Mais vale a paciência que o heroísmo, mais vale quem domina o coração do que aquele que conquista uma cidade.
Provérbios 14, 32

Coração

Mais vale a paciência que o heroísmo; mais vale quem domina o coração do que aquele que conquista uma cidade.

Provérbios 14, 32

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relógio

Todo blogueiro, ao menos uma vez na vida, já fez um post do tipo “desculpem o sumiço, estou meio sem tempo”… Pois é. Juro que pensei que não ia fazer isso aqui no VPV… mas o clamor popular foi grande, os fãs simplesmente pediram (pra ser mais específico, um “fã” especial lá de Niterói)!  Sim, recebi ontem a seguinte sugestão por e-mail:

“Acho que tá faltando um post no site no mínimo dizendo como está difícil mantê-lo atualizado e quem sabe discutindo das dicotomias que a vida nos leva, nos fazendo deixar alguns projetos inacabados e paralisando outros por algum tempo!!!!”

A grande questão é: como discutir algo tão complexo quanto o tempo, exatamente quando não se tem tempo? hehehe…

Achei melhor, então, deixar com o Lenine. Ele fala por nós…

Paciência

(Lenine e Dudu Falcão)

Mesmo quando tudo pede
um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
um pouco mais de alma
A vida não pára…

Enquanto o tempo
acelera e pede pressa
Eu me recuso, faço hora
vou na valsa
A vida é tão rara…

Enquanto todo mundo
espera a cura do mal
E a loucura finge
que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência…

O mundo vai girando
cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência…

Será que é tempo
que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo
pra perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara…

PS: Não deixamos isto aqui de lado, assim como eu nunca abandonei o Humanando, meu blog pessoal, apesar de as postagens por lá estarem cada vez mais raras… Continuam sendo “pequenos pedaços de mim” aqui na internet. Acho que, como tudo na vida, nem sempre temos o mesmo “furor” com as coisas, a mesma empolgação inicial, o mesmo tipo de paixão (e, como dizem, “amor” é paixão que amadurece)…  Às vezes um período de silêncio dá mais valor à fala que se segue; às vezes, depois de muito falar, é preciso parar e refletir sobre tudo o que foi dito.  E, nestes últimos dias de mestrado (não é preciso falar mais nada, né? rs), sou forçado às vezes a guardar um pouco mais as reflexões, a frear a vontade de escrever por aqui, a fazer os dedos no teclado serem levados mais pelo esforço que pelo prazer – o que não quer dizer, é claro, que não haja nada de prazeroso num trabalho acadêmico, e nem que manter um blog não exija nenhuma dedicação mais séria. Mas assim é a vida, é preciso dar um lugar para cada coisa. Basta um pouco mais de paciência

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Inri CristoAntes de mais nada, gostaria de dizer que posso ser considerado seguidor de um messias. Aliás, a maioria de nós o é (ou, como eu, ao menos “tenta ser”…). Numa cultura fortemente influenciada pelo cristianismo, quase todos temos Jesus, de uma forma ou de outra, como um modelo a ser seguido – e, para muitos, ele é mais que isso: é Deus. Mas, nem por isso, inquestionável.

Sim, vai me dizer que você nunca questionou Deus? Que nunca leu um pedaço da bíblia e disse: “poxa Cara, como assim?” Questionar faz parte de todo entendimento. Maria questionou quando o anjo disse que ela iria engravidar mesmo sem conhecer homem algum (sendo, é claro, um questionamento diferente do de Zacarias, que duvidou). Uma mulher cananéia também questionou, quando Jesus insinuou que só fazia milagres pros judeus (Mt 15, 21-28). E nem por isso ele deixou de ser Deus.

Mas existe um tipo de messianismo que Jesus fugiu de encarnar, e talvez essa fuga tenha colaborado para que seus amigos se afastassem quando ele mais precisava, uma vez que não entenderem seus propósitos: o messianismo político. Queriam um Rei para Israel que conduzisse a todos numa rebelião contra o funesto Império Romano, e governar magnânimo do alto de seu trono. Mas isso era tudo o que ele não queria. Mas o povo custou a entender.

A fome por um “salvador da pátria”, um pai de todos, é tão intrínseca à raça humana que ainda hoje não falta quem tenha ânsia de colocar os outros nesse lugar. Insistem na infabilidade do papa, um recurso não usado há quase um século pelo próprio papado. Juram que Obama salvará a África por puro humanismo, mesmo tendo ele interesses intrissecamente estadunidenses. E inventam uma forma de minimizar os erros de seus gurus, mesmo quando eles próprios o reconhecem e fazem o mea-culpa.

