Dizem que “o aborto sempre mata”…

Caetano - caricatura

…ou não.

Alguém disse, certa vez, que quem defende o direito ao aborto nunca foi abortado. Este é um argumento bastante utilizado por quem é contra o aborto, mas costuma ser motivo de deboche entre algumas pessoas que o defendem.

Seria interessante, no entanto, se perguntar o oposto: e quem foi abortado, será que defenderia o direito o aborto?

Por mais ridícula que possa parecer essa pergunta, ela impressionantemente tem algum fundamento. Não, não é preciso recorrer a médiuns: basta perguntar a quem conseguiu sobreviver ao procedimento.

Sim são mais comuns do que se imagina, os casos em que mulheres tentam “tirar” os filhos utilizando medicamentos ilegais (recomendados por médicos “competentes” de todo o país e ONGs internacionais defensoras do “direito universal ao aborto”), mas não dá certo. O aborto falha e a criança acaba nascendo, geralmente com graves seqüelas.

Mas em lugares onde o aborto é legalizado, não há esse problema, o “serviço” é sempre bem-feito, certo? Errado. Em alguns países, às vezes não se consegue “completar” a operação dentro do útero em estágios mais avançados da gravidez, então é praticada a chamada eutanásia neo-natal, ou seja, o bebê morre depois de nascer. Isso sem falar no que acontece na China

Mas em nações como os Estados Unidos há uma situação interessante: o aborto é totalmente liberado em qualquer situação e em qualquer etapa da gravidez (como estão tentando permitir no Brasil), mas o infanticídio continua sendo um crime grave. Depois que o bichinho respira, ele tem direito à vida. Matá-lo é considerado um homicídio – o que fez surgirem algumas técnicas curiosas, como o chamado aborto por nascimento parcial, praticado em alguns casos raros de abortamento tardio. É isso mesmo: o bebê “quase nasce”, mas não chega a respirar…

Gianna JessenFoi esta situação que permitiu que essa simpática moça aí do lado, chamada Gianna Jessen, conseguisse sobreviver a uma tentativa de aborto feita com uma técnica em que uma forte solução salina é injetada no útero e… bem, vocês imaginam o que acontece. Como é um procedimento demorado, o médico deu uma saída enquanto a mãe ficava esperando tudo acabar, e nesse tempo a pequena Gianna milagrosamente conseguiu “se safar”, fugindo daquele útero que mais parecia o mar morto. Ou seja, nascendo.

Ninguém sabia o que fazer, não esperavam um parto prematuro. Muito menos, que a criança estivesse viva. Uma enfermeira levou-a então para um hospital, e então ocorreu o segundo milagre: ela sobreviveu. O terceiro foi Gianna ter virado essa beleza de pessoa que, pra desmentir o prognóstico de que não seria nem capaz de andar, já até correu maratona. Dizem que tem alguns traços de paralisia cerebral, mas quem a vê não nota nada. Pelo visto, energia mental é algo que não lhe falta.

Impressionante demais pra ser verdade? Bem, alguns movimentos “abortistas” já tentaram desmentir a história contada pela mãe adotiva de Gianna (que foi quem a acolheu no hospital), mas sem muito sucesso. A verdade é que não é um caso nada impossível de acontecer – só na Inglaterra, estima-se que 50 bebês sobrevivam ao aborto por ano. O fato é que qualquer procedimento médico pode falhar. Em alguns casos, essa falha pode ocasionar a morte. Já em outros…

Veja aqui um depoimento da Gianna, que tem muito mais credibilidade que eu pra contar essa história. Não deixe também de ver o seu site oficial, onde pode-se ouvir algumas de suas canções (sim, ela canta, e muito bem!). Ah, e o mais interessante de tudo: os vídeos dela no Youtube, que infelizmente ainda estão só em inglês (quem sabe, porém, alguém não se anima a traduzir e legendar, por uma causa mais do que nobre?…).

Ah, e é claro, faltou dizer o que a Gianna pensa sobre o aborto. Ela, obviamente, é hoje uma militante ferrenha dos direitos das mulheres.

