Hoje temos o prazer de lhes apresentar nosso primeiro PODCAST! Isso mesmo podcast!
Se você não sabe o que é podcast, não se preocupe, você é normal. Podcast é mais uma das formas de comunicação que a internet possibilitou ao mundo.
Lembra de longe um programa de rádio, só que neste caso foi produzido pelo Vivo Pela Vida, que você pode baixar e escutar no Computador, Ipod, Carro, Mp3, Mp4, Mp999, etc. De quebra ainda leva uma trilha sonora de ótima qualidade!
Pensando no nosso modo de ver a vida, e na dose homeopática de loucura que experimentamos diariamente, batizamos nosso podcast de VidaLoucaCast (apesar de não temos relações com o grupo Racionais MCs). Esperamos que gostem.
Neste primeiro episódio, descubram como é que surgiu o Vivo Pela Vida, qual é a proposta do site, por que o Gabriel é o mineiro reclamão, o Pedro o maranhense sensato e o Luis o paulista bobo da trupe. E mais: porque não gostávamos de ver Xuxa (exceto pela Caverna do Dragão e Paquitas), o que fomos fazer nos desertos escaldantes de Muriaé, a campanha da fraternização, e finalmente porque somos o blog brasileiro que mais apóia o Pe. Fábio de Melo. Escute e Descubra!
E não esqueça de comentar, falando o que você gostou, o que não gostou, pedindo músicas, etc…
(Essa foi nossa primeira experiência em podcasts, então pedimos desculpas caso não agrademos com a edição. Novas edições virão e a qualidade vai melhorar… Lembrem-se: A arca de Noé foi construída por amadores, o Titanic por profissionais… ) Um grande beijo para nossas fãs,
independente da formação das mesmas…
Ontem tive uma conversa que mexeu comigo. Foi com uma amiga psicóloga, que relatava os impasses que está enfrentando por conta de algumas pacientes que já fizeram aborto. Algumas se dizem “sem remorso”, mas não é difícil perceber as marcas indeléveis a martelar a consciência, como um recém-nascido a chorar insistentemente, por anos a fio… São histórias muito tristes, que minha amiga assiste, desconsolada, desenrolarem-se sem uma aparente solução. A impressão que se tem, enquanto profissional, é de que não há o que se fazer, não há o que dizer…
Sou daqueles que acreditam que, na vida, nada é completamente determinado; pela pouca experiência que tive na clínica enquanto estagiário de psicologia, pude me surpreender várias vezes com a infinita capacidade do ser humano de se auto-superar, de encontrar soluções nas quais nem ele mesmo acreditava. Mas creio que talvez nada seja mais difícil do que superar um aborto provocado. Freud já devia sentir isso: “Fica-se também estupefato com os resultados inesperados que se podem seguir a um aborto artificial, à morte de um filho não nascido, decidido sem remorso e sem hesitação”,disse ele certa vez.
Não é nada fácil admitir arrependimento por um aborto. Mais do que as pedras atiradas pelos mais radicais (tanto os “contra” quanto os “a favor”), o peso maior é o da própria alma. Costumam ser traumas horríveis, reconhecidos até por quem quer a legalização do aborto (mesmo que botem a culpa nas “normas sociais acerca do comportamento feminino”…). Mas, sim… sempre há algo a se fazer!
Em 1997, a Revista Veja fez uma polêmica reportagem com relatos de mulheres que haviam abortado (ainda mais tendenciosa do que uma recentemente publicada sobre o mesmo tema). Uma das entrevistadas foi a cantora Elba Ramalho, que na época ainda dizia-se angustiada com o aborto que fizera 24 anos antes. Não sabia se havia feito o certo, mas arrematava: “Se ficasse grávida de novo, não faria o aborto mesmo que não desejasse o filho“. Pois hoje, doze anos depois, Elba passou a integrar o rool de artistas como Luíza Brunet e Cássia Kiss que, além de reconhecerem-se arrependidas por terem abortado, tornaram-se publicamente contrárias ao procedimento. Mais do que isso, Elba participará, neste domingo (30/08), da 3ª Marcha Nacional da Cidadania pela Vida, que o Movimento Brasil Sem Aborto realizará em Brasília. Ela fará o show de encerramento, doando parte do cachê para a campanha. E gravou este comercial, convidando para o evento:
Uma atitude, sem dúvida, de muita coragem. É o tipo de coisa que nos faz acreditar mais nas pessoas, acreditar na vida… Mas, como era de se esperar, o apedrejamento já começou. Não faltam comentários ao vídeo no Youtube condenando-a, e consta que Elba tem recebido várias mensagens de insulto de pessoas e entidades favoráveis ao aborto. Chamam de “hipocrisia” o fato de alguém se arrepender, mudar de opinião e tentar alertar outras pessoas para que não cometam o mesmo erro. Não é fácil.
Apoiemos Elba! Que ela seja um exemplo, que não se sinta sozinha! Para quem quiser, ficam os e-mails e um link para mensagens de apoio (já mandei as minhas!). Nunca é demais…
PS: Se você mora em Brasília, uma boa é ir prestigiar a Elba – e a Marcha! A entrada é franca - e a solidariedade também…
UPDATE (27/08/09): E eis que o Correio Braziliense de hoje publica uma matéria sobre o caso, com declarações de Elba Ramalho: “O que posso dizer é que defendo a vida das crianças e ninguém vai mudar isso”. “Defendo a vida e vou morrer defendendo a vida”… “Podem me apedrejar, não vou mudar o que penso.” Parabéns, Elba!
Seja você a favor ou contra a legalização do aborto, provavelmente concordará que o ideal deveria ser que ele não existisse. Digo “provavelmente” porque, acreditem, em alguns países não é raro encontrar quem considere esta uma prática natural, não mais do que uma espécie de “método anticoncepcional tardio”. Mas no Brasil, felizmente, todos parecemos estar [...]
Estou há 1 mês e meio morando em São Paulo. Antes disso, fiquei 7 meses em Campinas, vindo à capital pelo menos uma vez por mês. Ou seja, já deu pra sentir um pouco a “pegada” dessa cidade louca. Uma cidade em que, quem diria, eu nunca imaginei que estaria morando. “Já é muita gente, [...]
O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Fernando Pessoa Mônica e sua filha Giovanna, que nasceu com anencefalia: “Quem não tem vida chora?” (Conheça sua bela história aqui)
“Ao feto, reduzido no fim das contas à condição de lixo ou de outra coisa imprestável e incômoda, não é dispensada de nenhum ângulo a menor consideração ética ou jurídica nem reconhecido grau algum da dignidade jurídica que lhe vem da incontestável ascendência e natureza humana. Essa forma de discriminação em nada difere, a meu [...]
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