Quando botam alguém nesse trono (e, pior, quando alguém assume este lugar ao trono), o messias passa, então, a ser amado ou odiado – nunca analisado como um ser humano comum. Ou herói ou vilão, ou deus ou diabo. E, no botequim ou na faculdade, não importa a sensatez da pessoa para discutir outros temas; quando se fala no tal sujeito messiânico, os ânimos inflamam, e a lógica dá lugar à paixão. Às vezes, à primeira vista, parece até um discurso sensato, um e-mail equilibrado; mas ouse questionar para ver. Brotarão farpas e faíscas, e você será tachado de opositor. Você não vale, não pode questionar. É do outro lado, reacionário, inimigo disfarçado.

Charge Lula - Gazeta do PovoTalvez você já tenha sentido isso na pele; ou talvez você já tenha, até sem perceber, agido assim com alguém. Afinal, queira ou não, temos um presidente-messias, e não são poucos os que o endeusam.  Mas a grande questão a analisarmos, a meu ver, é: será que estamos realmente vendo-o como ser humano?

Endeusando-o ou demonizando-o, pouco faremos para encarar a realidade como se deve. E, cá pra nós, é muito fácil cair nesse simplismo: ele pede isso, ele quer isso; suas falas estão sempre evocando nossas emoções, nos fazendo ficar “contra ou a favor”, tomar partido com o coração. Mesmo que não percebamos…

Foi o messianismo que elegeu Hitler, de forma democrática. Foi como um “deus” que Getúlio implantou a ditadura, e quando todos já estavam vendo-o como “diabo”, arranjou um jeito de “sair da vida pra entrar na história” como um grande messias. A voz do povo nem sempre é a voz de Deus…

Mas e a sua voz… qual será?

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G Ephraim

“Não são livres todos aqueles que fogem das suas cadeias”

G. Ephraim

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Bebê na rede de proteçãoHoje tirei uma rede do meu quarto. Quando mudamos de apartamento, há alguns meses, estava lá aquela redinha de nylon, tampando as duas janelas da casa. O apê é até bem arejado, todo cômodo tem uma basculante por onde entra bastante luz, vento e um ou outro passarinho intruso. Dá pra ver um pedacinho do sol, se você tiver num dia bem romântico (ou meio “fresco” mesmo) e inventar de subir num banquinho pra ver a beleza do nascente. Mas bom mesmo, pra mim, é uma bela janela.

Então, após algumas semanas vendo a rua quadrada, de repente resolvi pegar uma tesoura e dar um fim naquele negócio. Na hora, me veio à mente uma cena nada agradável: o caso Nardoni, que teve grande repercussão na mída recentemente. Um pai com uma tesoura na mão, cortando uma rede de proteção igual à minha, mas por um motivo bem menos nobre: assassinar a própria filha, para tentar ocultar a sua culpa e a da esposa por terem espancado a criança. Em última instância, tanto eu quanto ele cortamos a rede buscando um pouco mais de liberdade.

E fiquei pensando sobre o significado de cortar uma rede de proteção. Ela existe, como o nome sugere, para proteger crianças de possíveis quedas. Adultos, teoricamente, não precisariam delas, porque saberiam lidar com a liberdade que têm. Nossa vida é cheia de redes: regras, ordens, restrições. Impostas, negociadas ou simplesmente inerentes à natureza, elas estão sempre ali, a nos limitar. Quanto mais novos, mais precisamos delas: crianças pequenas ainda não têm a experiência necessária para saber que se debruçar na janela é perigoso; para tal é preciso equilíbrio, que só vem com o tempo.

pássaro liberdade

Depois de uma certa idade, algumas redes são retiradas, mas outras redes sempre ficarão lá, a nos lembrar o que é certo e o que é errado, como devemos ou não viver. Sempre poderemos dar uma de Alexandre Nardoni, e cortar uma rede que sinaliza algo que não deveríamos fazer. Mas teremos que arcar com as conseqüências.

Uma rede é frustrante quando não concordamos com a razão dela existir. Às vezes estamos certos em protestar; às vezes não. Às vezes queremos cortá-la por simples curiosidade, por não sabermos a razão de estar ali. Quanto menos tentarmos explicar às crianças o sentido das redes, mais curiosas elas serão. Podem até não querer transgredir, por medo. Mas custarão a ter a plena consciência, por elas mesmas, do que devem ou não fazer.