Principalmente, do direito das mulheres (e de qualquer um) de viver.

“Se o aborto é um direito das mulheres, quais são os meus direitos? Não existiam protestos feministas contra o fato dos meus direitos estarem sendo violados no dia em que a minha mãe me abortou” (Gianna Jessen).


PS1: Lembrei da história da Gianna ao ler uma reportagem sobre uma jovem chamada Miriam, intitulada “Sobrevivente de aborto é campeã de natação” – que, na verdade, é um caso um pouco diferente: Miriam não chegou a sofrer aborto, pois seus pais decidiram entregarem-na para adoção antes disso. Curiosamente, entretanto, outro fato liga as histórias de Mirian e Gianna: ambas apresentam uma leve paralisia cerebral. Ironicamente, se num caso o aborto era apresentado como solução para a deficiência, no outro ele foi justamente a sua causa

PS2: Tem pouca coisa na internet sobre a Gianna em português, mas você pode conferir o depoimento no original em inglês clicando aqui, e um outro feito quatro anos depois, aqui. Vale também uma olhada na Wikipedia – e no velho e bom Google

UPDATE (19/06/09): Agora já temos um vídeo da Gianna em português! Clique aqui – acredite, vale a pena!…

Gostou? Veja também:

  1. Gianna Jessen em português!
  2. Aborto, arrependimento e Elba Ramalho
  3. Operação Anjo: menos duas clínicas de aborto

Tags: , , , ,

  1. Pedro’s avatar

    Bom testemunho… desmascarar as verdadeiras causas da legalização do aborto no mundo! Será mesmo que somos os ratos no celeiro?!

    Responder

  2. Daniel’s avatar

    Caríssimos, eu traduzi e legendei o vídeo )ao menos a primeira parte para começar) com o depoimento da Gianna Jessen, que sobreviveu a um aborto por envenenamento salino. Está no You Tube e com “embed” no meu blog.
    A paz de Cristo. Divulguem o vídeo, pela causa da vida.
    Daniel

    Responder

  3. Gabriel Resgala’s avatar

    Tá mais que divulgado, Daniel!

    E parabéns pela “boa ação”.. rs.

    Responder

  4. Karina’s avatar

    Caraca, me arrepiei toda com essa história. A da Miriam eu já tinha ouvido falar, mas a dela não. DEUS É BOM DEMAIS para nos dar testemunhos tão lindos assim!!! E, cá entre nós, a moça é bonita mesmo hein?! A mãe biológica perdeu de ouvir na rua “você está de parabéns, sua filha é linda!!”

    Responder

    1. Gabriel Resgala’s avatar

      vc já viu ela falando pessoalmente, Karina?

      dá uma olhada:

      http://vivopelavida.com.br/2009/05/16/gianna-jessen-em-portugues/

      bjão!

      Responder

  5. Karina’s avatar

    Poxa, Gabriel, eu sou internauta pé de chinelo… num consigo acessar vídeo não. Tô coçando pra ver os que vocês divulgam aqui. Mas eu verei, com certeza, verei!!! Pra essas coisas boas eu dou um jeito :p

    Responder

  6. Karina’s avatar

    Pessoal, tá em inglês, mas em suma, é a história de uma moça que descobriu ser filha de uma criança violentada. Não é uma história totalmente triste, pelo contrário, a mãe biológica ficou super feliz em rever sua filha. Tá em inglês, só não prometo traduzir e disponibilizar pra vcs pq meu inglês tá meio empoeirado :) Traduzo por enquanto só a frase-título: Não nos comparem com o ato que nos trouxe aqui. Tem outros dois site, de uma moça e de um rapaz, mas tô penando aqui pra achar de novo :( Bjo pra vcs. http://www.righttoliferoch.org/nforgotten.htm

    Responder

  7. Gabriel Resgala’s avatar

    Oi, Karina! Mande um e-mail pra gente falando dos problemas que está tendo em visualizar os vídeos, podemos tentar ajudar… E é bom para já tentarmos melhorar as visualizações dos outros usuários!

    Quanto à tradução, temos alguns leitores “tradutores” de plantão.. alguém se habilita?? rsrrs…

    abção!

