Ontem tive uma conversa que mexeu comigo. Foi com uma amiga psicóloga, que relatava os impasses que está enfrentando por conta de algumas pacientes que já fizeram aborto. Algumas se dizem “sem remorso”, mas não é difícil perceber as marcas indeléveis a martelar a consciência, como um recém-nascido a chorar insistentemente, por anos a fio… São histórias muito tristes, que minha amiga assiste, desconsolada, desenrolarem-se sem uma aparente solução. A impressão que se tem, enquanto profissional, é de que não há o que se fazer, não há o que dizer…
Sou daqueles que acreditam que, na vida, nada é completamente determinado; pela pouca experiência que tive na clínica enquanto estagiário de psicologia, pude me surpreender várias vezes com a infinita capacidade do ser humano de se auto-superar, de encontrar soluções nas quais nem ele mesmo acreditava. Mas creio que talvez nada seja mais difícil do que superar um aborto provocado. Freud já devia sentir isso: “Fica-se também estupefato com os resultados inesperados que se podem seguir a um aborto artificial, à morte de um filho não nascido, decidido sem remorso e sem hesitação”, disse ele certa vez.
Não é nada fácil admitir arrependimento por um aborto. Mais do que as pedras atiradas pelos mais radicais (tanto os “contra” quanto os “a favor”), o peso maior é o da própria alma. Costumam ser traumas horríveis, reconhecidos até por quem quer a legalização do aborto (mesmo que botem a culpa nas “normas sociais acerca do comportamento feminino”…). Mas, sim… sempre há algo a se fazer!
Em 1997, a Revista Veja fez uma polêmica reportagem com relatos de mulheres que haviam abortado (ainda mais tendenciosa do que uma recentemente publicada sobre o mesmo tema). Uma das entrevistadas foi a cantora Elba Ramalho, que na época ainda dizia-se angustiada com o aborto que fizera 24 anos antes. Não sabia se havia feito o certo, mas arrematava: “Se ficasse grávida de novo, não faria o aborto mesmo que não desejasse o filho“. Pois hoje, doze anos depois, Elba passou a integrar o rool de artistas como Luíza Brunet e Cássia Kiss que, além de reconhecerem-se arrependidas por terem abortado, tornaram-se publicamente contrárias ao procedimento. Mais do que isso, Elba participará, neste domingo (30/08), da 3ª Marcha Nacional da Cidadania pela Vida, que o Movimento Brasil Sem Aborto realizará em Brasília. Ela fará o show de encerramento, doando parte do cachê para a campanha. E gravou este comercial, convidando para o evento:
Uma atitude, sem dúvida, de muita coragem. É o tipo de coisa que nos faz acreditar mais nas pessoas, acreditar na vida… Mas, como era de se esperar, o apedrejamento já começou. Não faltam comentários ao vídeo no Youtube condenando-a, e consta que Elba tem recebido várias mensagens de insulto de pessoas e entidades favoráveis ao aborto. Chamam de “hipocrisia” o fato de alguém se arrepender, mudar de opinião e tentar alertar outras pessoas para que não cometam o mesmo erro. Não é fácil.
Apoiemos Elba! Que ela seja um exemplo, que não se sinta sozinha! Para quem quiser, ficam os e-mails e um link para mensagens de apoio (já mandei as minhas!). Nunca é demais…
http://www.elbaramalho.com.br/noticias/2009/08/14/de-parabens-para-elba/comment-page-2/#comment-637
PS: Se você mora em Brasília, uma boa é ir prestigiar a Elba – e a Marcha! A entrada é franca - e a solidariedade também…
UPDATE (27/08/09): E eis que o Correio Braziliense de hoje publica uma matéria sobre o caso, com declarações de Elba Ramalho: “O que posso dizer é que defendo a vida das crianças e ninguém vai mudar isso”. “Defendo a vida e vou morrer defendendo a vida”… “Podem me apedrejar, não vou mudar o que penso.” Parabéns, Elba!
(Dica do Wagner)
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Tags: 3ª Marcha Nacional da Cidadania pela Vida, aborto, Brasil Sem Aborto, coragem, Elba Ramalho, mulher, vida
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Mais uma vez, vemos a frieza dos abortistas. O direito é seu de fazer o aborto, mas você não tem o direito de dizer que se arrependeu… Depois eles falam que nós somos radicais.
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O problema não é se arrepender de ter feito um aborto. O problema é ter feito um quando era conveniente para ela e depois querer negar o mesmo direito a todas as outras mulheres, opondo-se à legalização. Essa sim é a hipocrisia.
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Gabriel, fiquei tão indignada com a resposta da Sandra, que ia usar o mesmo exemplo que você usou. Já que você falou de ex-viciados, vou usar um outro exemplo: alguém que bebeu e causou um acidente, ao invés de dar TESTEMUNHO VERDADEIRO, deve permanecer calado e dar aos outros chance de escolher se matar ou matar terceiros?? Alguém que teve a vida destruída pela prostituição deve se calar e deixar outros jovens escolherem se prostituir, porque é hipocrisia alertar esses jovens? Fala sério hein, Sandra? Se você for mãe, não deixe nenhum hipócrita vir falar a seu filho que usar drogas não é legal, ainda que esse hipócrita tenha um TESTEMUNHO VERDADEIRO sobre o assunto. Quem sabe você não se orgulha que tenha sido dado o direito de seu filho aprender acabando com a própria vida!?
