maio 2009

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Pe Zezinho

Entre uma mansão e uma choupana, escolha a dignidade.

Pe. Zezinho

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Padre Fábio no Jô

Veja aqui a entrevista na íntegra:

Padre Fábio de Melo no Jô – parte 1

Padre Fábio de Melo no Jô – parte 2

Padre Fábio de Melo no Jô – parte 3

Padre Fábio de Melo no Jô – parte 4

Padre Fábio de Melo no Jô – parte 5

Ele é o maior fenômeno de mídia dos últimos tempos: seu primeiro CD lançado por uma grande gravadora, em um único mês, atingiu o primeiro lugar entre os mais vendidos de 2008. Seu recém-lançado DVD vai pelo mesmo caminho, e seu último livro é destaque absoluto em todas as livrarias. Ele é Fábio de Melo, um padre nada convencional, tentando passar uma mensagem bem convencional: o cristianismo.

Fábio de MeloForma nova de passar o mesmo conteúdo de sempre? Uma tentativa moderna de pregar um conteúdo “anti-moderno por natureza”? Ou simplesmente um transbordar natural, da forma como ele sabe fazer, daquilo que ele vive e sente?… Seja como for, Padre Fábio causa estranheza. Sua primeira impressão, arrisco dizer, nunca é das melhores – com exceção, talvez, das interessadas em algo além da batina, por assim dizer. Já perdi a conta de quantas pessoas já vi descerem a lenha nele num primeiro momento, e depois voltarem atrás, ao prestar mais atenção no que ele diz… Eu, inclusive (a carapuça serve que é uma beleza…). Convenhamos, não é nada fácil entender o que quer esse tal padre com pinta de galã, que às vezes mais parece uma versão rejuvenescida do Fábio Júnior. Tô mentindo?…


E foi com certa estranheza que Jô Soares o recebeu em seu programa, na semana passada. Achei interessante notar a diferença da sua postura entre a primeira metade da entrevista e a segunda. Até o primeiro intervalo, Jô deu várias daquelas suas clássicas tiradas, sérias ou irônicas, que parecem ser mais pra implicar com o convidado do que para debater seriamente o tema, ou mesmo fazer uma “crítica construtiva”…

Foi assim até o padre cantar a primeira música. Praticamente nenhuma pergunta sobre o trabalho ou a vida pessoal dele, só debates teológicos e alfinetadas à Igreja. Pe. Fábio tentava se livrar das saias justas (para ira dos mais conservadores, que ainda nutriam a esperança de vê-lo de batina defendendo a “Santa e Infalível Igreja” a todo custo, ao invés de admitir que querer ser sempre dono da verdade é arrogância)…

Fábio de Melo e bandaAté que chegou a hora de apresentar sua banda. Aí, pronto. Ao ver que todos os músicos do padre estavam com a frase “Todos contra a pedofilia” estampada na camisa, o Jô disse que aquela era uma campanha “supérflua”, já que, a seu ver, “ninguém é a favor da pedofilia” (talvez ele acredite que os pedófilos ajam contra a própria vontade, quem sabe..). O padre, sem perder a simpatia, ainda tentou explicar o óbvio, da importância da visibilização da campanha (que nem era dele), mas não adiantou. Jô Soares, que se declara católico, não estava mesmo a fim de dar um voto de confiança àquele sujeito que, ora essa, estava ali, “ousadamente”, representando a mais malfadada de todas as instituições – a Igreja Católica. E disparou:

“Me parece (não sei, talvez eu esteja enganado) que esta camiseta também é pra que se faça uma campanha pra tirar um pouco da Igreja essa reputação de tantos padres pefófilos, de tantos casos, tantos escândalos ligando a Igreja a casos de pedofilia”.


(Jô critica campanha contra pedofilia do Pe Fábio – a partir de 4:28)

Jesus, que não media palavras na hora de botar o dedo em riste e atacar hipocrisias, também se calou diante de algumas perguntas, quando sentia que não estavam a fim de ouví-lo, mas de condená-lo independente da resposta. Talvez seja o que se passa pela cabeça do padre quando ouve uma indelicadeza dessas. E, em resposta, ressaltou o intuito da campanha (que, como ele já havia dito, não era da Igreja Católica) e fez o que lhe restava fazer: cantar.