    Responder

  8. Karina’s avatar

    Hoje eu consegui entrar no site oficial da Gianna… que voz de anjo!!!! Pena que eu não posso ficar ouvindo, pq lá no suporte entendem que estou em alguma rádio qualquer…

    Responder

  9. suicida’s avatar

    Bem Gabriel, essa é uma questão sempre delicada, assim como a pena de morte. Mas sem entrar em muitos detalhes, eu sou a favor do aborto com certas restrições: em casos de violencia sexual, encefalia, etc. De forma geral acho que essa é uma questão que cada um devia ter o direito de agir de acordo com o que pensa e considera ser certo, afinal, a definição de vida ainda não é exata, é relevante: uns acham que se considera quando nasce o bebê, outros quando o óvulo é fecundado, se não quando a religião não impõe sua opinião e trunca mais ainda essa questão…
    Acho que cada mulher devia ter o direito de fazer o que quiser com seu corpo, pois afinal, se forçarem ela à gravidez, como podem força-la a cuidar bem dessa gravidez? se alimentar bem, não fumar, etc… porque uma questão é trazer uma criança à vida, outra é como será a vida dessa criança? ela será sadia? doente? sua mãe irá querer ficar com ela ou não? ela irá pra ruas?
    É um debate longo e complexo…
    E isso porque disse que não entraria muito em detalhes hehe
    Abraços!

    Responder

  10. Karina’s avatar

    a definição de vida ainda não é exata, é relevante: uns acham que se considera quando nasce o bebê, outros quando o óvulo é fecundado, se não quando a religião não impõe sua opinião e trunca mais ainda essa questão

    Engraçado, nenhum dos meus livros de ciências da escola eram católicos, muito menos falavam em Deus, mas todos eles falavam do início da vida na fecundação.

    Quanto a suas considerações ao final do comentário, Sr. Suicida, nenhuma criança escapa dessas possibilidades, mesmo as 100% perfeitas, fertilizadas in vitro e totalmente programadas/planejadas. Isso porque, ao primeiro choro que sair fora do compasso-pré-definido, o desgosto dos pais-donos com seu filho-mercadoria pode ser tão grande que ele vai sofrer tanto quanto aquele molequinho melequento lá dos cafundó que não tem nem o que comer.

    Responder

    1. Gabriel Resgala’s avatar

      Olá, amigo!

      Bem, a grande questão, a meu ver, é da gravidade do ato que, no mínimo, “pode-se” estar cometendo. Explico:

      Como lembrou a nossa furiosa amiga aí em cima (cuidado com ela… rs), cientificamente não há dúvidas de que a vida do indivíduo humano, minha, sua, começou na concepção. Esse fato não foi negado nem pelos ministros que julgaram válidas as pesquisas com células-tronco; é incontestável. As questões que pode-se levantar sobre essa questão – e que eles levantaram – são puramente filosóficas, e na maioria enraizadas em pensamentos da Idade Média, quando ainda não se tinha os conhecimentos sobre fecundação e tal. Muitas vezes, convenhamos, essas idéias são utilizados de acordo com o interesse que se tem – pesquisas científicas, controle populacional, dinheiro gerado pelas clínicas de aborto, etc.

      Bem, mas sem se alongar nestes detalhes, imaginemos que eles não existissem. Suponhamos que realmente não houvesse certeza alguma sobre o início da vida, e suponhamos os casos em que as mães teriam realmente “motivos” plausíveis para abortar, garantidos pelo seu direito à liberdade. Eu perguntaria: será que, ainda assim, não seria um RISCO muito grande que estaríamos correndo de assassinar um ser humano completamente inocente, sem chance alguma de defesa?

      Não seria como um europeu dizer a um índio, um negro: “não sabemos se você tem alma, mas na dúvida vamos escravizá-lo mesmo assim”? Qual a diferença? No que o aborto é diferente do infanticídio, por exemplo – sendo que a criança ao nascer, assim como de certa forma todos nós, também ainda está em formação?

