O Gabriel fala que eu gosto do lado mais poético do site… É verdade…
Estive um pouco sumido, afinal, esses dias foram cheios de emoções, mudei de cidade, casa nova e mais o início de um mestrado…
No post de hoje, gostaria de falar sobre um dos meus poetas favoritos. Mário Quintana.
Talvez o que mais me toque em sua poesia seja o fato de que ela nos convoca a mexer, a cavucar na vida. Como assim? Na minha opinião, não há quem consiga ficar estático ao ler um “pequeno” poema como esse:
“Quem disse que eu me mudei?
Não importa que a
tenham demolido:
A gente continua morando
na velha casa em que nasceu”
Mário Quintana
Esse nosso ser/espaço que muitas vezes chamamos de vida, e às vezes abandonamos como uma velha casa da infância… Pode até ruir, mas sempre está lá.
Outra vezes Quintana convoca a pensar nos meus egoísmos e minhas dores. Pequenas, mas que por serem minhas, agarro e só solto a muito custo. E mexer nisso, não é caminhar na vida?
“Dos nossos males
A nós bastem nossos próprios ais,
Que a ninguém sua cruz é pequenina.
Por pior que seja a situação da China,
Os nossos calos doem muito mais…”
Mário Quintana
A palavra “Utopia” não quer dizer algo impossível, como pensam alguns. Utopia significa “sem lugar”, aquilo que não tem lugar. Não tem lugar na grande mídia, não tem lugar em uma sociedade exploradora, não tem lugar em um mundo em que a vida do ser humano é contabilizada em royalties.
Se você acha que a vida é para ser vivida, que ela não se trata de um comércio que dita quem é in e quem é out, seja bem vindo(a) à nossa utopia. E juntos buscaremos construir um lugar em que a vida aconteça. Acredite na vida, pois a vida acontece!
Se as coisas são inatingíveis… ora!
não é motivo para não querê-las…
Que tristes os caminhos, se não fora
a mágica presença das estrelas!”
Mário Quintana
Como diria Pe. Zezinho em uma de suas canções:
“Chamem a isso de utopia, eu a isso chamo paz“






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