Me lembro da infância, das coisas que aprendia e não fazia, pelos simples fato de meu pai conversar a respeito. Outras, simplesmente proibidas, sempre me inquietaram. Era mais difícil lidar com elas, mais frustrante. Freud dizia que a vida é um eterno lidar com a frustração (é claro, sendo Freud, sempre arranjava um termo chulo pra tudo: “castração”). Castrados ou não, talvez o primeiro passo pra aprender a viver seja mesmo descobrir que sempre seremos limitados, haja o que houver. A questão é saber como lidar com essa limitação.

Os Nardoni não souberam; eu espero saber lidar com a minha. Sei que, agora, posso olhar um pouco mais longe pela janela, mas sei que não posso voar por ela (embora às vezes lá no fundo dê vontade, né? rs). Tenho menos uma rede na vida, mas sei que nunca estarei totalmente livre delas. Um dia, quem sabe, não será uma delas que irá me proteger de alguma queda?…

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João Paulo II

“Amor é aquilo que une o que é diferente”

João Paulo II

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aliançaPois é. Amanhã nosso amigo “adevogado” vai se casar. E mais uma vez sinto aquela sensação estranha… Dois grandes amigos estão dando um passo decisivo na vida. Parece que foi ontem que conheci aquela menina alegre, que em algumas horas já será a “senhora Santos”. Já o “senhor Santos”, nosso grande paráclito e incentivador, parece que foi anteontem. Quando eu iria imaginar que estaria neste exato momento verificando se tem meia preta na gaveta, pra combinar com o terno… pra poder me sentar num banco de igreja e vê-los juntos num altar!

Se bem que, na verdade, já os vi num altar algumas vezes… Por vários motivos, presenciei ambos, juntos ou separados, em cima de vários altares – algumas vezes, inclusive, junto comigo e com outros amigos. Mas, por isso mesmo, por saberem muito bem o que significa um altar, sei que a próxima vez que subirem aqueles degraus, daqui a pouco, não será uma mera tradição cultural, como acontece em boa parte dos casos… Aquilo vai fazer todo sentido pra eles. Sabem bem o que estão fazendo!…

A vida passa. As coisas acontecem. Às vezes temos a sensação de que não, de que conosco é diferente… Mas tenho certeza de que se perguntar pra eles, me dirão a mesma coisa: “poxa, parece que foi ontem que conhecemos aquele garoto inquieto,  empolgado estudando psicologia”… E hoje estou aqui, com outra cabeça, outras preocupações, outra vida. A vida vai…

Nunca imaginei que veria um amigo casando. E quem diria: já vi tantos! Mas continuo sem saber o que dizer nessas horas. Imaginar tudo o que será a partir de agora, a vida conjunta, as vidas que surgirão, as dificuldades, as conquistas… É louco demais.

Difícil falar. Melhor ficar com uma música, que eu sei que será cantada amanhã. Claudinho e Rita, que vocês estejam sempre “namorando”! É o meu desejo!…

Um grandioso abraço… E todos os votos de felicidade do mundo!

Namorando – Grecco

“No fim será só eu, você e Deus”…

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O saber se aprende com os mestres.
A sabedoria, só com o corriqueiro da vida.

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Cora Coralina

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CSSFPor que há tantos “poréns” na legislação sobre o aborto? Por que há tantas dúvidas? Por que há tanta “vista grossa” em relação a alguns casos?…

Um dos motivos é que a nossa Constituição coloca o direito à vida como primordial para toda pessoa, mas o Código Civil diz que só se é “pessoa” depois de nascer, restando ao nascituro (a criança no útero da mãe) algo como “expectativas de direitos”. Ou seja, antes de respirar, nossos “direitos” podem ser relativizados, visto que são somente “expectativas”. Se por acaso houvesse como entrar uma lufada de ar no pulmãozinho de um bebê antes de sair do útero, aquele sortudo teria mais direitos do que outros nascituros, incluindo o de não ser abortado nos casos “especiais” previstos em lei…

Uma confusão, não é? Para tentar clarear mais as coisas, um grupo de deputados apresentou uma proposta de lei chamada “Estatuto do Nascituro” (PL-478/2007), que diz, basicamente: “nascituro é pessoa”. É, na verdade, uma repetição da máxima proferida por Jérôme Lejeune, cientista considerado pai da genética moderna “assim que é concebido, um homem é um homem”.

É claro, não é uma proposta fácil. Isso mexe com muita coisa, de pesquisa com células-tronco embrionárias a aborto em casos de estupro, hoje feitos com naturalidade pelo SUS. Você mesmo, que está lendo… lá no fundo, o que acha disso??