      É por essas e outras que considero que o benefício da dúvida não deve existir no caso de um valor tão imprescindível quanto a vida.

      Quanto à “obrigação” da mãe de cuidar do filho, creio que os inúmeros exemplos que temos de filhos que não só sobrevivem, mas têm uma grande vida mesmo rejeitados pelos pais, mostra que a vida está acima dessas coisas… o próprio exemplo da Gianna, neste post, e vários outros que colocamos aqui no blog.. vale uma olhada..

      Sugiro tbém uma olhada na nossa página fixa sobre aborto, lá exeplicamos mais nossa opinão…

      Grande abraço, seja sempre bem-vindo! (e desculpe pelo tamanho.. rs)

      Responder

  11. marco polo’s avatar

    Bem, estou de volta rs
    Mudei meu nick por consideração ao Gabriel, mas já saberão quem sou…
    Karina, os seus livros, como os meus, deviam apontar o inicio da vida na fecundação porque essa é a visão, como dito pelo Gabriel, adotada no Brasil, defendida pelos ministros, e lembro que defendida pelo procurador-geral da republica, uns anos atras, quando queria derrubar uma autorização do STF que permitia o aborto em certas circunstancias. Mas não é porque essa é a visão adotada aqui no Brasil, e por ALGUMAS comunidades cientificas, que a fecundação é considerada o inicio da vida, pois há varias teorias sim:
    http://www.revistaenfoque.com.br/index.php?edicao=82&materia=1050
    E não há como negar que a religião não tem força nesse assunto:
    http://www.pco.org.br/conoticias/ler_materia.php?mat=12618
    Agora concordo com vocês: há sim totais possibilidades de uma criança “planejada” não ter uma boa vida, receber várias coisas dos pais, menos a sua presença. E sei também que há essas histórias de gravidez indesejada, crianças abandonadas, que dão a volta por cima, e tem um futuro brilhante. Mas convenhamos, essa possibilidade, principalmente a segunda, são muito pequenas. Quantas historias positivas assim seriam necessárias pra se considerar muitas? 10? 100? 1000? ainda acharia muito pouco perto de todas as crianças destinadas ao crime, a pobreza, a desnutrição e morte.
    Também concordo com a visão da Zilda Arns, que o proprio Gabriel colocou aqui no site, que diz que o aborto é uma medida pra combater uma consequencia, não uma causa: que deveria ser combatido com planos sociais. Se assim o governo brasileiro agisse, defenderia totalmente essa abordagem ao inves do aborto, mas já sabem como é….
    Não sei quem vocês consideram a favor do aborto: alguém totalmente a favor em qualquer situação, que não é meu caso, pois mesmo apresentando minha opinião quanto a questão das gravidez indesejadas, não sou a favor do aborto pra controle populacional, porém, reforço que sou parcialmente a favor, nos casos de violencia sexual e outros.
    Afinal, é muito facil falar que se trata de uma vida, em qualquer situação, etc e tal, mas, quando você sofrer essa violencia, ou ter contato com alguém que a sofreu (pois é…) daí quero ver quem continua sendo contra a aborto, ou teria coragem de dizer na cara dessa pessoa que é contra o aborto, sem jamais conseguir sentir o que ela passou.
    Pensem que cada pessoa é diferente, umas são mais fortes emocionalemnte que outras, já li historias de mulheres violentadas que cuidaram desses filhos com muito carinho, porém mais uma vez, isso é exceção, pensem que como forçar alguém a seguir em frente com uma situação dessa pode acabar destruindo emocionalemnte essa pessoa, pois a questão não é so o feto, mas a mulher que o esta gerando também.

    Responder

    1. Gabriel Resgala’s avatar

      Vamos lá! rs…

      Bem, como eu disse antes, a única visão estritamente científica sobre o início da vida é a da fecundação. Em TODO o mundo, quem estuda biologia sabe que um novo indivíduo da espécie surge com a união do óvulo ao espermatozóide, é um novo ser humano capaz que se desenvolve de forma autônoma, dependendo do organismo materno apenas para nutrição e proteção, por assim dizer… Veja:

      http://www.biodireito-medicina.com.br/website/internas/artigos.asp?idArtigo=75

      Todas as outras teorias citadas na reportagem que você enviou são especulações filosóficas. Há até uma teoria segundo a qual “a vida começa quando o ser humano reconhece a diferença entre si e os demais”, e portanto só ao longo dos primeiros meses após o nascimento. Isso não é uma discussão científica, mas ética – e a ética é uma parte da filosofia.

