Duas notícias. Para refletir.
Papa ‘vira’ camisinha em Paris
Preservativos com a imagem de Bento XVI foram lançados na França. Eles ironizam a posição da Igreja Católica na prevenção da Aids.

Mulher mostra camisinhas com a imagem do Papa Bento XVI e a inscrição ‘Eu disse não’ nesta quarta-feira (25) em Paris. Elas foram feitas para criticar o pontífice, que voltou a criticar o uso da camisinha na prevenção da Aids durante sua visita à África. (Foto: AFP)
FONTE: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1058133-5602,00.html
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“O Papa está certo”, diz autoridade mundial no combate à AIDS
Da Redação

“Eu sou um liberal nas questões sociais e isso é difícil de admitir, mas o Papa está realmente certo. A maior evidência que mostramos é que camisinhas não funcionam como uma intervenção significativa para reduzir os índices de infecção por HIV na África.”
Esta é a afirmação do médico e antropólogo Edward Green, uma das maiores autoridades mundiais no estudo das formas de combate à expansão da AIDS. Ele é diretor do Projeto de Investigação e Prevenção da AIDS (APRP, na sigla em inglês), do Centro de Estudos sobre População e Desenvolvimento da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Uma das instituições educacionais mais prestigiadas do mundo.
Na terça-feira, 17 de março, em entrevista concedida a jornalistas no avião papal rumo à África, Bento XVI afirmou que a AIDS não vai ser controlada somente com a distribuição de preservativos. Para o Pontífice, a solução é “humanizar a sexualidade com novos modos de comportamento”. Por estas declarações, o Papa foi alvo de críticas.
Dr. Edward Green, com 30 anos de experiência na luta contra a AIDS, tratou do assunto no site National Review Online (NRO) e foi entrevistado no Ilsuodiario.net.
O estudioso aponta que a contaminação por HIV está em declínio em oito ou nove países africanos. E diz que em todos estes casos, as pessoas estão diminuindo a quantidade de parceiros sexuais. “Abstinência entre jovens é também um fator, obviamente. Se as pessoas começam a fazer sexo na idade adulta, elas terminam por ter menor número de parceiros durante a vida e diminuem as chances de infecção por HIV”, explica.
Green também aponta que quando alguém usa uma tecnologia de redução de risco, como os preservativos, corre mais riscos do que aquele que não a usa. “O que nós vemos, de fato, é uma associação entre o crescimento do uso da camisinha e um aumento dos índices de infecção. Não sabemos todas as razões para isto. Em parte, isso pode acontecer por causa do que chamamos ‘risco compensação’”.
O médico também afirma que o chamado programa ABC (abstinência, fidelidade e camisinha – somente em último caso), que está em funcionamento em Uganda, mostra-se eficiente para diminuir a contaminação.
O governo de Uganda informa que conseguiu reduzir de 30% para 7% o percentual de contaminação por HIV com uma política de estímulo à abstinência sexual dos solteiros e à fidelidade entre os casados. O uso de camisinhas é defendido somente em último caso. No país, por exemplo, pôsteres incentivam os caminhoneiros - considerado um grupo de risco - a serem fiéis às suas esposas.
FONTE: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=272608
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Tags: aids, camisinha, Edward Green, Havard, Igreja Católica, Papa, sexo
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Boa reflexão… Quisera a mídia fosse menos tendenciosa e mostrasse ptos divergentes na própria ciência.
vlw Gabriel!
abraço! -
me incomoda mto o fato de destacarem sempre a camisinha, o simples objeto de
plástico, neste discurso todo. Não vejo em tal questão o problema ou a
solução sendo a camisinha. A questão é a forma como se encara a relação
sexual.
Se olharmos a visão da Igreja, realmente não cabe o uso de um preservativo
(preserva o que?) se para ela o sexo é uma forma de entrega plena da vida de um
ser ao outro, abrindo-se a outra vida. Então que se questione tal visão e não
as medidas tomadas
a partir dela…
Por outro lado, em uma visão diferente da relação em que seria apenas um ato
praticado por duas (ou mais) pessoas, seria sim importante algum tipo de
prevenção de doenças, etc… mas daí a sair distribuindo a revelia as
camisinhas achando que isso cria a consciência necessária para uma vida
responsável e segura.. aff…
ta igual uma senhora a quem considero como tia, achando-se moderna e mais próxima da minha realidade
ao me dar uma camisinha de presente… e ainda dizendo: mas tem que usar,
tah?!…. -
E me deparo hoje com a campanha que a Prefeitura de Vitória vai lançar… de início até me animei, achando que se tratava de adiar a “primeira vez” de fato, mas… adie “a primeira gravidez”… Dêem uma olhada vocês mesmo, dá até tristeza
http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2009/08/119821-vitoria+lanca+campanha+de+prevencao+da+gravidez+na+adolescencia.html -
Hum… não achei a campanha de todo ruim.. tem que ver, é claro, como ela é feita.. mas pode ajudar, dar um efeito de “redução de danos”.. vamos ver…
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POis é, Gabriel, não é de todo ruim, mas quando é que a sociedade vai aprender que a gravidez é só a ponta do iceberg???
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Comentário que deixei lá no Deus Lo Vult: Só queria comentar uma manchete que vi hoje (21/08/2009) no POrtal do Terra: uma propaganda GLBT (já nem sei mais qual a sigla que é usada) pede para os gays ficarem atentos ao “histórico pregresso” do parceiro sexual. Agora, me pergunto uma coisa: numa época em que não se sabe nem o nome de quem se leva para a cama, como saber de seu passado sexual?? E, somado a isso, a combinação drogas + álcool + sexo nem sempre dá tempo de adicionar camisinha. Aí, profeta do profano, me diz como dissociar a eficácia do preservativo ao comportamento de seu usauário? A campanha GLBT não seria, ainda que discretamente, um chamado à redução de parceiros, ao invés de tão somente se pregar a utilização do SUPER PRESERVATIVO, SEU AMIGO, VAI SALVÁ-LO DO PERIGO?(tinha que ter som, droga!)


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