Ok. Quem tem conexão lenta pode reclamar que estamos botando muitos vídeos nos últimos posts… Mas esse aqui, com certeza, vale alguns minutos da noite do seu domingão (ou da tarde de segunda, aquela hora booooa depois do almoço…).
É uma entrevista do Programa do Jô, feita em 2006, com um político que é gago. Ele é de Cachoeira Paulista – SP, e foi candidato a deputado estadual na época.
No vídeo, o Jô quase não se agüenta de tanto rir. O cara, um piadista nato, conta com muito bom humor como já tentou mil e uma soluções “inusitadas” para se livrar desesperadamente da gagueira, chegando a pensar até em suicídio devido aos transtornos que aquilo lhe causava…
Pois é, já parou pra pensar como um problema na fala pode ser uma coisa horrível na vida de alguém? De paquerar a procurar emprego, passando por várias situações triviais… Né mole não.
Mas parece que o Claudinho conseguiu dar a volta por cima, usando de um recurso mestre do brasileiro: rir de si mesmo. Não rir de deboche, como uma fuga (do tipo: “vou me zoar antes que os outros me zoem”), mas simplesmente encarando com bom humor algumas de nossas próprias limitações, enquanto aproveitamos pra amadurecer o que a gente tem de bom. Eu, por exemplo, posso não travar tanto na fala quanto esse cara, mas não tenho um terço da simpatia e da espontaneidade dele…
Pois é… Preciso aprender a rir de mim assim. A rir da vida assim!…
Afinal… nada como uma boa gargalhada!
Uma ótima semana a todos!
PS: o vídeo do Jô é Dica do Fábio (o vocalista da Tanlan, aquele do vídeo no Youtube…)
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Tags: gago, humor, jô, Sofrimento, vida
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Realmente este é um exemplo de otimismo. IMagino o que esse rapaz não precisou para conseguir se formar na faculdade. Todo esse jogo de cintura dele merece nossa admiração, pois nos ensina a olhar as nossas limitações como oportunidades e não empecilhos para nosso bem viver!
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Rapaz, aqui onde eu trabalho tem vários tipos de deficientes, tão trabalhadores quanto qq um dos “normais”… e tem uma moça que é muda (Mirtes), e por aqui a gente costuma brincar que ela é a muda mais falante do planeta, que ô criaturinha q gosta de conversar. E, apesar de ninguém saber linguagem de sinais, todo mundo acaba entendo o que ela “diz”. Aí, ontem, veio uma médica fazer exame periódico e eu fui atendida depois da Mirtes, e a médica ficou “tadinha dela, que dificuldade”… Eu me segurei pra não me perguntar “se ela fosse estrangeira, a dificuldade seria dela ou sua??” A gente esquece que a limitação dos outros também reflete alguma outra limitação nossa, e nós somos egoístas demais achando que eles que são “imperfeitos”. Fora que a gente esquece que somos tão frágeis…


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