      O que não quer dizer, de forma alguma, que esse tipo de discussão seja menos importante, claro que não – o que seria de nós sem a ética, a filosofia, ou mesmo a religião? Apenas acho que devemos pôr as coisas no seu devido lugar – dizer que a teoria do início da vida na fecundação é só um “dogma religioso”, como afirma o texto do PCO, soa desonesto…

      Até porque não se trata de um dogma, termo utilizado pela Igreja para tratar de questões de fé. Trata-se de uma descoberta científica aceita pela Igreja em 1869 – antes disso, não havia consenso sobre isso na Igreja, mas mesmo assim não se aceitava o aborto – pelo argumento que citei anteriormente, do “risco” de se estar cometendo algo muito grave. Como eu disse, não é um risco qualquer, de cometer uma injustiça qualquer; é o risco de assassinar uma vida inocente.

      E, em se tratando de vidas, não se pode jogar com probabilidades, mesmo que só uma “desse certo” em cada 1000 que são fruto de estupro, será que isso seria motivo para descartar todas?… Isso, a meu ver, equivale a chacina em orfanato, em presídio, em crianças de rua. A diferença é que, no aborto, nem se daria ao menos a chance de a criança ter uma vida diferente…

      Enfim, no fundo no fundo, o que se está em discussão, a meu ver, é a importãncia dessa vida. Se realmente consideramos q é uma vida importante, por mais que hajam casos realmente complicados, como estupro, gravidez precoce, etc, nada disso justificaria sua morte. É claro, sempre sofremos com a mãe e a família, e creia, não é nada fácil lidar com esses casos. Conheço várias pessoas que fazem esse trabalho; que, mesmo sofrendo muito junto com uma mãe que está nessas condições, têm a coragem de chegar para ela e dizer: “não faça isso”.

      É claro, deve-se tentar achar uma solução que seja boa para a mãe também – e, na verdade, a maioria acaba decidindo ter o filho, mesmo sendo fácil abortar no SUS, nestes casos (não estou achando aqui a estatística, mas é confiável) – mas, se ela não quiser, infelizmente não há jeito; enquanto não inventam uma encubadora capaz de manter o bebê vivo durante os 9 meses, ela terá de ficar com ele até encaminhar para a adoção no nascimento – o que, convenhamos, por mais traumático que seja, não é nada perante um aborto.

      Bem, sei que às vezes pode parecer incisivo demais, sempre bater na mesma tecla que o aborto é assassinato. Mas não há o que dizer; acho que uma boa coisa pra se ter idéia da situação é o vídeo do Dr. Bernard Nathanson, que foi o maior abortista do mundo ocidental, até o dia em que ele viu uma ultra-som de aborto… Procurei no Youtube, infelizmente não tem nenhum vídeo de qualidade boa, o melhor que achei foi este. Dá uma olhada, vale a pena:

      1- http://www.youtube.com/watch?v=6vqTTX5ENIA
      2- http://www.youtube.com/watch?v=EaD5127ePHY&feature=related
      3- http://www.youtube.com/watch?v=2cp6pTktArY

      Aquele abraço!..

      Responder

  12. Karina’s avatar

    Marco POlo, em relação è questão da violência sexual, o aborto não é uma saída porque:

    1) a criança é inocente do ato do seu progenitor.

    2) não se pode pré-julgar a vida dessa criança e dizer que ela será tal qual seu progenitor. Isso é um crime.

    3) O aborto é uma violência não só com a criança, mas com a mulher. Ou você acha que os métodos abortivos não fazem nada com a mulher, são como um remedinho inofensivo? aliás, você já viu algum remédio ou cirurgia 100% inofensivos para nós?