Era o que deputados debatiam acaloradamente na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) da Câmara, durante o dia de ontem. Do ponto de vista estratégico, era uma má hora para votar o projeto do Estatuto, visto que vários deputados favoráveis não estavam presentes…

Mas aí aconteceu algo inesperado. Inesperadamente tocante.

Uma deputada chamada Fátima Pelaes, que outrora lutava veementemente a favor da liberação do aborto, e que ainda não havia se manifestado durante oaquele dia, corajosamente toma o microfone e compartilha um pouco da sua história de vida. Mais especificamente, do início da sua vida.

Ela fora concebida dentro de uma prisão. Por estupro. De três homens.

Sua mãe, que já tinha cinco filhos, foi violentada enquanto estava presa, e engravidou. Quis abortar, mas não arranjou meios. E, graças a este fato, sua filha agora está ali, lutando por aquilo que acredita, como parlamentar brasileira. Viveu os três primeiros anos de vida com a mãe na prisão;  já adulta, ouviu o pedido de perdão da mãe; nunca soube quem era o pai, teve que se tratar para lidar com todo o trauma. Mas diz:

Fátima Pelaes“Dá-se um jeito… consegue-se sobreviver! Não é fácil. Mas é possível! É possível, sim! Só eu sei a dor… eu aprendi isso no dia-a-dia, de ver aquela mulher lutando, tirando força de onde não tinha, como uma mãe sabe!”

“Eu já estive também em alguns momentos nesta comissão defendendo [o direito ao aborto], dizendo que toda mulher tem direito, que a vida não começa na concepção. Mas eu precisava ser trabalhada, ser curada, eu não conseguia falar disso… Hoje eu posso.”

“Então eu acho que nós, enquanto representantes do povo brasileiro, temos que pensar: ‘que direitos nós mulheres temos de tirar uma vida?’

(Ouça aqui o depoimento completo – cerca de 5 min)

Ao final do pequeno testemunho, um deputado, emocionado como quase todos os presentes, sugere que a discussão seja encerrada e passe-se à votação. Não há mais o que debater.

Assim, o Estatuto do Nascituro foi aprovado, com apenas 7 votos contrários, e segue livremente em direção a outras comissões da Câmara, ao Senado, e à sanção do presidente. Quem estava presente diz que o furor dos opositores foi tamanho que a relatora do projeto teve que sair da sala amparada por seguranças…

O caso me fez lembrar uma situação recente, no último sábado, quando eu e Luís fomos fazer uma palestra – ou melhor, “bater um papo” – com um grupo de adolescentes lá em Belo Horizonte, tendo em foco a temática deste site e, em meio a tantos questionamentos sobre a vida surgiu um muito recorrente: “o que vocês, sinceramente, acham de aborto em casos de estupro?”

Não é, realmente, uma pergunta fácil de responder, especialmente quando não se passou pela situação. Mas, nessas horas, me vem à mente que há pessoas que merecem que contemos a sua história. Como esta deputada…

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Veja a íntegra do PL-478/2007, “Estatuto do Nascituro” – autores: deputados Luiz Bassuma (PV-BA) e Miguel Martini (PHS-MG); relatora (e colaboradora do projeto): deputada Solange Almeida (PMDB-RJ).

Veja o perfil da deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP) e mais sobre sua história de vida.

Disponível também o áudio completo da sessão (dividido por falas).

Deputados que votaram contra o projeto: Dr. Rosinha (PT-PR), Henrique Fontana (PT-RS), Pepe Vargas (PT-RS) ,Darcísio Perondi (PMDB-RS),  Arlindo Chinaglia (PT-SP), Rita Camata (PSDB-ES) e Jô Moraes (PCDOB-MG).

UPDATE (19/06/10): Chamaram-me a atenção para um fato importante:  a versão aprovada do Estatuto foi, na verdade, um substitutivo, que trocou a palavra “pessoa” por “ser humano”, ainda constando a expressão “expectativa” em relação aos direitos, e mantendo-se o Código Penal como está. Detalhes que, numa leitura rápida, pode-se não perceber. Ou seja: trata-se, sim, de um avanço, mas ainda poderia ser bem melhor… Torçamos para que, até ser definitivamente aprovado, ele retorne ao seu teor original!

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tempos-modernos

Pensamos demasiadamente e
Sentimos muito pouco…
Necessitamos mais de humildade
Que de máquinas.
Mais de bondade e ternura
Que de inteligência.
Sem isso,
A vida se tornará violenta e
Tudo se perderá.


Charles Chaplin

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