurei a mão do demônio
Estava quente à noite
E eu estava frio como uma pedra
Mas eu ainda não encontrei
O que estou procurando…
Eu acredito na vinda do Reino
Quando todas as cores
Irão fundir-se em apenas uma
Mas sim, eu ainda estou correndo…
Você quebrou os laços, soltou as correntes
Você carregou a cruz
E a minha vergonha
E você sabe que eu acredito nisso!
Mas eu ainda não encontrei
O que estou procurando…
Tags: I Still Haven't Found What I'm Looking for, live, música, U2, vida, walk on
Dizem, em jornalismo, que “nada é mais ultrapassado que o jornal de ontem”. Eis, entretanto, uma notícia da semana passada que ainda merece uma boa repercussão. O Diretório Nacional do PT decidiu, na sexta-feira (18/09), penalizar dois deputados federais ativistas na luta contra o aborto: Luiz Bassuma e Henrique Afonso.
Os dois, assim como vários outros membros do PT, sempre tiveram uma clara postura contra a legalização do aborto. Quando, em 2007, a direção nacional do partido decidiu abraçar radicalmente essa causa (da liberalização total), eles decidiram permanecer, na esperança de talvez conseguirem reverter a situação, apelando para a pluralidade de idéias sempre tão defendida pelos petistas. Mas, por conta de sua posição mais atuante contra o aborto (ou, talvez por outros motivos que os façam bons bodes-expiatórios), Bassuma e Afonso há algum tempo vinham sendo ameaçados pelas alas do partido mais ligadas ao movimento feminista. Agora, as ameaças se cumpriram.
Luiz Bassuma não poderá gozar, por um ano, de seus direitos partidários, como o de votar ou de ser eleito para cargos diretores, participar de decisões na legenda e de comissões parlamentares. Deverá também retirar todos os projetos de lei que apresentou contrários à descriminalização do aborto. Para Henrique Afonso, a punição será de 90 dias.
Bassuma decidiu recorrer ao Supremo Tribunal Federal para anular a pena, e afirmou que vai abrir mão de concorrer à reeleição à Câmara no próximo ano para se dedicar à defesa da causa. “Entre o PT e a minha consciência, fico com minha consciência”, disse em entrevista ao Estado de S. Paulo.
Segundo muitos ativistas pró-vida, é uma notícia que deixa mais do que clara a posição do partido. Em meio a discursos “em cima do muro” sobre o tema vindos do presidente Lula e de membros do governo, o PT quer se mostrar cada vez mais radical pela legalização do aborto em qualquer situação (desde que consentido pela gestante). Segundo analistas, os deputados só não foram expulsos por puro temor da repercussão da notícia, já que a maioria da população é contrária a mudanças na lei sobre o aborto.
Não é necessário ser “de direita” para ser contra o aborto; vide o exemplo de Heloísa Helena, Plínio Sampaio e outros. Mas ser do PT está cada vez mais difícil. Corrupção e falcatruas? Pode, ninguém ganha punição. Mas defender o direito básico à vida do mais “excluído dos excluídos”, da “classe social” que menos tem voz, que nem ao menos pode gritar… não. Não pode.
PT, PT… Quem te viu e quem te vê…
Tags: aborto, deputados, Henrique Afonso, Luís Bassuma, PT, Punição, vida
Em meio a tantas notícias, mal percebemos que ela chegou.
E todo ano é assim, ela vem e vai, deixando sempre uma alegre certeza de que a vida continua. Ela chega com suas cores, formas e perfumes que parecem ter sido feitos só para tirar essa sobriedade-pastel que, de vez em quando, veste o mundo.
Apareceu hoje aqui em casa, não tocou a campainha, não fez barulho, mas eu sabia que era ela.
Ela veio como quem não quer nada, pedindo somente uma nesga na janela. Mentirosa… Ela quer mais de mim, no fundo eu sei o que ela pede… Ela quer fé.
Fé, porque é difícil acreditar com tanta neblina, chuva e mil e uma loucuras que só podem ser descritas por aqueles que vivem sob as rédeas desse clima esquizofrênico que diz se chamar “tropical de altitude”.
Ela quer que eu acredite. Afinal de contas, vejamos ou não, ela está aqui, e veio me dizer docemente: Há uma primavera em cada Vida.
Quanto me falta para ser poeta, falta ver que as flores são poemas declamados em silêncio. É isso que ela veio me ensinar, e virá por mais não sei quantos anos, até que eu também possa dizer que aprendi com as primaveras a me deixar cortar para poder voltar inteiro.
Bem-Vinda Primavera.
(Com um agradecimento especial à Cecília Meireles, Florbela Espanca e Vanessa Marques)
Tags: Cecília Meireles, Florbela Espanca, Poesia, primavera, Vanessa Marques, vida
Este pequeno clipe é parte do documentário “Espécie“, produzido por uma equipe de Brasília. É daqueles vídeos que, em poucos minutos, te fazem refletir profundamente sobre o homem, a humanidade, a vida…
Já usei em palestras e peça de teatro, vi um sem-número de vezes, e acho que nunca conseguirei ver de novo sem sentir nada, nem que seja um apertinho no peito… Nem quero!
Bem, mas acho que se comentar mais, estraga. Pare tudo e veja.
E, por favor… não saia ileso…
Adultério: quebra de contrato vitalício, civil e religioso, com substituição de sócio sem aviso prévio.
Tags: adultério, millôr fernandes, vida














Comentários