    4) Não se fala em “obrigar” a mulher a ter o filho, mas a questão é acolher. Há uma diferença imensa. Acolher mãe e filho são atitudes nobres. Ainda que ela decida dar a criança em adoção.

    5) As pessoas desconhecem o poder de uma gravidez. Nós ficamos tão fortes que, te digo de coração e experiência, o ato em si que gerou aquela vida passa a não ter importância. Claro, uma mãe que gerou um filho num ato de imenso amor e intimidade com seu esposo lembrará com muita ternura daquele momento, mas isso não invalida a concepção em situações menos, digamos, romantizadas, a exemplo do meu filho.

    Perdoem expor um assunto íntimo assim, mas faz-se necessário no caso: apesar de saber exatamente o dia em que meu filho foi gerado, e de as circunstâncias daquele dia serem muito angustiantes, dado o contexto que eu vivia na época, isso não diminui em nada a beleza da vida de meu pequenino.

    Uma gestação pode, sim, ter o poder de amenizar as cicatrizes do ato de violência. Isso os que são contra a vida nunca vão dizer para você, vão sempre menosprezar o poder da maternidade na vida de uma mulher, já que os filhos, para eles, desejados ou não, são sempre um fardo.

    Responder

  13. Karina’s avatar

    Quanto à relativização do início da vida, serei curta e grossa: se é para relativizar, então um indivíduo de 30 anos de idade, que depende da mãe e do pai até pra fazer rematricula na faculdade e escolher roupa em loja (conheço muitos seres humanos assim), ainda não é um ser humano.

    Responder

  14. Karina’s avatar

    Quantas historias positivas assim seriam necessárias pra se considerar muitas? 10? 100? 1000? ainda acharia muito pouco perto de todas as crianças destinadas ao crime, a pobreza, a desnutrição e morte.

    O Gabriel avisou, não mexe comigo (rsrsrsrs). Marco, essa é a desculpa dos abortistas, não vale a pena ter um pobre que “fez sucesso”, enquanto outros viram bandidos.

    Mas, se essa é a lógica, vamos pensar o seguinte: político também não deveria ter filho. Filho de político corrupto, “corruptinho” vai ser, então nada de político ter filho. Assim como os empresários que chafurdam na mesma lama. Quantos políticos e empresários honestos seriam necessários pra derrubar essa idéia?

    Soma-se a isso que honestidade hoje em dia não dá ibope. Aliás, dá, mas é vista como algo extraordinário, algo sobrenatural, e não como obrigação de todo ser humano. Por outro lado, artistas, atletas e famosos em geral, quanto mais baterem na namorada, nos fãs, nos paparazzi, quanto mais droga usarem, quanto mais se prostituírem, mais são aclamados pela mídia.

    Se for por essa de “vale quanto pesa”, nenhum ser humano deveria vir ao mundo, pois todos nós estamos propícios, em alguma instância, a praticar o mal.

    Por falar nisso, adolescente pobre é bandido sempre. Adolescente rico, quando é descoberto traficando droga, comandando sequestros e outras brincadeirinhas, ah, coitadinho, foi influenciado pelo amigo pobre, esse sim, era bandido.

    Responder

    1. Luis Vinicius’s avatar

      Oi Karina! Fico muito feliz com suas contribuições…
      Como já me disse o Gabriel, é isso que acontece quando uma mulher luta verdadeiramente pela vida.
      Por mais nós (os pobres homens) lutemos, vocês misteriosamente tem uma força a mais pela vida!
      Muita vida para você!
      Beijos!

      Responder

  15. Gabriel Resgala’s avatar

    Karina, falei que era pra ter cuidado com vc… mas o oposto tbém é verdadeiro.. rs…

    Responder

  16. Karina’s avatar

    Luís, a luta de vocês é muito válida porque, pra abortista, isso é assunto de mulher, como se homem não entendesse nem devesse opinar nada sobre isso (aliás, opinar contra, porque opiniões masculinas a favor deles são muito bem vindas, vide Temporãos e Dráuzios Varelas da vida)!!

    Eu e meu filhote desejamos muita vida pra vocês também!

    Responder