O engraçado é que, conversando depois com alguns amigos sobre essa entrevista, o único que não achou o Jô “indelicado” foi justamente um que viu somente a segunda metade da entrevista. Exatamente quando Pe. Fábio começou a cantar e a falar mais do seu trabalho e de suas reflexões. No final, o apresentador, já bem mais simpático, pediu uma bênção. O padre deu, terminando em grande estilo. Talvez depois ele desabafe em algum de seus programas na TV Canção Nova. Mas aquela não era a hora de travar uma batalha apologética. Era a hora de passar sua mensagem.

Talvez, durante este programa, o Jô tenha entrado para o rol dos que vestem a carapuça “eu já falei mal do Pe Fábio e hoje o admiro”. Talvez continue engrossando a lista dos fazem de ataques gratuitos à Igreja um esporte divertido – modalidade preferida de muitos “intelectuais”, que estranhamente são bastante exigentes ao formular críticas embasadas sobre outras instituições ou correntes de pensamento. Padre Fábio de Melo está enfrentando um momento paradoxal, em que a religião vende pra burro e, ao mesmo tempo, é atacada pra burro. Burro, ora essa, é quem simplesmente vai com as outras e segue o discurso que tá na moda, sem nem ao menos refletir por si próprio. Seja de que lado for.

Em tempo: Todos contra a pedofilia! Seja de padres, artistas de TV ou aquele rapaz simpático da esquina…

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“A morte é como um peido: todo mundo finge que não existe, mas está sempre por aí, te rondando…”

marceloadnetMarcelo Adnet

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Senhor,

Quero ser grito,

O grito do oprimido, do excluído, dos sem voz!

Quero ser silêncio,

O silêncio do perseguido por causa da justiça e da paz.

Quero ser paz,

No sonho de ver transformada uma Terra

Quero ser guerra,

Num mundo de conformismos, cantar a Libertação.

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Senhor,

Que o TER nunca substitua o SER.

Como seria esquisito um “Ter-Humano”,

Prefiro ser humano!

Senhor… Essa é a minha oração…

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“Não existe ensino que se compare ao exemplo”
baden20powell
Baden-Powel

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Hoje recebi um texto que me fez pensar um pouco mais…

(Para quem ainda não viu, vale a pena ver o vídeo que produzimos para discutir a questão do aborto…)

A Andrea Patrícia do site Borboletas ao Luar, publicou uma notícia contando que mais de 40 pessoas foram presas, no dia 17 de maio de 2009.

Elas estavam agindo de forma violenta? Não.

Faziam coisas ilegais? Não.

Por que a prisão? Por se oporem ao presidente!

Por que? Porque estavam manifestando o seu livre direito se expressar e de protestar contra o aborto, durante uma palestra que o presidente Barack Obama (assumidamente favorável ao aborto) proferia na Universidade Católica de Notre Dame – EUA…

Mulher presa por protestar contra o discurso de Obama na Universidade de Notre Dame
Mulher presa por protestar contra o discurso de Obama na Universidade de Notre Dame
Outro homem "livre" sendo preso
Outro homem “livre” sendo preso

Achamos alguns vídeos no Youtube, infelizmente não estão legendados, mas acredito que não é tão necessário. Basta olhar para o rosto de um padre (Norman Weslin), com mais de 80 anos, sendo preso, amarrado E IMOBILIZADO, por defender a vida.

Ele diz, em meio a muitos “Ave Maria”: “vocês estão prendendo um sacerdote católico por tentar salvar a vida de uma criança?! Pensem! Não percebem que estão raciocinando ao contrário?”

Alan Keyes que já foi candidato a presidente também foi preso.

Triste?
Muito.
E a grande imprensa, com toda a sua sede de notícias bombásticas…  divulgou esses fatos?
Não!

E nós? Ficaremos calados, acreditando que o aborto não é um problema nosso? É algo no qual estranhos não devem se meter, que é para ser discutido individualmente entre os “parceiros”, ou é uma decisão que cabe somente a “mulher“? Será?

Será que a vida não é um assunto para ser discutido por toda a humanidade?

Para quem não sabe, a última frase do hino dos Estados Unidos termina assim: Na terra do livre e na casa do valente!

A estes 40 norteamericanos  que foram presos e a todos que protestaram: todos os nossos aplausos!

Valentes eles já demonstraram ser. E apesar de estarem presos, tenho certeza de que também são livres, pois A VERDADE LIBERTA.

E como já disse Gandhi: “O erro não se torna verdade por se difundir e multiplicar facilmente. Do mesmo modo que  a verdade não se torna erro pelo fato de ninguém a ver.

Por que você vive? Pelo que você Vive?

Por que você vive? Pelo que você Vive?

