No último mês, uma amiga me pediu um texto. Este deveria ser pequeno, especial, rápido (tinha 1 dia de prazo), e seria usado como homenagem a um amigo que se foi…
O resultado ficou este ai abaixo…
Inté
Já dizia um poeta que um homem também chora.
Chora, ri, trabalha, descansa e faz de tudo para melhor aproveitar esta vida.
E por mais atarefado que ele seja, é impossível negar uma lágrima ao saber que um amigo se foi.
Independente de orientação teórica, religiosa ou futebolística, ao sentir a ausência de um amigo, homens, mulheres, crianças, choram.
Talvez, algum filósofo ainda dirá, que a lágrima é o único e verdadeiro elo da ligação humana. Platão chorou Sócrates, Cristo chorou Lázaro, e eu chorei você.
Embora nós três soubéssemos que a morte é só um substantivozinho vazio, que em nada se compara com a vida. Por mais que acreditássemos que só a vida é capaz de suplantar a morte em sentido e existência E embora emboras, se nãos, talvez, e porquês… Choramos.
Mesmo sem achar um sentido, sabíamos que estas lágrimas levavam um pouco mais. Mais do que tristezas, alegrias, lembranças e músicas, sais e água, num
gosto salgado-azedo.
Levavam seus conselhos, seus sorrisos, e um gosto doce, pois além de carregar mais do que a solidão de quem fica, levaram a esperança de quem vai.
Como dizia outro poeta, “Não me esqueça, amigo, eu vou voltar, some longe o trenzinho ao deus-dará”. Até logo.
Luis Vinicius do Nascimento, in: Boletim Faced Maio-Junho-2009
p.s.: Em breve contaremos como que foi a Missão Muriaé, com direito a fotos e tudo mais….
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Pingback de Zilda Arns e “seu” Deus | Vivo pela Vida em 13/01/2010 at 18:54


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