Jota Quest – Dias Melhores
Muitas vezes nos pegamos pensando sobre o mundo.
A situação na Terra Santa, a tragédia ecológica, a miséria na Africa, a escravidão chinesa, a falta de uma qualidade de vida digna presente no bairro vizinho… Parece que tudo está acabado, do jeito que está seria melhor que tudo acabasse logo de uma vez…
Sem hipocrisia, acho que de uma forma ou outra, todos nós já pensamos nisso alguma vez… a diferença é que muitos continuam achando que esta é a única solução. É como se o mundo fosse um grande computador, e na atual situação, somente um grande Reset salvaria a humanidade.
Será? Será que não existe esperança?
Esperança, segundo a Wikipédia, é : “uma crença emocional na possibilidade de resultados positivos relacionados com eventos e circunstâncias da vida pessoal. A esperança requer uma certa perseverança — i.e., acreditar que algo é possível mesmo quando há indicações do contrário.”
Não quero neste breve post fazer todo um estudo sobre crenças antropológicas ou sobre a etimologia da palavra… Até porque pouco sei de etimologia ou antropologia.
Mas sei de algumas coisas que me ajudam a caminhar na vida. Sei que a esperança é um sentimento inerente ao ser humano. Sei que durante toda a história da humanidade, já passamos por diversas guerras, desastres, conflitos, intolerâncias e despotismos.
Sei que os frutos que eu colho hoje, foram plantados por muita gente no passado, como por exemplo a minha estimada liberdade, que há 200 anos não era possível a nenhum afro-descendente, como eu. Muitos daqueles que lutaram por alguns dos meus direitos, escravos ou libertos, não puderam ver a semente da luta germinar…
Hoje nós temos nossas lutas, aquelas que acreditamos defender por questões éticas… Não sei quanto a vocês, mas eu escolhi lutar pelo direito à vida, pelo direito à dignidade humana, e por vários outros direitos que fazem parte daquilo que eu acredito que será um mundo melhor.
Severn Suzuki Discursa na Eco 92
Se hoje eu pudesse transmitir uma mensagem seria esta: “Hoje, ao redor do globo e na porta de nossas casas, vemos um mundo que muitas vezes destrói a pouca esperança que temos em dias melhores. Talvez o que mais nos machuque seja a idéia de que não veremos esses dias. Mas eu posso dizer uma coisa, com uma esperança louca que insiste em bater em minha cabeça: dias melhores virão. E estes dias dependem do NOSSO trabalho.”
A esperança é um sentimento tão fora do comum, e ao mesmo tempo tão inerente ao ser humano, que também tenho esperança de que verei um mundo melhor com meus próprios olhos. Este mundo não será perfeito, mas quero educar meus filhos para que eles também lutem, com esperança, por dias melhores.
Wilson Simonal – Tributo a Martin Luther King
Bertold Brecht certa vez fez um poema, intitulado “Os que lutam”, que diz:
“Há aqueles que lutam um dia; e por isso são bons;
Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda;
Porém há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis.”
Sei ainda que não vou sozinho, existe muita gente boa, muito boa, melhor e imprescindível por ai. Aos poucos vou tomando conhecimento da quantidade de gente que está pelo mundo, fazendo sua parte, plantando sem ver os brotos saírem da terra. Mas com a esperança de que o sabor dos frutos fazem toda a diferença.
Por isso eu digo, tomando de empréstimo as palavras de Wilson Simonal: “O que te peço é luta sim, luta mais, que a luta está no fim…”
P.S.: Quero lembrar que o afro-descendente acima citado sou eu (Luis), para as pessoas não acharem que o Gabriel, que é praticamente um Suiço, também é mentiroso… hehehe
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Tags: Bertold Brecht, Eco 92, esperança, Jota Quest, Severn Suzuki, vida, Wilson Simonal
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Luis, muito muito muito bom este texto!
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Oi, Luis, muito bacana esse texto. Eu acredito muito que o dia em que a gente não tiver mais sonhos nem esperança, podem apagar as luzes, desligar tudo e vamos embora, que nosso tempo aqui terá chegado ao fim… Quanto à luta por um futuro melhor, cito uma frase (essa não me passaram mesmo o autor, ficou como “anônimo”) : “Todo mundo se pergunta que mundo deixaremos para nossos filhos. A pergunta deveria ser que filhos deixaremos para o mundo”


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