01/03/2009

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Hoje é domingo… dia de pensarmos um pouco mais sobre as heranças cristãs que todos nós carregamos, com  o  nosso amigo Pedro Barbosa. É com você, Pedrão!…

Bebê rezando

Lembro-me quando criança desse tempo de quaresma e das procissões da semana santa numa outra cidade de Minas em que morei.

Era sempre assim: quarta-feira de cinzas toda família ia à Missa receber as cinzas. Eu não gostava de ficar com a testa marcada de cinza, parecia um bobo. Mas era engraçado ver os adultos se entreolhando para ver a marca que o padre deixou na testa do vizinho. Já sabia que, daquela data em diante, durante 40 dias, eu ficaria sem comer carne em casa. O Sr. Durval, dono do açougue do bairro, ficava com raiva e sempre resmungava com quem passasse na rua, pois, sendo ele Testemunha de Jeová e açougueiro, achava toda aquela abstinência de carne um desperdício espiritual (e financeiro).

A capelinha do bairro ficava feia, sem vida, desolada e triste. As imagens bonitas do Sagrado Coração de Jesus e de São Francisco de Assis ficavam cobertas por panos roxos desbotados. No presbitério não havia flores nem anjos, nas missas omitia-se os momentos festivos, não se cantava o louvor, o “Glória”, e era proibido cantar músicas que tinham a palavra “Aleluia” na letra. Como componente do Coral da Igreja eu achava tudo aquilo estranho, mas, chato mesmo, era ensaiar às pressas as músicas da Campanha da Fraternidade e perceber que na verdade só estaríamos bem afinados quando a Quaresma já estivesse findando.

Flor no DesertoTempo quaresmal é um tempo de deserto, recordando os 40 dias que Jesus permaneceu no deserto passando provações e fome e que, depois de lá, saiu para anunciar a Boa Nova do amor de Deus!

Eu acho que para os adultos essa percepção de deserto nas Igrejas é mais difícil de entender. As crianças podem até não entender de Teologia e Liturgia, mas elas notam com mais facilidade que esse é um tempo de transição, mudança e conversão. Percebe que algo está acontecendo. Afinal de contas, aquilo tudo tem que ter um sentido!

Minha educação religiosa conservou durante tempos essa noção de que algo precisa mudar em mim no tempo da Quaresma. Porém, vou descobrindo com o tempo que uma nova oportunidade de mudar e de encarar a vida surge a cada novo olhar para a essa mesma vida. Ninguém vai descobri-la por mim, ninguém pode viver os desertos que essa vida reserva pra mim; os perigos, as tentações, as desolações, as tristezas, os medos… Sou eu mesmo que terei que vivenciá-los.

Viver a vida é ter sempre a surpresa de que, muitas vezes, as mudanças, as revelações, as novidades e as respostas que queríamos surgem – assim como acontece nas histórias da Bíblia – nos desertos. É engraçado que toda vez que saímos de um deserto, é como se nascesse uma flor no meio da rua de asfalto. Já disse Drummond: É feia. Mas é uma flor!”.

Acho que nem precisaríamos de tempo de Quaresma (pelo menos daquela forma), apesar de achar que esta seja oportuna na educação do fortalecimento do espírito e nas vitórias das fraquezas da carne. Mas é que hoje, um pouco mais velho, prefiro o deserto da liturgia quaresmal com a percepção poética de quando era uma criança, para assim perceber que esse misto de quaresma e solenidade, de privação e festa, é a Vida nela mesma!

Pedro Barbosa Lima Júnior

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voltaire
Deus concedeu-nos o dom de viver; compete-nos a nós viver bem.
(
Voltaire)

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O legal de festa surpresa é que a gente nunca sabe exatamente qual vai ser a reação da pessoa na hora em que acendem-se as luzes e todo mundo grita.

Susto - Festa Surpresa

Pois é. Como desconfiança foi uma palavra que nem sequer cogitou passar pela mente do Luís enquanto a gente tramava tudo, tava todo mundo esperando que ele fosse fazer uma cara de quem viu a Dercy de tanga. Aí a gente dá aquele pulo de trás da bancada e ele dá uma de “Ué… de onde vocês surgiram? É sonho isso?”…

galeraMas pela foto deu pra ver que ele ficou feliz! Foi bem simplezinho, só chamamos alguns “mais chegados” na correria da última hora, mas foi de coração. Afinal, não é todo dia que um amigo vai embora fazer mestrado!…

Luis rindo

(ok, só essa semana também vou perder meu irmão e minha namorada pra mestrados distantes, mas espero que essa seja uma semana totalmente atípica na minha vida, viu?… ai ai ai…)

E tem outra: foi a primeira festa surpresa da vida deste nosso nobre amigo, que foi a primeira pessoa a sonhar com este site, e com tantos outros sonhos loucos que só outros loucos sonhadores como eu pra ter coragem de acompanhá-lo… Nóishehehe.

Pois é, emocionamos o rapaz.

Agora é a hora dele nos emocionar mais ainda, com suas vivências em outros mares!…

Luís, meu velho… que São João Del Rey seja pequena pro seu coração!

Que Deus te acompanhe… e vamo que vamo, que o som não pode parar!!

Aliás, por falar em coração…

Taí teu presente!

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