19/05/2009

Você está visualizando o arquivo diário de 19/05/2009.

Hoje recebi um texto que me fez pensar um pouco mais…

(Para quem ainda não viu, vale a pena ver o vídeo que produzimos para discutir a questão do aborto…)

A Andrea Patrícia do site Borboletas ao Luar, publicou uma notícia contando que mais de 40 pessoas foram presas, no dia 17 de maio de 2009.

Elas estavam agindo de forma violenta? Não.

Faziam coisas ilegais? Não.

Por que a prisão? Por se oporem ao presidente!

Por que? Porque estavam manifestando o seu livre direito se expressar e de protestar contra o aborto, durante uma palestra que o presidente Barack Obama (assumidamente favorável ao aborto) proferia na Universidade Católica de Notre Dame – EUA…

Mulher presa por protestar contra o discurso de Obama na Universidade de Notre Dame
Mulher presa por protestar contra o discurso de Obama na Universidade de Notre Dame
Outro homem "livre" sendo preso
Outro homem “livre” sendo preso

Achamos alguns vídeos no Youtube, infelizmente não estão legendados, mas acredito que não é tão necessário. Basta olhar para o rosto de um padre (Norman Weslin), com mais de 80 anos, sendo preso, amarrado E IMOBILIZADO, por defender a vida.

Ele diz, em meio a muitos “Ave Maria”: “vocês estão prendendo um sacerdote católico por tentar salvar a vida de uma criança?! Pensem! Não percebem que estão raciocinando ao contrário?”

Alan Keyes que já foi candidato a presidente também foi preso.

Triste?
Muito.
E a grande imprensa, com toda a sua sede de notícias bombásticas…  divulgou esses fatos?
Não!

E nós? Ficaremos calados, acreditando que o aborto não é um problema nosso? É algo no qual estranhos não devem se meter, que é para ser discutido individualmente entre os “parceiros”, ou é uma decisão que cabe somente a “mulher“? Será?

Será que a vida não é um assunto para ser discutido por toda a humanidade?

Para quem não sabe, a última frase do hino dos Estados Unidos termina assim: Na terra do livre e na casa do valente!

A estes 40 norteamericanos  que foram presos e a todos que protestaram: todos os nossos aplausos!

Valentes eles já demonstraram ser. E apesar de estarem presos, tenho certeza de que também são livres, pois A VERDADE LIBERTA.

E como já disse Gandhi: “O erro não se torna verdade por se difundir e multiplicar facilmente. Do mesmo modo que  a verdade não se torna erro pelo fato de ninguém a ver.

Por que você vive? Pelo que você Vive?

Por que você vive? Pelo que você Vive?

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É com muito prazer que hoje publicamos um texto de uma leitora do blog: Vanessa Marques. Ela é educadora, poetisa, “poetinha“, e acredito eu, divide suas lembranças entre a sensibilidade de um violão, a habilidade no manejo de um Master System e as aventuras homéricas passadas em um  pé de ameixa no quintal de casa. Além disso ela teve a sorte de nascer em uma ótima família:  a minha, hehehe.

Seja muito bem vinda Vanessa. E aos leitores, boa leitura:

Por que você vive? Pelo que você vive? E outras perguntinhas capciosas…

vidaEssas duas perguntas martelaram algum tempo por aqui, desde a primeira vez que entrei no site. E sei que martelou em muitas outras cabeças também. Isso porque nos fez pensar sobre coisas realmente importantes. O que a vida representa para nós? Qual seu valor real? Para os que preferem divagações mais poéticas podemos pensar:

Será a existência uns poucos anos,

Em que pairamos sobre esta terra entre a corrupção dos homens?

Que haverá para além deste primeiro ato?

A Vida, creio, haverá ainda, a Vida!”

Tenho acompanhado reflexões belíssimas aqui. A mais atual, com o tema “Liberdade”. Me peguei pensando “pelo que” tenho vivido. Por isso, gostaria de falar sobre um dos aspectos da vida, como necessidade primordial, e que tem se tornado centro das atenções sempre que manchetes escandalosas estouram nos jornais, sempre que estes “gritam” com todas as letras GARRAFAIS, atentados em escolas, envolvendo jovens, seus companheiros de classe ou professores. Estou falando da violência. Mas não é da violência que gostaria de falar e sim do outro lado da moeda. Da paz. Não como utopia, como algo irrealizável, mas como possibilidade, como algo “alcançável” e indispensável na vida de todos nós…

criancas2Entre algumas coisas que tenho lido, coisas de gente que acredita que a mudança é possível, um detalhe me chamou a atenção: “Paz pode ser aprendida e ensinada”. Não só pode, como deve! Quando nascemos não sabemos exatamente o que é paz, não nascemos prontos para ela (como não nascemos prontos para a violência). Precisamos aprender o que essa palavra significa e como é bom vivê-la. Isso me faz lembrar uma música do Natiruts:


Crianças não nascem más,

Crianças não nascem racistas

Crianças não nascem más,

Aprendem o que a gente ensina”

Inevitável olhar pra nós mesmos, impossível conter a enxurrada de perguntas que vão brotando…”Que temos feito pela paz, que não significa ausência de conflitos, que fazem parte da vida, mas sim a resolução não-violenta dos conflitos? *

pazInfelizmente os noticiários não divulgam a força e grandiosidade das pesquisas sobre “Paz”, não gritam em letras GARRAFAIS quantos educadores, quantas pessoas das comunidades carentes, pensam e fazem pela paz…pensam e fazem pela VIDA!

Nos resta a persistência…a insistência…a resiliência!

Começamos com duas perguntinhas capciosas e é com outras duas que encerramos:

E você, acredita ou não? E então, o que você faz pela paz?”

  • JARES, Xésus, Educação para a paz: sua teoria e sua prática. Porto Alegre: Artmed, 2002

Vanessa Marques.

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