
Confesso que só gosto de assistir uma coisa durante o carnaval: A apuração das notas das escolas de samba. Parece que é final do campeonato brasileiro, e apesar de também não gostar muito de futebol, não tem como não sentir a adrenalina ao escutar os graves “NOVE E MEIO” e “DEZ, NOTA DEZ“!
E qual é a relação disso com a vida? Muitas, poucas, não sei…
Mas me lembrei do seu Angenor de Oliveira, fundou a escola de samba “Estação Primeira de Mangueira” em uma época em que o carnaval era bem diferente. O Gabriel comentou que essa semana viu uma reportagem falando sobre como a crise mundial afetou o carnaval (devido a crise, este ano houve muitos cortes nos orçamentos das escolas); os problemas foram muitos, mas ele achou interessante uma fala de um dos entrevistados, que disse: “por um lado é bom, porque o carnaval tava ficando muito técnico, muito superprodução… e agora a gente vai ter que voltar a usar a criatividade“. Quem sabe se com um pouco mais de criatividade, não diminua também a “apelação”?…
Mas voltando ao Angenor, este homem é um dos maiores compositores - e, por que não, poetas do Brasil.
Angenor, que é mais conhecido por Cartola devido ao chapéu que usava durante durante o trabalho de pedreiro, compôs um grande samba que me lembrei ao assistir a apuração hoje.

O Sol Nascerá
A sorrir
Eu pretendo levar a vida
Pois chorando
Eu vi a mocidade
Perdida
Fim da tempestade
O sol nascerá
Finda esta saudade
Hei de ter outro alguém para amar
A sorrir
Eu pretendo levar a vida
Pois chorando
Eu vi a mocidade
Perdida
Talvez alguém possa a achar besta, simplista, pobre. Mas na minha opinião esta música é Simples, Suave e Sincera, como um bom samba. E como a vida!
PS: A apuração que o Luís viu hoje foi do carnaval de S. Paulo, viu gente… a do Rio é só amanhã… hehe…



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