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É com muito prazer que hoje publicamos um texto de uma leitora do blog: Vanessa Marques. Ela é educadora, poetisa, “poetinha“, e acredito eu, divide suas lembranças entre a sensibilidade de um violão, a habilidade no manejo de um Master System e as aventuras homéricas passadas em um  pé de ameixa no quintal de casa. Além disso ela teve a sorte de nascer em uma ótima família:  a minha, hehehe.

Seja muito bem vinda Vanessa. E aos leitores, boa leitura:

Por que você vive? Pelo que você vive? E outras perguntinhas capciosas…

vidaEssas duas perguntas martelaram algum tempo por aqui, desde a primeira vez que entrei no site. E sei que martelou em muitas outras cabeças também. Isso porque nos fez pensar sobre coisas realmente importantes. O que a vida representa para nós? Qual seu valor real? Para os que preferem divagações mais poéticas podemos pensar:

Será a existência uns poucos anos,

Em que pairamos sobre esta terra entre a corrupção dos homens?

Que haverá para além deste primeiro ato?

A Vida, creio, haverá ainda, a Vida!”

Tenho acompanhado reflexões belíssimas aqui. A mais atual, com o tema “Liberdade”. Me peguei pensando “pelo que” tenho vivido. Por isso, gostaria de falar sobre um dos aspectos da vida, como necessidade primordial, e que tem se tornado centro das atenções sempre que manchetes escandalosas estouram nos jornais, sempre que estes “gritam” com todas as letras GARRAFAIS, atentados em escolas, envolvendo jovens, seus companheiros de classe ou professores. Estou falando da violência. Mas não é da violência que gostaria de falar e sim do outro lado da moeda. Da paz. Não como utopia, como algo irrealizável, mas como possibilidade, como algo “alcançável” e indispensável na vida de todos nós…

criancas2Entre algumas coisas que tenho lido, coisas de gente que acredita que a mudança é possível, um detalhe me chamou a atenção: “Paz pode ser aprendida e ensinada”. Não só pode, como deve! Quando nascemos não sabemos exatamente o que é paz, não nascemos prontos para ela (como não nascemos prontos para a violência). Precisamos aprender o que essa palavra significa e como é bom vivê-la. Isso me faz lembrar uma música do Natiruts:


Crianças não nascem más,

Crianças não nascem racistas

Crianças não nascem más,

Aprendem o que a gente ensina”

Inevitável olhar pra nós mesmos, impossível conter a enxurrada de perguntas que vão brotando…”Que temos feito pela paz, que não significa ausência de conflitos, que fazem parte da vida, mas sim a resolução não-violenta dos conflitos? *

pazInfelizmente os noticiários não divulgam a força e grandiosidade das pesquisas sobre “Paz”, não gritam em letras GARRAFAIS quantos educadores, quantas pessoas das comunidades carentes, pensam e fazem pela paz…pensam e fazem pela VIDA!

Nos resta a persistência…a insistência…a resiliência!

Começamos com duas perguntinhas capciosas e é com outras duas que encerramos:

E você, acredita ou não? E então, o que você faz pela paz?”

  • JARES, Xésus, Educação para a paz: sua teoria e sua prática. Porto Alegre: Artmed, 2002

Vanessa Marques.

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Luther King

A Verdadeira paz não é somente a ausência de tensão, é a presença de Justiça.

Martin Luther King Junior

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Já falamos sobre a Gianna Jessen aqui no site… Pra quem não se lembra, é aquela mulher que simplesmente foi abortada e… deu errado. Ou seja, alguém que está viva graças a um erro médico.

Na época, comentamos que ninguém era melhor para contar a história da Gianna que a própria, mas infelizmente não havia vídeos seus traduzidos para o português. Mas eis que o Daniel fez a boa ação de tascar as mais que merecidas legendas neste forte depoimento que ela deu num parlamento da Austrália.

Gianna Jessen (sobrevivente de aborto) – parte 1

Gianna Jessen (sobrevivente de aborto) – parte 2

“Se o aborto diz respeito somente aos direitos da mulher, então quais são os meus direitos?” Taí, uma boa reflexão pro fim de semana. O vídeo está completando um mês no Youtube com merecidas 12926 visualizações, ou seja, mais do que o “Fim do Silêncio“, que já está lá há bem mais tempo… Que continue sendo cada vez mais visto e inquietando cada vez mais gente!

Como ela mesma diz, “eu não sobrevivi para fazer as pessoas se sentirem confortáveis”.

Amém, Gianna!

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Seu Madruga

A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena.

Seu Madruga

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