08/03/2009

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Big Brother

Há alguns dias, lancei aqui a pergunta: “O que você faria no Big Brother?” Passei esse tempo pensando um pouquinho, vi os comentários (gostei do seu, Nayane! rs), e fiquei me imaginando lá dentro. Isto é, se houvesse realmente a chance de o meu perfil se enquadrar no que eles esperam pro programa… hehe.

Me pergunto se eu conseguiria. Seria talvez um dos participantes mais diferentes que o programa já teve , sei lá como ia me portar naquela casa. Mas o que realmente me inquieta é se aquilo teria cabimento na minha vida…

Aí me pego imaginando lá na piscina (que parece ser o cômodo mais movimentado da casa, depois da cama) ouvindo aquele papo construtivo das loiras, assistindo de camarote a provocação das morenas pra cima dos malhadões-jogadores, que por sua vez iriam tentar me convencer a entrar na estratégia deles de votar em alguém. Isto, se não me escolhessem pro paredão, o que seria bem provável. Tudo bem, são sempre eles que saem antes. Neguinho passa 9 anos vendo BBB, e ainda acha que os “jogadores-frios” têm alguma chance de ganhar. O pouco que assisti do programa já deu pra perceber que o público nunca perdoa esses caras. Até pode “jogar”, desde que seja disfarçado. Escrachado, perde a graça…

Sempre tem também os mais chatos, os mais engraçados, os mais inocentes. Que, aliás, parecem ser os tipos que têm as maiores chances de ganhar. Eu teria que me enquadrar em alguma dessas categorias pra tentar concorrer ao tão sonhado prêmio? Ou teria que tentar “ser eu mesmo”, como todos dizem que fazem? Sei lá. Só sei que ia ser difícil ficar 3 meses sem ler nada, sem escrever… e sem internet. Sim, é claro, ia sentir muita falta de outras coisas também, não sou tão nerd asssim… Mas sei lá, depois de tantos dias tendo que pensar em quem eliminar, com quem me aliar, em quem confiar, o que conversar… acho que sentiria muita falta de algo pra me distrair, outros assuntos para pensar. Fico pensando como eles conseguem manter a sanidade naquele ambiente. Se é que conseguem…

Sim, é claro que tem gente boa ali dentro, há sempre gente disposta a entrar no jogo sem deixar seus valores de lado, sem passar a perna em ninguém, sem nenhuma hipocrisiazinha. O que sinceramente não sei é como eles conseguem. Pois o jogo a cada vez fica mais competitivo, a cada edição eles inventam mais formas de colocar um contra o outro, incitar a discórdia pra coisa ficar mais “interessante” – quem vê, sabe. Você é levado a todo momento procurar se dar bem pela derrota do outro, como em qualquer jogo. A diferença é que o que está em jogo, no caso, é a personalidade de cada um. O seu jeito de ser é a sua arma, e as fraquezas do outro são a sua oportunidade de vencer. Mesmo que não faça nada diretamente contra ele, se ele saiu e você não é porque você tem algo que ele não tem. E é muito mais do que habilidades pra jogar pôker ou sorte nos dados.

Pois é, acho que eu não conseguiria. Talvez fosse eliminado de primeira, talvez (quem sabe), fosse até um concorrente forte, por que não? Mas sei lá, o que não consigo me imaginar é vivendo naquele mundo, é muito diferente de mim. Talvez eu seja estranho demais… talvez eles é que sejam. Ou, talvez, quem sabe, sejam só formas diferentes de encarar a vida

Só sei que tô bem assim. Um milhão até poderia ser bom… mas pra isso tem a Megasena. Ela não me dá a chance de posar pra um site famoso só de sunguinha, mas acho que no meu caso isso não daria muito certo mesmo… No mais, ia ser chato saber que o Brasil inteiro estaria me vendo passando o fio-dental depois do almoço. Ou (Deus me livre!), tendo uma crise intestinal… já pensou??

Ah, vida real…

como é que eu troco de canal?…

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Dom Helder

“Feliz de quem atravessa a vida inteira tendo mil razões para viver.”

Dom Hélder Câmara

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A notícia correu o mundo. Uma garota de 9 anos é estuprada pelo padrasto, engravida de gêmeos e é feito o aborto, na 15ª semana de gestação. O bispo local anuncia a excomunhão de todos que colaboraram para o ato, e o Vaticano o apóia.

Resumindo em duas frases, foi isso o que aconteceu. Cada uma dessas palavras, no entanto, esconde tantas minúcias quanto as perplexidades surgidas ao se imaginar os fatos. Talvez tenha-se estranhado que, como autores de um blog que fala sobre a vida e que tem sempre o aborto como um assunto importante, não tenhamos ainda comentado nada a respeito desse fato que, pelo que eu me lembre, é a notícia sobre aborto que mais repercutiu na mídia nos últimos tempos. A resposta, no entanto, reside exatamente na grandiosidade disso tudo, na quantidade de informações e de questionamentos necessários para comentar algo sobre o caso com alguma responsabilidade. Sobretudo nós, tão novos nessa arte de blogar, e de aprender com a vida. É preciso pensar antes de falar. Não garante que não cometamos nenhuma estupidez – mas ao menos diminui um pouco as chances…

Só com o tempo conseguimos acalmar um pouco os mais variados sentimentos que afloram à pele num caso chocante como esse, e coloquemo-nos no seu devido lugar: ao lado da razão (e não acima dela). Só com o tempo, também, vão surgindo mais detalhes que ajudam a montar o quebra-cabeça, nos proporcionando entender melhor as coisas. Como este depoimento, divulgado ontem (sexta-feira, 07/03) pelo pároco da cidade onde tudo começou.

Como dizia Sócrates, citado outro dia aqui no blog: “Uma vida sem reflexão não merece ser vivida”. Assim seja!

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