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Afinal, Sandra, a gente tem duas vias de aprendizado nessa vida: com o erro dos outros e com os nossos. Pelo visto, você só aceita a segunda via, não é?!
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Nada Gabriel… há Homens de verdade como vocês, que talvez resmungassem um pouco com a gravidez, mas a discussão seria a mesma. Quanto ao comentário da Sandra, que não me saiu da cabeça o resto do dia, fiz a eleição do HIPÓCRITA Nº 01 da história: SÃO PAULO! Oh, apóstolo hipócrita!! Ele teve o direito de perserguir os cristãos a torto e a direita, mas depois veio com aquele papinho de paz e amor ao próximo… Pessoinha hipócrita, né?!
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haisuashasas….uau….quando li o comentario respondido a Sandra, inicialmente pensei que era uma mulher… rsrs somente após o inicio da leitura, percebi que era um homem?
Oo….impressionante Gabriel. Enfim
Venho lendo muitos comentarios a respeito da Helba, e nossa, vejo que o maior indicio dos “cada um cuida da sua vida”, é a ignorancia. primeiramente, com o sentido hipocrita, em seguida, se sentir o dono da vida do bebê, já que a frase mais divugada é:”cada um cuida da sua vida”…¬¬
Pode ser ou nao pezaroso para aquelas que passam pela situação do aborto. Mas encaremos, que maior parte das criticas, vindas ou naum de tais, carece de intelecto msm….-.-
Como Karina disse: “a gente tem duas vias de aprendizado nessa vida: com o erro dos outros e com os nossos. Pelo visto, você só aceita a segunda via, não é?!”. Pelo visto muitos só vêm por essa via msm. -.- -
Pessoal,
para os que quiserem saber um pouco de como foi a Marcha contra o aborto…
Paz e Vida! -
Apesar das tentativas de frustarem a terceira marcha, eis o que ocorreu:
http://www.youtube.com/watch?v=MlLSuLQJGWoCliquem e vejam um pouco do que ocorreu na terceira marcha.
Lembrem-se que todos puderam aproveitar o show, inclusive os que são a favor do aborto. Se todos, inclusive estes, puderam aproveitar este espetáculo, porque não se pode permitir que alguém que não conhecemos ainda não deva apreciar o espetáculo da vida?
Pensem nisso! -
não que devemos sempre fazer errado,mas estamos nesse mundo para aprender e ninguém é melhor que ninguém para jugar é que nem a historia de madalena na biblia (quem nunca pecou que atire a primeira pedra,todos foram embora….nem preciso falar mais nada…….elba pelo menos vc se arrependeu do que fez.e quer mudar esta no caminho certo….um grande beijo…..elaine
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Esta semana vocês ganharam mais uma ajuda.
O Minas contra o aborto vem para divulgar e apoiar esta causa…Abraços
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provoquei aborto, me arrependo amargamente e sou absolutamente contra o aborto. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Não é porque fiz uma merda, que vou querer que os outros façam.
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Recentemente fiz um aborto. Uma semana antes fiz um ultra-som e tudo estava certinho dentro de mim, estava com dez semanas. Estava sentindo um grande desejo de protegê-lo de tudo, mas não o protegi de mim mesma. Tirei a vida de meu filho, descartei todas as possibilidade de fazê-lo feliz e eu também. Recusei essa tarefa divina por causa do meu egoísmo.
Estou me sentindo oca, triste, inútil, sozinha, arrependida, choro sempre e tudo que eu vejo me lembra que poderia ter sido feliz, ter sido mãe.
Televisão, jornais e mulheres grávidas sempre passam por mim e eu queria, desejaria voltar a traz nesta decisão egoísta.
Jamais pensei que faria isso, eu o fiz. O que mais então posso fazer de terrível, estou com medo de mim, tenho vontade de sumir, fugir de mim mesma, dessa vergonha.
Estou num posso e não consigo sair, estou mergulhada num mar de escuridão. Poderia estar agora flutuando de felicidade, sentindo todas as sensações incríveis que ouço a respeito de ser mãe, mas aniquilei todas as possibilidades do meu anjo viver aqui comigo! Me perdoe, me perdoe, pelo que eu fiz com você meu amor, eu te amo onde você estiver. -
Minha sobrinha engravidou. Estava trabalhando no Rio de Janeiro, morava na casa da tia e trabalhava cuidando de duas senhoras. Estas senhoras, muito ricas, a ofereceram o dinheiro e todo apoio pra que ela abortasse. Ela largou o trabalho e voltou para a Paraíba gravida, sem um centavo, teve a filha e nunca passou necessidade nenhuma, pois meu irmão a apoiou e ela conseguiu um trabalho e acabou se casando com um excelente rapaz, que a ama e também ama muito a filha. Conheço muitas pessoas que enfrentaram muitas dificuldades, mas não mataram o filho. Se não tem condições de criar, há muitas pessoas querendo adotar e muitas pessoas querendo ajudar a criar também. Acho que uma mãe de verdade arruma um jeito cria forças e enfrenta tudo. Ana Paula, meu bem, você infelizmente, foi muito fraca, porém, querida, o ser humano é fraco. você fraquejou, mas pode salvar outras crianças com o seu depoimento. Gostaria de deixar um abraço pra você. E minha querida, faça como a Elba. Você pode ajudar a salvar vidas e encontrar a paz, meu amor. Um abraço.


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